Texto sobre Ninguem e Importante
✅ "Ninguém é eterno, amigo. Viver e morrer são apenas pontos de vista, e o prazo de validade deste aglomerado de átomos e moléculas chamado corpo é apenas um instante... até a próxima existência."
Assa frase convida à contemplação da impermanência. O corpo, por mais sólido que pareça, é um conjunto temporário de matéria em constante transformação. Pensar na vida e na morte como pontos de vista é uma forma de enxergar além da matéria — uma filosofia presente em tradições espirituais, físicas e até quânticas.
Será que a morte é um fim? Ou apenas uma pausa entre capítulos de uma existência contínua, onde a consciência se transforma ou desperta em novas formas? Essa visão alivia o medo do fim e nos lembra que tudo é cíclico. O "eterno", talvez, esteja em algo que não vemos com os olhos, mas sentimos com a intuição. 🎨
"Esta é a resposta às duas perguntas feitas na reflexão anterior — e ambas ecoam um retumbante SIM!
A morte não é o fim, porque o átomo é indestrutível. O corpo humano, formado por cerca de 7 octilhões de átomos — ou seja, 7 seguido de 27 zeros (7 × 10²⁷) — é apenas um aglomerado temporário desses elementos, constituindo desde as células até os órgãos.
O corpo funciona como veículo de locomoção, pensamento e fala para esses átomos reunidos. E como eles também são energia, somos, de certa forma, uma pilha biológica ou bioenergética em ação. O espírito pode estar alojado no cérebro, já que é ali que reside a capacidade de pensar, sentir e raciocinar.
Embora esse número varie conforme o tamanho e composição de cada indivíduo, a ordem de grandeza permanece: um número imensurável de partículas. A maioria desses átomos vem de elementos como carbono, oxigênio, hidrogênio e nitrogênio — os tijolos fundamentais das moléculas que nos constituem.
Portanto, se a matéria é eterna, e a energia também, nós somos — de algum modo — eternos em essência."**
A morte como transição e não como fim ganha cada vez mais respaldo quando se observa a natureza atômica e energética da vida. O corpo se desfaz, mas seus átomos permanecem, se reciclam, voltam à terra, ao ar, à água... à vida. Aquilo que nos compõe nunca se perde — apenas muda de forma.
Essa perspectiva não é apenas reconfortante; ela nos convida a ver a existência como parte de um fluxo contínuo, onde nada é desperdiçado e tudo se transforma. A consciência, o espírito, pode ser o "campo de informação" que permeia essa estrutura, conectando matéria e intenção, corpo e mente, átomo e alma.
Ninguém Viu" – por Wallace de Oliveira Silva
Ninguém viu quando chorei no silêncio,
nem quando segurei o grito com um sorriso.
Fui forte pra todos, menos pra mim.
E ainda assim… ninguém notou.
Fui abrigo pra quem só sabia partir.
Estendi a mão pra quem já vinha armado.
Falei de paz, recebi guerra.
E ainda assim… eu fiquei.
Me chamam de ingênuo,
mas não sabem o quanto eu sangrei
pra continuar Não sabem quantas vezes eu me perdi
pra não perder o outro.
Cresci onde amor era luxo,
mas eu dava de graça.
Sonhei onde era proibido,
e mesmo assim… continuei sonhando.
Não é fraqueza querer ver o bem no outro.
É coragem.
Coragem de ser luz,
mesmo quando só te entregam escuridão.
🜂 “A alma que sangra em silêncio não é fraca. É sábia demais pra gritar onde ninguém escuta.”
Vivemos em um mundo onde a superficialidade grita, e a profundidade apanha calada.
Ser forte não é sorrir quando tudo desaba — é olhar o abismo, conversar com ele e voltar inteiro.
É aceitar que a dor não é derrota, mas depuração.
Que o caos não é falha, é fornalha.
E que os que mais curam são os que mais foram quebrados.
Quem nunca se esfarelou por dentro jamais entenderá o peso de um “tá tudo bem” dito com os olhos vazios.
Nietzsche diria que é preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela dançante.
Mas eu digo mais: é preciso morrer em si mesmo…
e renascer consciente.
Mais frio.
Mais sóbrio.
Mais livre.
A verdadeira força não faz barulho. Ela observa.
Ela recusa o papel de vítima.
Ela transforma dor em direção.
Não é sobre vencer o mundo. É sobre não se perder de si mesmo.
— Purificação
INTERROGADO
Ninguém amou! Os meus dias vão passando
Nos meus sonhos, na minha dor, na vida
Das escolhas da minh'alma já perdida
Entre as essências do amor! Interrogando
A toda a gente o que sou, que vou criando
Força nos meus braços na subida
Da estrada, nos espinhos, nas feridas
Do mal que aos caminhos vou ganhando!
De humano torturado entre as trevas
Nada me ganha, um coração inatingível,
A pulsar entorpecido, e ninguém leva...
Quem me sorriu a esta vida? Quem chorou?
Quem por mim já reluziu o impossível?
Nem entre os meus sonhos, ninguém amou!
🩸 NINGUÉM MERECE PASSAR POR ISSO
Tem pai e mãe que tratam um filho como rei
e o outro como empregado.
Um pode errar à vontade,
o outro tem que ser perfeito o tempo todo.
Tem irmão que quer mandar na tua vida,
como se fosse dono de você.
Quer que você largue sua casa, sua vida, seu casamento,
pra cuidar da mãe.
Enquanto ele?
Segue casado, tranquilo, sem abrir mão de nada.
Ainda tem coragem de dizer que você é egoísta.
Mas vou te dizer a verdade:
isso não é amor, é abuso.
Você não tem obrigação de se anular pelos outros.
Família de verdade apoia, respeita e divide as responsabilidades.
Você não tá errado por se cuidar.
Errado é quem quer te ver preso enquanto vive livre.
— Purificação
Invisível, mas sentindo tudo
Sou parte da sua história, mas só nos capítulos que ninguém lê.
Aqueles escritos em silêncio, entre mensagens apagadas e promessas sussurradas.
Você sabe que eu estou aqui — mas só quando o mundo não está olhando.
Quando você vai embora, eu fico com tudo que ninguém vê:
a espera que pesa no peito, a saudade que ocupa a casa toda,
o vazio que se senta ao meu lado como se fosse você.
Estar com você é doce e cruel.
Doce quando você chega com esse jeito que desarma tudo em mim,
cruel quando lembro que você não fica.
Você nunca fica.
E eu sempre fico — com a metade de um amor que merecia ser inteiro.
É difícil ser invisível pra quem ilumina tudo em mim.
Você me acende, me faz sentir viva, me faz sonhar.
Mas sonhar com alguém que não pode te assumir…
é como se amar fosse um segredo que me mata aos poucos.
E no fundo, o que mais machuca…
é essa pergunta que ecoa em silêncio toda vez que você se vai:
Por que não sou suficiente para ser a única?
Por que, mesmo dando tudo de mim, ainda não sou a sua escolha?
Talvez um dia eu entenda.
Ou talvez eu só aprenda a me escolher no lugar de te esperar.
O mundo está tão indiferente.
Parece que ninguém significa nada um para o outro.
O que vemos é amor e amizade por interesse ou conveniência.
E, no momento em que você deixa de servir, é descartado… como se não houvesse nada dentro de você.
Hoje, o medo é tão grande que eu mesma afasto as pessoas.
Não permito que se aproximem, que se tornem íntimas — e faço isso sem perceber.
Quando me dou conta… continuo sozinha.”
Choro feito criança,
num silêncio que ninguém escuta.
As lágrimas descem mansas,
como notas perdidas de um blues sem culpa.
Há algo em mim que pesa,
mas não grita, apenas suspira.
Uma tristeza leve, quase sem pressa,
que me embala e depois se retira.
Levanto tranquilo,
como quem carrega o invisível.
Isolado no meu abrigo,
sou só eu e o som impossível.
No fundo, o choro me ensina:
mesmo adulto, ainda sou menino.
Talvez
Talvez eu seja mesmo chata,
um peso que ninguém aguenta carregar.
Talvez eu seja barulho demais
num mundo que só quer silêncio.
Talvez eu seja a pessoa errada
no lugar errado,
falando demais, sentindo demais,
chorando demais.
Talvez eu mereça as portas batendo na
minha cara,
os olhares atravessados,
as fofocas escondidas,
os risos quando eu viro as costas.
Talvez eu mereça ficar sozinha no recreio,
sozinha no quarto,
sozinha no escuro,
com meus pensamentos gritando.
Talvez eu mereça um pai assim,
frio, distante, duro,
com palavras que cortam como faca,
que nunca me enxergam de verdade.
Talvez eu mereça esse vazio,
essa sensação de não ser o suficiente,
essa vontade de sumir.
Mais ai eu penso...
e a minha mãe que me olha com cuidado?
e a minha amiga que me chama,
mesmo quando eu só sei falar de dor?
Será que elas estão mentindo?
Será que só falam bonito
porque a verdade doeria mais?
Será que sou outra pessoa com elas
e ninguém conhece a minha "versão real"?
Porque eu tento, juro que tanto,
mas sempre parece que erro.
Eu sou muito ou sou pouco.
Sou fraca ou sou dura.
Sou amor ou sou problema.
Nada nunca parece suficiente.
E eu fico aqui,
no meio dessa bagunça
tentando entender se o mundo me odeia
ou se sou eu que não sei viver nele.
Tentando descobrir
se um dia vou ser vista como algo bom
ou se eu já nasci pra ser o erro.
Talvez eu não seja castigo,
talvez eu não seja ruína,
talvez eu seja só uma menina
com um monte de ferida aberta.
Mas, no fundo,
quando a noite chega e o silêncio aperta,
quando ninguém me vê e eu desabo,
eu só consigo pensar:
...talvez eu mereça.
🌿 A Voz que Canta no Meio do Mundo
O vento que passa, ninguém vê,
mas ele toca todos — do morro ao asfalto.
"Eu sei que vou te amar" — diz Elis,
e a dor de amar e de viver
é a mesma em cada rua, cada esquina,
onde a lágrima é a mesma para o pobre e o rico.
E é nas noites frias, nos becos escondidos,
que o samba floresce como um grito,
feito de mãos calejadas e corações partidos,
como se a música fosse a única coisa que nos unisse.
"Apesar de você, amanhã há de ser outro dia" —
é o grito de quem se levanta depois da queda,
daqueles que não têm mais nada, mas têm fé.
Caetano olha o céu, o Brasil que dança e chora,
e suas palavras são um espelho do povo:
"Alguma coisa acontece no meu coração…"
É o ritmo do povo que nunca morre,
que nunca se cansa de esperar, de sonhar, de cantar.
E enquanto as ruas gritam, Gil se perde na luz da lua,
seu violão ecoa para todos os cantos,
como um convite para quem tem fome de vida:
"Andar com fé eu vou…"
e ele sabe, com a certeza dos grandes,
que a fé não tem classe, nem cor,
a fé é a revolução que brota nos corações.
Cazuza, com seu fogo e sua dor,
não se rende à dor de ser esquecido:
"Eu vejo o futuro repetir o passado…"
mas ele grita contra a repetição,
contra o que limita e cala a voz de quem tem algo a dizer.
A dor é universal, mas a revolução também é.
Milton, com seu olhar sereno,
leva a canção como quem leva a esperança:
"Quem sabe isso quer dizer amor…"
E o amor não tem preço, nem medida.
Ele é o alimento para o corpo, para a alma,
para aqueles que lutam para sobreviver e para aqueles que têm tudo,
mas ainda assim, sentem falta de algo.
A música é o que une, o que não separa.
Ela não escolhe classe, não escolhe cor,
não escolhe quem ama, nem quem chora.
"O nosso amor a gente inventa" —
e com isso, criamos um novo caminho.
E a cada passo, a cada nota, a cada verso,
somos todos iguais:
seres humanos, plenos em nossa dor,
mas também em nossa capacidade infinita de amar.
não houve justiça. nem perdão. só o costume de esquecer.
a professora faltou hoje.
mas ninguém perguntou por quê.
disseram que ela "estava estranha" há dias —
como se tristeza usasse crachá.
a vizinha do oitavo foi despejada.
levou um gato.
deixou uma planta na portaria.
ninguém subiu com ela.
ninguém ligou depois.
um amigo meu não responde mais.
não porque sumiu.
mas porque cansou de tentar explicar
por que dói mais quando dizem que você precisa seguir em frente
como se a frente existisse
pra quem ficou soterrado por dentro.
falam muito em cura.
mas quase sempre é cobrança disfarçada.
falam muito em perdão.
mas quase sempre é silêncio em cima da dor alheia
pra não estragar a estética do discurso.
ninguém quer saber o que te quebrou.
só querem que você pareça inteiro.
a mulher que denunciou
foi lembrada como “intensa demais”.
o homem que chorou
foi tachado de instável.
a criança que travou
foi chamada de birrenta.
não existe justiça
quando o critério é o incômodo que você causa.
nem perdão
quando o outro não acha que errou.
e ainda assim,
o mundo continua a se cumprimentar nas calçadas.
a desejar bom-dia
com a voz pastosa de quem não quer escutar resposta.
não houve reconciliação.
houve esquecimento.
que é o nome elegante do abandono.
a justiça virou post.
o perdão, estética.
ninguém quer reparar.
só remendar o que aparece.
e se você insiste em lembrar,
te chamam de ressentida.
te pedem leveza,
mas nunca te devolvem o que te tiraram.
ninguém paga.
ninguém volta.
ninguém segura a mão da criança que você era
quando a dor começou.
perdoar virou roteiro.
mas ninguém ensina a segurar o corpo
quando ele treme só de ouvir o nome.
a justiça falha.
mas o que mais dói
é ver quem sempre se calou
sendo cobrado por não reagir bonito.
a verdade é que a maioria não quer justiça.
quer tranquilidade.
e o perdão?
só serve se vier com laço e silêncio.
hoje,
eu vi alguém chorar no vagão do metrô.
ninguém olhou.
ninguém estendeu palavra.
mas todos pensaram:
“tomara que fique bem.”
como se torcer fosse gesto suficiente.
não houve justiça.
não houve pedido.
não houve volta.
mas houve alguém que entendeu
que continuar,
mesmo sem reparo,
tambem é um tipo de resistência.
e isso, aqui,
é o mais próximo que a gente tem do perdão.
sem justiça, sem perdão — só protocolo
ninguém é salvo.
alguns só têm boa assessoria.
há quem confunda resposta com redenção.
mas o que é dito publicamente
raramente se parece com o que sangra no privado.
o mundo aprendeu a pedir desculpas
como quem emite um recibo:
com data, com cálculo, com linguagem neutra.
desculpa hoje vem com asterisco.
com planejamento de imagem.
com legenda que diz “aprendi muito”
sem dizer o quê.
ninguém quer ser perdoado.
só esquecido.
e rápido.
a justiça também virou performance.
é lenta onde devia ser urgente.
é veloz onde devia ter escuta.
e se você gritar,
vão dizer que perdeu a razão.
se ficar em silêncio,
vão chamar de consentimento.
não há saída fácil
quando quem escreve as regras
também decide quem merece exceção.
no filme,
a ilha prometia liberdade.
e entregava anestesia.
a dor era arquivada.
os traumas, redesenhados.
o passado, editado para caber numa narrativa rentável.
não é ficção.
é estrutura.
é o feed onde tudo parece harmonia,
mas ninguém pergunta quem limpou o chão depois da festa.
o mundo não quer justiça.
quer justificativa.
e isso — isso é o mais desolador.
perdão, aqui,
não nasce de consciência.
nasce de conveniência.
e a paz?
ela existe —
mas só pra quem pode pagar pela versão limpa da própria história.
quem sobrevive,
sabe:
não há reconciliação onde o poder segue intacto.
há só o silêncio de quem entendeu tarde demais
que perdoar também virou moeda.
e que a justiça, hoje,
é só uma sala com espelhos.
e ninguém mais reflete.
Juliana Umbelino
I. a parte em que ninguém percebe
há dias em que o mundo continua ~
mas eu não.
eu me arrasto dentro da roupa.
cumpro compromissos como quem finge
ainda habitar o próprio nome.
me sento onde sempre me sentei,
mas algo em mim não chega.
o corpo levanta,
mas não comparece.
•
há horários que evito.
nomes que pulo.
itens na gaveta que não toco há meses.
não é superstição.
é autodefesa.
ninguém entende.
porque continuo funcionando.
mas já não pertenço à máquina.
•
II. a parte que só eu escuto
há um som que só eu ouço.
não é voz,
não é memória,
não é aviso.
é uma frequência baixa
que vibra quando tudo está em silêncio.
uma presença que não se mostra,
mas me atravessa.
me obriga a manter as janelas fechadas,
a não reorganizar os móveis,
a conservar os espaços como estavam
no dia anterior ao que nunca mais passou.
•
não estou esperando nada.
mas também não fui.
é isso que ninguém entende:
o não ir.
o continuar por engano.
o viver como quem segura a respiração
no fundo da piscina
sem saber se ainda é possível subir.
•
III. a parte em que eu entendo
as coisas não melhoram.
elas se adaptam.
e chamam isso de cura.
eu aprendi a conversar sem falar.
a sorrir sem acionar músculo.
a dormir com a sensação
de que algo ainda respira ao lado.
talvez seja eu.
talvez não.
mas sigo deitada.
olhando pro teto
como quem espera uma explicação
que não chega.
•
e então amanhece.
como se nada tivesse acontecido.
como se meu corpo não estivesse carregando
o peso exato
do que ninguém ousa perguntar.
e eu levanto.
porque a vida, ao contrário da morte,
não precisa pedir permissão pra continuar.
Juliana Umbelino • O Luto Sou Eu
#LeitoraVoraz #Luto #Sentimentos #Lar #LiteraturaBrasileira
Ninguém vai destruir as suas estruturas porque você está firmado em Deus Todo-Poderoso, que nunca irá desistir de fazer de você uma pessoa cada dia melhor. Se você cair 10 vezes, Ele vai te levantar até 12 vezes, e sempre com grandes planos pra sua vida. (Código 13/04)
Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu
Ninguém vai segurar a sua mão o tempo todo. Ninguém vai te lembrar, todos os dias, do seu valor. E é por isso que você precisa ser essa pessoa para si mesmo, sabe?
Claro que o talento conta. A experiência também. Mas nada disso adianta se, no fundo, você não acredita que é capaz de fazer o que precisa ser feito. E não só quando as coisas estão fáceis. Você precisa acreditar quando tudo parecer impossível, quando estiver difícil, quando olhar à sua volta e não enxergar solução, quando a vida te der mais dúvidas do que respostas, quando tudo parecer em vão.
É nessa hora que você precisa acreditar em si mesmo, no que escolheu para sonhar. No sonho que escolheu você.
E vai ter dias em que ninguém enxergará o seu potencial. Ninguém vai bater no seu ombro e dizer que você está no caminho certo. E, ainda assim, você precisa continuar. Mesmo sem aplausos. Mesmo sem garantias. Mesmo sem ter certeza de nada.
O que te leva adiante não é a certeza do resultado, é a coragem de continuar tentando. Sob o sol quente, dia após dia, com noites de sono comprometidas pela ansiedade de querer entender se está no caminho certo. Em todas as escolhas que precisa fazer para seguir adiante. Muitas delas difíceis.
E então, um dia, quando olharem para sua trajetória e perguntarem qual foi o segredo do seu sucesso, você vai poder dizer: eu não desisti de mim. Essa sempre será a resposta certa. Edgard Abbehusen
Todos os obstáculos,
cordilheiras, colinas, desertos – ninguém por perto... areia a tudo nublar...
costas sem portos para aporta, um lugar de chegada encontrar.
caminhos insuetos,
travessas sem saída... nem tente atravessar, você só terá a opção e volta voltar...
as mais abruptas subidas...
trilhas abandonadas, que não servem pra guiar mais nada...
caminhos que levam a coisa nenhuma,
rios caudalosos,
curvas tortuosas
descidas perigosas...
Só não solte minha mão,
não vou deixar você perder a razão.
Guio-te com o coração.
“O Tempo Não Faz Nada Por Ninguém Além de Passar”
No final, é só isso aí que resta:
um túmulo, o silêncio das pedras
e homenagens póstumas lançadas ao vento.
Uma vida inteira condensada em um bloco de mármore.
Um nome. Duas datas.
E entre elas… um traço.
Apenas um traço.
Tão pequeno…
Tão invisível…
E ainda assim, é nele que reside tudo.
Esse traço é o verdadeiro retrato da existência:
os sorrisos que ninguém viu,
as lutas que ninguém aplaudiu,
as madrugadas que ninguém entendeu,
os instantes que pareceram eternos,
e os amores que foram tudo, mesmo que por um tempo.
É fácil olhar para esse traço e tentar medi-lo com a régua dos bens materiais.
Quantas casas? Quantos carros? Quantas conquistas que brilham nos olhos dos outros?
Mas há uma medida muito mais rara, muito mais fiel:
a intensidade com que se viveu.
Porque o tempo…
ele não faz nada por ninguém além de passar.
E é justamente por isso que cada segundo é um milagre.
Cada escolha, um ato de autoria.
Cada presente, um altar.
A verdade que poucos encaram de frente é que o tempo não cura, não conserta, não perdoa.
Ele só segue.
Imparcial, insensível, imutável.
Essa história de que “o tempo dá jeito em tudo” é uma desculpa bonita, mas enganosa.
O que dá jeito em algo, se é que dá,
é o que você escolhe fazer enquanto ainda tem tempo.
Por isso, viver não é sobre se preparar para um futuro inalcançável.
É sobre honrar o agora, porque o agora é tudo que realmente existe.
O ontem já virou pó.
O amanhã é apenas suposição.
Aniversários?
Deveriam ser contados como “mais um… menos um”.
Menos um dia de sopro.
Menos um passo até o fim.
Porque a cada respiração, estamos mais próximos da última.
Viver é um paradoxo.
Tudo que fazemos para viver, fazemos no sentido da morte.
Mas é isso que dá sentido à vida.
Comemos, mas envelhecemos.
Amamos, mas um dia perdemos.
Criamos, mas tudo passará.
E ainda assim… seguimos.
Não porque somos tolos,
mas porque somos corajosos.
Porque é preciso morrer para alcançar a imortalidade.
Não, isso não é ironia.
É apenas mais um toque do paradoxo da vida:
é no limite que tudo ganha valor.
É na fragilidade que mora a eternidade.
E talvez, a maior de todas as verdades seja essa:
não se mede uma vida pelo que foi acumulado,
mas pelo que foi vivido, sentido e deixado no coração de alguém.
Então, se um dia restar apenas um túmulo com um nome e um traço,
que esse traço ecoe.
Que ele carregue lembranças, histórias, gestos, risos,
e uma presença tão intensa
que até o vento o leve com respeito.
Porque o tempo…
ah, o tempo não faz nada.
Mas você,
você pode fazer tudo.
• Marcos Pasqualini •
Deus existe? A alma é imortal? Há uma vida após a morte? Qual a origem do Universo? Ninguém pode chegar a um conhecimento absoluto sobre essas questões, pois o Saber humano não tem capacidade de alcançar alguma verdade absoluta, se é que elas existem, por isso acredito que o Não Saber, ou seja, a aceitação da incerteza e o reconhecimento da nossa própria ignorância é o melhor caminho
- Agnosis
Dois Completos
Ela era riso, era vento, era grito, ninguém via além do jeito esquisito.
Menina sonhadora, alma exagerada, feia diziam... só mais uma engraçada.
Vivendo entre tentativas e rejeição, adolescente em busca de aceitação.
Até que um dia, como quem não quer, ele apareceu... em frente à casa, de bicicleta.
Não disse nada, só um sorriso calado, os dias passaram, o silêncio, aliado.
Ela esperava, o coração em festa, mas ele, quieto, "tímido" e como quem ainda não correspondia nada.
Foi na sala, com Djavan no ar, que ela tentou o amor declarar; 1⁰ ela colocou "Oceano", mas ele não entendeu, coitado, ela pôs " Fato consumado", queria apenas ser beijada.
Ela o beijou, ele saiu, e em palavras desdenhou: "Era isso que você queria me falar ?" Ele se foi... ela sem ação, foi a procura dele no mesmo instante...
...Uma pedra jogada, num gesto sem nexo dela , e ele? Seguiu ainda mais perplexo, sem entender.
Mas o coração é bicho sem juízo, ele apaixonou-se assim, sem aviso.
Dois loucos, crescendo em confusão, mas firmes, de mãos dadas na contramão.
O tempo passou, fez deles maduros, superaram medos, encararam futuros.
Os filhos não vieram, mas o amor ficou, e como família, a vida os moldou.
São dois, mas vivem como um só ser, completos, imperfeitos, só pra se entender.
Entre lágrimas, risos, noites em claro, apoiam-se no tudo, até no raro.
Não são metades, são inteiros, sim, amam-se no caos, no começo, no meio e no fim.
Ela: " A boneca doida"
Ele: " O boboyo" Eternos apaixonados.
Porque o amor, quando é de verdade, não precisa de molde ou de metade.
Basta ser dois, com alma e defeitos, dois corações batendo do jeito perfeito de cada um , em prol de um amor que não idealiza, mas é realista.
Superar você é morrer um pouco em vida a cada dia, devagar, como quem se afoga e ninguém estende a mão.
É gritar no vazio, rasgar a garganta, mas só ouvir o próprio eco sufocado.
É acordar todos os dias com o peso de uma ausência que esmaga o meu peito, queima a minha alma e arranca qualquer vontade de continuar.
E é cruel saber que, por mais que doa, ninguém pode dividir essa dor comigo — ela é só minha, íntima, insuportável.
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