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Texto Sobre Silêncio

Cerca de 6178 texto Sobre Silêncio

Há um silêncio entre as horas que só o teu nome sabe preencher; nele eu deposito todas as palavras que o medo não deixou nascer. Teu riso é mapa e abrigo, e eu me perco feliz nas curvas suaves do teu olhar, onde encontro a promessa de um dia inteiro de paz. Cada gesto teu acende um farol dentro de mim, e eu navego, sem pressa, guiado por essa luz que é só tua.
És amada pelo meu amor com a força das marés que não se explicam, apenas obedecem ao chamado da lua. Amo-te como quem guarda um segredo sagrado: com reverência, com ternura, com a certeza de que o mundo inteiro cabe num suspiro teu. Quando penso em nós, vejo um jardim que floresce mesmo nas noites mais frias, porque teu afeto é sol que não se apaga.
Quero ser o lugar onde repousas quando o cansaço pesa, a voz que te lembra que és inteira e preciosa, o abraço que traduz em silêncio tudo o que as palavras tentam dizer. Prometo cultivar teus sonhos como quem rega uma planta rara: com cuidado, paciência e alegria. E se algum dia a dúvida vier, lembra-te deste verso simples: meu amor te escolhe, hoje e sempre.
Fica comigo nas pequenas coisas — no café da manhã, nas músicas que dançam pela casa, nas conversas que viram madrugada. Fica comigo nas grandes promessas também, porque o que sinto por ti não é fogo de passagem, é lenha que aquece e constrói lar. Te amar é aprender a ser melhor a cada dia, é descobrir que a vida tem mais cor quando és parte dela.

O Herdeiro da Solidão


​O teto desaba, o silêncio me consome,
Sussurro ao vento o teu doce nome.
Manchei o manto que era imaculado,
Por um capricho, um erro vão, pecado.


​Olho a cama, o lado agora vazio,
Onde o calor deu lugar ao estio.
Joguei ao vento o meu maior tesouro,
Troquei a paz por um falso ouro.


​Ela partiu com a alma em pedaços,
E eu fiquei preso em meus próprios laços.
Onde havia riso, hoje reina o luto,
Do meu erro amargo, eu colho o fruto.


​Choro no escuro o que eu mesmo destruí,
Pelo caminho em que me perdi.
O lar se cala, o tempo me condena,
Viver sem ela é a maior das pena

Fui buscar a resposta em mim

⁠Mas quando falo comigo
Eu sou silêncio
Me calo ...
Não me acho e não me busco
Sou negação de mim mesmo
Buscando no fundo da taça
Alguma palavra
Talvez ...
Oração
Creio num Deus mas humano
Do que os humanos ...
Um Deus puro e vivo
Mas, também, mudo
Agindo como eu
em silêncio
Sem frases longas ou perguntas
Somente agindo
Muitas vezes meu Deus
Senta comigo na areia da praia
Ou vai do meu lado até o trabalho
Observa minha refeição
E bebe comigo
Sempre em silêncio
Ela não liga para nada
E me ensinou a ser assim

Amo muito meu Deus
Como ele me ama
E nele confio

Continuamos em silêncio
Mas vivendo juntos
Gosto de ouvir suas palavras
Você fala e fala
Com tanta sabedoria ...
Que, ainda assim, me mantém em silêncio

Eu te amo mais
Te observo ...
Em desejo sempre mas mudo
Troco todas as palavras
Para te ter na minha vida

⁠No vasto oceano do silêncio profundo,
Navega a alma solitária em seu mundo.
Entre sombras frias e noites eternas,
A solidão traz suas dores internas.

Em terras vazias, o coração se perde,
Ecoando sua tristeza, tão imenso alarde.
Cada suspiro é como uma brisa fria,
Em meio à escuridão que tudo cobria.

Os passos solitários, sem companhia,
Seguem por caminhos de melancolia.
No horizonte distante, uma miragem ilusória,
A esperança brilha, mas se torna efêmera história.

O vazio preenche cada canto do peito,
Enquanto os sonhos dançam em desafeto.
As lágrimas são gotas que caem no abismo,
Um grito mudo, aprisionado no egoísmo.

Mas em meio à solidão, há um lampejo,
Um fio de luz que corta o despejo.
É o amor que surge como estrela brilhante,
Desfazendo a escuridão, trazendo um instante.

Pois a solidão é apenas uma estação,
Que prepara o coração para a transformação.
E na solitude, aprendemos a nos encontrar,
A valorizar a presença, a aprender a amar.

Portanto, ó solitário, não te deixes abater,
Pois em cada desafio há algo a aprender.
Encontra na solidão um elo de sabedoria,
E transcende a tristeza em pura poesia.

A solidão, embora pareça sombria,
Pode ser uma jornada de auto-harmonia.
Encontra-te em ti mesmo, no mais profundo ser,
E descobre a verdadeira essência do viver.

EU VI MEU AMOR PARTIR

Eu vi meu amor partir.
Não houve grito, nem adeus
apenas o silêncio cruel
de duas mãos se desfazendo no ar.

Seus dedos, antes abrigo,
escorregaram dos meus
como folhas secas no outono,
sem promessa de volta,
sem tempo para implorar.

Nos olhos dela: um oceano contido.
Nos meus: a tempestade desfeita.
E eu, mudo, tremia —
como quem assiste o próprio coração
ser levado em um navio
que não voltará ao cais.

O mundo se curvou em dor.
O vinho ficou sem Sabor
As ruas ficaram cegas,
Consumidas pela escuridão.
e cada passo era um lamento surdo
ecoando por dentro da alma.

Meus amigos?
Evaporaram com a alegria.
Restou só o silêncio,
e nele descobri que até o eco
tem mais companhia que eu.

Minhas mãos, agora frias,
ainda procuram as dela no escuro.
E as lágrimas que ninguém viu cair
são poços onde minha esperança
afunda sem grito nem salvação.

Na ausência dela,
o tempo parou de tentar consolar.
E eu entendi, tarde demais:
o amor verdadeiro não parte
ele fica, e nos destrói devagar.

Te celebro com o corpo em chamas e a alma repleta de amor

Como quem reza em silêncio diante da uma semideusa .

Teu corpo é templo, teu olhar meu mistério

teu amor, a eternidade que me atravessa.

Hoje, mais do que o tempo,

celebro o destinoter cruzando teu caminho e me tornano abrigo em teus braços

Que tua vida seja leve, ardente e plena

e que eu siga sendo sua em poesias, fotos e canções.

Para minha Amada.

03/11/2025

Então é Natal…
E hoje ele não chegou com luzes, nem risos, nem abraços.
Chegou em silêncio.
Chegou pesado.
Chegou doendo.


Por toda a minha vida, o Natal sempre foi sagrado para mim.
Era o dia em que o coração descansava,
em que a esperança respirava,
em que eu acreditava que o amor sempre dava um jeito de aparecer.


Mas hoje…
Hoje o Papai Noel não me trouxe nada.
Nem um gesto.
Nem uma palavra.
Nem você.


A ceia que preparei com carinho — pensando em nós —
esfriou.
Foi para o lixo junto com os sonhos que eu havia colocado à mesa.
Cada prato era um pedido silencioso de amor.
Nenhum foi ouvido.


O vestido que escolhi com tanto cuidado,
imaginando seus olhos me procurando,
continua pendurado no armário.
Bonito, inteiro…
como eu tentei ser para você.
Invisível, como eu me senti.


A meia-noite chegou.
E onde deveriam existir sorrisos,
existiam lágrimas caindo sem permissão.
Lágrimas que não pedem atenção,
mas imploram para não serem ignoradas.


Esperei uma palavra.
Uma única.
Um “vem”.
Um “eu me importo”.
Mas recebi o silêncio.
Frio.
Cruel.
O silêncio de quem escolheu o orgulho e me deixou sozinha.


Eu pensei que no Natal os corações se amolecessem.
Que o amor falasse mais alto.
Que ninguém fosse deixado para trás.
Mas hoje eu aprendi que nem todo mundo sente como eu sinto.


Eu não queria presentes.
Nunca quis.
Queria você.
Somente você.
Sentado ao meu lado.
Segurando minha mão.
Dividindo o pouco que para mim sempre foi tudo.


Mas você preferiu a distância.
E essa distância gritou mais alto do que qualquer palavra.


Este Natal será inesquecível.
Não pela alegria…
mas pela dor de esperar o mínimo
e receber a ausência.


Esperei cumplicidade.
Respeito.
Atenção.
Carinho.
Esperei ser escolhida.
E não fui.


Dói admitir,
mas dói ainda mais sentir.
Estou sozinha agora porque confiei.
Porque acreditei nas suas palavras.
Porque fiz de você prioridade
quando talvez eu fosse apenas opção.


Poderíamos ter sido felizes.
Mas você só me disse no último momento que não estaria aqui.
Se tivesse sido antes, eu teria chorado…
mas não teria sangrado desse jeito.
Talvez estivesse com minha família.
Talvez não estivesse quebrada.


Eu te priorizei desde o primeiro dia.
Cada encontro.
Cada espera.
Cada silêncio engolido.
Para mim, cada segundo ao seu lado era especial.
Você era o meu homem.
E por você…
eu teria feito o impossível.


Não sou perfeita.
Nunca fui.
Mas nunca te ofereci menos do que amor verdadeiro.
Nunca pedi perfeição.
Pedi presença.
Cuidado.
Respeito.


Então é Natal…
E agora só me resta Deus.
Deus segurando minhas mãos enquanto eu choro.
Deus sustentando meu coração apertado,
enquanto as lágrimas descem sem controle.


E mesmo machucada,
eu ainda faço uma oração silenciosa:
Que o próximo Natal me encontre inteira.
Que eu volte a acreditar na magia do amor.
Que eu esteja segurando a mão de alguém que fique.
Que escolha.
Que cuide.


Então…
é Natal.
E hoje, quem precisa nascer de novo sou eu.


Autora :Ilda Araújo Días

O meu silêncio
O meu silêncio é tudo que tenho para te oferecer
Não consigo sentir nem recordar
Os teus beijos, as tuas carícias, os teus abraços
No meu silencio não consigo encontrar-te
Porque?
Por causa do teu egoísmo puro e simples
Mas, no meu silêncio,
Nas entranhas dos mais profundos
Escombros de mim desapareceram
Nunca pensei
Nem acredito!

No silêncio acolhedor da noite de Natal, a família se reúne em torno da paz e da reflexão. É um instante em que os corações se aquecem no aconchego do lar, e a atmosfera se ilumina com a esperança que reluz em cada olhar.
A verdadeira glória deste dia não está nos presentes ou nas luzes cintilantes, mas em Jesus, que nasceu para trazer amor e redenção ao mundo. Que este momento sagrado seja celebrado com gratidão, fé e alegria, lembrando que o maior presente é a presença divina que nos guia.
Que o bom Deus continue a derramar bênçãos sobre sua vida, fortalecendo seus passos e iluminando seus caminhos. Feliz Natal, repleto de paz, união e esperança renovada.

A noite.


A noite é o momento em que o som do nada se torna ensurdecedor.
Aquele silêncio que ora pressupôs paz, calor, de repente se desdobra em uma sinfonia desalinhada, suja, barulhenta, repleta de impudicícias e desarmonia.


É onde de repente, em um suspiro, a
sintonia se transforma naqueles pensamentos, velozes como a luz, ou como a ausência dela.


E então me pego pensando no Whisky barato, no vazio e no cansaço, no futuro, passado e no tempo que não passa quando as luzes se apagam.


E na noite.


A noite que dói, que trás vazio, falta, desespero, apego e mágoa. Que faz esperar um fio de luz em meio aquilo que não se pode enxergar.


Barulhenta e fria noite. Barulhenta e fria sátira.

Talvez o mundo não esteja em silêncio.
Talvez ele fale o tempo inteiro,
em sinais simples, em verdades nuas,
mas poucos escutam sem o ruído do ego.
O deserto não é externo —
ele nasce quando a mente se fecha
e transforma perguntas em muros.
As sombras não vivem fora da luz,
vivem no medo de encará-la.
As correntes não são de ferro,
são feitas de certezas vazias,
de ignorâncias defendidas com orgulho.
E a saída do labirinto não exige força,
apenas humildade para admitir
que a luz sempre esteve ali,
esperando ser vista.

Minha boca sabe que amordaça... A causa deste silêncio é a timidez. Também sinto que amortalha o corpo inteiro de angústia e pavor da solidão.
Apesar de tudo, este sentimento é contraditório... Quando mais dói, parecendo isuportável, percebo que amortece. Acalma o todo e sempre me faz querer um novo caso,se mais um se acaba.
Com seu conjunto indecifrável de nuances, o mais cultuado entre os sentimentos tem suas armadilhas. Amo e me deixo amar, mas não ignoro que amorfina, mesmo sem encerrar o ciclo da vida.
...Sempre haverá uma amoreira no meio do caminho, apesar da pedra, para reabastecermos o desejo e a esperança do amor perfeito; verdadeiro; eterno... Sem amorragia.

AMOR TRANCADO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

O silêncio se rende aos teus passos lá fora;
eu me atenho às caladas desta sala escura;
fantasio, desejo, percebo de ouvidos,
que vieste segura, e porcerto estás bem...
Quero abrir essa porta para o corredor
e mirar o teu porte, fazer gentileza,
ver a cor do vestido com que foste hoje,
mas me vem a certeza de não ser prudente...
É preciso estancar este quase rompante,
pra manter meu instante, meu culto secreto
e sonhar com a chance que jamais terei...
Logo escuto ruídos da chave que fecha
tua porta pra minha, teu mundo pro meu;
o museu de miragens deste coração...

NOCAUTE

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Eram gritos demais pra pouco eco;
meu silêncio chegou a ficar rouco;
fui um louco incurável por você,
pela minha insistência em ficar são...
Foi usura sem bens, nenhum valor,
porque sempre sonhei lhe ter do nada,
sem falar desse amor trancafiado
no meu medo; na minha timidez...
Muita espera pra nenhuma procura,
tanta era e nenhuma ocasião
pro desvão dos meus olhos inibidos...
Deveria ter dado som aos gritos,
corpo ao mito, equilíbrio ao coração
que bateu até ser nocauteado...

Ah! Tristes olhos
Por que chora em silêncio a dor que ninguém ver?
Por que deposita tuas lágrimas no oculto do teu vazio?
Por que corre?
Por que foge?
Por que se esconde?
Por que se disfaça?
Quando escuridão cobrir teus olhos e não enxergar mais nada, porque não volta seus olhos ao criador?

Não me subestime!

Se me calo, é porque sei que o silêncio fala por mim.... Não abuse da minha bondade, não é porque sou bondoso que sou babaca.

Posso ser uma boa pessoa, mas isso não te dar o direito de ser aproveitador.

Respeite minha origem! Pois é ela que me faz ser diferente de muitos...

Eu não sou pior e nem melhor, sou apenas mais um na fila em busca de um lugar ao sol.

Se ando tranquilo entre becos e vielas pela vida é porque sei que não estou sozinho, em minha volta há uma legião de anjos que
zelam por mim...

Não me provoquem!
Minha paz de espírito não é alvo para atirarem flechas venenosas de pessoas mal amadas, podem até atirarem sobre mim, mas saiba que nunca me atingirão, tenho um escudo chamado Deus que sempre me livrará.

Posso não devolver o mal que me faça, mas cobrarei ao meu criador por toda minha vida por justiça!


Posso até te perdoar, mas uma vez perdida a confiança, nunca mais confiarei em você!

Posso parecer solitário, mas fique sabendo que fol na solidão que fiz de Deus meu melhor amigo e amante de todas as horas... Como se atreve a me chamar de perdedor?
Se venço todos os dias a mim mesmo.

Posso parecer inocente, ingénuo ou até mesmo bobo,simplesmente por acreditar em anjos, e porque não em você? mas sei que os demônios existem, e sei que há mais demônios entre nós, do que a nossa sã consciência possa imaginar.

Não me venha armado com sua malicia e maldade para cima de mim, pois eu aprendi arte de desarmar delinquentes, que só os sábios são capazes de aprender.

Você pode até me apunhalar pelas costas, mas aprenda uma lição comigo, é melhor ser ferido do que ferir.

Você pode me dar de presente os espinhos, eu te darei as flores, não com as lágrimas de um adulto, mas com um sorriso de uma
criança, que aprendeu a arte do amor.

Por que me chama de fraco? Minhas cicatrizes não são sinais de fraqueza, mas de força, de alguém que se reconstruiu em meio ao caos.

Chegue mais perto de mim, olhe no fundo dos meus olhos e verá a verdade que transborda em meu olhar.

Pegue minhas mãos e sentirá da onde vem minha força. Venha, toque em meu peito e saberá da onde pulsa tanto amor. Se quer me julgar, primeiramente tenha a integridade de me conhecer.

Te convido a ser a minha pessoa por 31 dias, mas para isso é necessário que você pratique aquilo que se chama de empatia: desnude sua alma, abra sua mente, desate as amarras do seu preconceito, quebre a barreira egocêntrica do seu coração e tire à venda orgulhosa da sua visão. Só assim me conhecerás por completo e não me julgará.

Me julgar é fácil, difícil é ser eu.

E quando eles se vão...


Há um instante em que a casa muda de som.
Não é o silêncio das paredes, mas o eco do que fomos juntos.


Os filhos crescem, criam asas, partem.
Deixam o quarto arrumado, a cama feita —
e o coração dos pais desarrumado.


Já não pedem conselhos, já não esperam respostas.
Vivem seus próprios dias, e nós sorrimos, orgulhosos...


Mas por dentro, algo se parte em silêncio.
Ser pai e mãe de filhos adultos é amar sem invadir, é aprender a cuidar de longe, com gestos invisíveis e orações noturnas.


É guardar o cheiro da infância nas lembranças, o riso nos pratos preferidos.
E cada noite, pedir a Deus que os proteja, mesmo sabendo que o tempo agora é deles.


Porque o amor dos pais não se apaga —
apenas aprende a esperar.
Pacientemente.
Em silêncio.


Maxileandro França Lima, 08/10/2025

A diferença entre o Humilde, o Arrogante e o Hipócrita.

O humilde caminha em silêncio interior. Ele sabe quem é, mas não precisa anunciar. Reconhece seus dons sem se apegar a eles e reconhece suas limitações sem se envergonhar. Sua força nasce da consciência de que tudo o que possui conhecimento, virtude, conquistas é empréstimo da vida. Por isso, aprende com todos, escuta com atenção e cresce sem esmagar ninguém. A humildade não é diminuição de si, mas justa medida do próprio lugar no mundo.

O arrogante, ao contrário, precisa ser visto. Ele se apoia na comparação constante, pois só se sente alguém quando se coloca acima do outro. Seu discurso é alto, mas sua escuta é rasa. Por trás da postura inflada, há quase sempre um medo profundo: o de ser comum, o de ser questionado, o de ser desmascarado. A arrogância é uma armadura pesada, forjada para esconder inseguranças que não querem ser tocadas.

Já o hipócrita é mais sutil e, por isso, mais perigoso. Ele não se coloca necessariamente acima, nem abaixo ele se disfarça. Usa máscaras morais, espirituais ou intelectuais conforme a conveniência. Diz o que não vive, ensina o que não pratica e cobra do outro o que não exige de si. O hipócrita não busca a verdade, mas a aparência da verdade. Seu maior engano é acreditar que pode enganar a própria consciência indefinidamente.

O humilde transforma; o arrogante afasta; o hipócrita confunde.
O humilde ilumina sem ferir os olhos; o arrogante cega; o hipócrita cria sombras.
Enquanto o humilde se corrige, o arrogante se justifica e o hipócrita se esconde.

No fim, a vida revela a todos. O humilde é reconhecido pelo fruto de suas ações. O arrogante é confrontado pelas próprias quedas. E o hipócrita é desmascarado pelo tempo, que não respeita máscaras.

A verdadeira grandeza não está em parecer, nem em dominar, mas em ser com verdade, coerência e coração desperto.

Pode acreditar em mim, eu te amei — mesmo quando só havia teu rastro
no silêncio dos meus pensamentos,
mesmo quando a tua voz era um eco distante
e a tua presença, um mapa que eu desenhava à noite.
Amei-te como quem guarda um fogo em segredo,
sem pedir abrigo, sem cobrar retorno;
amei-te com a fome de quem conhece a própria sede,
com a coragem de quem planta flores no inverno.
Havia em mim um mar que te chamava pelo nome,
ondas que batiam nas pedras da saudade,
e cada lembrança tua era uma estrela acesa
no céu que eu tecia para não me perder.
Sei que te amei com a força dos rios que não se explicam,
com a paciência das raízes que sustentam árvores inteiras;
amei-te sem medida, sem trégua, sem testemunhas —
um amor que foi inteiro, mesmo quando só existia em mim.
Guardo esse amor como quem guarda um segredo sagrado:
não para esconder, mas para lembrar que fui capaz
de amar com toda a pele, com toda a voz, com todo o tempo.
Lembra — eu te amei, e esse amor ainda me habita.

Não há silêncio que consiga calar tua presença;
ela ecoa em cada instante,
como chama indomável que insiste em arder.
És raiz profunda que não se arranca,
és marca que não se apaga,
és memória viva que desafia o tempo.
E ainda que o mundo tente me distrair,
há sempre um sopro que me devolve a ti,
feito destino escrito nas veias,
feito verdade que não se desfaz.