Texto Sobre Silêncio

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O Silêncio do relógio:


O medo que eu sentia se desfez no cansaço,
eu já não tenho medo da morte, nem do fim.
Antes eu tinha, mas hoje o tempo é escasso,
e o peso do que carrego já transbordou de mim.
​Eu desconto a minha dor nas pessoas, eu sei,
e por isso eu evito me aproximar delas agora.
No silêncio dos muros que eu mesmo levantei,
espero o momento de, enfim, ir embora.
​Pois algum dia ficarei off-line para o resto da vida,
uma ausência que o mundo não saberá explicar.
E na alma cansada, uma certeza incontida:
sei que não existe uma cura para a minha doença,
apenas o silêncio que me ensina a parar.

Teu valor não ecoa na voz alheia,
não é moeda nas mãos do mundo;
ele nasce fundo, em silêncio e raiz,
tronco que cresce inteiro por dentro.
E mesmo quando a tempestade ruge,
tuas folhas resistem, firmes no vento;
porque és árvore que sabe quem é,
e não se curva ao peso do momento. 🌿

Entre nós

Entre nós
existe um silêncio pesado,
daqueles que não nascem da paz,
mas da falta de conversa.

Vocês me olham
como se meus passos
fossem erros inevitáveis,
como se amar
fosse algo a ser condenado.

Palavras duras
pisam em assuntos frágeis,
e o que poderia ser cuidado
vira julgamento.

Até pediram
que outra pessoa falasse por vocês,
numa conversa fria,
desconfortável,
como se meus sentimentos
pudessem ser resolvidos
sem o calor de um abraço.

E eu me pergunto:
por que tentar se aproximar
se cada gesto
acaba me afastando mais?

Pai,
seu silêncio pesa
como uma porta fechada.

Mãe,
suas reclamações
ecoam mais alto
do que qualquer tentativa de entender.

Eu estou cansada
de lutar sozinha
por um espaço
que deveria ser meu por direito.

Só quero que entendam
uma coisa simples,
mas difícil de aceitar:

o tempo passou.

Eu cresci.

E embora ainda seja filha,
já não sou mais criança
para viver presa
às correntes do controle.

A vocês que fazem esta página um lugar vivo...


A vocês que nunca passam em silêncio,
que deixam palavras, carinho e presença, e compartilham minhas palavras, minha gratidão por tornarem
esta página um lugar vivo.
Gratidão por caminharem comigo.


Josy Maria 23/03/2026


Frases, textos e citações by Josy Maria

**Uma mentira mal contada voa e ecoa melhor no silêncio dos que não questionam.
Impérios não precisaram de verdade… apenas de "fé" cega e vozes altas, há daqueles que se opor ...
Roma não construiu só estradas — pavimentou crenças.
E nelas, muitos caminham até hoje, sem saber para onde vão que a fé lhes basta.
Mas há sempre aquele que para… observa… aprende.
Porque o conhecimento é chave fria na mão de quem ousa abrir.
E a ignorância…
é uma cela sem muros, onde a porta sempre esteve destrancada.** 🗝️

Ele veio sem ruído,
belo como o silêncio que antecede a resposta.
Chamava-se Azzael,
e em seus olhos não havia fim,
apenas passagem. O seu rosto era igual ao meu.

Mostrou-me portas,
não eram de madeira,
eram feitas de tempo.
Algumas eu atravessei,
outras respeitei com distância,
porque nem toda lembrança pede retorno.

Nas portas que abri,
vi rostos que amei
e vozes que ainda moram em mim.
Vi os que partiram
não como ausência,
mas como presença amadurecida em saudade.
Cada entrada era um espelho:
não do que perdi,
mas do que me tornei.

E entendi, enfim,
que a morte ali não encerrava nada,
apenas organizava a eternidade do afeto. Ele partiu e eu perguntei se ele iria voltar, olhou para trás e sorriu igual ao meu sorriso e me disse que talvez, mas naquele momento por ele parecer comigo, senti que iria voltar.

Quando acordei,
as portas não estavam mais diante de mim,
mas continuavam dentro.

Do que era ao silêncio, o que restou foi pó:
teu nome na boca já não tem calor,
o anel, que apertava, agora é só metal,
e o "eu te amo" virou eco no corredor.

Não há vilão, nem cena de drama,
só dois que se cansaram de fingir.
A cama, antes nossa, agora é um túmulo,
onde o amor morreu sem nem pedir.

Eu te solto, como solta o pássaro preso,
não por ódio, mas por falta de ar.

Vai, leva o que foi teu: o riso, o peso,
e deixa comigo o vazio que sobrar.

Adeus não é grito, é suspiro cansado,
um casamento que acabou sem ser amado.

“Construindo em Silêncio”

Depois de cortar distrações e assumir o controle da minha vida, percebi uma coisa: a evolução real não grita, ela aparece devagar.

Cada treino cumprido, cada página estudada, cada decisão de agir em vez de procrastinar era uma vitória silenciosa.
No começo, ninguém percebe. Nem amigos, nem redes sociais, nem professores. Só você sente.

E isso é o ponto: progresso que depende de aprovação alheia não é progresso de verdade.
O que importa é o que você constrói enquanto o mundo assiste distraído.

Pequenos avanços se acumulam e, quando você olha pra trás, percebe que não está mais no mesmo lugar de antes.

E aqui vai a regra de ouro que aprendi:
Não se compare, não se distraia, não busque validação externa. Só construa.

Cada passo silencioso te deixa mais forte, mais preparado, mais consciente.
Cada vitória silenciosa é uma prova de que você está, finalmente, no controle da sua própria vida.

Vencendo gigantes pela fé


No vale profundo, o silêncio ecoou,
Onde o medo de muitos a voz se calou.
Um gigante de bronze, de força e metal,
Erguia-se no alto, um muro do mal.


Mas no passo firme de quem crê no invisível,
O impossível se torna um alvo atingível.
Quando alguém inviável é por Deus o escolhido
Não veio com espada, nem escudo na mão,
Mas trouxe o Altíssimo em seu coração.


Davi, mesmo jovem mas ousado do espírito, se permitiu em frente ao gigante ser guiado pelo divino.
"Tu vens contra mim com a lança e o rigor,
Mas eu vou a ti em nome do Senhor!"


Não foi a estatura, nem o braço brutal
Foi a fé que venceu o gigante afinal.
A pedra atirada no ar se lançou,
E o peso do orgulho no chão desabou.


Que a tua coragem não venha da vista,
Pois é no espírito que a alma conquista.
Na luta diária, não te deixes abater,
Pois o Senhor está contigo, não há por que temer.
A fé é a chama que arde no coração,
Que te ergue e te dá forças, não importa a situação.


Igreja, mocidade tenha a ousadia do espírito
Pois a coragem que te ajuda a vencer o gigante Ela vem do Divino
Não retroceda, vá adiante
Com a certeza de que Deus está contigo.

O silêncio é um lenço úmido no rosto,
um peso que escorre pela garganta,
como o inverno que se recusa a ir embora,
deixando os ossos doloridos.


A espera vira um copo vazio na mesa,
o barulho do nada ecoa nas paredes,
e os dedos, inquietos, desenham círculos
sobre a pele que já não lembra o teu toque.


O telefone dorme como um animal doente,
sem latidos, sem pulsação, sem calor,
e o coração aprende a bater devagar,
como quem conta os segundos de um adeus.


As horas se arrastam como remédio amargo,
cada minuto um grão de areia nos olhos,
e o peito guarda o frio das manhãs sem sol,
onde até a luz parece desbotada.


Quem diria que o vazio tem sabor de ferrugem,
que a ausência é um espinho na língua,
e que o amor, quando não responde,
vira uma cicatriz que nunca sara?


Mas um dia, talvez, o corpo desaprenda
essa dor que se aninha como gripe antiga,
e o silêncio deixe de ser uma casa vazia
onde só os ecos sabem o seu nome.

Lembro como hoje ao luar, ouvindo nos teus versos, a melodia da tua voz em meu silêncio, comparando-me à luz que banha o mar, naquelas pedras.


Embriagados de amor, de vinho, de tempo.
Minha pele arrepiando-se ao teu olhar,
fundos abismos onde me perco e encontro luz, teus olhos são espelhos do meu ser,
e neles vejo o que jamais esqueço.


Impossível apagar tua expressão,
o sorriso que desenhaste em mim,
impossível esquecer-te, mesmo agora,
quando a noite me lembra o teu jardim.


Hoje te busquei-te nas esquinas do vento,
nos reflexos da lua sobre o mar,
mas só encontrei o eco da tua sombra,
um vago rumor que não pude tocar.


Talvez nunca tenhas existido,
senão na perfeição dos meus delírios,
um sonho que teceu minha alma,
e agora se desfaz em devaneios.


Sonhos não são reais, eu sei,
mas carrego teu nome na pele,
na memória que não se apaga,
no verso, um apelo de saudade que nunca se revela.

Resposta do ser amado"


Quando te afastas e vives em silêncio,
meu peito também se fecha, em defesa e receio.
Não nego tua falta — ela vibra nas frestas —
mas me recolho.
Me apago.
E o amor que grita em ti, em mim se cala.


Teu feitiço me toca, mas não me prende sozinho.
Quando caminhas sem me olhar,
eu também deixo de me mostrar.
Como um farol apagado, esperando
que o barco queira voltar.


Não sou labareda quando me deixas no frio.
Sou brasa quieta,
dormindo entre as cinzas do que fomos,
esperando o vento certo.


Mas se tua mão buscar a minha,
se teus olhos voltarem com sede de nós,
acharás mais que abrigo:
acharás um coração aberto,
um peito ainda teu,
um amor que não foi embora — apenas silenciou
pra não sangrar em vão.


Se vieres com ternura,
não precisarás perguntar se ainda és minha.
Sentirás.
Na pele, no olhar, no beijo suspenso entre o tempo e o agora.
Porque teu nome vive em mim —
mas só floresce quando regado de volta.


Teu encanto é chama,
mas só queima em dois corpos acesos.
Tua ausência é sombra —
e a minha resposta, o eco do que recebo.


Se teu amor renasce,
o meu desperta inteiro.


Com o mesmo feitiço,
mas só quando chamado.
Com amor,
ainda teu — Niklaus.

Se você me vê quieto ou frio, se percebe o silêncio onde antes havia palavras, não chame isso de fraqueza. Eu não nasci assim, eu aprendi a me respeitar.
Houve um tempo em que me entreguei demais, tentando consertar o que já não tinha forma, segurando o que insistia em partir. Mas até um coração gentil aprende que também precisa de abrigo.
Hoje não é raiva, é silêncio. É a consciência de que não se pode ensinar alguém a valorizar o que nunca soube enxergar.
Fechei a porta, não por orgulho, mas por dignidade. E se pareço diferente, é porque a vida me reconstruiu por dentro.

No avesso do meu silêncio, grito o que o peito não diz; calar a voz é o preço de fingir que sou feliz."


Guardo as palavras no bolso para não deixar o choro escapar. Às vezes, o que a gente mais sente é o que menos consegue falar."


Me calo porque o nó na garganta é maior que qualquer explicação. Deixo que meus olhos contem o que escondo no coração."


Onde as palavras faltam, a saudade transborda no silêncio.

Às vezes prefiro a solidão, o silêncio de minha companhia.

Já que, num mundo tão cheio de gente, com tanta informação rolando solta, não conversamos mais, não dialogamos entre nós.
O que acontece é um vômito de ideias unilaterais, de fotos, de momentos isolados cheios de nosso ego, que recém aprendeu a fazer a roda e quer mostrar a todos o quanto é um ser humano digno de atenção e likes.

Mas por quê? Me digam vocês o porquê? Preferem estranhos comentando sua vida, dando-lhes migalhas com corações vermelhos e vazios, ao invés de compartilhar seus momentos com quem já lhe é tão íntimo, sejam eles bons ou ruins? Têm medo da crítica, do confronto, da verdade dos corações honestos e amigos? Têm medo da própria vulnerabilidade?

Se não o fiz antes, permito que sejam o que vocês são. Bons, maus, sorridentes, egocêntricos, ingênuos. Só não se escondam atrás do morno, do monótono, do tanto faz. Isso mata qualquer relacionamento, distancia qualquer coração. E ao invés de tentar ressucitá-lo mais uma vez, tenho preferido deixá-lo morrer.

E é por isso que tenho preferido a minha companhia ao invés das relações superficiais. Pois, estando comigo reconheço quem sou, o meu lado bom e o meu nem tanto, e dou aprovação e espaço para que exista e se expresse.

E finalmente, compreendo que quem permanece, quem ainda se abre pra trocar e agregar a meu ser na verdade foi a minha essência quem os escolheu para aqui permanecer.

Mas meu coração sempre bateu pelo efêmero..

Em campos onde o silêncio se estende,
o lobo caminha entre árvores,
alma selvagem em paz, até que mãos rudes
rejubilam no aço, no fogo da agressão.Provocam-no com o veneno do medo,
arrancam-lhe a calma, rasgam o seu manto,
e quando a fera solta o uivo da dor,
rotulam-no de mau, titãs do juízo cego.Não veem o açoite que partiu seu chão,
não ouvem o grito sufocado em seus olhos,
só julgam o rugido que brota da dor,
escondendo a origem, negando a razão.Assim, o lobo é julgado pela reação,
mas quem planta o tormento colhe a tempestade,
e no eco da defesa, nasce a verdade:
a fera não escolhe ser, é feita pela opressão.

O céu faz parte da arte de Deus, assim como tudo o que nasce do Seu silêncio e da Sua precisão. A verdade é que, quando desaceleramos e realmente olhamos, percebemos que a beleza nunca nos faltou, nós é que passamos depressa demais por ela.

Cada cor do entardecer, cada folha que se move, cada detalhe aparentemente simples carrega uma intenção, uma assinatura. Nada é aleatório. Há ordem, harmonia e um propósito silencioso que sustenta tudo.

E quando enxergamos assim, até o que parecia comum ganha outro brilho: o céu deixa de ser apenas céu e vira pintura; o vento deixa de ser invisível e vira poesia; a vida deixa de ser rotina e vira milagre.

Às vezes, não percebemos o quanto é cruel fazer conjecturas sobre o silêncio.
Ele não se defende, não se explica, não corrige os nossos medos.
E, nesse vazio, inventamos sentidos, colocamos palavras que nunca foram ditas, intenções que talvez nunca existiram.
Talvez o silêncio não seja silêncio, mas apenas algo que ainda não aprendemos a escutar.

Caminhando em direção a luz


Quando a noite cair e o silêncio pesar,
Não corra, não tema, aprenda a andar.
Cada passo firme sobre o chão escuro,
É um verso escrito no livro do futuro.


Sinta o vento, ouça o próprio coração,
Mesmo perdido, há sempre direção.
Não se apresse, não se desespere,
A luz que você busca lentamente se acende.


As sombras podem tentar te enganar,
Mas cada passo seguro é um ato de amar.
Amar a si mesmo, confiar no caminho,
Mesmo que pareça longo ou sozinho.


E quando finalmente a luz despontar,
Você verá que valeu o caminhar.
Porque na escuridão, no medo ou na dor,
O passo constante transforma-se em amor.

A Ligação Que Eu Queria Fazer
Homenagem ao Meu Pai, Edilson Alves


No silêncio da saudade
Que insiste em me abraçar,
Muitas vezes olho o céu
Com vontade de falar,
Com quem foi luz em minha vida
E hoje mora em outro lugar.


Meu pai foi homem direito
De palavra e de valor,
Ensinou-me desde cedo
O caminho do amor,
Da coragem e humildade,
Do respeito ao Criador.


Se a vida fosse mais simples
E tivesse solução,
Talvez houvesse no céu
Um fio de comunicação,
Pra gente matar a saudade
Que aperta o coração.


Se eu tivesse só uma ligação
E pra o céu eu pudesse ligar,
Mataria a saudade do meu velho
E assim sua voz escutar.
Contava da minha vontade
De poder lhe abraçar.


Eu diria: “Pai, tá tudo bem?
Como é que o senhor está?”
Contaria das minhas lutas
Que continuo a enfrentar,
Mas seguindo os seus conselhos
Que nunca deixei pra lá.


Falaria das lembranças
Que o tempo não apagou,
Dos momentos da infância
Que o destino guardou,
Do orgulho de ser seu filho
E de tudo que me ensinou.


E no fim dessa conversa
Que eu tanto queria ter,
Diria olhando pro alto
Antes da ligação se perder:
“Pai, obrigado por tudo,
Um dia eu encontro você.”


Porque amor de pai é chama
Que o tempo não desfaz,
Mesmo longe ele protege
Como sempre foi capaz,
E quem vive nas lembranças
Não é esquecido, jamais.