Texto Sobre Silêncio

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Anos atrás, encarei a morte.
Mas não foi ela quem decidiu.
Ouvi no silêncio do espiritual: “Ainda não é o tempo.
Antes, a justiça precisa passar, a verdade precisa aparecer,
e o que foi feito na sombra será cobrado na luz.”
Hoje eu sigo entendendo:
não permaneço por acaso,
permaneço por missão.
Enquanto Deus não fecha o ciclo,
ninguém me leva.

O DESPERTA DO SER
​A espiritualidade não habita no que reluz,
mas no silêncio que a sombra produz.
É no escuro do peito, longe do vitral,
que pulsa a verdade, crua e visceral.
​Não és o que vêm, nem o que dizes ser.
És o espaço imenso entre o querer e o fazer.
​Quebre o vidro. Deixe a poeira entrar.
A essência só respira quando para de encenar.
O propósito não é ser o melhor espelho do mundo,
mas mergulhar no próprio abismo, calmo e profundo.
​Só quem desiste de ser vitrine para os outros,
consegue, enfim, ser templo para si mesmo.

Tem coisas que a gente guarda em silêncio por muito tempo.

Pequenas expectativas,
daquelas simples…
mas cheias de significado.

Imaginar o primeiro instante,
o primeiro olhar,
o primeiro sentir.

Como se alguns momentos
merecessem ser vividos
com calma,
com presença,
com verdade.

Mas nem sempre é assim.

Às vezes,
quando a gente chega,
o instante já aconteceu.

E fica uma sensação difícil de explicar,
de ter esperado tanto por algo…
e encontrar ele já vivido,
já ocupado,
já passado.

Não muda o que é.
Mas muda o que foi sentido.

E o mais estranho
é que por fora, nada falta.

Mas por dentro,
fica um pequeno vazio,
de algo que a gente só queria ter vivido
desde o começo.

Minha pesquisa atua na tensão entre silêncio e forma, onde o íntimo se afirma como presença.
A partir desse território, expande-se para questões coletivas e políticas, atravessando os impactos da colonização, as violências contra povos indígenas e mulheres, e os conflitos ambientais ligados à monocultura do eucalipto, ao uso do mercúrio e à exploração de energia fóssil.
Lilian Morais

No início, nada parecia fazer sentido. As paredes respiravam silêncio, as janelas guardavam ventos antigos e o chão, sem pressa, recolhia sombras como quem cole uma memória perdida. Havia um rumor sem origem, um eco suspenso, e no centro desse estranho equilíbrio caminhava o tempo, o Cronos, com seus pés invisíveis, costurando instantes sobre a carne do mundo.
Tudo era confuso apenas para os olhos apressados. Porque o caos, quando visto de perto, parece ruína; mas, quando atravessado pela alma, revela desenho. O Cronos não destruía: lapidava. Tirava nomes, mudava formas, envelhecia certezas, para que o essencial pudesse emergir sem ornamento. Era ele quem partia as horas para que delas nascessem sentido, saudade, retorno e transformação.
Então compreendi que o início não era ausência de lógica, mas excesso de mistério. Nada parecia encaixar porque tudo estava vivo demais, pulsando antes da forma. E o maior sentido estava justamente nisso: no invisível alinhamento entre perda e descoberta, entre demora e revelação, entre o que termina em nós e o que, pelo tempo, finalmente começa. Como rio secreto, Cronos sorria no escuro, sabendo que cada desencontro também era destino antigo.

"Gosto de você…


Gosto de como a sua alma encontra a minha dando lugar ao silêncio.


Gosto de como suas mãos se perdem em mim, fazendo o coração romper o silêncio de nossas almas.


Gosto de como seus olhos encontram os meus e, neles, eu me perco — não por descuido,
mas por querer ficar.


Gosto de como me embriago no seu cheiro, misturado ao ar que eu respiro.


Gosto de como sua presença ocupa espaçoe transforma tudo em morada.


Gosto de como, aos poucos, nos entregamos sob a luz do luar, em que as palavras dão lugar ao amor que sinto
toda vez que te sinto.


Gosto de você".

**O Momento que Não Foi**


Guardei em silêncio
um instante que ainda não existia,
mas já tinha forma dentro de mim.


Não era pressa,
nem era urgência —
era cuidado com o sentir.


Eu sabia exatamente
como seria o primeiro toque,
o primeiro olhar,
o primeiro respirar daquele espaço.


Mas o tempo…
ah, o tempo não pediu licença.


Quando eu cheguei,
o momento já tinha passado por ali,
já tinha sido vivido,
já não era mais começo.


E o mais estranho é que, por fora,
nada faltava.


Mas por dentro,
ficou um vazio manso,
daqueles que não gritam,
só permanecem.


Não é sobre quem esteve,
nunca foi.


É sobre o significado
que morava ali antes de tudo.


Sobre o que eu esperei sentir
e não coube mais naquele instante.


Ainda assim, eu sigo.


Com o que restou,
com o que é,
com o que ficou em mim.


Porque nem todo começo
a gente consegue viver…


mas todo sentimento verdadeiro
a gente aprende a carregar.

Na ausência, teu nome é chama, que arde sem se apagar. Cada silêncio é um grito contido, cada noite, um mar sem fim.


Tentei vestir a razão, mas ela se desfaz em tuas lembranças. A maturidade é frágil diante do coração, que insiste em te chamar, mesmo no vazio.


A saudade é amante ciumenta, não aceita despedidas, não conhece limites. Ela invade como tempestade, me arrasta para o centro do teu olhar.


E eu, perdido em tua ausência, te encontro em cada sombra, em cada perfume esquecido, em cada palavra que não disse.


Se o tempo é cruel, o amor é eterno. E mesmo longe, teu abraço é o destino que nunca se desfaz.


Tatianne Ernesto S. Passaes

A dor é ferida, mas também é portal. É silêncio, mas também é grito. É sombra, mas pode ser aurora. E talvez seja justamente por isso que ela nos humaniza: porque nos lembra que viver é atravessar, e que cada cicatriz é também uma inscrição de resistência, uma marca de que seguimos, apesar de tudo.


Tatianne Ernesto S. Passaes

O Silêncio da Vida Autêntica
Viver é, antes de tudo, um ato íntimo. Cada instante, cada viagem, cada encontro com o mundo carrega em si uma plenitude que não necessita de testemunhas. A vida não é espetáculo, não é vitrine, não é palco. É presença.
Escolher não se expor é escolher a liberdade. É recusar o olhar que julga, o aplauso que condiciona, a aprovação que aprisiona. É compreender que a experiência só se torna verdadeira quando não é fragmentada em imagens, nem transformada em mercadoria de consumo social.
Há quem precise da plateia para sentir-se vivo. Mas essa dependência revela uma carência: a busca incessante por confirmação externa, como se o valor da existência estivesse fora de si. Quem vive para ser visto, vive para os outros. Quem vive para si, encontra no silêncio a sua fortaleza.
Não se trata de inspirar, convencer ou ensinar. Isso também seria uma forma de exposição. Trata-se apenas de existir — intensamente, discretamente, plenamente. A vida que não se publica é a vida que se guarda, e justamente por isso, é a vida que se preserva.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Entre o Espetáculo e o Silêncio


Há existências que se erguem sobre o palco. São vidas que se alimentam da visibilidade, que transformam cada gesto em performance e cada instante em proclamação. Cercadas de amigos, festas e aplausos, parecem plenas de movimento e alegria. Mas por trás da música alta e das luzes cintilantes, há um vazio que não se confessa: a solidão.
Nessa vida, as necessidades pessoais tornam-se supremas, superiores a qualquer vínculo — filhos, pais, companheiros. O mundo gira em torno do desejo de ser visto, desejado, celebrado. A festa é refúgio, mas também prisão: companhia efêmera, vínculos superficiais, afeto substituído por euforia. No fim da noite, quando o silêncio retorna, resta apenas a ausência. A afirmação de que se está só “por opção” é narrativa defensiva, sustentada por padrões inalcançáveis de um parceiro ideal. O brilho fora compensa o vazio dentro, e a superioridade proclamada é apenas máscara para a fragilidade interna.
Mas há também outra forma de existir: aquela que se retira do palco e encontra força no silêncio. Essa vida não precisa de plateia, não depende de aplausos, não busca confirmação externa. Cada instante é vivido em sua plenitude, não como espetáculo, mas como presença. A viagem não é conteúdo, é vivência. O encontro não é performance, é intimidade. O cotidiano não é vitrine, é verdade.
Na sociedade da visibilidade, escolher a invisibilidade é um ato de resistência. É afirmar que nem tudo precisa ser mostrado, que há dimensões da vida que só fazem sentido no silêncio. Quem não precisa ser visto é livre: livre das expectativas, dos julgamentos, das comparações. Livre para errar sem plateia, para acertar sem aplausos, para existir sem máscaras.
Assim, temos dois modos de ser:


O da festa interminável, que parece abundância, mas termina em solidão.
O do silêncio autêntico, que parece ausência, mas revela plenitude.


Entre o espetáculo e o silêncio, cada um escolhe o modo como deseja existir. Mas é no silêncio, e não na festa, que a vida encontra sua densidade mais profunda. Pois o verdadeiro sentido não está em ser visto, mas em ser.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Diário da alma

Hoje, escolhi o silêncio.
Não como ausência, mas como refúgio.
Existe um lugar dentro de mim que não precisa ser explicado, nem exposto, nem compartilhado — apenas sentido. E foi para lá que eu fui. Sem avisar, sem deixar rastros, sem olhar para trás.
Cansei de traduzir sentimentos em palavras rasas para que outros pudessem entender. Nem tudo foi feito para ser compreendido… algumas coisas só existem para serem vividas em segredo, no íntimo, onde o mundo não alcança.
Aprendi que a paz não faz barulho.
Ela não pede atenção, não disputa espaço, não se exibe. Ela simplesmente chega… e fica.
E foi nesse silêncio, nesse afastamento quase invisível, que eu me reencontrei. Sem máscaras, sem versões editadas, sem necessidade de ser aceita.
Hoje, não preciso mais ser vista.
Porque finalmente aprendi a me enxergar.
E, pela primeira vez… isso basta.

O silencio é uma opção
Assim como a fala uma reação
Ambas uma ação
Entre um barulho e outro pela dimensão
Espaços circulam na mesma duração
Assim como na mesma direção
Flechas apontam para a razão
Se perdem pela emoção
Fluem como oração
Se encontram em comunhão
Pensamentos em fração
Sentimentos gritam por perdão
Almas em união
Dividem o mesmo pão
Se calam no coração
E se vão em vão
De grão em grão
Evaporam na solidão
Se transformam em paixão
Queimam no fogo azul da compaixão
Se elevam no amor como um clarão
Refletem sonhando e assim iluminarão
Toda a criação
Assistida em devoção
Estrela da manhã em adoração
Pela redenção
Mergulham em carmas em fundição
Sintonizam em darma em plena lapidação
Deus em observação
Coincidências ou não
Parte do planejamento logo então
Meu irmão

**Não me calarei pois com meu silêncio serei cúmplice.
Não me calarei pois com meu silêncio a violência anda em passos largos.
Não me calarei pois com meu silêncio a corrupção corre solta.
Não me calarei pois com meu silêncio as injustiças irão crescer.
Não me calarei pois com meu silêncio os bandidos estarão no poder e os inocentes presos.
Não me calarei pois com meu silêncio o errado é imposto a força como certo , e o certo é visto errado.
Não me calarei!!

Em silêncio mas ouço uma canção...
Recolhendo frutos desta destruição.


Hoje eu sei que aquilo era uma última oportunidade...
Mesmo que todos tenham insistindo bastante.


Mas veja, os meus amigos estão seguindo por mim...
Eles conseguem bem manter aquela chama...
Que por um tempo nos fez pensar que éramos mais fortes.


E eu sei que, no agora talvez,
eles tenham uma vida tranquila
Ou apenas fingem ter momentâneas felicidades...


Cara, por um tempo eu achei aquilo tudo incrível...
mas algo verdadeiro também se foi...
E junto com isso algumas possibilidades...


Ok! Vou criar um silêncio dentro de mim...
Enquanto grito pra todos, o que eles tanto querem ouvir...


Yeah...yeah...🎸🎶

30 dias, 720 horas, 43200 minutos do maior silêncio que já encarei. O barulho de Rubens preenchia a casa, a rua, os dias e meu coração.
Hoje o silêncio da sua ausência me faz viver na pausa. A pressa por viver, amar, fazer e acontecer era a principal face de Rubens e por 4 anos tive pressa também.
Dono do "deixa que eu faço", o marrento não perdia um instante.
Me pego pensando como é difícil encarar a solidão da vida sem Rubens e dó demais.
Me entorpeço da minhas memórias e a dor passa.
Ainda é cedo pra falar de saudade boa, mas a gente ri lembrando dos "shows da Xuxa" deles.
No espetáculo da vida ele foi o protagonista do amor.
Mala, cara amarrada mas sem limites para amar.
Não teve adeus, nem choro porque não era o fim.
A vida continua e as cores aos poucos vão tornando o recomeço mais fácil.
As noites fico na sala por horas imaginando como estará seu Rubens no céu? Imagino ele chegando ansioso e querendo fazer obras, mudando nuvem de lugar, juntando estrelas pra esquerda, querendo mudar o sol de lugar, e até botando os anjos para trabalhar e organizar tudo kkk
Hoje dia 30 do meu segundo recomeço, me ouso apertar o play as vezes e ouvir novas canções.
É seu Rubens, você partiu e partiu meu coração.
Seguirei sentinela desse amor que mora dentro de mim. Te amo meu pai! 15/04/2026

No fundo da cova que eu mesma cavei,
onde a fé já não tinha voz
e o silêncio gritava mais alto que tudo,
eu me perdi de mim.
Por muito tempo carreguei culpas como correntes,
dias sem cor,
noites sem sono.
E um vazio que eu não sabia explicar.
Eu me olhava
e não me reconhecia.
Era como existir sem estar viva,
respirar sem sentir.
E foi la, no pior de mim
que o nome de Jesus ainda vivia.
Fraco… quase apagado,
mas o suficiente pra me alcançar.
Eu não sabia pedir ajuda direito,
não soube orar bonito,
minhas palavras saíam quebradas,
assim como eu.
E mesmo assim
Ele veio.
Não esperou eu me reconstruir,
não exigiu que eu fosse forte.
Me tirou do lugar
Onde eu já tinha aceitado morrer por dentro.
Me levou do escuro
que eu já chamava de casa.
Mas não houve julgamento.
Não houve rejeição.
Somente braços abertos
pra alguém que já não se achava digna.
Me acolheu.
Não como quem sente pena,
mas como quem ama de verdade,
como quem vê além das minhas falhas.
E quando eu desabei de vez,
quando não sobrou nada em mim,
foi nos braços dEle
que eu caí.
Pela primeira vez,
não doeu.
No meio daquilo que parecia fim,
eu encontrei descanso.
Jesus não me encontrou forte.
Me encontrou quebrada…
e mesmo assim,
me quis.

@Por_tras_de_uma_mente

Apenas vou…

O adeus é o silêncio
Discreto, cifrado em sinais.
O adeus sorri irônico..
apresenta-se na Ausência, dormência e demência.
O adeus soa em notas separadas,
Escreve-se tímido. Letra por letra..
O adeus é percebido…
O adeus está na falta…
Do não estar daquilo que era..
apenas uma sombra..
apenas uma sobra…
e depois, nem isso..
(Júlio Raizer)

És verso
Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada.
A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento.
O brilho do sol por trás da noite enluarada,
A cantiga nova repelida do firmamento,
As vozes de uma multidão numa cabeça já cansada.
A fantasia na realidade digerida
Transforma em cantos o redondo dessa vida.
Sem fome num banquete já servido,
Gritaria aos milhares se pelo menos um tivesse ouvido.
Indaga-se a renúncia da pena quando faltam letras,
Procura-se a poesia no campo já florido.
Num alarido majestoso colheu a flor solitária de um buquê róseo,

Há um pouco de tudo em tudo que vemos.
Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada.
A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento.

O brilho do sol por trás da noite enluarada,
A cantiga nova repelida do firmamento,
As vozes de uma multidão numa cabeça já cansada.

A fantasia na realidade digerida
Transforma em cantos o redondo dessa vida.
Sem fome num banquete já servido,

Gritaria aos milhares se pelo menos um tivesse ouvido.
Indaga-se a renúncia da pena quando faltam letras,
Procura-se a poesia no campo já florido.

Em sílabas mortas o guardião fez moradia.
Trancou a porta e se afogou na água fria.
Sentiu-se imponente sob o sol da manhã

Gotejou lampejos de suplício na tarde vã.
Lutando contra o mundo, soldado único se fazia.
Num alarido majestoso colheu a flor solitária de um buquê róseo,

e presenteou suas lembranças no esquecimento da sua história... (Júlio Raizer)