Texto sobre Sol
Gratidão é o que eu sinto ao ver o sol se pôr...
Saber que em meio a tantas dificuldades, dissabores,
conflitos, não me faltou sabedoria para driblar um
por um. Poder contemplar o findar do dia é uma
satisfação que não tem preço, ainda mais quando
se fecha um dia com a sensação de missão cumprida.
Graças te dou meu Senhor e meu Deus, que me iluminou
e me sustentou debaixo de suas asas.
Seja Luz
Amanhanhecer e observar o dia
É motivo de alegria
Sol na janela me desperta
Mas temos um alerta
Viver na Paz para não machucar
Aqueles que um dia nos fizeram chorar
Perdoar e sua alma elevar
Seja Luz para nossa vida evoluir
Ainda não quero partir
Sejamos sempre pessoas com coração puro
Não esqueçamos que em um instante tudo pode estar escuro .
Trabalhamos com toda seriedade e honestidade
Em qualquer canto da cidade
Converse com seu amigo , para demonstrar que ele conte contigo.
Vivo para não maltratar ninguém
E isso me faz bem
Queremos ser luz na vida de alguém
Semeamos o bem sem olhar a quem
Assim não seremos refém
De um mundo de guerras e impurezas
Mas uma coisa tenho certeza
Estou leve e com muita pureza
Seja você também luz
Pra que essa vida que conduz
Os leva bem distante daqui
Qdo teremos que partir
Seja Luz !
Aqui e onde preciso for
Jamais causará dor
E viva com amor .
Seja Luz
Amanhecer e observar o dia
É motivo de alegria
Sol na janela me desperta
Mas temos um alerta
Viver na Paz para não machucar
Aqueles que um dia nos fizeram chorar
Perdoar e sua alma elevar
Seja Luz para nossa vida evoluir
Ainda não quero partir
Sejamos sempre pessoas com coração puro
Não esqueçamos que em um instante tudo pode estar escuro .
Trabalhamos com toda seriedade e honestidade
Em qualquer canto da cidade
Converse com seu amigo , para demonstrar que ele conte contigo.
Vivo para não maltratar ninguém
E isso me faz bem
Queremos ser luz na vida de alguém
Semeamos o bem sem olhar a quem
Assim não seremos refém
De um mundo de guerras e impurezas
Mas uma coisa tenho certeza
Estou leve e com muita pureza
Seja você também luz
Pra que essa vida que conduz
Os leva bem distante daqui
Qdo teremos que partir
Seja Luz !
Aqui e onde preciso for
Jamais causará dor
E viva com amor .
Sempre na esperança de um clima favorável
O Sol esquentando cada vez mais
Tenho pena das plantas e dos animais
Esse povo sofre demais
Vem desde a época dos nossos ancestrais
Já foram escravos , massacrados e torturados
Aqui nessa terra o povo batalha
E ainda somos vistos como vagabundos
Por aqueles que se acham donos do mundo
Venham viver nossas vidas
Não sobreviveriam um dia .
Aqui no Sertão temos a força de um Leão
Diferente de vocês que não aprenderam dividir o pão
A hipocrisia dessa elite que diz:
Vencemos por meritocracia
Não é isso que vejo , é muita ironia
Falam em Jesus e agridem o irmão
E ainda sim, querem salvação
Aqui não vem água do céu
Só a folha seca em meu Sertão
Uma rachadura no chão
Tenha piedade e compaixão
Precisa a história entender
Ao invés de apenas nos ver sofrer
Ajoelho aos pés dessa cama
O que Deus tem pra nós por esse povo que o clama.
"A cada manhã
um novo sol,
olha para mim,
e sinto que
me sorri,
me encoraja a
viver tudo,
o que posso e mereço.
Viver essa vida intensamente...
Dançando,
Cantando...
Amando...,
pois a vida é
uma dádiva,
um milagre,onde
acordo todos os dias
com fé,e sei
que serei
FELIZ!!!"
Tati Oliveira-10.04.2013
Fim do dia
Chegou o fim do dia
E você não me esperou
Dessa vez
O Sol caiu
A Lua não apareceu
Os pássaros dormiram
Foram para seu ninho
E eu fiquei aqui
Sem saber de você
E talvez seja melhor
Os dias fazem sentido sem você
Preciso buscá-la
Onde quer que esteja
Minha saudade sempre te encontra.
Jean César
Eu te vejo no sol do meio dia
Brilhante e forte, cheia de alegria
Eu te ouço sempre que a chuva cai
Entra pelos ouvidos e do pensamento não sai
Eu cheiro teu perfume nas flores de jasmim
E em oração peço pra Deus "traga ela pra mim"
Eu te reconheço das páginas de um livro antigo
É perfeita, singular. Materialização do perigo (...)
Teus olhos são como miragens,
Teu sorriso é tão belo e brilhante quanto os brilhos do sol e da lua,
Teus lábios são como diamantes que a cada vez mais aumentam meu desejo
Tua voz é mais bela que o canto do melhor rouxinol
Teu corpo me chama pra uma dança até a lua
Meu coração chama o teu pra uma dança até o amor e nunca mais sair de lá
Tu és como um anjo que desceu do céu
Um anjo que roubou meu coração
Tu és o anjo mais belo do mundo.
O ser humano se ergue como um sol imaginário, desejando irradiar sua presença e ser contemplado por todos.
Busca incessantemente o olhar alheio, como se a própria existência dependesse da aprovação que recebe.
Não satisfeito em brilhar, transforma-se em espelho: reflete aparências, imita gestos, veste máscaras.
Na ânsia de ser visto, confunde brilho com reflexo, essência com superfície.
E, paradoxalmente, mesmo vivendo cercado pela luz, não encontra tempo para ser luz.
Prefere o espetáculo da aparência à profundidade da verdade.
Prefere o clarão efêmero ao fogo silencioso que ilumina de dentro.
Assim, o ser humano se perde na ilusão de ser estrela, quando poderia ser chama.
Se perde em querer ser visto, quando poderia simplesmente ser.
Mais uma vez!
Mais uma vez, o sol visita a janela,
e o dia acorda com cheiro de promessa.
A brisa sopra mansa sobre a alma,
lembrando que viver é graça e não pressa.
Mais uma vez, posso recomeçar,
refazer o que a pressa desfez,
sorrir onde chorei, plantar onde errei,
e ver Deus me guiando outra vez.
Mais uma vez, o café tem sabor de vida, a mesa simples, o pão, o olhar,
A gratidão no ordinário quando o coração acredita que a rotina é uma forma de Deus se revelar.
Mais uma vez, respiro, penso e agradeço,
porque até o comum é divino quando há amor.
Cada manhã é um gesto de Deus dizendo:
“Filho, te dou nova chance e novo ardor.”
Mais uma vez... e que bênção seja assim!
Viver, cair, levantar e seguir.
Pois toda repetição do bem é semente e quem planta fé, colhe a vida e o existir.
"Quando o Sol se avergonha no horizonte, eu sei que a saudade vai recair sobre o meu eu, de novo.
Ela se via como Ouro de Ofir, mas era só uma bijuteria, ouro do tolo.
Quando a vislumbrei, conclui meu hara-kiri, ela não teve dó; teve dor, ela não teve zelo; ela agiu com dolo.
A infância, a juventude, são tão boas, a inocência é tão doce, sinto falta da minha ignorância, sinto falta das vezes em que fui tolo.
Quando se ama, quando se envelhece, percebe-se que até mesmo a ausência de algo pode ser doloroso.
Um cheiro, um beijo, um olhar, uma carícia, aquele 'eu te amo', um corpo.
Quando o amor nasce, floresce em um só peito, em um só coração, é um sentimento natimorto. Recordo-me de nós, das vezes em que tentei, das vezes em que, mesmo sem errar, errei, e só me vem o desgosto.
Paguei, ah sim, mas paguei por todas as iniquidades, pecados desta e de outra existência: já não devo mais nada ao Deus, deixe minh'alma longe de outra vida com ela, Pai, não quero esse martírio, de novo.
Se fui feito para ela, então, me desfaça, Pai, destrua minha existência, me faça rastejar pelos sete infernos, mas não me faça olhar uma outra vez na constelação daquele olhar, o de minh'alma, o poço. Sei que errei, fui parvo, pecador, boêmio, nunca um bom moço.
Mas, mesmo que o Senhor, por sobre os céus, castigasse Lúcifer com o amor incondicional àquela mulher, eu rogaria para que, com o de muitas faces, fosse mais piedoso.
Nem mesmo ele merece o castigo que eu, um mero mortal, experimento dia após dia, um inverno após o outro.
Meu coração sangra ao lembrá-la, sinto meu peito roto.
Eu a escuto em toda voz, toda brisa tem seu cheiro, todo beijo tem o macio dos lábios, eu a vejo em todo rosto.
Disseram-me, certa vez, que eu estava somente apaixonado; era melhor o atestado de insanidade, terem me trancado como um louco.
Ela não ama, Pai, ela é incapaz, e, por amá-la em demasia, torno-me um ser extremamente odioso. Indiferente à dor alheia, se não posso ter o que mais almejo, por que poderia qualquer outro?
É errado, meu Deus, eu sei, mas ela me tornou um ser invejoso.
Percebo que era falácia, dela, cada choro.
E uma vez mais, eu a amaldiçoo.
Eu, que tentei ser o melhor homem que ela poderia ter ao lado, hoje parece que lancei meu espírito ao dos sentimentos, o esgoto.
O Sol parece já estar nascendo, devaneei, uma vez mais, com o copo cheio, até que tu, sobre o céu, me mates, eu hei de sofrer mais um pouco.
Pois, quando o Sol nos sorri no horizonte, eu sei que a saudade vai recair sobre o meu eu, de novo..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador, A Oração do Desesperado
"Como eu queria, o descampado e o pôr do sol ao fundo.
Um beijo, um abraço e, em meus braços, o meu mundo.
Como eu queria, o fim de tarde, enfrentar a noite sem preocupações, as velas, o jantar e, sobre mim, sua pele, o veludo.
Eu queria tanto, mas meu querer é tão pouco e, para tê-la, eu daria tudo.
O negro dos seus olhos, o castanho do cabelo, o rosa da boca, o olhar taciturno.
A madrugada me invade, lembro de ti, meu peito acelera, eu sei que deveria, mas não te repugno.
Imagino nós dois, tolice minha, velejo nas lembranças e, uma vez e outra mais, me afundo.
Você é a única mulher que amei, a única mulher que amo e, mais uma vez, me puno.
Me puno, por não esquecer o que deveria ter sido esquecido, não matar o que jamais deveria ter nascido, ter temido, o do nosso amor, o luto.
Me pego reflexivo: não é amor, nunca foi, não pode ser, é algo absurdo.
Talvez seja uma doença, uma insanidade, uma psicose, um surto.
Ao vê-la, eu deveria ter sido cego; ao ouvi-la, sido surdo.
Olho para a árvore do nosso sentimento, não a reconheço, seca, esquálida, morta, com galhos tortuosos e, nem mesmo, quando fora vívida, dera algum fruto.
Talvez, o nosso fim, tenha sido culpa minha, confesso, que, por vezes, sou deveras obtuso.
Nunca almejei riquezas, sou um homem simples, o pouco pra mim é luxo.
Tudo que eu queria, era somente aquele descampado, você em meus braços e o pôr do sol ao fundo..."
O Despertar do Efêmero
Sob o pálido sol de dezembro, desvelou-se-me o arcano, O veredito inexorável que a carne, em silêncio, ocultara: Eu, que por tanto tempo fui espectador do ocaso humano, Vi, enfim, que a foice do tempo também por mim esperara.
Contemplei a linfa das fontes secar sob o sólio do estio, Vi a carcaça do bruto e a fronde do carvalho ao chão, Mas em meu peito habitava um delírio, um soberbo desvio, De julgar-me eterno em meio à universal devastação.
Pois agora, que o fado me fita com olhos de abismo, Não há lugar para o tédio ou o repouso do espírito; Rompeu-se o cristal da inércia, cessou o anacronismo, Sou um vulcão de urgências sob um céu infinito!
Urge-me o peito por amar, com a sede dos condenados, Desejo o domínio das águas e o governo do veloz aço; Quero o riso que fere e os prantos por mim derramados, Sentir a vida vibrar antes do gélido e último abraço.
Não me falem de espera, de amanhã ou de tardança, Pois o tempo é um rio que em mar de nada deságua; Quero o martírio do afeto, o triunfo e a esperança, Viver em um átimo o que o século consome em mágoa.
Que a pressa me guie! Que o sangue pulse em rito de guerra, Pois descobri, entre as sombras, a luz que a alma consome: Só vive deveras quem sabe que é apenas pó desta terra, E que o sopro divino é o que escreve, no vento, o seu nome.
Lua e Sol
Ele é a lua,
silencioso, inteiro no mistério,
brilha sem prometer calor,
aprendeu a existir sozinho no escuro.
Eu sou o sol,
chego cedo demais,
ilumino sem pedir licença,
amo em voz alta,
aqueço até quando tenho medo de queimar.
Ele se esconde quando sente demais,
eu fico quando tudo aperta.
Ele aprende a sobreviver no silêncio,
eu transbordo porque sentir é o meu jeito de viver.
Às vezes nos encontramos no horizonte,
naquele instante raro
em que noite e dia se tocam
sem se ferir.
E ali… tudo faz sentido.
Mas logo o mundo gira.
Ele volta a ser lua.
Eu volto a ser sol.
Não porque não exista amor,
mas porque nem todo brilho foi feito
para permanecer no mesmo céu.
Ainda assim,
se um dia ele olhar para cima
e sentir saudade do calor,
vai saber:
eu nunca deixei de nascer.
E se eu olhar para o céu à noite
e vê-lo inteiro,
vou lembrar que nem toda distância
é ausência.
Sol e Sombra — Leão
És fogo dourado ao nascer do dia,
Presença que ilumina qualquer sala.
Tens no peito a coragem dos reis,
E nas mãos, o gesto generoso que acolhe.
Teu entusiasmo é chama que inspira,
Tua lealdade, muralha contra a tempestade.
Sabes liderar sem pedir licença,
E transformar o comum em espetáculo.
Mas… oh, Leão, o mesmo sol que aquece também cega.
Teu orgulho é coroa e armadura,
E às vezes teu rugido ecoa mais que a escuta.
O aplauso que te alimenta
Pode virar fome sem fim.
A vaidade pinta teu retrato
Com tintas que nem sempre são tuas.
E a sede de ser centro
Às vezes te afasta da constelação ao redor.
És luz radiante e sombra projetada,
Coração aberto e ego atento.
Virtude e defeito, tão juntos,
No reinado intenso de ser Leão.
Raios de sol despindo o véu que a madrugada vestiu ...Vejo o vento tilintando na saia da bailarina amarela fazendo-a levemente bailar... Enquanto seus soldadinhos verdejantes aplaudem a doçura de seus movimentos ...
Eu humilde espreito da janela tal espetáculo que nunca mais sera igual ...Mais lindo talvez ...Mais nunca igual...
Sol quente que queima o rosto,
rosto pálido, negro, asiático ou rico.
Sol que traz energia,
sol que pode extinguir o olhar da vida.
Nordeste é força,
que como o umbuzeiro se entrelaça para oferecer doçura.
Umbuzeiro que, para isso, entrega o seu fim,
mas, como nas anomalias da vida,
pode ressurgir.
Pois o mesmo sol que queima
é o que permite à vida renascer.
Embaixo de uma árvore, um menino acariciava um cachorro,
cachorro de pelos dourados com o sol que esverdeava folhas
folhas amassadas e quebradas pela bola arremessada que atingiu a árvore,
árvore que continha folhas, e ao redor do menino
um adulto que, obeso, reluta em levantar
o menino observa o adulto, homem que toca, que acaricia a própria barriga
o menino, em veloz movimento, toca o braço do homem
o homem, em espanto, escuta do menino: "Por que não está feliz nesse belo dia? Se levante."
o homem, com uma lágrima tímida, recita: "Não posso, não sou belo."
o menino acaricia o seu cachorro e diz: "Sabia que tem dias que é difícil acariciá-lo assim? Pois, se não remove o excesso de pelo, torna-se espesso e sufocante."
o homem mais uma vez acaricia a própria barriga, apertando como se quisesse arrancá-la, e recita: "Não é a mesma coisa, jovem menino."
o menino, em um belo sorriso, recita: "Eu nunca pude fazer sozinho, mas hoje cortei um pouco, somente um pouco. Você também consegue."
o menino se levanta, ao segurar o braço do senhor, o cachorro o auxilia e o senhor se levanta
a árvore que confrontava, agora brincava com a sombra, o homem que acariciava a barriga surgia magro, estendendo a mão ao menino, que em sombra era um belo rapaz.
No jardim, coloridas flores nasciam
Éramos jovens e o futuro bem distante
O sol tocava levemente nossas faces
A felicidade, naqueles dias, uma constante.
Tua pele, pura seda, sempre perfumada
Teus beijos tinham gosto de hortelã
Passeávamos pelo jardim de mãos dadas
Vivíamos alegres num hoje sem amanhã.
O sol está quente, assolando meu inverno.
Sem você aqui, moça bonita, tudo é castigo.
O frio morde, e eu não sei fugir
dos pensamentos que insistem em ti.
Eles devastam meu mundo engessado,
preso, atado, sem saída.
Então resmungo em silêncio aflito,
grito alto teu nome — joia do Nilo —
para que ninguém perceba
a nudez da minha aflição.
Será castigo do céu me assolar assim?
Caio de cara na terra, esmurrando o chão,
até que toda força se acabe em mim.
Só então clamo aos céus, linda mulher.
Por quê? Por que me sinto desbravado,
preso numa liberdade vazia,
longe da mulher que me deste?
Quem sabe o céu conforte
essa angústia medonha.
Confesso tudo, até na prece mais fervorosa,
e chamo teu nome —
minha rainha.
