Texto Sobre Silêncio
Infinita emoção
Não se feche em teu silencio
Pois não fiquei imune as tuas
Palavras não as deixarei jogadas
Ao vento as senti tão sinceras
Tão forte tão real que soaram
Aos meus ouvidos tão ternas
Que em meu coração senti o sabor
Do eterno meus olhos que ontem
Choraram de dor hoje brotaram
Lágrimas de felicidade por esse amor
Nesse encontro divino nesse querer
Puro das nossas almas entrelaçamos
Nosso sonho nesse céu do sonhar eu
Vou voar para os teus braços que ali
Entre as estrelas me espera levo meu
Coração e o entrego em suas mãos
Em minha alma está a infinita emoção
28/06/2016/ Jalcy Dias
Teu amor em silêncio
Teu amor em silêncio
É como água corrente, feito um rio
De perfumes a inundar
Minha alma, a inebriar
Efêmeros momentos divididos
Com tua alma perfumada
Que deixa em meu coração
Rastro do teu perfume em emoção
Que me embriaga, e sinto teu cheiro
Uma mistura de doce e cítrico no ar que respiro
Que me deixa num frenesi de desejos
E sinto teu corpo fundir se ao meu, sinto teus beijos
E a fantasia do momento
A aguçar os meus sentidos
Eu não resisto libero a libido
E com você faço amor em pensamento.
09/05/17/Jalcy Dias
MEUS SONHOS DE TI
Derramei-me no silêncio
E desejei transformar-te em realidade
Mas única realidade que existia era o sonho.
Afaguei-te em meus olhares
Em meio ao vago do meu espaço
Encontrei apenas tua ausência
E quis ainda adiar a dura ansiedade
Sem saídas honrosas.
Nessa emoção desconhecida me perdi
E na solidão do teu olhar uma única lembrança
Pois neste universo conheci teu beijo
Tentei fazer deste fracasso, uma vitória!
Mas a renovação dos sonhos de ti me domina
Atravessado em meu peito.
Nossos passos cintilavam no percurso das estrelas
E quis morar neste caminho
Onde teus olhos suspiravam pelo sonho...
Não te aprazias apenas no riso da realidade
Minhas dúvidas borradas de incertezas
E eu, em ti eternizava meus anseios.
Percorri os teus percursos
Sem atalho do retorno
Fazendo de ti minhas certezas
Para tentar fazer sorrir essa dor.
E na simplicidade de tua ausência
Escondes a esplêndida e majestosa luz
Capaz de resgatar-me de minhas trevas
Ecoei nos corredores do teu silêncio até sentir
Que por mais que eu desejasse em meus sonhos
Tateando em minha escuridão
Tentei me sobrepor ao medo
Na presença de máscara,
Ignorando que tu não estarias mais presente!
TUA ALMA BEIJOU MEUS SONHOS
Com risos simples...
Nos dissemos tudo num silêncio...
Que permeou as nossas vidas
Num sol de outono.
O mundo desapareceu a meu redor
Apertava meu peito
Com lágrimas descontroláveis;
Tive que me apoiar
No balcão das minhas verdades;
Eu temia que nossas vidas
Se tornassem vazias;
Sua voz feito música,
Latejava aos meus ouvidos;
A tristeza se espalhou sorrateiramente
Pelo meu corpo;
E em plena luz do dia,
Nossos caminhos se encontraram
Com corações transparentes
Navegavam na paz...
Ardia como em sol do meio dia.
Prisioneiro do meu destino
Olhei sem foco seu olhos
Brisa de saudades
Invadiu minha alma
Efemeramente...
Momento que o tempo não pode corromper
Turbilhões de pensamentos ao nosso redor
Ondulavas o fim do dia
E suas mãos delicada sobre a minha
Sem jamais querer largar
De meus olhos saiam faísca de mim
Com os raios que o sol cintilava outrora
Seu perfume banhava minha alma
Como as lágrimas lavava o meu rosto
Tua alma beijou meus sonhos
E assim.... nos despedimos...
Você ...
Com algumas feridas e muitos sorrisos
E eu ...
Com alguns sorrisos e muitas feridas...
FALA-ME COM TEU SILÊNCIO
Um sorriso basta!
Do que não sei ao certo
Gosto de ti até quanto te calas
E em teus lábios colho palavras
Que alimentam minha vida
E molda minhas esperanças.
Delicadamente observo nos olhos do futuro
Sonhos...
Alguns deles destruídos,
Alguns mais redirecionados
E alguns outros misteriosos
Que degustei ao longo da existência.
Despi-me das perguntas
Pois já não havia respostas óbvias
E eu faria qualquer sacrifício
Para que teus sorrisos fossem eternos
E não apenas de momento.
Lancei ao mar o grito que bradei
Querendo dar-te liberdade
E calei os sentimentos que afagam minha alma
Grande amor que foi essa mentira!
Nesta grande mentira mergulhei minhas verdades.
NO BALANÇAR DAS ONDAS
Não é a sina que me cala
Mas o silêncio que me aprisiona
Os cantos em traçadas pelo destino
É do seu lado que me refaço
Que renasço...
Sigo sorrindo a espera de um novo sonho
Sarando dores e desamores
Como num abraço dos oceanos
E eu perdida como uma onda
Dispersando a beira mar
E no soprar dos ventos
Deus trouxe você para mim
E percebi que a minha história
Não havia chegado ao fim
UMA FACE DE MIM
Mergulhei no meu silencio dentro da noite
Buscam-te em céus vazios e solitários,
Transformadas de magia à agonias,
Num desassossego de luas irreais.
Abri minhas pupilas dilatas de saudades
Como misteriosas janelas fantasiosas,
Ouvi a minha própria voz sonâmbula
Gritava em som inaudível
E ainda assim,
Teu silêncio preso a mim...
Buscava teu olhar com sua inteireza
Para gerar em mim fortaleza.
Mas, não estavas aqui
És pedaço do céu que me faltava!
Contudo vagueio em tuas estrelas
Esperando-te novamente chegar.
Sentia-te na pele, meu dilema
Quando começamos a nos distanciar
Como imagem de um menino perdido
Que em minh’alma chega a queimar.
Trilhando neste destino absurdo!!!
Eu e meu romantismo vagabundo!
Que sozinha ainda consigo ver
Os mais belos crepúsculos do mundo!
CHAT
A resposta veio certeira, após tempos de certo silêncio. Cercados de bons papos e grandes notícias, o silêncio tomara formas "corpóreas", quase que envenenando o prazer que havia numa bela resenha antiga. Os minutos se passavam, e o único medo era que chegasse a morte do assunto, o fio único da sutileza que se perdia entre as palavras.
De certa forma, me sentia incomodando, e cada vez menos fazia parte daquele pedacinho de mundo tão caprichosamente aconchegante. E aos poucos, o pesado "boa noite", seguido por "durma bem" , enterraram momentaneamente aquele belo momento.
No silêncio da noite as lágrimas rolam, sem medo, sem preocupação, sem pena.
As lágrimas rolam e inunda o travesseiro também chamado de casa.
As lágrimas rolam e levam consigo inseguranças, dores e temores.
As lágrimas rolam e molham o sertão da minha alma.
As lágrimas já não rolam mais, pois o sono me carrega em teus braços e de alguma forma as coisas ficam bem.
Será que é isso ?
O silêncio...
Será este o meu destino ?
A solidão ?
Mesmo depois de passar por tudo isso sozinho
Eu vou continuar assim ?
As pessoas me assustam
Ou será que eu as assusto ?
Viver sozinho, estar sozinho, até que não é tão ruim...
Pelo menos posso pensar sem me preocupar com os outros ao meu redor
Os outros não se preocupam muito comigo, será que eles sabem que eu existo ?
Será que eu vivo ? Ou apenas existo ?
Existir é um fato, o fato de eu exitir não existe, é como algo que está ali mas não pode ser visto
Só aqueles com a chave secreta pode desbloquear este objeto, que pode ou não gostar de você
Eu só mudo por aqueles que mudam por mim, ou por aqueles que me entendem
Eu não vou mudar só por que a sociedade quer que eu mude, eu sou eu, não vou ter uma personalidade que não tenho apenas por que os outros querem
Mas eu sei que tenho uma personalidade original, que eu posso chamar de minha personalidade, só preciso buscar ela, eu sei que ela está em algum lugar dessa mente bagunçada e desse coração confuso, mas ela está aqui !
A solidão não é nada mais do que a falta da própria personalidade, busque esse "eu mesmo" dentro de você, ele está lá
Basta procurar, não é algo simples, mas procure, pense "Porquê eu sou assim ?" pense no porquê de tudo e assim você encontrará a resposta, a resposta para todas as suas perguntas é uma só
E ela está dentro de você...
Novamente o altíssimo fez silêncio
O roncar da terra horroriza
Sacrifícios em vãos são despertados
Os hereges provocadores da ojeriza
Passarão novamente a ceifar gargantas dos fieis
A lamúria conteve, se propagou
E apoderou das pessoas de espirito sereno
Que a tempestade lá fora sesse um dia
É o sol para de queimar, a agua pare de jorrar
Os indecentes de espíritos acordem
E despertem de sua eterna jactância
Excepcionalidade podem vim a ocorrer céticos
Não é o poder ou força que tem
E sim o pai chama seus filhos
E deseja que advenha
Autonomamente de educação letrada, ou condições financeiras
Será feito pela cruz e pela espada.
Medo
Prefiro me esconder atrás do silêncio,
do que ser vista, com os mesmos
erros tolos.
Escolhi me esquivar da dor com doces palavras,
ausentar minha presença de todo o mundo.
Me afastar de vocês, com minhas atitudes infames,
culpar meu estresse de todo esse tormento rotineiro,
desculpe se ouvir que tudo dará certo,
já não faz mais sentido,
nada é certo,
nesse mundo caótico,
estamos algemados ao próprio descaso.
A lei do silêncio é o primeiro sintoma dos omissos, ou melhor, dos medíocres e covardes...e que dentro do contexto deles a mentira é o alicerce de todo o silêncio...eles nao se importam com o sofrimento das suas vítimas..., e provavelmente eles (omissos) nunca fazem reparo das suas mediocridades com a mesma proporção do estrago feito, isso porque a sua vida é uma mentira e essas criaturas adoeceram dentro desse esgoto, prova disso é acreditarem em suas mentiras como verdades.
E essa é a doença mais perigosa dentro da psiquiatria..
Sem ti é estranho
Sentir este silêncio
O ar deixou de circular
O relógio parou
O tempo passou ao desespero
As sombras
Vieram fazer-me companhia
Oiço os gritos
Sinto falta dos gemidos
Procuro-te nesta casa vazia
E nada encontro
Quero encontrar qualquer memoria
Que traga-te perto de mim
Apenas encontrei este silêncio
Em formas de sombras!
Este inferno que amordaça-nos
Do silêncio da lareira.
Onde arde o carvão que grita o infinito
Cego de dor
De angústia
Vicio feito em egoísmo.
Ironia sem fumo.
Sem raízes
Vedado
Condenado
Enganado
Em gestos de palavras
Da própria dor, onde rasgam os lábios
Pedra sôfrega sem nome.
Terra impura sem flor.
Sacia a fome entre os muros.
Do sofrimento e felicidade!
O Silêncio da Cidade
Quando essa chuva parar...
vou aí te visitar
vou aí dizer que te amo com
a barra da calça molhada
vou aí te avisar que esperei deitado o tempo acalmar, que
não estive em outras residências
vou aí te servir de cobertor contra o frio
vou aí levar seus doces prediletos
vou aí conversar sobre o clima
vou aí te fazer dançar
vou aí ouvir tuas lágrimas
vou aí planejar o amanhã (porque agora acredito no futuro)
vou aí saber como ficou tua solidão sem mim
vou aí para provar que a minha solidão não ficou bem sem ti
vou aí para esperar a próxima chuva
vou aí por gostar de estar aí
vou aí brincar com teu olhar água de rio
vou aí costurar algumas notícias em teu ouvido
vou aí na terceira intenção do desejo
vou aí porque me chama por aqui
vou aí até matar tua sede
vou aí até aliviar minha fome
vou aí sabendo do perigo
vou aí escrever mais uma carta em tua parede
vou aí para crer na tua fé
vou aí ouvir os sapos almejando mais chuva
vou aí sentir o gelo da tua mão
vou aí guardar o sol do teu abraço
vou aí provar de novo um dos teus beijos
vou aí pedindo tempestade
quando essa chuva parar, vou aí te visitar
como quem quer tudo do mundo!
porque o silêncio da cidade após uma chuva
é o que me faz querer te ter por perto.
O anjo o observava em silêncio. Aproximou-se lentamente e o envolveu num abraço fraterno, sussurrando em seu ouvido:
– “Quem sou eu?”, tu perguntas, meu irmão! Sou o Arcanjo Gabriel,enviado do Reino Celestial para resgatar-te desta prisão terrena e libertar-te desta carcaça humana,
(Extraído do livro “O Anjo poeta.”)
Nos dias de silêncio.
O meu coração não tem voz.
A dor dos outros, são os meus olhos.
Que vê a profundidade da alma.
Os segundos passam.
Ficam as lembranças.
Na mente.
No corpo.
Elas só dizem que o tempo passou.
O resto é só saudade.
Triste das ondas, de uma voz calada.
Boca fechada.
Olhar ausente.
Hoje simplesmente.
Joguei o devaneio ao vento.
Num breve momento.
Sinto que a alma é livre.
Para toda a eternidade de uma vida vazia.
Murmurada ao vento.
Na sombra.
Cantada numa melodia triste.
Triste das ondas de uma voz calada.
Nos dias de silêncio, é só silêncio!
Faço do silêncio meu propósito
assim conheço mais,ou menos
reservo-me àquilo que é bom
sou afetivo,demonstro amor as pessoas
quando não correspondido
não repito o mesmo engano
orgulhoso,sou até o tutano
ninguém mais me ama
como eu me amo
e se não fosse assim
não poderia amar mais ninguém
não procuro ser agradável
procuro ser sincero
muitos sem me conhecerem
disseram tanta coisa que eu desprezo
sou inconfundível
aquele que está sempre sozinho
aquele que todos cercam
tenho poucos amigos
e fiz também alguns inimigos
tenho pecados pelos quais sou responsável
procuro reconciliar-me
ainda há tempo !
mas,o tempo é tão improvável !
Escrevi o tempo.
Escrevi para ti
Desenhei o silêncio.
Desenhei para ti.
Escutei o silêncio.
Que acalmou o mar.
Rasguei o silêncio.
Em tempo para ti
Para que o silêncio.
Se faça escutar.
Desenhei o tempo.
Feito em silêncio.
Escutei a melodia.
Desejando o silêncio.
Desenhei o tempo.
Numa folha em silêncio.
Joguei ao vento.
No silencio do tempo!
