Texto sobre Ninguem e Importante
TODAS AS ESTAÇÕES
Ontem nos amamos tanto
Que nem os dourados ocasos
Sobre as colinas de mesquita
tinham tanto calor...
Ontem nem as mais coloridas primaveras
De Holambra com suas flores cálidas
Jamais demonstraram tanta paixão...
Ontem nos amamos tanto,
Que nem os mais extremos
Invernos da Amazônia
Se derramaram tanto...
Ontem nem os mais profícuos
Outonos de Florianópolis
Jamais se despiram tanto...
Ontem aconteceram todas as estações...
Ribombaram todos os trovões,
Caíram todos os raios,
Despiram-se todas as árvores,
Desabrocharam-se todas as flores...
E as metamorfoses estão a acontecer...
Então por que continuas ausente...?
NAPOLEÃO
Psiuuu! O gato repousa...
O silencio é sagrado
Tudo que foi dito pela madrugada
Sobre a inabalável reputação de Lili
Fica esquecido
Toda algazarra no telhado,
O escândalo do bife roubado,
Os arranhões no leão,
Tudo põe-se de lado,
Napoleão dorme,
Provavelmente sonha
com batalhas consagradoras,
Um império grandioso,
Um exército irreparável
Infalíveis estratégias felinas...
OUTROS SONHOS
Enquanto a aranha tece sua teia
No porão, eu penso a caminhar
Sobre as campinas,
Passando por cima da minha emoção,
Voltando ao passado,
Derrubando edíficios,
Que agora cercam a minha visão,
Operários bem equipados,
Bem aparelhados,
Erguem torres e coberturas,
Improvisam um elevador,
E a igrejinha do meu casamento,
Onde com tanto srntimento,
Jurei meu amor,
Sua única torre ameaçada por um guindaste,
Enquadrada por andaimes,
Badala seu sino,
Agora abafado por tantas paredes,
E nos campos, onde floresciam meus sonhos,
E eram verdes como as campinas,
Embalados por passarinhos,
Que emigraram para outros campos,
Para compor outros sonhos...
EPÍSTOLA APOCALÍPTICA SOBRE ESSA BOLHA DE OCEANOS
Não fosse eu um corpo etéreo, um alien grafite,
Na nebulosa; labirinto intracelular cósmico,
Um vírus, um bacilo no azul marinho gasoso
Da inviável via láctea, efêmera vaidade,
Desfilando colar de constelações
E jogando poeira de estrelas nos nossos bolsos...
O terror cósmico dessa solidão intergalática,
Trazendo auroras boreais
De tempestades solar apocalípticas...
Rebelde sagitário se dilui na acidez sideral
E júpiter se avoluma em gases, aqui no meu quintal...
Atormenta-me a fobia de te ver na esquina,
pefil frágil e andrógino,
Túnica lilás, bastão incandescente e cabelos de ouro,
Cantando “chuva púrpura” profetizando um armagedom,
Fazendo-me imaginar,
Praga, New York e Belford Roxo, roxas de melancolia
Solidão e medo da alcaida,
E possíveis ataques norte-coreanos...
Mas não é isso que me leva a consultar
O zodíaco e previsões climáticas,
Que me fazem supor catástrofes e cataclismas
Sobre a caatinga esparsa e escaldante
De Jericoacoara e quixeramobim...
Se eu não fosse essa lua de insegurança,
E assimilasse ensinamentos de epístolas, salmos
E o sermão da montanha...
Mas sou apenas um cervo feérico, numa floresta primitiva,
Contemplando estrelas sob a noite eterna
Há mil anos luz de um dinossauro,
Tentando entender a ternura débil e insana de um t-rex
Estudando a sua caça e farejando sangue
Percebo que o que me sustenta sobre esta esfera,
Sobre esta bolha de oceanos,
Que viaja trágica e inconsequente,
Entre meteoros, meteoritos e cometas reluzentes,
Na harmonia do sistema planetário
E no descompasso de moléculas de hidrogênio e oxigênio
Realizando o milagre da vida...
Ainda é essa eterna e inexplicável força estranha...
E.Ts
Já te falei sobre os discos voadores
No meu firmamento pessoal,
Sobre os aliens e meteoros,
Já te falei sobre a minha gravidade,
Sobre os dragões que povoam as minhas cidades,
Já te falei sobre são Jorge guerreiro,
Jorge Ben ou Jorge Ben Jor, Seu Jorge,
Acho que tivemos sorte,
Mas sob os astros, quando a vaca caminha
Numa total penumbra quem aposta
Que um rastro de bosta...
Quem caminha seguro com uma vaca em sua frente?
Quem caminha seguro com uma vaca no escuro?
Teremos sempre ameaças de chifres
Jamais teremos férias em Chipre
Teremos sempre ETs a povoar nossas inseguranças
Teremos sempre monstros
Nos olhos mais ternos de nossas crianças
Quase sempre não somos os únicos culpados pelos nossos pecados
SOBRE TODAS AS COISAS E SOBRE COISA NENHUMA
Nada sobre o meu poema;
Meu poema sobre todas as coisas
E sobre coisa nenhuma
Sobre o inexato e o imponderável
Nada, nada sob um rio, o olhar perdido num vazio
De um deserto perto de um longe,
Longe de tudo e perto de nada,
Nada, nada, nada, nada na morada;
Namorada nada; besta é a ilusão
De auroras com flores orvalhadas,
Ocasos ao acaso de mochos,
Pardais e morcegos
A tristeza profunda de lagos;
Lagos chorados pelos deuses da solidão
E pela solidão dos deuses
Pelos insetos que amam as flores
E faz frutificar a vida compondo a primavera
Inspirando os poetas
Nada sobre o meu poema,
Meu poema sobre todas as coisas
E sobre coisa nenhuma
Onde só cabe Iracy Tupinambá e sua tribo comeu são jorge
Na lua onde proliferam os dragões
Comeu os franceses que colonizariam o Brasil
E se um dia eu diria je t'aime
Hoje eu digo te amo
Pois aprendi com os portugueses
Sem nenhuma convicção de amor ou paixão
SOBRE PAIXÕES LACÔNICAS
logo mais, vagalumes, lumes vagos
as estrelas caem sobre as amendoeiras
e as ilusões derramam seus êxtases
sobre paixões lacônicas
a vida torna-se cônica,
a dor torna-se crônica;
ninguém acredita em crepúsculos...
vou beijar minhas ilusões com a mesma ternura
vou contar minha história
de amor com a voz da loucura;
o amor é eterno, o amor é infinito;
vai prosseguir nessa estrada que sou eu mesmo
com o mesmo romantismo nos beijos
e abraços de outros amantes,
mais, ou menos românticos;
mais, ou menos loucos,
para perceberem ou não as estrelas
caírem sobre as amendoeiras...
SOBRE O QUE É REAL E O QUE DILUI NA IMENSIDÃO
A verdade as vezes dói, mas é uma dor veloz ... a ilusão envelhece a tua alma, Amarrota a tua face, a ilusão rabisca a tua testa e marca o teu sorriso... a Juventude só dura uma ilusão e uma verdade e aos vinte anos você já viveu tudo
Baby as manhãs tem cor de ouro e sabor de hortelã e à noite nem tudo é absurdo
Só um pouquinho de amor e alguma compreensão e o mundo fica doce...
Um pouco de perdão pra quem precisa... olhar por outro prisma a vida
Baby, o mundo pode ser maravilhoso, contanto que seja menos imundo
Baby se as estrelas fossem minhas, o que eu faria com as estrelas...
Eu faria um piquenique em cada dia, mas aos finais de semana
Eu morreria de saudade dos meus amigos farofeiros em Copacabana
Baby te amei tanto e acho que te amo ainda, mas agora não amo este achar...
o mistério de tudo... se fosse diferente talvez não fosse tão doce,
mas conversaríamos sobre qualquer banalidade
sob o calor daquelas tardes mornas
e as futilidades eram só pretextos para estarmos juntos;
por que haveria de ser diferente...
eu escreveria alguma coisa...
eu já pensava que era poeta,
mas nunca dirigi a palavra correta para a pessoa certa... meu Deus!
um colibri se perde com o néctar das flores;
por que, ou por quem se perdem os poetas...
minhas fantasias tem carnavais tão lindos;
meu coração está cheio de feriados,
de sábados e inesquecíveis domingos
mas... se fui feliz, eu não sei
felicidade é a próxima estação, ou a estação passada...
não diga mais que a vida é tão fugaz,
fugaz é essa dor de dor nenhuma...
é o teu olhar, o teu sorriso, o teu perfume,
o teu cabelo ao vento;
é este sentimento que me diz que tudo é mistério...
e no amor, mistério é tudo... mas tudo é tão fugaz.
ADEUSES
Ainda não falei sobre os adeuses...
as vezes era noite, as vezes era dia, as vezes eu perdia a noção do tempo,
ou eu ainda não tinha noção de nada...
hoje diria que perdi muitos outonos, que despetalaram as primaveras, ou talvez atordoado... tantos "jabs" me deixassem grogue, e eu olhasse cuidadosamente as dependências farejando qualquer resquício de uma presença, de uma ausência num utensílio numa peça de roupa esquecida. A solidão sempre faz surgir fantasmas pelos corredores, barulhos de passos, sussurros, um grilo impertinente, até que o espelho da penteadeira reflete as lágrimas tardias que não caíram no momento da despedida. Xícaras copos, pratos, colheres e migalhas silenciam o colóquio dos últimos momentos de despedida; fica então, tudo tão quieto, e uma brisa vinda não se sabe de onde sopra fria...
Estive pensando o que é o amor, aliás vivo meditando sobre isso...
vivo matutando... talvez ele se guarde na temperatura suave das manhãs,
talvez viaje à velocidade de cometas ou meteoros como veículos de luz e calor no nosso sistema solar, talvez se esconda na solidão sob pretextos de ansiedades sob os tons cinzas de tardes chuvosas que se derramam melancolicamente nas vidraças. Talvez nas incertezas e inseguranças que constitui a alma humana nasça esse sentimento... talvez nas paixões; não naquele sentimento de possuir, de consumir e sim de perceber, de preservar, de deixar seguir, de alimentar e tornar, melhor; talvez seja esse o elo que nos dá a semelhança divina e nos traz a capacidade de amar...
SOBRE A POESIA DA ORQUÍDEA
Neste grito contra pessoas que arrancam orquídeas, as palavras se ligam em rima e direção.
A parte alta do texto é o solo, o chão onde temos a flor plantada, a barriga que mastiga e o verme.
No começo do meio, a já florida flor ainda está antes da vingança. Pois, quando ela estava florida, foi devorada. A vingança vem depois.
A vingança é pensada como um ato nobre e forte. A orquídea brota no tronco. Brota alto, iluminando um mundo novo e bonito.
No topo, no céu, a nova flor estará protegida. Uma escada com armadura, fruto da guerra, afastará os vermes. Uma escada de casca-grossa colorida, igual às próprias orquídeas que conduzirá.
O Altar da Anarquia
Meus sentimentos são cartas embaralhadas sobre a mesa,
Um jogo sem regras, onde a mente perde a certeza.
Caos, desordem, anarquia? Deem o nome que quiserem,
Mas eu chamo de "vida" os caminhos que os olhos dela sugerem.
Basta o som do seu nome, um sopro, uma menção,
Para que o mundo em volta desabe em completa confusão.
Sou arrancado do agora, levado por um transe hipnótico,
Um labirinto de espelhos, sublime e caótico.
Como um enfeitiçado que perdeu a própria vontade,
Eu não conheço o "não", nem a minha própria autoridade.
Se ela pede o simples, se ela exige o nada,
Eu me torno o servo da sua mais singela jornada.
Sou um mero mortal, de joelhos, sem escudo ou defesa,
Observando a deusa em sua épica e terrível beleza.
Nas mãos dela, sou argila, sou história, sou fado,
Um herói de lendas antigas, por ela subjugado.
Que venha o caos, que a ordem se perca no vento,
Pois habitar essa desordem é o meu único sustento.
Ser escravo desse encanto é o que me faz sentir vivo:
No reino da minha Deusa, sou um súdito... e sou cativo.
Estou em casa, refletindo sobre a fusão entre sonho e pesadelo, realidade e ficção. A noite passada ecoa em minha mente; sonho ou pesadelo, ainda estou em dúvida. Sinto-me deslocada depois daquela experiência.
Testemunhei o fogo devorando a mata e o gelo flutuando no oceano. Percebi que o poder, o dinheiro, a raiva, a petulância, a inveja, a ganância, tudo o que é negativo, tornou-se tão insignificante, restando apenas a necessidade de se esconder, se salvar, perdoar e ser perdoado. Como escapar? Como alcançar a salvação? O perdão! Ele reinava, ecoando nos corações de todos. Chorei, pois a dor era avassaladora, consumindo-me de egoísmo.
Vejo imagens, talvez seja um sonho, um pesadelo. Parece que estou sonhando, mas a dor é real. Pelo amor de Deus, façam algo, salvem-nos.
Tudo se assemelha a um filme com imagens realistas. O que está acontecendo com o mundo? Por que construir bunkers, ó ignorantes, se somente os escolhidos terão salvação? Neste momento, desejo ter um gravador para registrar o caos, mas só disponho de minha mente e meus olhos, sem certeza de minha própria salvação. A dor é intensa, sinto meu corpo queimar com o fogo, e a água gelar-me até os ossos!
Lá fora, o fogo consome as matas, as cidades, enquanto a água do oceano avança, formando uma muralha intransponível. A água está cristalina e o fogo, imponente. É como se um copo de água transbordasse sobre o fogo, porém a chama não se apaga, é como um retrato do inferno em 3D, com cores vivas e deslumbrantes. O mundo está à beira do colapso, e ninguém nos alertou. Sinto-me exausta, cansada, pois não consigo salvar nem a mim mesma.
Vejo imagens, talvez seja um sonho, um pesadelo. Parece que estou sonhando, mas a dor é real. Pelo amor de Deus, façam algo, salvem-nos.
Escrever sobre os seus olhos brilhantes
É tão fácil e tão presente.
Eles estão em minha mente
Como gente.
É um amor latente
Esses olhos que olham com os meus olhos.
Meus olhos gementes
Em seus olhos ausentes
Meu amor ainda ingente
E você fisicamente jacente
Te faço sempre presente
Sensação de que estás tão distante
Numa tamanha diferença de pensamentos
refletindo sobre tal dúvida constante
Que envolve esses confusos sentimentos
Esse receio e medo de se apegar
Sensação exaustiva de sentir
Dificuldade repentina de demonstrar
Talvez por ausência de clareza
Ocasionador de por esse sofrimento?
Mesmo que tivesse a certeza
Não anularia a intensidade desse sentimento
Talvez não seja o bastante
Insistir se não houver sentido
Incógnita que martela constante
Sobre o real motivo de tudo isso
Me sentindo como trem desgovernado com vagões seguindo em rumos diferentes
Querendo a cada pedaço meu encontrar
Pra finalmente consegui seguir em frente
Sem buscar valoração ou reconhecimento
Mas aceitaria pelo menos paz sentir
E diminui essa sensação por um momento
E me sentir verdadeiramente feliz ao sorrir✨
O esforço de educar pessoas brancas sobre o racismo estrutural assemelha-se, em sua exaustão epistemológica e afetiva, à tentativa de convencer sujeitos adultos — quaisquer que sejam suas origens — de que jogar lixo ao chão não é apenas infração ambiental, mas gesto simbólico de desapego ético e desordem civilizatória.
Ensinar a quem se recusa a escutar é como implorar a um adulto para não sujar a casa que todos habitam:
o mundo já fede, mas ainda assim me encaram como se o odor fosse meu.
Meus olhos que te seguem...
Meus olhos que te seguem
Desviam em mim a calma sobre a ansiedade
em ver-te...
Viajo um longo caminho
Nos dias seguintes de muitos anos de uma vida
Voltada para teus encantos...
Sobre o simples dos meus passos há tão somente saudades...
Buscando todos os dias em que vivi pra ti!
MOMENTO DE ALEGRIA LITERÁRIA
Estive em um colégio para falar sobre a importância da leitura e divulgar os livros que publiquei.
Ao final tirei fotos com alguns alunos, professores e com uma pessoa que estava visitando a biblioteca da escola.
Após o encerramento tive o grande momento de realização... A pessoa que pediu uma foto comigo estava na biblioteca para emprestar, pela segunda vez, o livro que escrevi para o meu primogênito.
Ela havia dito para a bibliotecária: "Eu gostei muito dessa história. Quero renovar para ler novamente."
Aquilo foi mágico pra mim. Saber que alguém gostou do que escrevi foi de fato uma realização, uma grande alegria literária.
Uma reflexão sobre a força e a fraqueza
O fraco critica, o forte elogia.
O fraco interrompe, o forte escuta.
O fraco grita, o forte dialoga.
O fraco oprime, o forte acolhe.
O fraco anestesia-se, o forte chora.
O fraco desanima, o forte encoraja.
O fraco condena, o forte enaltece.
O fraco tem pressa, o forte tem cautela.
O fraco diz-se forte, o forte assume a sua fraqueza.
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