Texto sobre Educação

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Escola da família: espaço da paz
Educação. Conhecimento. Saber. Palavras capazes de operar milagres, revolucionar histórias e construir futuros condizentes com as expectativas sociais. Um país comprometido com a educação de seu povo concede aos seus cidadãos a argila propícia à grande escultura coletiva responsável por moldar as nações verdadeiramente soberanas. Nações executoras de uma obra-prima imprescindível que é a herança maior das gerações que se sucedem. O Governo do Estado de São Paulo está empenhado em proporcionar essa educação efetiva e eficaz cujo legado dará origem a um Brasil mais justo, fraterno e igualitário. Brasil que se faz dia a dia por meio de desafios, ideias, projetos e ações como o Programa Escola da Família, lançado recentemente e que acontece todos os finais de semana nas mais de seis mil escolas da rede estadual de ensino. Trata-se de uma iniciativa tão inédita quanto ousada, fundamentada no compromisso de fazer da escola um ambiente acolhedor, familiar... Um ambiente que possibilite uma educação multiplicadora, extensiva aos familiares dos alunos e a toda a comunidade do entorno escolar. Um lugar que visa a retomar o espírito sagrado das academias gregas, onde alguns dos maiores filósofos de todos os tempos prepararam os aprendizes com vínculo, afeto. Na Academia, no Liceu ou no Jardim de Epicuro o saber se misturava ao prazer. Isso é educação. Cultura, esporte, saúde, lazer, cursos e palestras que promovem geração de renda estão disponíveis nessa nova proposta de instituição de ensino. Aos sábados e aos domingos, as unidades educacionais abrem suas portas e presenteiam a população do Estado com espaços e atividades que fornecem aprendizagem e entretenimento para seis milhões de alunos, somados aos seus familiares e aos 25 mil universitários que estão compartilhando seus conhecimentos com a comunidade. Jovens que monitoram essas ações pedagógicas e recreativas. Nesse contexto, o sonho de edificar uma escola de qualidade está agora mais próximo da realidade. Uma realidade também integrada ao sonho da universidade gratuita. Isso porque todos os milhares de universitários que atuam no programa - somente alunos egressos da escola pública - estudarão sem custos nas faculdades particulares parceiras desse empreendimento. O Estado paga a metade, até o limite de 267 reais. A faculdade assume a outra metade e o aluno, como contrapartida, trabalha em uma escola pública. São duas grandes ações de enorme envergadura social: escolas abertas à comunidade e o acesso à universidade para os nossos aprendizes. A democracia é a espinha dorsal do projeto, uma vez que a comunidade escolar escolhe as atividades que serão implementadas de acordo com as suas maiores necessidades, respeitando a cultura e os costumes locais. É a escola como o espaço mais importante do bairro, da cidade, da região. Parceiros de grande estatura acreditaram nesse sonho e partilham conosco do maior programa de cidadania escolar já desenvolvido neste país. O instituto Ayrton Senna, a Unesco, o Faça Parte - Instituto Brasil Voluntário e centenas de colaboradores espalhados por todas as escolas públicas estão caminhando ao nosso lado nesta jornada pela educação de excelência. É a crença no envolvimento, na responsabilidade partilhada. É a escola pronta para os desafios do século XXI. O início teve o êxito que imaginávamos. Escolas repletas. Os universitários, os educadores contratados, pais, alunos e muitos, muitos voluntários que quiseram dar a sua parcela de contribuição para essa escola dos nossos sonhos. A comunidade tem um novo e bom programa todo final de semana: ir à escola! Pais e filhos estudando juntos, convivendo, ensinando, aprendendo. O Estado fazendo sua parte. São 60 milhões de reais apenas neste semestre. É um investimento de retorno garantido. Investimento no ser humano. Estamos qualificando para a vida e para o mercado de trabalho. Esse é o diferencial da educação competente. Como diz o governador Geraldo Alckmin: "O prédio é importante. A construção é importante. Cada biblioteca e cada laboratório são um auxílio precioso no desenvolvimento da aprendizagem. Mas o essencial não é a obra de cimento e cal. O essencial é a obra humana". Professores, pais, alunos.... Esperança de um mundo em que a convivência seja menos traumática e mais afetuosa. Uma convivência que pode ser enriquecida e solidificada nesta nova Escola da Família, neste novo espaço de paz.

Inserida por fraseschalita

O poder de fogo da educação


Algumas palavras têm o poder de trazer consigo uma imensa carga de sentimentos, emoções, expectativas, sonhos, desejos e quereres. São, a um só tempo, misto de poesia, de filosofia, de arte... Expressá-las e professá-las pode significar a mudança, a transformação, a transcendência. A junção de suas sílabas tem uma força capaz de mudar o mundo e, em casos extremos, funciona como um artifício bélico do bem, utilizado pelos desbravadores de novos tempos e pelos descobridores de novos caminhos. São armas que injetam ânimo, coragem, sensibilidade, talento. Dessa forma, podemos definir o amplo leque de sentidos e potencialidades da palavra educação, cuja beleza está em desvendar novos amanhãs e promissores horizontes. A todos nós, educadores, foi concedida a oportunidade de contribuir para promovê-la, transmitindo e propagando o desejo pelo conhecimento. Colaboramos para a criação de realidades mais belas e mais condizentes com os nossos sonhos. Faz parte da natureza humana querer sempre o melhor. Buscar a evolução, o desafio, a superação de limites. Façanhas impossíveis sem a educação como fundamento e passaporte. Ciente da grandiosidade dessa missão e de tudo o que ela pode proporcionar, o governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Educação, tem trabalhado para fazer da rede estadual de ensino uma ponte capaz de levar nossos 6 milhões de alunos à aquisição de saberes, de competências e de habilidades capazes de torná-los cidadãos críticos e conscientes, aptos à construção de um futuro erguido sobre os pilares da infinita capacidade humana (que deve ser desenvolvida, incentivada e constantemente aguçada). Nossos programas, projetos e ações têm o objetivo primeiro de despertar mentes e corações para o prazer do aprendizado, da revelação, da epifania que caracterizam o fascinante processo da descoberta. Está sob nossa responsabilidade formar atores sociais talentosos, com maturidade intelectual e emocional suficiente para alcançar não apenas o sucesso profissional, mas a felicidade plena, em todos os aspectos de suas vidas. Todos os nossos alunos compõem um complexo contingente educacional, mas, ao mesmo tempo em que formam um grupo, uma coletividade, são também seres únicos, dotados de histórias de vida singulares, ricas e de natureza incomparável. São meninos e meninas, crianças e jovens provenientes das mais diversas realidades e origens. Muitos vivenciam uma infância e uma adolescência repleta de amor, de cuidado, de atenção e de incentivo de suas famílias. Outros, no entanto, sobrevivem a duras penas numa atmosfera densa, pesada, em nada parecida com o que deveria ser o aconchego e a proteção de um lar estruturado. São desprovidos dos referenciais mais básicos e têm por alimento da alma apenas a esperança depositada em dias melhores. Felizes ou apenas esperançosos têm, como todos nós, carências, problemas, alegrias, vontades, medos, posturas e os mais heterogêneos sonhos. Some-se a isso o fato de estarem atravessando uma fase de formação, de intenso aprendizado, de dúvidas, de questionamentos, de buscas incansáveis... Têm o privilégio, e também a grande responsabilidade, de ter todo um futuro pela frente. Nesse sentido, nossas políticas públicas educacionais levam em consideração, em primeiro lugar, as necessidades mais básicas desses cidadãos do futuro: a compreensão, o respeito por suas diferenças, por seus valores e pela história pessoal de cada um.O desempenho, o sucesso e a ampliação do potencial dos aprendizes dependem de nossa sensibilidade para vê-los como seres humanos e não apenas como números registrados nas listas de chamada. Por meio dessa prática, nós, educadores, poderemos ter a chance de ir além e de também aprender com nossos educandos. Sem essa troca essencial, estamos condenados a perder o brilho, a seiva, o norte... Educar é, sobretudo, nunca deixar de aprender e de acreditar. O primeiro passo para fazer da educação uma possibilidade real para todos já foi dado na medida em que promovemos a universalização do ensino. Os números mais recentes apontam um total de 99% de crianças freqüentando a escola no Estado de São Paulo. Uma vez garantido o acesso aos bancos escolares, nossos esforços convergem diretamente para as melhorias nas condições de aprendizagem - decorrentes do reflexo direto da mudança de filosofia da cultura escolar. Agora, singramos os mares de forma mais habilidosa porque navegamos com um lema comum a todas as nossas rotas: "todo professor é capaz de ensinar, todo aluno é capaz de aprender". E o inverso é absolutamente verdadeiro. Um lema que nos faz respeitar, por exemplo, o ritmo próprio de aprendizado e de assimilação de conteúdos de cada estudante. Um direito do indivíduo que vinha sendo relegado, mas que ganhou força com a implantação, em janeiro de 98, do regime de progressão continuada da aprendizagem, que possibilita o avanço contínuo dos alunos ao longo do percurso escolar, organizando o Ensino Fundamental em dois ciclos de quatro anos cada. Para ampliar os benefícios dessa prática aos estudantes de níveis mais avançados, adotamos a flexibilização do currículo no ensino médio, permitindo a matrícula por disciplina e evitando que o aluno refaça componentes nos quais foi bem-sucedido. Nessa viagem de importância histórica, a sociedade civil organizada tem sido nossa grande companheira. Empresas, igrejas, ONGs, universidades, entidades e associações variadas têm contribuído para que nossos alunos e professores desfrutem uma formação intelectual, física e emocional sólida, com direito ao esporte, à cultura, ao lazer, à arte, à profissionalização, à saúde e, enfim, à conquista de uma vida melhor. Juntos, temos viabilizado a capacitação constante dos educadores por meio de cursos, palestras, teleconferências e congressos. Em dezembro, por exemplo, presenciamos a formatura de 7 mil professores pelo programa PEC - Formação Universitária , programa de educação continuada, cujo objetivo é fornecer aos professores efetivos no ensino da 1ª à 4ª série, com formação de nível médio, de mais de 2 mil escolas de ensino fundamental do Estado, a oportunidade de formação em nível superior fornecida pela USP, Unesp e PUC-SP. Em todas as capacitações, encontros, visitas às escolas e conversas com os representantes da categoria, sempre ressaltamos a importância da aliança entre o aperfeiçoamento técnico do professor e a solidificação de uma postura afetiva em sala de aula. Queremos que nossos aprendizes enxerguem no mestre um exemplo a ser seguido, um amigo com quem possam contar e não uma autoridade acima do bem e do mal. Nas escolas, muitos programas e projetos têm favorecido essa prática mais afetiva e integrada. Os alunos sentem-se incentivados a participar, a descobrir e a mostrar seus talentos. Por isso, é fundamental que a comunidade do entorno escolar e da sociedade como um todo prestigie os eventos constantemente promovidos pelos estabelecimentos de ensino. Foi o que a secretaria - juntamente com a população que transitava pelo Centro de São Paulo - fez durante o mês de dezembro de 2002. Nossos funcionários uniam-se aos populares, sempre ao meio-dia, na Praça da República, para prestigiar os corais natalinos de dezenas de escolas estaduais provenientes das mais diversas regiões do Estado. O programa dos corais nas escolas, bem como aqueles ligados à música clássica, ao teatro, ao cinema, à criação de bandas e fanfarras, à preservação do meio ambiente, ao exercício dos direitos e deveres do cidadão - fortalecimento e reativação dos grêmios, campanhas comunitárias, combate às drogas e à violência, etc. - têm propiciado uma revolução verdadeiramente positiva na vida dos estudantes. Programas como Parceiros do Futuro, Comunidade Presente, Prevenção Também se Ensina, Escola em Parceria, Mutirão da Cidadania e Programa Profissão estão, na verdade, plantando sementes e oferecendo não só para São Paulo, mas para todo o Brasil, a chance de ter, num futuro breve, uma colheita digna dos anseios e do trabalho de todo o seu povo. Que as nossas palavras, corroboradas - e impregnadas - pela verdade impressa em nossas ações, possam colaborar para a discussão, para o debate e para a reflexão em torno dessa educação afetiva e eficaz. Uma educação que privilegia a criação de gerações mais capacitadas, tanto para contribuir para o desenvolvimento e o progresso da ciência quanto para desfrutar todos os seus benefícios. Uma educação que oriente e funcione como a bússola que desvenda as infinitas maneiras de navegar, com sucesso, pelos mares da vida.


Publicado na Gazeta Lemense

Inserida por fraseschalita

A revolução da rede

"A boa educação é moeda de ouro, em toda parte tem valor." A afirmação, proferida há séculos pelo padre Antônio Vieira, parece adquirir, a cada dia, um significado ainda mais contundente e atual. Isso se deve ao fato de estarmos vivenciando uma época sem precedentes na História. Um período tão complexo quanto fascinante porque oferece - na mesma proporção - um sem-número de possibilidades e de incertezas. Em meio a esse quadro inacabado que esboça um futuro nebuloso, quem não dispõe de um ensino de qualidade torna-se um sério candidato à exclusão social gradativa. Explica-se: não há mais lugar para amadores na galeria do século 21. Nesse sentido, é papel das três esferas do Governo e de todos os segmentos da sociedade civil organizada mobilizarem-se para propiciar uma educação de excelência às nossas crianças e jovens. Para que isso ocorra, os investimentos no setor precisam ter caráter prioritário e, em paralelo, deve haver a ampliação e o aprimoramento de parcerias entre escolas, empresas, fundações, ONGs e outras instituições. A participação efetiva dos pais e da comunidade do entorno escolar nas unidades educacionais é outro ponto importante desse processo, bem como a concentração de esforços por parte dos educadores e demais atores sociais em torno da concepção e da implementação dessa educação eficaz e cidadã. Juntas, essas ações irão possibilitar a devida formação do capital intelectual brasileiro, constituído pelas novas gerações a partir do desenvolvimento de suas habilidades cognitivas, sociais e emocionais. Trata-se de instrumentalizar esses jovens para que elevem o Brasil a uma posição de destaque no cenário competitivo e globalizado do novo milênio. Trata-se de orientá-los para o resgate dos valores essenciais à vida em sociedade, de forma que a paz e a fraternidade imperem no lugar da violência, da intolerância e dos conflitos generalizados. Trata-se de capacitá-los para o exercício pleno de sua consciência crítica. Por tudo isso, a Secretaria de Estado da Educação tem organizado uma série de ações, projetos e programas que viabilizam a discussão, o debate e a reflexão sobre os mecanismos que irão estruturar esta educação modelar que desejamos instituir em todas as escolas da rede estadual de ensino. Um exemplo ocorreu entre os dias 26 e 29 de novembro, quando reunimos vários setores da sociedade no evento denominado Semana de Estudos "A Escola de Nossos Sonhos". Esse debate inicial deu origem ao Fórum Permanente "A Escola de Nossos Sonhos" e ao Fórum Regional "Parceiros da Escola". O primeiro pretende aglutinar, num único espaço, setores da sociedade que possam colaborar para a reflexão relativa ao aprimoramento da escola pública, o segundo ficará a cargo das regiões administrativas do Estado, juntamente com as 89 diretorias regionais de ensino. A intenção é que seja produzido um documento com propostas e análises das ações da Secretaria de Estado da Educação e que apontem soluções concretas para a construção dessa Escola-Cidadã. O primeiro passo para esse processo de discussão conjunta foi dado por meio das palestras, teleconferências e encontros que já vêm sendo realizados pela Secretaria com o objetivo de lançar um olhar crítico para o setor e buscar alternativas para os problemas de uma rede com mais de 6 milhões de alunos. Temos pela frente um grande desafio: fazer do Brasil uma nação ainda mais soberana e condizente com a fortaleza que é o seu povo. São Paulo, como sempre, pode e deve ser a locomotiva que nos conduzirá em direção a esse novo horizonte que se descortina. Nossa filosofia de trabalho é pautada no diálogo, na troca de experiências e na constante avaliação e análise de nossas ações pela sociedade. Cremos ser essa postura não apenas uma exigência, mas um benefício proporcionado pelo exercício democrático. O Governo Geraldo Alckmin defende esses princípios e os solidifica na medida em que assumiu um compromisso fundamentado nos pilares do desenvolvimento, da educação, da prestação de serviço e da solidariedade. Convidamos toda a sociedade a participar ativamente dessa proposta imprescindível ao crescimento de São Paulo e do Brasil. Vamos dar o exemplo e unir forças. Esse é o melhor ensinamento que podemos deixar aos que irão nos suceder. Sêneca, o filósofo, já atentava para isso quando disse: "Longo é o caminho do ensino por meio de teorias; breve e eficaz por meio de exemplos". Que todos tenhamos a sabedoria para apreender a grandeza dessa lição.


Publicado no Diário do Grande ABC

Inserida por fraseschalita

23 de outubro de 2006


Desafios da educação

É oportuno, neste momento de comemorações do Dia do Professor, compartilhar algumas reflexões sobre a educação.

Houve tempo em que estudar era ser posto à prova, era enfrentar vicissitudes para temperar o espírito, segundo os paradigmas da época. Tratava-se de um combate, que evitava o prazer e valorizava o sacrifício. Todos nos lembramos do relato de Raul Pompéia: "Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta." Também nos lembramos do chefe timbira, de Gonçalves Dias, que diz ao filho: "Coragem, meu filho, que a vida, é luta renhida, viver é lutar."

Provação. Era disto que se tratava a vida e a escola.

Mas a pedagogia avançou. Hoje sabemos que viver é enfrentar, mas não é amargurar; que estudar é buscar, superar, mas não é desesperar. O aprendizado deve ser prazeroso, e este pode ser o desafio mais importante do profissional de educação. Talvez tenha sido Cecília Meirelles quem fez a síntese mais poética do que seja ensinar. Para a doce poeta e educadora, ensinar é "acordar a criatura humana dessa espécie de sonambulismo em que tantos se deixam arrastar. Mostrar-lhes a vida em profundidade. Sem pretensão filosófica ou de salvação - mas por uma contemplação poética afetuosa e participante."

E aí está em que se baseia a educação: afeto e solidariedade. E compreensão. Até para o erro. Edgar Morin costuma dizer que todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. Para ele, "o maior erro seria subestimar o problema do erro; a maior ilusão seria subestimar o problema da ilusão."

Em meu livro Educação: a solução está no afeto, falo das três habilidades que acredito que precisam ser desenvolvidas no aprendiz: cognitiva, emocional e social. Quando um aluno erra, o professor preparado corrige, mas não censura, disciplina, mas não ridiculariza, repara, mas não condena. O educador não pode mais assumir o papel de detentor absoluto do conhecimento, embora deva se manter em contínua capacitação. Deve ser mais do que apenas o facilitador da busca do conhecimento pelo aprendiz. Deve ser um instigador. O professor que faz jus ao título de educador estimula a cooperação, porque a palavra que sintetiza o conceito da educação contemporânea é a reciprocidade. Estimula a vivência, a comparação, a análise crítica, o intercâmbio de idéias e de experiências. Tem ou desenvolve habilidade para fazer com que os talentos sejam exteriorizados. E desse modo descobre capacidades e orienta realizações.



Triste é o educador que já não acredita mais na capacidade de aprendizado, que não se debruça para examinar melhor a peculiaridade de cada aprendiz. Este não ensina nem aprende. Porque a educação não é pesar, é prazer.

Em resumo: trabalhar em equipe, resolver problemas, saber ensinar e aprender a ser solidário. Eis o que é ensinar! O mundo da competitividade é o mundo da heterogeneidade. Comparar pessoas diferentes - e não há pessoas iguais - é desestimular a criatividade e a autonomia.

"A melhor aprendizagem ocorre quando o aprendiz assume o comando de seu próprio desenvolvimento em atividades que sejam significativas e lhe despertem o prazer". A frase é do sul-africano Seymour Papert, matemático, professor do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e pai da Inteligência artificial, um dos maiores visionários do uso da tecnologia na educação. Em 1960 já dizia que toda criança deveria ter um computador em sala de aula. Mas a tecnologia sozinha não representa evolução na forma de educar. O computador é ferramenta, é apoio, é máquina, e máquina alguma substitui o professor - este sim, a alma da educação. O professor não pode ser como um disco de memória de computador, apenas um depósito de informação.

Há muitas formas de desenvolver conhecimento, mas o ato de educar só se dá com afeto, só se completa com amor. E a educação se realiza porque, junto com o amor, surge compromisso, respeito, a necessidade de continuar a estudar sempre, de preparar aulas mais participativas.

A educação é, em todas as suas dimensões, um grande desafio. Um desafio que depende em sua maior parte do professor, a quem venho reverenciar nesta data comemorativa. É o professor que fará, com dignidade e respeito - que são, afinal, formas de amor - com que a educação se transforme em puro prazer de viver.



Jornal O Estado de Minas, 09 de outubro de 2006

Inserida por fraseschalita

Desculpe minha falta de educação


Peço ao leitor que desculpe minha falta de educação de me imiscuir em assunto que com certeza não tenho “formação” para tratar de forma adequada, mas aos meus olhos a crescente importação de mão de obra pelo Brasil, a sobra de vagas de trabalho em determinados segmentos do mercado nacional e a existência de um grande contingente de desempregados com segundo grau escolar, revelam que as questões do ensino e da qualificação profissional no Brasil precisam urgentemente ser revistas. O pouco ou quase nenhum investimento no ensino técnico ou de “qualidade” trará em curto prazo de tempo um significativo atraso no desenvolvimento econômico do País.

Hoje apenas 13% dos jovens que chegam o término do segundo grau têm acesso ao ensino superior. Destes, mais de 80% só conseguirão continuar os estudos no ensino privado, é fato é que existem pequenas “ilhas de excelência” em poucas universidades brasileiras, no mais se cria uma grande massa de cidadãos que cujo objetivo final da formação é que consigam manusear tecnicamente diversas máquinas e que sejam flexíveis para se adaptar a diferentes cargos e funções dentro de uma empresa.
Quanto se investe em pesquisas no Brasil? Com certeza o investimento em pesquisa não dá retorno da noite para o dia, mas acredito que está na hora dos governos reverem suas politicas de incentivos e os empresários começarem a apostar neste segmento, ou reprisaremos a história colonial de certo País que de potencia no período das grandes navegações, virou um dos mais atrasados economicamente na Europa moderna.

Li outro dia no site de uma revista que o Brasil está investindo na importação de cientistas. Já é um começo. Mas como andam os laboratórios de nossas universidades e centros de pesquisas? Terão eles infraestruturas para estes cientistas importados desenvolverem suas pesquisas ou apenas brincaremos de fazer de conta que estamos mesmo caminhando neste segmento?

Entretanto para os poucos gestores do capital, tudo continuará como antes, seus filhos continuarão sendo formados pela Harvard, Stanford, Cambridge, etc., continuarão sendo as pessoas que gerenciarão estes nossos mal formados trabalhadores, restando para outros poucos, também formados por estas importantes universidades, permanecerem no exterior, pois lá as oportunidades para eles continuarão sempre infinitas.

Inserida por cariocasumare

Ninguém é simples por não ter ambições, por ser inculto, sem educação, amoral...
Uma pessoa simples é aquela que podendo ter tudo sente-se feliz e satisfeita com o necessário.
É a que sabe partilhar, o pão, amor, sabedoria, ideias e ideais.
É quem consegue amar sem medida, sem trocas e sabe que o valor que tem um sorriso nada apaga nem paga.
Definitivamente, ser simples não é pra qualquer um!

Inserida por maryann

Visão- De onde surgiu essa ausência de educação?

Rohden- Ela resulta do fato histórico de que a nossa evolução humana no mundo inteiro não está na altura. Não estamos na era da incerteza,da qual falou o economista John Kenneth Galbraith; estamos,sim,em estado permanente de incerteza, porque a humanidade está marcando passo na inteligência e não atingiu ainda o nível da razão,da consciência. Falta nos uma disciplina ética avançada. Albert Einstein, que era um grande Luminar, disse; "O descobrimento das leis da natureza- a ciência- torna o homem erudito; mas não torna o homem bom. O homem bom é aquele que realiza os valores que estão dentro de sua consciência. Do mundo dos fatos, que é a ciência, não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores, que é a consciência. Fatos não produzem valores, porque os valores vêm de outra região". Teilhard de Chardin disse: "O homem veio da biosfera. Está na noosfera(noos quer dizer inteligência,em grego) e age em função da noosfera " . Viemos da biosfera , isto é, da esfera da vida. Nós nos intelectualizamos há milhares de anos; viemos da biosfera para a noosfera. Passamos da esfera da vida para a esfera da inteligência - e cá estamos. Acima da noosfera está a logosfera , a esfera da consciência; mas ainda não estamos lá.

Inserida por DavidFrancisco

Visão- E as igrejas não favorecem a educação? Não é, essa, a parte da sua razão de ser?

Rohden- A teologia da Igreja ensina que melhor que viver corretamente é morrer corretamente. Se um homem vive cinqüenta anos matando, roubando, defraudando e, nos últimos cinco minutos se confessa e se converte, vai para a vida eterna. Isso é um convite antipedagógico, um convite tácito para uma vida má, contanto que haja boa morte. As teologias são tacitamente contrárias à educação da consciência. É uma denúncia que eu faço em base real. Simples moralidade não é educação.

Visão- Mas as igrejas não pregam a ética do Evangelho?

Rohden- Não. Substituíram o Evangelho pela teologia. O Evangelho exige uma vida honesta do princípio ao fim. Mas as igrejas pregam que basta converter-se na última hora. E tentam coonestar o seu erro com uma falsa interpretação das palavras de Jesus ao ladrão na cruz.

Inserida por DavidFrancisco

Visão- Além da teologia, há, na sua opinião, outras filosofias contrárias à educação nos chamados meios educacionais?

Rohden- Os "meios educacionais" estão cheios dessas filosofias. Veja o behaviorismo de B. F. Skinner. Ele diz: "a liberdade é um mito. O livre-arbítrio não existe". É uma filosofia que diz que somos autômatos, que somos condicionados pelo o meio ambiente. Ora, se não há livre-arbítrio, então não há base para a educação. O homem tem a alternativa de ser bom ou mau; isto é, a possibilidade de auto-educação. Mas,se o homem é obrigado pelas circunstâncias a ser mau, ou a ser bom, então acabou-se toda a base para a educação. Não negamos que as circunstâncias possam dificultar o exercício do livre-arbítrio; negamos que o homem normal possa ser obrigado pelas circunstâncias a ser bom ou mau.

Inserida por DavidFrancisco

Visão- Haverá no mundo moderno movimento de auto-educação?

Rohden- Felizmente há, em todos os países, pequenos grupos que levam a sério a auto-educação. Conheço de convivência o movimento Neugeist (Novo Espírito), nos países germânicos; bem como a self-realization (Auto-Realização), nos países anglo-saxônicos, que , na Inglaterra, tambem é conhecida como The new outlook (A Nova Perspectiva). Esses movimentos são representados aqui no Brasil pelo Centro de Auto-Realização Alvorada.
São iniciativas particulares de pequenas elites que tomam à sério a sua auto-realização, baseada no autoconhecimento da natureza humana e manifestada na vivência ética da vida diária individual e social. Felizmente, o maior dos educadores disse, há quase dois mil anos: "O Reino dos Céus está dentro de vós, mas é ainda um tesouro oculto , que deveis descobrir ". Com isso, o Nazareno afirma a presença de um elemento bom no homem e a necessidade que ele tem de revelar na vida diária esse tesouro oculto.
Isto é pura auto-educação.

Inserida por DavidFrancisco

O grande problema da educação não está nos orgãos publicos ou recursos financeiros.
Esta no descaso dos professores pela causa.
O que vemos hoje são professores desgastados pela monotomia de planos passados e repassados sem ligação com a realidade. Sem perspectivas do novo. Professores dão aula, não compartilham conhecimentos. Vão ao trabalho, não á escola. Não planejam, entregam planos. Disciplinam alunos, não formam cidadãos.
Escolas depredadas fisica e interna. No corpo e na alma.
Alunos anciosos e desinteressados. A escola já não vence mais os recursos tecnologicos que a sociedade doa sem regras ou contra regras.
Gestores ditadores de politica, os que se salvam ficam a margem, nem mergulham em busca da verdade, nem saem de cena.

Inserida por NadiiAnne

EDUCAÇÃO NA ELEIÇÃO
Eleição também rima com educação,
Está prevista na legislação,
Se meu candidato não ê o seu, é um direito meu torcer por sua eleição.
O que eu penso pode destoar da sua opinião,
Mas devemos respeitar cada decisão.
Não sou obrigado a ter a mesma visão,
Mas me submeto ao sufrágio de uma nação.
Viva a livre manifestação!
Podemos viver com as nossas diferenças,
E nos entender com as nossas divergências,
Mas jamais devemos sair da nossa razão,
Insultando quem nos faz oposição.
Se o candidato que eu escolhi, pra você não tem reputação,
Não posso ser incluído nessa sua acusação.
A minha escolha não me liga a nenhuma associação,
Eu apenas exerci o direito de um cidadão.
Portanto, é importante fazer essa separação,
Pois o voto não tem dono por antecipação.
Éum direito do indivíduo previsto na constituição.

Erros comuns na Educação Infantil
1. Usar as datas festivas como base para o currículo
2. Desrespeitar a liberdade religiosa
3. Subaproveitar as aulas de Arte
4. Estereotipar os personagens
5. Obrigar todos a participar
6. Usar as festas como única maneira de socializar a aprendizagem
7. Enfeitar a escola no lugar das crianças
8. Poluição visual na disposição de informações na sala de aula
9. Distribuir alfabeto distante da visão do aluno
10. Não disponibilizar um alfabeto no verso do crachá do aluno
11. Colocar temas de personagens ao lado de calendários e alfabeto
12. Utilizar livro como único recurso e principal para o processo de ensino e aprendizagem.
13. Fazer lembranças e comemorações no dia comercial dos pais e mães.
14. Incentivar o aluno a se referir ao professor ou professora como Tio e tia.
15. Tratar dos indígenas apenas no “dia do índio” e de forma preconceituosa, como se os mesmos fossem lendas, homens e mulheres distantes da sociedade contemporânea.
16. Tratar do racismo apenas na semana da consciência negra, tratar escravizados como escravos.
17. Não incluir a participação da família na rotina do letramento do aluno;
18. Não permitir locação de livros;
19. Não enviar livros todas as sextas feiras e não fazer a socialização da leitura em sala de aula na segunda feira.
20. Não dispor nas salas de aula de um local de faz de conta;
21. Não dispor de estantes que possibilitem que o aluno autonomamente assimile a rotina de guardar as atividades em suas pastas, com seus nomes.
22. Fazer o crachá ao invés de permitir que o aluno o produza;
23. Enviar o aluno até a biblioteca como forma de castigo ou para o canto de leitura;
24. Solicitar silêncio na hora da brincadeira, ou na hora do compartilhamento de ideias ao invés de solicitar concentração;
25. Não ensaiar a leitura antes de fazer a contação para os alunos, de maneira a desconstruir a fantasia da literatura.
26. Julgar o gênero de alunos e alunas por meio de comentários nos corredores, que não adicionam em nada e incentivam o bullying na escola.
27. Comentar com o aluno que a farda ou tênis ou lanche está fora do padrão.
28. Ser racista ou preconceituoso por qualquer que seja o motivo: sujeira, necessidades especiais educacionais, cultura, religião e outros.
29. Não utilizar música na rotina escolar;
30. Não escolher uma música para ser o toque da escola;
31. Não dispor as produções dos alunos, a percepção dos pais;
32. Desconsiderar a psicomotricidade ativa de crianças pequenas solicitando que fiquem quietos a todo instante.
33. Erros ortográficos em cartazes, atividades, agendas e outros.
34. Imprimir desenhos prontos para que aluno apenas pinte.
35. Apontar erros nas produções artísticas dos alunos.
36. Se incomodar com caligrafia mais do que com o entendimento da relação fonema grafema.
37. Desenvolver psicomotricidade exclusivamente através da prática de cobrir.
38. Não criar situações diárias de uso da leitura e escrita, mesmo que o escriba seja o docente.
39. Não anotar o dia, o mês, o ano, a cidade e o nome da escola no quadro e se assim faz, não pede ajuda do aluno.
40. Não ter calendário na sala;
41. Não ter relógio na sala;
42. Não fazer auto avaliação diária na roda por meio de expressões;
43. Escrever com letras minúsculas na educação infantil;
44. Falar no diminutivo;
45. Reproduzir palavras erradas das crianças porque acha fofo;
46. Fazer relatórios rotulando as crianças.
47. Escolha dos personagens principais crianças que estão em conformidade com padrões estabelecidos pela mídia como bom e bonito;

Inserida por rayane_valentim

A educação, a gentileza, a cordialidade, a flexibilidade, quebra todos as indelicadezas.
Enxergamos a pessoa de forma diferente, e
o respeito , a autoridade sempre invadem o momento.
A atenção sempre acaba se voltando a pessoa, fazendo - se tb ouvida.
Enquanto a rispidez, a má educação, o pensamento acelerado, da vazão ao não entendimento e insatisfação de ambas as partes !!
Simone Vercosa.

Inserida por vercosa

ALMA EDUCACIONAL


A Educação se mistura ao amor que temos com o próximo.
As mãos não devem serem escondidas,
Mas ser estendida!
Isso nos faz compreender,
A profundidade da alma educacional.
A vida humana tem sua dignidade,
E pelas verdades,
Somos capazes de resgatar,
Os que necessitam de nós.

Inserida por ricardo_oliveira_1

Educação começa em casa

O pai dará a conhecer a sua verdade aos filhos. - Isaías 38:19

É hora de os dias preguiçosos do verão darem lugar aos dias ocupados do outono. Tempo de novo para a escola começar. Preparar os jovens para a escola pode deixar os pais ofegantes.

Mas há mais para preparar as crianças do que encher sua mochila e levá-las ao ônibus a tempo. Eles também devem estar preparados espiritualmente. Antes que eles atinjam os livros, eles precisam saber que as coisas mais importantes que aprenderão vêm do Livro: a Bíblia.

Existem muitas maneiras pelas quais isso pode ser feito. Uma família leva tempo antes da escola para ler a Bíblia. Enquanto papai e as crianças comem, mamãe lê um capítulo enquanto estudam toda a Bíblia. Outra família usa o tempo para ler e discutir as passagens mais curtas - papai tendo um filho, mamãe o outro. Alguns pais usam a noite anterior para compartilhar as verdades das escrituras.

Se você tem filhos em idade escolar, o padrão que você desenvolve para ensinar-lhes a Palavra de Deus é importante. Não importa qual seja a situação escolar deles - seja escola doméstica, escola cristã, escola particular ou escola pública - a principal responsabilidade do treinamento espiritual pertence aos pais.

Antes que alguém tenha a chance de educar nossos filhos, precisamos ensiná-los sobre Deus.

Deus nos dá filhos por um tempo,
para treiná-los em seu caminho,
para amá-los e ensiná-los
a seguir e obedecer. —Sesper

Se as crianças devem encontrar o caminho para Deus, alguém deve apontar o caminho. Dave Branon

Inserida por 2019paodiario

A discórdia
O grande erro da educação e a reconhecida discórdia inocente involuntária.

É que a educação não vem do início
Vem da reação isto é quando o humano erra
Mas o que encadiou o erro foi o início
A discórdia não tá na reação, no prejuízo que o humano causou
A discórdia tá no início
A discórdia são as pessoas que te impõe
Mas ninguém vê o início
Só vê a reação
É assim que nasce a culpa
A reação é que a forma
Não a discórdia inicial
A inicial é esquecida
Tu que é culpado
A discórdia tá no início
Se não evita o início
O final é o culpado
A discórdia vem no final
Isto é contraproducente
Comparado ao raciocínio da justiça
A justiça é cega.

Inserida por katiaellencupertino

A educação e o lixo

Se é educado, parabéns, a vida ganha mais qualidade de vida,
a lixo, a falta de investimentos, de quem é a culpa?
Pare e pense,
para quê perder tempo,
saneamento público,
respeito a vida.
Só passatempo qualquer,
puras palavras jogadas ao vento.
Sonsa responsabilidade ambiental
descaso natural,
recesso parlamentar,
um dito popular
a vida pode esperar!
Tanta insanidade,
falta de respeito,
patrimônio da humanidade.
Palavras sem significado,
vida desconexa.
Responsabilidade sustentável.
Tudo soa descartável,
reciclável, embora a responsabilidade seja de cada um.
Esqueça só mais um momento no conceito humano.

Inserida por celsonadilo

Uma criança não deve ser limitada a uma educação encaminhada por papeis sociais pre estabelecidos pelo patriarcado...
A criança não é da mãe, ou do pai, ou da igreja, ou da escola, ou da família biologica...
Ela não é sua, ou minha...
Numa sociedade onde todas e todos são irmãxs,
Uma criança deve ser responsabilidade de todo coletivo.

Inserida por WaceilaMiranda37

Se a educação da mulher, se seu progresso mental vem dissolver a família, o primeiro cuidado de um povo que se civiliza deve ser extinguir a família.
Ou a educação da mulher dissolve a família e deve-se educar a mulher exatamente para que aniquile essa instituição que, vivendo da ignorância, da escravidão, das fraudes nos contratos bilaterais, é nociva e imoral, ou a educação da mulher não dissolve a família porque esta não se fundamenta na ignorância feminina e deve-se educar a mulher porque ela é uma utilidade que não acarreta prejuízos.

Inserida por cauech