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Texto sobre eu Amo meu Irmao

Cerca de 117765 frases e pensamentos: Texto sobre eu Amo meu Irmao

O poema ensina a cair
sobre os vários solos
desde perder o chão repentino sob os pés
como se perde os sentidos numa
queda de amor, ao encontro
do cabo onde a terra abate e
a fecunda ausência excede

até à queda vinda
da lenta volúpia de cair,
quando a face atinge o solo
numa curva delgada subtil
uma vénia a ninguém de especial
ou especialmente a nós uma homenagem
póstuma.

Muitas pessoas não dão valor quando uma amizade acaba mas elas apenas podem opiniar sobre este assunto quando passam por este papel, quando o sentem na pele.
Amiga, ou secalhar devo dizer "conhecida" tu significavas muito para mim! Não sei o que nos aconteceu. Sinto que apesar de todas as discussões que tivéssemos voltávamos sempre a ser o mesmo.
Mas desta vez isso não aconteceu...
Apesar de tudo o que aconteceu eu sempre, mas sempre pensei que voltaríamos a ser Melhores Amigas.
O que tu fizeste magoou-me tanto! E posso não me mostrar muito sentimental, mas sim sofri por amizade!
Para ser sincera foste das minhas maiores desilusões!
Agora quando vejo as nossas fotografias lembro me das nossas alegrias, das nossas zangas, das nossas brincadeiras, das nossas tolices,das nossas coisas! Nossas e apenas nossas.
Dói quando vejo que tu estás num sítio e eu estou na ponta oposta, que já praticamente nada nos une e que até fomos capazes de fazer tanto mal uma à outra...
Dói quando estamos em qualquer lugar com outras pessoas e só tu ou só eu sabem a resposta a alguma pergunta que tenha surgido quer sobre ti, quer sobre mim.
Mas sabes porque isto acontece? Porque tu, e só tu eras a pessoa que melhor me conhecia neste mundo!
Por vezes, pergunto-me: "Porquê?", "Porque foi a nossa amizade que teve de acabar e não outra qualquer?", "Porquê?!?!"
Sabes durante muito tempo fizeste me sofrer, mas cheguei a um ponto em que percebi que já chega!
Posso parecer um bocadinho tonta, mas era capaz de pôr o orgulho para trás, as mágoas, as de decepções, até era capaz de sarar todas as feridas que tu causaste se soubesse que te teria aqui outra vez.
Tenho saudades tuas ex-melhor amiga!

Sobre Ensino, Drogas, Ålcool e Vício

Deveria ser ensinado nas escolas, a partir do Ensino Fundamental, que o vício nas drogas e no álcool é uma compulsão. Na compulsão a pessoa quer afastar uma ameaça, amenizar a ansiedade, compensar um estresse, sendo um desequilíbrio por parte dela por não conseguir se controlar.
Assim os futuros adultos também ensinarão aos filhos, enterrando de vez a ideia comum por aí que esses vícios são só de origem espiritual.

Um importante adendo sobre o tema em questão...
Osculos e amplexos,
Marcial

O QUE PODE SER AUTO DESTRUIÇÃO – Parte 2
Marcial Salaverry

Uma grande verdade, é aquela que diz que certamente é muito sábio dizer que quanto mais vivemos, mais aprendemos, e que sempre precisamos estar atentos para novas luzes que surgem, melhorando nossos conhecimentos, e principalmente, ter a humildade necessária para reconhecer que é impossível para qualquer pessoa, deter o conhecimento absoluto. Sempre haverá alguém que nos possa ensinar ou esclarecer algo sobre alguma coisa.

A respeito do Bom Dia em que falei sobre os malefícios da “Auto Destruição”, recebi de uma amiga muita querida que prefere ser chamada de L’Inconnue, um aparte muito interessante, cujo teor transcrevo a seguir:
“Amigo, talvez não tenha experiência no assunto que vou abordar, ou não tenha convivido com os "doentes da alma". Não é a posição de defesa ou medo de ataque que causa a depressão. A depressão é uma doença física (provada cientificamente) que tem variadas fases e sintomas. Muitas vezes o doente nem sabe que está com depressão. E assim passa como irritadinho, mal-educado, atacante ferrenho, imaginando que o mundo é ruim de todo e que pode ser atacado a qualquer instante, não tem vontade de conviver porque não consegue viver com harmonia, pois seus neurônios estão em desordem. Só desejo esclarecer este ponto porque você se referiu a depressão como consequencia e não como causa.”

Informando-me melhor sobre o assunto, vi que L’Inconnue tem toda razão em seu aparte, pois realmente pode-se entrar em depressão, sem que se saiba, e consequentemente, sem submeter-se a um tratamento adequado.

Quantas vezes encontramos em nosso caminhar pessoas que classificamos de imediato como mal humoradas, e que vivem “de mal com o mundo”. E as evitamos, “porque ninguém tem nada a ver com seu mau humor”, porque “não somos obrigados a conviver com pessoas assim...”

Assim catalogadas, tais pessoas são discriminadas, o que fatalmente irá aumentar sua irritação, sua depressão. E nem ela mesma sabe que precisa de um tratamento. Muitas vezes rejeita essa idéia, por não atinar com a causa de seu mau humor constante, de sua “raiva do mundo”. Em seu pensar, as pessoas não gostam dela, porque não a entendem. Mas, convenhamos, entender, quem há de?

É preciso saber definir portanto, quando uma cara feia à nossa frente é proveniente de alguém que efetivamente não aprecia a companhia de outros seres humanos, ou se pode ser alguém em estado depressivo.

Tratamento adequado para a depressão existe, e, é claro, é feito por especialistas no assunto, pois podem ter diversas causas. Pode ser problema neurológico, pode ser devido a algum trauma de infância, pode ser enfim, provocado por “n” motivos. E apenas um especialista poderá detectar a real causa, e trata-la adequadamente.

Muitas vezes a dificuldade está em convence-la de que precisa de um tratamento. É preciso mostrar-lhe com habilidade e persuasão que essa agressividade não irá leva-la a nada, e que se tratando adequadamente, poderá desfrutar de um agradável convívio com todos. Não é fácil, mas vale a pena ser tentado.

Agradeço a L’Inconnue pela informação prestada, pois veio mostrar que nem sempre pessoas autodestrutivas o são porque o querem, mas por estarem mentalmente enfermas, passíveis de tratamento por conseguinte.

Esperando assim que possamos ajudar a alguém, termino desejando UM LINDO DIA.

Venha, jogue suas certezas sobre mim!
Tire-me as dúvidas, afaste-me dos medos e revele os meus segredos.
Venha, traga-me de volta para o imaginário!
Faça-me flutuar na terra dos desejos, caminhe em meus sonhos.
Venha, liberte-me da solidão!
Risque os monólogos, deixe-me sentir a sua doce presença.
Venha, pois o amor tem pressa!
Porque o amor quer vir e ficar em nós.

Corvos

Corvos pairam sobre a minha cabeça
Eles crocitam, crocitam e crocitam
Uns altos, outros baixos
Mas eu escuto, todos
Os mais nutridos pousam sobre a minha cabeça
Repousando das suas longas jornadas
Das suas constantes disputas
Uns não são nada amigáveis
Até chegam a me beliscarem
Outros são mais ousados tentando fazerem seus ninhos
E eu, é claro, os espanto
Mas nenhum deles vão embora
Exceto um
E eu o vejo, como nenhum outro
Ele é distinguível mesmo distante
E eu também vejo que [...]
Eu sou aquele corvo voando para longe

Muita petulância pensar estar acima dos desígnios do Pai sobre o nosso destino.
Tolice querer ser maior do que o Criador de todas as coisas.
Afinal, os padrões não foram, "sobremaneira" (só pra lembrar da novela que juntou passado e presente) criados por Ele, e essa certeza vem da realidade que conhecemos, apesar da diversidade de culturas, onde plenitude é busca, e pecado é angústia.
De tempos em tempos, nessa correnteza, eu solto o remo e me entrego ao sabor do vento.
Sei que Ele me guia.
Entrego e confio.

De desculpa em desculpa
descubro que estou certa.

Culpado! Não sei muito sobre ser culpado...
desconheço o significado.
Não conheço sequer sinônimos distanciados.

Em desculpar, ao contrário, conheço os milhares de sentimentos que envolvem cada momento.
Meu vocabulário é imenso.
Não preciso sequer pensar um momento.
Desculpo no momento em que os olhos do culpado pousam em mim.
Desculpo... sempre desculpo, sim!

Tem coisas que o tempo não apaga , ainda mais se for uma pegada com a luz apagada.
E sobre a areia da praia apenas nossas roupas jogadas,
ao lado de nossas pegadas em uma madrugada quente de verão .
Você dizendo não para, e é claro de jeito algum eu pararia
mas a gente pode parar pra se pegar em qualquer outra estação.

Abismo

Aquele sorriso tímido e o teu olhar misterioso, me fazem querer descobrir mais sobre você, sinto o desejo de te ter, a minha boca deseja a tua, o meu corpo deseja o teu, a atração toma conta de mim quando te vejo. Quero experimentar o teu sabor, sentir o teu cheiro, afundar a minha boca na tua alma e descobrir os teus anseios.

Essa é minha teoria sobre tudo que nos engloba, destined pain, para os não fluentes “dor destinada”.
Somos os primatas que aprenderam a andar totalmente eretos, a raça mais “evoluída” que conheçamos, somos os primatas que vivem e aderem a nosso favor, que matam rinocerontes para se obtiver seu chifre que vale quantias grandiosas de papel marcado por números que variam de 2 até 100. Acho que tudo isso já foi algo predestinado anteriormente, não há possibilidade alguma de algum Deus onisciente ter tido interesse em criar uma raça sabendo disto, tendo conhecimento que matariam uns aos outros por motivos egoístas e fúteis.
Para mim somos nada mais do que seres desprezíveis dentro de um grande globo da morte representado esfericamente como Terra, lugar esse onde haveria todo e qualquer tipo de malefício, toda a possível imaginação do caos seria retratado neste lugar, o conceito de “inferno” seria repensado sob as circunstâncias na qual seria comparado. O amor não haveria também, o que teria existência de fato é a ilusão, a dissimulação, a palavra inautenticidade é a mais correta para se descrever o que há sendo retratado por “amor”.
Não acho que sejamos fruto de um criador como já postulado anteriormente, acho mais provável que somos resultado de um erro, um conjunto de partículas e energia que foi a pior coisa que já poderia ter feita/imaginada. O universo cria a vida e os planetas, porém cada uma difere-se da outra pelo conhecimento (o mesmo se aplica para nós, mas do que vale inteligência se não equivale a algo produtivo?), por esse motivo existe a hierarquia, um quer se sentir superior do que os demais. O futuro que coexistira será o da extinção humana, a catástrofe da sociedade, a decadência por completa do que se restava de condolência.
Seres que são rotulados como bons vivem distantes da realidade, pois a nossa realidade é o significado por completo da palavra imperfeição, não estou englobando tudo que é real, apenas aqueles que se dizem seres humanos. Se fossemos avaliados para uma vida futura de fato seríamos reprovados, não somos capacitados ainda para se viver em convivência, para se conseguir uma vida que não seja algo deplorável é necessário distribuir cada um para se viver no próprio universo, a solidão se faria o remédio mais eficaz para esse caso sem solução.

É um tabu admitir que você se sente só. Você pode fazer piadas sobre isso, é claro. Pode dizer às pessoas que passa a maior parte do tempo na Netflix ou que não saiu de casa hoje nem sairá amanhã. Haha, engraçado. Mas raramente você conta às pessoas sobre as verdadeiras profundezas da sua solidão, sobre como você se sente mais e mais alienado dos seus amigos a cada dia que passa e não sabe bem como consertar isso. Parece que todo mundo é melhor em viver do que você.

Em parte, você sabia que isso ia acontecer. Ao crescer, teve a sensação de que não faria uma boa transição para a vida adulta, de que iria cair nas rachaduras. E olhe para você agora. Lá-lá-lá, está acontecendo.

Sua mãe, seu pai, seus avós: todos te olham como se você fosse uma joia valiosa e lhe dizem várias vezes como você tem sorte de ser jovem e ter a vida toda pela frente. “Envelhecer não é para os fracos”, diz seu pai, abatido.

Você quer que eles parem de dizer essas coisas porque isso só faz com que você se sinta cheio de culpa e pânico. Só te faz lembrar de como não está tirando proveito da juventude.

Você quer beijar todos os tipos de pessoas diferentes, quer acordar na cama de um estranho talvez uma ou duas vezes para saber se é bom não sentir nada, quer ter um grupo de amigos que seja como uma tribo, uma família leal. Quer ir de um lugar para outro com frequência e quer que os fins de semana sejam como um dia longo e épico. Você quer dançar com músicas idiotas na sua sala idiota e ter um bom trabalho que não atrapalhe muito seu estilo de vida. Quer ter menos medo, menos ansiedade e mais disposição. Porque se você está fechado agora, imagina só como será no futuro.

Todo dia você promete mudar algum aspecto da sua vida e todo dia você fracassa. Neste ponto, você está começando a questionar seu próprio poder como ser humano. Neste momento, seus medos venceram. São eles que estão fazendo seus 20 anos de refém.

Pare de pensar que todo mundo está fazendo mais sexo do que você, que todos têm mais amigos do que você, que todos estão se divertindo mais do que você. Não só porque não é verdade (até pode ser!) mas porque esse tipo de pensamento te paralisa. Você já passou tempo suficiente se sentindo preso, como se estivesse vendo a vida passar como uma rápida dissolução e se sente incapaz de fazer alguma coisa.

Não sei se você vai melhorar. Não sei se uma pessoa pode simplesmente acordar um dia e decidir ser um participante ativo na própria vida. Gosto de pensar que sim. Gosto de pensar que as pessoas melhoram a cada dia, mas isso não é bem verdade. As pessoas pioram, e são as suas histórias que acabam sendo esquecidas porque não conseguimos suportar um final infeliz. Os doentes precisam melhorar. Nossa normalidade depende disso.

Você precisa se dar valor. Precisa querer grandes coisas pra sua vida. Esse tipo de coisa não acontece da noite pro dia, mas pode e vai acontecer se você quiser.

Você quer mesmo, quer muito? O medo de se arrepender aos trinta anos supera seu medo de viver hoje?

Veremos.

Sobre ser vidraça
Quando se é vidraça o cuidado tem que ser maior porque a sensibilidade é grande. A gente racha quando o impacto é forte e também quebramos, porque não suportamos tudo. Mas quem é vidraça é transparente. Quem é vidraça permite que os outros vejam o que tem por dentro.
Ser forte não tem a ver com sair ileso ou inteiro, tem a ver com juntar os cacos e estar pronto para fazer tudo de novo. Ser vidraça é se permitir confiar, sentir, se entregar e acreditar que alguém saberá cuidar melhor do que tem nas mãos.
Ser vidraça é Ser Humano.

Sobre distância,
O amor suporta a espera, e tempo,
Mas sofre em se ausentar.
A falta é massante,
Maior é o desejo de reencontrar.
Corações à quilômetros,
Juntos em sintonia.
Quem divide não é a geografia,
E sim a capacidade de se doar.
Aquela alegria na alma,
De querer abraços,
E neles romper a saudade.
Vale mais que mil ressacas,
De elos sem compatibilidades.

A minha verdade sobre Uberlândia, um Adeus!

Minha jornada nessa cidade durará apenas 7 meses e daqui levo comigo apenas a lembrança da péssima experiência que tive nos mais diversos lugares que relato nesta crônica. De mim, porém, deixo nessa cidade apenas um processo que movi contra o mercado Bretas.
Antes de vir morar em Uberlândia pesquisei muito a respeito da

qualidade de vida, clima, segurança, ensino e mercado de trabalho. Pesquisei ainda referente a cultura dos Uberlandenses e dos chamados ‘uberlandinos’ (como são chamados os que vieram de outros estados mas se auto naturalizaram uberlandenses).

Já nos primeiros 15 dias residindo no bairro Santa Mônica, por volta das 13h de um sábado fui abordada por um meliante montado em uma motocicleta que supostamente necessitava de informações, sim! Era um assalto!

Como numa tentativa otimista pensei dias depois do susto: “ - Tudo bem, poderia ter acontecido em qualquer outra cidade! (embora nunca antes tenha sofrido essa experiência).

Então começou minha sina em busca de emprego, tendo sido chamada para o emprego por 8 vezes, passado em todas as entrevistas e provas, chegava no dia e recebia uma ligação dizendo que: ou a vaga havia sido cancelada ou que havia sido adiada para outra oportunidade que não chegara até hoje. Até hoje não vi um nativo da cidade cumprir sua palavra.

E o “ali” de mineiro? Não está menos de 10 quadras.

“Já estou chegando”, espere sentado.

Quero ressaltar aqui que sou proveniente do Rio Grande do Sul, e por mais estranho que pareça, quando digo isso por aqui sempre ouço a mesma pergunta: “ O que vieste fazer aqui?!
Vim buscar qualidade de vida!
Sempre foi minha resposta.

Possuo autismo, e minha busca por tratamentos qualificados aqui também fora uma tarefa frustrante, uma vez que a cidade não disponha de entidades apropriadas para tal deficiência.

Outra grande curiosidade sobre Uberlândia é a quantidade de deficientes físicos que circulam na cidade, posso afirmar sem medo de errar que nunca havia visto nada igual, há cadeirantes por todos os lados, especialmente no terminal central da cidade. E eles possuem uma força de vontade inimaginável, como também não há em deficientes físicos de outros locais dos quais já visitei ou residi.

Antes de mudar para Uberlândia eu alertava minha mãe que possui um sotaque gaúcho carregado:
Tente ser mais gentil, não vai colocar os mineiros que falam daquele jeito doce e meigo para correr!

Mas, durante toda nossa permanência em Uberlândia, tive o desprazer de conviver com pessoas arrogantes, prepotentes, autoritárias e que não tem o mínimo de compaixão pelo próximo. Todos são assim? NÃO! Mas grande parte das caixas de supermercado, servidores públicos e atendentes de loja.

Já ouviram falar na loja da algar do terminal central? Fui fazer a contratação de um plano lá e durante todo o atendimento que durou mais de 20 minutos a vendedora se quer olhou para mim, nem para dar boa tarde, e no final, sem que ao menos eu assinasse o contrato, ouço ela dizer: - PRÓXIMO! Annnn???? Como assim?

Mas o choque cultural para mim veio mesmo quando percebi a falta de amor da população pela cidade.
Jogam lixo no chão estando ao lado da lixeira. CHOREI QUANDO ASSISTI ISSO PELA PRIMEIRA VEZ!
A cidade é linda, arborizada e possui uma arquitetura invejável as demais cidades do estado e até do país, e seus moradores não a amam! Que dor eu senti e sinto quando assisto essa cena.
Os passageiros dos ônibus jogam lixo pela janela, não se preocupando que isso possa causar um acidente com o veículo de trás.

O terminal central a tarde mais parece a sucursal do inferno!

Isso sem falar do parque do Sabiá, que é Open Bar de drogas em plena luz do dia, com a PM passando ao lado e lhe restando cumprimentar os usuários sem nem mesmo aborda-los! Não é por nada não, mas eu não sabia que já haviam legalizado as drogas por aqui.

Penso que se realmente Uberlândia é aquilo que as estatísticas dizem na Internet, só há duas possibilidades: ou as estatísticas estão desatualizadas ou a cidade realmente não foi boa para mim que vim do Sul, um estado que está em um patamar completamente diferente daqui.

Fato é que, destratar aquele que te trata bem, jogar lixo deliberadamente no chão estando ao lado da lixeira e prestar um péssimo serviço para o cliente não diz respeito a minha opinião, mas sim a uma cultura que nunca havia vivenciado em lugar algum do Brasil, nem na América latina. Precisamos rever nossos conceitos de como sermos mais humanos.

Felicidade

Me impressiona as histórias sobre Deus
Lindo, como Venus e Adonis
Amável, como um casal de plebeus
Porém triste como todos os Antonis

Deus, morto pelos seus filhos
Que não conseguem desistir da própria felicidade
para deixar outros felizes
Corram! Mas saiam dos trilhos
Você consegue manter sua sanidade
Sem perder suas raizes

Você não é o único
Carregue o peso de toda a dor
Não divida o peso!
Um sorriso feliz vale mais que seu sorriso triste e cínico
Espalhe o amor!
Não para você! Você é só uma Éfeso

Mas... Acredite no destino e o possua
Caminhe sobre o tempo em sua cifra
Quem sabe alguém não desista da felicidade pela sua
Até lá... Sofra!

Aprendendo sobre gratidão
Por cada decepção
Por cada tristeza
Por cada revolta
Gratidão não é somente sobre quando tudo está perfeito
E sim sobre o que você aprende com aquilo que superou
Por mais intenso que seja afinal tudo será uma lembrança
Melhor que seja de superação e aprendizado
Tudo passa

A Pipa e o Amor!

O amor!
É como uma pipa.
Linda colorida...
Que voa sobre os
cuidados do outro.
O amor...
É como uma pipa.
Que se faz presa,
para poder voar.
Sonhar.
E até mesmo
permanecer-se linda!
Mas o amor é também uma pipa.
Que ao quebrar a "linha de ligação",
ela voa levada pelo vento.
E poderá cair no mar.
Ficar presa aos fios.
Desmanchar-se com a ação do vento,
da chuva e do sol.
Mas que mesmo assim,
quis se aventurar
quando soltou das
mãos de quem a cuidou.
E que a ela deu liberdade de voos.
E que só a prendia nas mãos,
porque a queria de volta.
Mas ela vaidosa...
Não entendeu
o real sentido do amor.
Desgarrou...e se perdeu!
O amor... é como uma pipa!!
Só voa lindo.
Só ama lindo.
Só cria sonhos...
Quando se amarra a um alguém,
que o quer bem!

Ainda sobre o senso de humor da vida, me peguei pensando naquela frase que diz: “Um amigo me chamou pra cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui.”
A citação é da Clarice Lispector, mas o sentimento que move tanta energia, é de pessoas comuns, que em algum momento da vida se agigantaram quando tomaram a simples decisão de salvarem o mundo.

No início elas mal sabiam qual caminho deveriam tomar. Por algumas oportunidades até pensaram em desistir, mas num momento de distração, viram diante de si a oportunidade de iniciarem as atividades, justamente salvando o dia do próximo, mais próximo. Custou pouco. Algumas vezes, apenas uns minutos de ouvidos atentos. Algumas trocas de olhares em silêncio. Ou, talvez, apenas um abraço sem pedido e nem pretensão maior que a de fazer o bem, sem olhar a quem.

Existem aqueles dias nos quais a gente sente que nem deveria ter saído da cama. São tantos desencontros entre as nossas vontades e os resultados obtidos, que só conseguimos reforçar o desejo de ficarmos em casa e assim evitarmos qualquer tipo de situação que venha a nos aborrecer ainda mais.

Mas a vida é uma caixinha de surpresas. Quem um dia se desiludiu amorosamente e jurou de pés juntos que nunca mais se entregaria aos encantos da paixão, tempos mais tarde veio a descobrir que, assim como (bem) disse a Fernanda Mello: ”(...) quando a gente para de acreditar em “amor da vida”, um amor pra vida da gente, aparece”.

Quem um dia perdeu a fé em si mesmo, afirmando para os quatro cantos do mundo que não passava de um peso morto, um dia se viu como a única pessoa capaz de estender a mão para ajudar justamente quem mais agarrou a chance de lhe humilhar. E assim semeou nobreza em forma de humildade.

Tenho aprendido que a gente floresce de dentro para fora. Que aos poucos a gente vai se aproximando de quem verdadeiramente somos. E que um dia – cada um no seu ritmo – chegaremos no ponto mais alto de nós mesmo e então respiraremos macio por termos nos tornado, finalmente, gente grande.

07-02-2015

DE AMARITUDINE (SOBRE A AMARGURA)

Como nos salvarmos de nós mesmos? Somos o que somos, um núcleo duro cercado de clara de ovo por todos os lados, de liquidez instável, porém que não nos modifica em nada a vida. Somos o resultado de estímulos vívidos diferentes, nada mais. Mudam-se os prantos e os pranteados, a marca do cigarro consumido à exaustão durante as madrugadas. Mas os dentes amarelados continuam os mesmos, bem como o jeito esquisito de sorrir, os olhos baixos, tão inexpressivos e preguiçosos. O núcleo duro permanece intacto, a personalidade com suas imensas crostas, a ira das lágrimas e o tremor das mãos ávidas por revide.

Essa inépcia do Ego em servir-se do resto de alma que ainda subsiste sob o imponderável de nosso Ser é o que nos permite sobreviver sem sermos pulverizados de uma só vez neste mundo terrível. Não, não o orbe terreno, mas o mundo, esse teatro armado de emoções humanas, sem destino, sem motivos. Acaso, o que sobraria de nós se nossa fornalha interior trabalhasse sem descanso, sempre mais voraz?