Texto Sobre Silêncio
Então agora é um recomeço
Apenas eu e esse mundo sem nome
Onde o silêncio grita e o vento me chama
Preciso reencontrar aquele lado animal de novo
Rasgar a pele da rotina
Correr com os pés descalços sobre a terra crua
Sentir o cheiro da liberdade no ar
Deixar que o instinto guie, sem medo, sem freio
Que venham as noites sem estrelas
Que venham os dias sem rumo
Eu sou o grito que não se cala
Sou o fogo que não se apaga
Sou o animal que desperta
Entre o Tempo e o Silêncio
Ninguém percebeu quando começou. Talvez tenha sido no instante em que o relógio parou, ou quando o último som se dissolveu no ar como névoa. A cidade, antes pulsante, agora parecia suspensa, como se aguardasse algo que ninguém ousava nomear.
As ruas estavam intactas, mas havia uma ausência que doía. Não era medo. Era expectativa. Como se o mundo tivesse prendido a respiração.
E então, veio o sussurro.
Não pelas bocas, mas pelas paredes. Pelos espelhos. Pelos sonhos. Uma mensagem codificada em memórias esquecidas, em gestos repetidos, em olhares desviados. Algo estava voltando. Ou talvez nunca tivesse ido embora.
A pergunta não era "o que é isso?", mas "por que agora?"
Evans Araújo.
“Entre o Silêncio e a Força”
Ando fraco… mas buscando ser forte.
Tentando me manter de pé quando tudo parece querer me derrubar.
Já fui inabalável, mas minha visão se fechou como se uma névoa tivesse tomado conta do meu horizonte.
Às vezes me pergunto se foi a falta de Deus… ou as distrações do mundo que me afastaram d’Ele.
O significado das coisas mudou.
As pessoas mudaram.
Algumas foram embora, e com elas foram partes de mim que eu nem sabia que existiam.
Ficou um vazio, um eco… e a sensação de que tudo explodiu como uma bomba nuclear, deixando apenas eu e meus pensamentos. ardendo em silêncio no meio dos escombros da alma.
Mas mesmo aqui, nesse deserto de dúvidas e ruínas, algo dentro de mim ainda resiste.
Talvez seja fé.
Talvez seja esperança.
Ou talvez seja apenas a vontade de reencontrar Deus e, com Ele, o verdadeiro sentido de continuar.
Respirar em Silêncio
Quando a ansiedade bate,
não pede licença, invade.
O peito aperta, o tempo falha,
e até o ar parece fugir da sala.
Há dias em que respirar
vira arte de reaprender,
como se o mundo exigisse
um novo jeito de viver.
Inspirar, contar até três,
expirar, deixar ir de vez.
No compasso da respiração,
tento achar minha direção.
O corpo treme, a mente grita,
mas há beleza na luta quieta.
Cada suspiro é resistência,
cada pausa, uma nova crença.
Então respiro, fundo, lento,
abraçando o desalento.
E descubro, entre o caos e o medo,
que há poesia no próprio enredo.
Evans Araújo
Tem saudade que não chega fazendo barulho…
ela vem no silêncio, e fica.
Hoje eu só queria ter tido mais tempo de amizade com meu pai. Não só de pai… de amigo mesmo.
Daqueles que a gente chama pra ir à praia sem motivo, só pra sentar na areia e olhar o horizonte em silêncio, como se o mar dissesse o que a gente nunca soube falar.
Queria ter dividido mais momentos simples… uma pescaria qualquer, uma conversa jogada fora, um riso sem pressa.
Queria ter criado mais memórias leves, dessas que hoje fariam companhia nesse vazio.
Agora ele está ali… no hospital…
e o que mais dói não é só a distância, é o silêncio.
É não conseguir ouvir a voz dele. Nem aquelas palavras duras… que hoje fazem falta.
Tenso como a vida é…
até a arrogância dele, que antes pesava, hoje revela quem ele sempre foi forte.
O jeito inquebrável dele… era armadura. Era defesa de quem aprendeu a viver sem poder ser fraco.
E eu aqui… sentindo falta de tudo.
Do que foi bom, do que foi difícil… do que eu não entendi na época.
Porque no fim…
o amor entre pai e filho nem sempre vem em forma de carinho.
Às vezes vem em silêncio, em cobrança, em dureza…
mas ainda assim… é amor.
Mas dessa vez… eu não quero só lembrar.
Eu quero uma nova chance.
Quero que ele se recupere.
Quero poder olhar pra ele de novo… com outros olhos, com mais entendimento, com mais presença.
Quero viver o que ficou pra depois… sem deixar pra depois outra vez.
Se Deus permitir… ainda vamos à praia.
Ainda vamos sentar lado a lado, em silêncio… e dessa vez eu vou entender.
Ainda vamos numa pescaria qualquer… e eu vou valorizar cada segundo, cada palavra… até as duras.
Porque agora eu sei…
o tempo não espera, mas ele também pode dar uma segunda chance.
E se essa chance vier…
eu não vou perder.
Hoje, o que fica é a saudade…
mas junto dela, fica também a fé.
Fé de que isso ainda não acabou.
Fé de que ainda vamos escrever mais capítulos…
dessa vez, como pai…
e como amigos.
O SILÊNCIO
Percebemos que o silêncio é traiçoeiro
Nos maltrata profundamente
Nos tira as palavras
ficamos sem respostas
Nos prendendo no calabouço da solidão
Aquele silêncio que nos aperta e tira o ar
Sufocando lentamente como ter sede
e não ter água para tomar
Morrendo devagamente
O silêncio que cerca o meu redor me enfraquecendo e me deixando só
em uma grande escuridão.
Elton…
Eu já entendi filho, teu descansar não é fraqueza que mora nesse silêncio.É a pausa do tambor antes do próximo toque que move o mundo. Que te robustece! Sabe filho, teu rosto carrega a calma de quem já atravessou tempestades antigas, e ainda segue destemido, mesmo com o olhar de menino, você traz nos ossos a memória de reis que nunca se ajoelharam diante das maiores batalhas. Enquanto teu corpo repousa, tua história está de pé erguida como lança, firme como raiz em terra sagrada.Há um reino inteiro em teus olhos fechados, onde ancestrais caminham contigo, quando a vida te lapida para novas batalhas, sabe? Cada sonho seu é estratégia, cada respiro é resistência.Nobre guerreiro, tua cor não é apenas pele é armadura de sol, é noite que guarda estrelas. E mesmo quando o mundo insiste em te cansar, há uma força antiga em ti que sussurra: “levanta, filho da história, teu nome é continuidade.”Descansa, sim, porque até os mais fortes sabem que o descanso também é parte da luta.
Doer até o osso
Doer não é só lágrima,
é silêncio que grita.
É acordar com o peito rasgado
e ainda assim vestir coragem.
É morder o próprio choro
para não desmoronar
diante do mundo.
Ninguém vê a noite sem fim,
apenas aplaudem quando
você se levanta.
No fundo, ser forte não é
vitória, é sobreviver
sangrando,
com a alma em carne viva.
Naldha Alves
Caminho
De manhã silencio
Ao meio dia grito
De tarde me perco
De noite me evito
No norte a lembrança
Contra ela luto
Do leste a esperança
O sul é meu luto.
Que outros calculem
Rumo e razão:
Eu vivo em vertigem
Morrendo em vão
Nasço no agora
Respiro o incerto
— Meu tempo é demora.
Meu passo, deserto.
Me desculpe, estou partindo, não consigo amar você.
Meu silêncio te incomoda a cada instante, não consigo mais te ver.
Não falamos, nenhuma palavra, não quero me despedir...
Meu silêncio te incomoda e não me sinto bem...
Não consigo amar você.
Me desculpe estou partindo...
Não podemos mais viver assim...
Me desculpe estou partindo dessa história, não consigo mais te ver.
Estranha história essa nossa...
Não consigo mais te olhar...
Meu silêncio te incomoda a cada instante, não consigo mais te ver, já te amei muito e gostei tanto de você...
Me desculpe estou partindo, eu não quero amar você.
Anos atrás, encarei a morte.
Mas não foi ela quem decidiu.
Ouvi no silêncio do espiritual: “Ainda não é o tempo.
Antes, a justiça precisa passar, a verdade precisa aparecer,
e o que foi feito na sombra será cobrado na luz.”
Hoje eu sigo entendendo:
não permaneço por acaso,
permaneço por missão.
Enquanto Deus não fecha o ciclo,
ninguém me leva.
"Gosto de você…
Gosto de como a sua alma encontra a minha dando lugar ao silêncio.
Gosto de como suas mãos se perdem em mim, fazendo o coração romper o silêncio de nossas almas.
Gosto de como seus olhos encontram os meus e, neles, eu me perco — não por descuido,
mas por querer ficar.
Gosto de como me embriago no seu cheiro, misturado ao ar que eu respiro.
Gosto de como sua presença ocupa espaçoe transforma tudo em morada.
Gosto de como, aos poucos, nos entregamos sob a luz do luar, em que as palavras dão lugar ao amor que sinto
toda vez que te sinto.
Gosto de você".
O silencio é uma opção
Assim como a fala uma reação
Ambas uma ação
Entre um barulho e outro pela dimensão
Espaços circulam na mesma duração
Assim como na mesma direção
Flechas apontam para a razão
Se perdem pela emoção
Fluem como oração
Se encontram em comunhão
Pensamentos em fração
Sentimentos gritam por perdão
Almas em união
Dividem o mesmo pão
Se calam no coração
E se vão em vão
De grão em grão
Evaporam na solidão
Se transformam em paixão
Queimam no fogo azul da compaixão
Se elevam no amor como um clarão
Refletem sonhando e assim iluminarão
Toda a criação
Assistida em devoção
Estrela da manhã em adoração
Pela redenção
Mergulham em carmas em fundição
Sintonizam em darma em plena lapidação
Deus em observação
Coincidências ou não
Parte do planejamento logo então
Meu irmão
**Não me calarei pois com meu silêncio serei cúmplice.
Não me calarei pois com meu silêncio a violência anda em passos largos.
Não me calarei pois com meu silêncio a corrupção corre solta.
Não me calarei pois com meu silêncio as injustiças irão crescer.
Não me calarei pois com meu silêncio os bandidos estarão no poder e os inocentes presos.
Não me calarei pois com meu silêncio o errado é imposto a força como certo , e o certo é visto errado.
Não me calarei!!
Em silêncio mas ouço uma canção...
Recolhendo frutos desta destruição.
Hoje eu sei que aquilo era uma última oportunidade...
Mesmo que todos tenham insistindo bastante.
Mas veja, os meus amigos estão seguindo por mim...
Eles conseguem bem manter aquela chama...
Que por um tempo nos fez pensar que éramos mais fortes.
E eu sei que, no agora talvez,
eles tenham uma vida tranquila
Ou apenas fingem ter momentâneas felicidades...
Cara, por um tempo eu achei aquilo tudo incrível...
mas algo verdadeiro também se foi...
E junto com isso algumas possibilidades...
Ok! Vou criar um silêncio dentro de mim...
Enquanto grito pra todos, o que eles tanto querem ouvir...
Yeah...yeah...🎸🎶
30 dias, 720 horas, 43200 minutos do maior silêncio que já encarei. O barulho de Rubens preenchia a casa, a rua, os dias e meu coração.
Hoje o silêncio da sua ausência me faz viver na pausa. A pressa por viver, amar, fazer e acontecer era a principal face de Rubens e por 4 anos tive pressa também.
Dono do "deixa que eu faço", o marrento não perdia um instante.
Me pego pensando como é difícil encarar a solidão da vida sem Rubens e dó demais.
Me entorpeço da minhas memórias e a dor passa.
Ainda é cedo pra falar de saudade boa, mas a gente ri lembrando dos "shows da Xuxa" deles.
No espetáculo da vida ele foi o protagonista do amor.
Mala, cara amarrada mas sem limites para amar.
Não teve adeus, nem choro porque não era o fim.
A vida continua e as cores aos poucos vão tornando o recomeço mais fácil.
As noites fico na sala por horas imaginando como estará seu Rubens no céu? Imagino ele chegando ansioso e querendo fazer obras, mudando nuvem de lugar, juntando estrelas pra esquerda, querendo mudar o sol de lugar, e até botando os anjos para trabalhar e organizar tudo kkk
Hoje dia 30 do meu segundo recomeço, me ouso apertar o play as vezes e ouvir novas canções.
É seu Rubens, você partiu e partiu meu coração.
Seguirei sentinela desse amor que mora dentro de mim. Te amo meu pai! 15/04/2026
No fundo da cova que eu mesma cavei,
onde a fé já não tinha voz
e o silêncio gritava mais alto que tudo,
eu me perdi de mim.
Por muito tempo carreguei culpas como correntes,
dias sem cor,
noites sem sono.
E um vazio que eu não sabia explicar.
Eu me olhava
e não me reconhecia.
Era como existir sem estar viva,
respirar sem sentir.
E foi la, no pior de mim
que o nome de Jesus ainda vivia.
Fraco… quase apagado,
mas o suficiente pra me alcançar.
Eu não sabia pedir ajuda direito,
não soube orar bonito,
minhas palavras saíam quebradas,
assim como eu.
E mesmo assim
Ele veio.
Não esperou eu me reconstruir,
não exigiu que eu fosse forte.
Me tirou do lugar
Onde eu já tinha aceitado morrer por dentro.
Me levou do escuro
que eu já chamava de casa.
Mas não houve julgamento.
Não houve rejeição.
Somente braços abertos
pra alguém que já não se achava digna.
Me acolheu.
Não como quem sente pena,
mas como quem ama de verdade,
como quem vê além das minhas falhas.
E quando eu desabei de vez,
quando não sobrou nada em mim,
foi nos braços dEle
que eu caí.
Pela primeira vez,
não doeu.
No meio daquilo que parecia fim,
eu encontrei descanso.
Jesus não me encontrou forte.
Me encontrou quebrada…
e mesmo assim,
me quis.
@Por_tras_de_uma_mente
Apenas vou…
O adeus é o silêncio
Discreto, cifrado em sinais.
O adeus sorri irônico..
apresenta-se na Ausência, dormência e demência.
O adeus soa em notas separadas,
Escreve-se tímido. Letra por letra..
O adeus é percebido…
O adeus está na falta…
Do não estar daquilo que era..
apenas uma sombra..
apenas uma sobra…
e depois, nem isso..
(Júlio Raizer)
És verso
Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada.
A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento.
O brilho do sol por trás da noite enluarada,
A cantiga nova repelida do firmamento,
As vozes de uma multidão numa cabeça já cansada.
A fantasia na realidade digerida
Transforma em cantos o redondo dessa vida.
Sem fome num banquete já servido,
Gritaria aos milhares se pelo menos um tivesse ouvido.
Indaga-se a renúncia da pena quando faltam letras,
Procura-se a poesia no campo já florido.
Num alarido majestoso colheu a flor solitária de um buquê róseo,
Há um pouco de tudo em tudo que vemos.
Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada.
A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento.
O brilho do sol por trás da noite enluarada,
A cantiga nova repelida do firmamento,
As vozes de uma multidão numa cabeça já cansada.
A fantasia na realidade digerida
Transforma em cantos o redondo dessa vida.
Sem fome num banquete já servido,
Gritaria aos milhares se pelo menos um tivesse ouvido.
Indaga-se a renúncia da pena quando faltam letras,
Procura-se a poesia no campo já florido.
Em sílabas mortas o guardião fez moradia.
Trancou a porta e se afogou na água fria.
Sentiu-se imponente sob o sol da manhã
Gotejou lampejos de suplício na tarde vã.
Lutando contra o mundo, soldado único se fazia.
Num alarido majestoso colheu a flor solitária de um buquê róseo,
e presenteou suas lembranças no esquecimento da sua história... (Júlio Raizer)
