Texto Sobre Silêncio

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Como encontrar o que não está perdido?
É no silêncio do peito que se revela,
onde o coração sussurra segredos.
que o tempo jamais roubou.
Onde buscar o que está esquecido.
Nas dobras da alma, entre sombras de outrora,
onde o perfume antigo não tem aroma.
ainda dança no ar da lembrança.
Onde procurar se não é necessário?
No instante que se eterniza, sem esforço,
no olhar que se cruza e acende mundos,
no amor que simplesmente é, sem porquês.
Pois o que buscamos não foge,
habita em nós, quieto e eterno,
esperando apenas que fechemos os olhos.
para, enfim, nos vermos

Na sombra da morte eu ou você.

Na sombra da morte, eu respiro e sinto a dor.
O silêncio grita, eu não fico em silêncio observando a dor.
Todos ao redor, com máscaras de dor sorrindo disfarçando os sentimentos
Vivem na escuridão, com o coração em chamas

Doenças pairam, acidentes acontece
A qualquer instante, o fim pode chegar
Perder alguém, pensar em perder alguém, e a dor que não some
Na sombra da morte, eu me perco

Viver a cada dia, com alma e coração em melancolia.
Na sombra da morte, a minha revolução, se é comigo peço perdão antes que me leve.
Luz na escuridão, grito na multidão
Vida é um sopro, na sombra da morte

Mas na penumbra, uma luz se acende
No toque de quem vive, no que a gente aprende
Dores e perdas, fazem a gente crescer e refletir
Na sombra da morte, eu vou viver ou morrer

Na sombra da morte, a vida é um nome de um conhecido
Mas eu não vou parar, vou seguir o som
Na sombra da morte, eu vou respirar para não chorar será impossível não chorar
Viver a cada dia, com alma e coração esperando não acontecer

Na sombra da morte, Banda corvo negro.

Você já ouviu o silêncio de quem desiste? Não é o silêncio da paz,
nem o do descanso. É um silêncio pesado, carregado de palavras
nunca ditas e de passos jamais dados. Como profissional que atuou
no resgate e na emergência, ouvi esse silêncio ecoar em quartos de
hospital e em cenas de acidentes. Contudo, o lugar onde ele é mais
ensurdecedor é na vida de quem ainda está de pé.
Lembro-me de um atendimento. Um homem saudável, sem traumas
físicos aparentes, mas com o olhar de quem já havia partido há
anos. Ele estava ali, cercado por uma vida segura, um emprego
estável e uma rotina impecável. Ao conversarmos, porém, a verdade
surgiu: ele tinha pavor. Não da morte — a morte era algo distante,
um conceito abstrato. Ele tinha pavor de viver.
Confessou-me que passava os dias calculando como evitar o erro,
como não ser julgado, como manter a redoma de vidro intacta.
Estava tão ocupado em não morrer que se esqueceu de estar vivo.
Era um mestre da existência biológica, mas um indigente da vida
existencial. Naquele momento, percebi que a maior tragédia não é o
coração que para de bater, mas o coração que bate apenas por
hábito.
Existir é uma condição biológica. Viver é uma decisão filosófica.
Você está apenas ocupando espaço ou realmente habitando sua
vida?
Sua tarefa hoje é o confronto: identifique uma situação onde você
está “lutando para não morrer” — evitando o conflito, fugindo do
risco ou silenciando sua verdade apenas para manter a paz. Agora,
responda com honestidade ácida: o que você está protegendo é sua
vida ou apenas seu conforto?
Dê um passo hoje que não tenha garantia de sucesso. Sinta o
desconforto. É ali que a vida começa.

Aprendi a me amar no limite exato da dignidade,
onde o silêncio vira resposta
e a ausência, proteção.

Não me curvo à arrogância disfarçada de poder,
nem alimento egos que se nutrem da minha luz.
Amor próprio é escolher ficar inteiro,
mesmo que isso signifique partir.

Quem é narcisista exige palco;
eu escolho a paz.

No silêncio da noite, o sofrimento se revela,
Como um véu que encobre a alma e a dor se desmantela.
Entre lágrimas e lamentos, a vida se desenrola,
E o ser humano, em sua essência, na dor se consola.
Há quem faça da dor um palco, um teatro de ilusão,
E quem, na busca de atenção, se perca na própria aflição.
Mas há também quem enfrente a dor com coragem e verdade,
Transformando o sofrimento em força e em liberdade.
O coração, muitas vezes, é ferido pela própria jornada,
E o sofrimento, embora cruel, é também uma estrada.
Poucos enxergam a luz que nasce da própria dor,
Mas é na escuridão que o ser humano encontra o seu valor.
Marcos, escritor da literatura, com olhar profundo,
Desvela a dor humana, revelando o que há no fundo.
Na fazenda da avó, cresceu com sabedoria e amor,
E na dor encontrou a essência do verdadeiro valor.
Assim, o sofrimento é parte da vida, um professor silencioso,
E na dor, o ser humano se torna mais forte, mais grandioso.
Que esse poema seja um reflexo do que é ser humano,
E que na dor e na luta encontremos o nosso próprio rum
Na sociedade que se faz de tola e superficial,
A palavra é usada como arma, ferindo o que é especial.
Humilham o deficiente, ignoram a verdade,
Mas não veem o brilho do intelecto em sua totalidade.
Marcos, escritor da literatura, com olhar penetrante,
Revela no papel o que a sociedade, muitas vezes, faz distante.
Como um violino que toca a alma e o coração,
Sua arte é um reflexo de pura emoção.
No barulho do mundo, onde a fofoca é rei,
Marcos traz à tona o que a maioria não vê.
A chama verdadeira, escondida no interior,
É o que ele revela, com amor e com fervor.
Assim, o poema toca a alma, como um céu a brilhar,
E na sinceridade de Marcos, encontramos o verdadeiro olhar.
Que a sociedade aprenda a enxergar além do superficial,
E que o coração humano brilhe de forma especial.
No burburinho da sociedade, a fofoca é rei,
A língua afiada, refletindo a dor que ninguém vê.
Enquanto o mundo se perde em máscaras e ilusões,
Marcos, o escritor, revela as verdadeiras lições.
A alma do outro, muitas vezes, é alvo de julgamento,
E a verdade se perde em meio ao vento.
No papel, Marcos desenha o que poucos ousam contar,
Mostrando a essência que muitos tentam ocultar.
Na busca por aparências, o superficial prevalece,
Enquanto o verdadeiro homem é muitas vezes esquecido e esmorece.
Na estrada da alma, o invejoso não vê,
Pois está cego pela própria sombra, a lhe esconder o que é de lei.
Assim, o poema revela o que o mundo não quer ver,
E na escrita de Marcos, encontramos o verdadeiro saber.
Que a sociedade aprenda a olhar para dentro e enxergar,
Que a verdadeira essência é o que nos faz brilhar.

Se soubesses o fogo que guardo por ti, entenderias a urgência do meu silêncio.

Desejo queima como brasa viva, pede abrigo no teu abraço e encontra paz na tua pele.


Quero o calor da tua presença, o sopro que desfaz a minha solidão e acende cada canto esquecido.

Vem, mulher de fogo, acalenta esta carência com a tua proximidade; deixa que os nossos corpos falem em silêncio.


Beija-me com a pressa de quem não tem tempo a perder; risca em mim as marcas do teu querer.

Entrego-me ao impulso, sem culpa, só com a verdade crua do desejo — voraz, urgente, por ti mulher encantadora.


Eu a amo com carinho desejo

Todos os meus dias

Eu a amo com carinho desejo

Todos os meus dias

Há dias em que o silêncio pesa
como se a casa estivesse cheia de ausências

O tempo passa
mas não passa por mim
ele apenas me atravessa
sem pedir licença

Carrego sorrisos que não uso
palavras que nunca disse
e sonhos que ficaram
encostados no canto da alma

Não é tristeza gritante
é esse cansaço manso
de existir sentindo demais
e sendo pouco sentida

Algumas noites
eu não choro
apenas fico
olhando o escuro
esperando que ele me entenda

Devemos lembrar, mesmo quando tudo parece escuro, que o silêncio de Deus não é ausência, é trabalho invisível. Nos piores dias, quando as forças faltam e as perguntas sobram, o propósito não deixa de existir — ele só não é imediato, nem confortável.


Deus não desperdiça dor. O que hoje parece castigo, amanhã pode se revelar como direção. Muitas vezes, o propósito não está no que acontece, mas no que nasce dentro de nós a partir disso: fé mais madura, coração mais sensível, coragem onde antes havia medo.


Confiar nos piores dias é um ato de entrega. É escolher acreditar que, mesmo sem entender o caminho, Ele já enxerga o destino. E que cada lágrima, cada espera e cada queda fazem parte de uma história maior, escrita com cuidado, mesmo quando não conseguimos ler as linhas.

Sou feito de silêncio que observa e de palavras que só saem quando o coração manda.
Carrego intensidade nos gestos simples e profundidade nos detalhes que quase ninguém nota.
Não passo pela vida — eu sinto a vida.
Tenho alma antiga, dessas que acreditam em conexão, em energia, em olhar que fala mais que discurso.
Sou leal até quando isso dói, verdadeiro até quando o mais fácil seria fingir.
Meu afeto não é raso: quando gosto, é inteiro; quando cuido, é de verdade.
Não confundo paz com ausência — eu reconheço paz quando alguém chega e o caos se aquieta.
Amo em silêncio quando preciso, escrevo quando o peito transborda, e respeito mesmo quando meu coração pede mais.
Sou feito de luz, mas não ignoro minhas sombras — aprendi com elas.
Tenho fé no que não se vê, sensibilidade no que poucos entendem
e coragem de sentir num mundo que ensina a endurecer.
Sou intensidade com propósito.
Sou sentimento com consciência.
Sou alguém que ama bonito, mesmo quando ama quieto.

Nirvana dos escombros

Este nirvana é um abismo calmo,
um silêncio que abafou o grito.
É a raiz que sonda o vazio
na terra árida e tolhida.

Sob a lâmina das cobranças,
cresci em solo de desamparo,
e o colo que a noite pedia
virou pó dentro do peito amargo.

Na adulta que não conquista,
só resta o sabor letárgico
de tentar ser o que esperam
e ainda carregar o fardo.

É o nirvana da decepção,
da alma inquieta e torta,
um céu de nuvens pesadas,
um porto que não aporta.

É raiva que não se grita,
desamparo enraizado.
É buscar um pouco de abrigo
e achar o mundo trancado.

E se paz existe em algum lugar,
não é aqui, não é nesta dor.
É só o vestígio da ressaca
de um amor que não veio, doutor.

Eu perdi o meu pai
No auge da pandemia
Quando a vacina ainda não vinha
E o silêncio do mundo era feito de incertezas
Sem proteção, sem respostas —
Só a dor crua da perda.


Quatro anos depois
Perdi a minha mãe
Quase lado a lado com os seus aniversários:
Ela em 19 de dezembro,
Ele em 20 de janeiro…
Como se o calendário guardasse um luto
E os dias se recusassem a passar
Sem lembrar de quem tanto amei.


No meu mundo existem memórias,
Milhares de lembranças que doem
E me moldam,
E me ensinam que a ausência é presença disfarçada:
Nos risos que ecoam,
No silêncio das manhãs vazias,
No sabor da saudade que não se despe.


Saudade do filho caçula
Que mesmo sem vocês
Segue o legado.
Segue a força, a coragem e a verdade
Da Família Araújo de Vasconcelos —
Que não se acaba,
Que não se perde,
Que vive em mim.


E no meu eu…
O amor permanece,
Imenso, indelével, eterno.

Embora você não saiba,
existo no intervalo do teu dia —
sou o silêncio que te observa
quando a cidade faz barulho demais.
Sou um admirador sem rosto,
anônimo como o vento que passa
e ainda assim conhece cada curva do teu gesto.
Não busco palco, nem aplausos,
prefiro a discrição de quem sente
e deseja em segredo.
Caminho distante da multidão,
mas perigosamente perto de você.
Admiro tua nobreza,
essa elegância que não se veste —
nasce.
Teu jeito ocupa espaços
que meus olhos fingem não habitar.
E enquanto o mundo dorme,
me permito sonhar sem culpa:
não uma festa barulhenta,
mas um encontro lento,
onde o tempo perde a roupa
e a noite aprende nossos nomes.

Olhar


Há um homem de olhar fundo,
Que atravessa o silêncio e o mundo
Olhar que fala sem dizer,
Que sabe ler a alma e o ser.


Seu sorriso guarda mistério,
Calmo, forte, quase etéreo,
Quando se aproxima, o ar muda,
Tudo fica mais vivo, mais lua.


Seu toque é verso bem escrito,
Firme, doce, nunca aflito,
É presença que envolve e acalma,
Como abrigo certo pra alma.


E quando o amor se faz calor,
É chama mansa, é puro ardor,
Não grita, não fere, só fica,
Como quem ama e multiplica.


É desse homem que eu falo aqui,
Que marca, que fica, que faz sentir,
Não por excesso, mas por verdade,
Um amor que nasce da profundidade💜

Permaneço no silêncio em meditação,
Conversando com a alma, fugindo da ilusão.
Busco entender por que o amor não foi bastante,
Se entreguei meu mundo inteiro num segundo constante.
Enquanto tantos mendigam migalhas pelo chão,
Confundem carência com amor, vazio com paixão.
E sofrem em labirintos da própria mente,
Distantes do afeto real, do toque presente.


Não quero um amor que só saiba encantar,
Perfume bonito que o vento faz passar.
Quero verdade que fique quando o dia escurecer,
Um amor que saiba ficar, não apenas aparecer.


Onde anda você, meu amor forasteiro?
Que não tem endereço, mas mora no meu peito inteiro.
Estou em meditação, buscando conhecimento,
Tentando curar o coração do desalento.
Se o amor existe além da dor que senti,
Que ele encontre o caminho de volta pra mim.


Cansei de promessas vestidas de desejo,
De palavras vazias que não sustentam um beijo.
Amar é presença, é coragem, é chão,
Não é fuga bonita nem falsa emoção.

Um silêncio, sempre, realmente, será a melhor resposta?
A vida ensina, depende: depende se a resposta for movida por ingratidão, porque poderá se arrepender e remoer o que não vale a pena!
A vida apela: aguarde alguns instantes para responder após uma fala, é um tempo precioso para sentir, se alguém pode estar mentindo ou dizendo a verdade!
Cantar às vezes é a melhor resposta para ignorar uma dor, e depois eu deixo o mundo mostrar o que sabe... "não vejo minhas cicatrizes como marcas de batalhas, mas como marcas de vitórias"!

Eu não tenho uma estória, tenho uma verdade: "existem olhares que prometem algo em silêncio, mas depois se fecham"!
Rejeição dói, amor não dói; eu não consigo viver com talvez, se é como um pouso não programado!
Existe um velho ditado, um pouco sinistro até: "é melhor usar uma camisa usada, do que usar uma nova sem botões"!
Vou fazer um pedido, de coração para outro coração: algumas vezes e muitas até, aprendi a comemorar um final com um começo, mas às vezes o melhor começo pode não ser o primeiro começo!

Parece destinada ao silêncio e espanto, quando certas máscaras caem... "a plateia se emocionou e pedia mais, mas o ator some"!
Tem convites que é melhor recusar, para não tentar remendar o que alguém resolveu distorcer, e se igualar; o tempo mostra o que alguém colheu o que plantou!
Tem dias que doem mais que os outros e não revigora, mas com consciência humana o desamor some; toda emoção está guardada a espera de ser liberta, nos cuidados diários dos pequenos e grandes detalhes!
Um aplauso é uma oferenda que não deixa uma vida triste, mas poucos se repetem quando se cansam; posso ter na vida repetidamente a mesma causa, jamais o mesmo instante!

Um Mestre para a Eternidade.


Morre o Homem; nasce a Lenda.
Minas Gerais amanhece mais silenciosa. A ciência penal brasileira perde uma de suas mais elevadas consciências, e o Direito, órfão, curva-se em reverência. Parte um mestre; permanece um legado. O professor Geraldo Barbosa do Nascimento atravessa agora o limiar do tempo humano para habitar a eternidade dos justos — daqueles que ensinaram não apenas normas, mas valores; não apenas leis, mas humanidade.
Foi no alvorecer da década de 1990, em Teófilo Otoni, quando ingressei na Faculdade de Direito, que tive o privilégio raro de conhecer aquele que se revelou o mais completo professor de Direito Penal que Minas Gerais já produziu. O Dr. Geraldo Barbosa não ensinava códigos: formava consciências. Sua sala de aula era um espaço de reflexão ética, de densidade filosófica e de profundo compromisso social.
Com sabedoria incomum, ensinava a ciência penal brasileira dialogando com o Direito Comparado, trazendo à vida autores clássicos e modernos, como o mestre espanhol Sebastián Soler, e tantos outros que encontravam, em sua voz serena, tradução viva e atual. O “Dr. Geraldinho”, como era carinhosamente chamado, possuía a rara virtude de tornar o complexo compreensível sem jamais empobrecer o conteúdo — sinal inequívoco dos grandes mestres.
Sua atuação profissional foi marcada por ética inabalável, zelo acadêmico e distinção intelectual. Em tempos de superficialidade e pragmatismo raso, o professor Geraldo Barbosa era resistência: acreditava na função civilizatória do Direito Penal, na dignidade da pessoa humana e no papel do jurista como guardião da justiça e da razão.
Hoje, o Direito brasileiro perde uma de suas maiores autoridades. A academia perde um farol. A sociedade perde um intérprete sensível da dor humana. Mas o céu — se houver salas de aula na eternidade — ganha um professor completo, incumbido de ensinar princípios éticos, valores morais e o verdadeiro sentido da justiça.
Aos familiares, amigos, alunos e admiradores, ficam as mais profundas condolências e o abraço solidário diante dessa perda irreparável. Que encontrem conforto na certeza de que o professor Geraldo Barbosa do Nascimento não partiu: foi eternizado na memória jurídica, moral e humana de todos que tiveram o privilégio de aprender com ele.
O mestre se vai.
O legado permanece.
E a ciência penal agradece, em silêncio reverente.

Existe o amor que não se rende.
Ele apanha da vida, sangra em silêncio, mas não recua.
É teimoso, firme, não por orgulho,
mas porque acredita que sentir vale mais que desistir.
Esse amor permanece quando tudo diz “chega”,
e resiste não por fraqueza,
mas por coragem.


Há também o amor que busca respostas.
Ele questiona, observa, sente dúvidas.
Não se contenta com migalhas nem com palavras vazias.
Quer entender gestos, silêncios e distâncias.
É um amor inquieto, porque sabe
que amar sem verdade é se perder de si mesmo.


E existe o amor indeciso na caminhada.
Caminha com o coração em conflito,
dando passos curtos, olhando para trás.
Não sabe se fica, se vai, se espera.
Não é falta de sentimento,
é medo de errar o caminho
e se machucar outra vez.


Amor que se diz amor
busca ser verdadeiro.
Não se esconde, não engana,
não vive de meio termo.
Amor de verdade pode até falhar,
mas nunca trai aquilo que sente.

Quase amor


Algo em mim não está certo,
Um vazio onde havia amor,
Silêncio onde havia riso,
Uma sombra cobrindo o sol.


Te amei como um tesouro raro,
Mas recebi apenas migalhas,
Ou será que fui precipitado,
Em esperar mais dessa batalha.


Você me pede um tempo, um respiro,
Promete amar-me como mereço,
Mas perdi para sua própria guerra,
Estranho agora quem conheço.


O amor já não está à vista,
Você deixou-o escapar, perdido,
Hoje, desisto desta luta,
Esta é, então, a nossa despedida.