Texto sobre Educação
Muitos pais erram na educação dos filhos ao repetir aprendizados antigos, apenas porque “minha mãe fazia assim” ou “meu pai sempre fez desse jeito”.
O fato de os pais terem seguido determinado método não significa, necessariamente, que ele esteja correto.
O que os pais não podem deixar de fazer é preparar os filhos para a vida, ensinando-os a lidar tanto com o “sim” quanto com o “não”, a receber elogios, mas também críticas quando necessário.
A forma como os pais conduzem a educação dos filhos na infância é o que vai refletir diretamente em quem eles se tornarão na vida adulta.
By Ivan ludwi
as lutas habituais, não exija a educação do companheiro. Demonstre a sua.
Nas tarefas do bem, não aguarde colaboração.
Colabore, por sua vez, antes de tudo.
Nos trabalhos comuns, não clame pelo esforço alheio.
Mostre sua boa-vontade.
Nos serviços de compreensão, não peça para que seu vizinho suba até você.
Aprenda a descer até ele e ajude-o.
No desempenho dos deveres cristãos, não aguarde recursos externos para
cumpri-los.
O melhor patrimônio que você pode dar às boas obras é o seu próprio coração.
No trato vulgar da vida, não espere que seu irmão revele qualidades
excelentes.
Expresse os dons elevados que você já possui.
Em toda criatura terrestre, há luz e sombra.
Destaque sua nobreza para que a nobreza do próximo venha ao seu encontro.
EDUCAÇÃO E BEM-ESTAR: Uma linha de investigação da área de Educação
Educação e Bem-estar como uma linha de investigação científica da área de Educação fundamenta-se no fato de que:
O bem-estar de uma pessoa tem mais haver com o sector da educação do que com o sector da saúde!
NÃO HÁ SAÚDE MENTAL SEM EDUCAÇÃO PARA SAÚDE MENTAL!
Uma das formas de tornar acessível a Saúde Mental e prevenir Ansiedade ou Depressão na Sociedade é introduzir no Ensino Básico das Escolas do Mundo uma Disciplina curricular que pode ser chamada de Educação Mental!
A Educação Mental como Disciplina curricular do Ensino Básico pode desenvolver habilidades de Saúde Mental nos Alunos que vão se repercutir na Família e na Sociedade em geral!
As habilidades de Saúde Mental desenvolvidas através da Disciplina curricular de Educação Mental podem ser, por exemplo:
1. Identificar os Fenômenos do Organismo Humano, tais como Sensações, Pensamentos, Emoções, Sentimentos e Intuições.
2. Reconhecer a natureza passageira dos Fenômenos do Organismo Humano através da mudança do foco da Atenção.
3. Reconhecer a existência dos cinco elementos que compõem o Organismo Humano, nomeadamente, Vida, Sujeito, Consciência, Mente e Corpo.
4. Reconhecer a Consciência e a Mente e o Corpo como conteúdos do Sujeito e a sua responsabilidade como Gestor destes conteúdos e dos Fenômenos que ocorrem no seu Organismo.
5. Ligar estados de frequência das Ondas cerebrais com respectivas Hormonas e Emoções no Organismo Humano.
6. Exercitar as várias técnicas de Relaxamento pela Atenção.
7. Criar e ensinar técnicas de Relaxamento pela Atenção aos seus Amigos e Familiares.
8. Praticar Caminhadas e Corridas, e outros exercícios físicos fundamentais.
9. Ligar tipos de Alimentos com seus impactos emocionais no Organismo Humano.
10. Explicar as consequências do desrespeito ao tempo necessário de Descansar e Dormir.
Tudo nesta vida é uma competição pegada e a nossa educação assenta essencialmente nesta norma pedagógica, que além de ser um caso de estudo faz deste vício social um fenómeno estabelecido para nos manter em permanente rivalidade uns com os outros, e sem que muitas pessoas se apercebam esta incessante fome de protagonismo leva-nos a um desafio constante e a uma guerra permanente, tornando-se numa forma continuada de demonstrarmos que
somos melhores do que os outros em qualquer coisa que dê para competir pela nossa autoestima, pela nossa vaidade, pela nossa ostentação ou em benefício das nossas vanglórias.
A pior de todas as competições é a do dinheiro, mas desde os artifícios da caça até aos meandros da pesca tudo serve para chamar de convívio a um qualquer entretenimento de disputas que se pratica em quase tudo o que dê para medir forças com o próximo. Os desportos, as redes sociais, os ambientes de trabalho, a convivência nas paróquias, ou a coabitação em qualquer agremiação de gente, são um bom exemplo disso mesmo, assim como bons exemplos disso mesmo são as chamadas rivalidades bairristas que existem um pouco por todas as nossas aldeias, por todas as nossas vilas e por todas as nossas cidades, desde a polvorosa de Dogueno até ao frenesim de Montalvão. Ademais, para além dos concursos, dos certames, das provas, dos torneios e dos muitos campeonatos que os barões assinalaram, penso ainda que a nossa verdadeira competição será sempre individual e que o maior adversário que temos durante toda a vida seremos sempre nós próprios.
Como fazer educação?
Como fazer educação se, na escola, não se tem educação?
Portas são fechadas com uma pedra.
Tomadas escassas, às vezes nem funcionam. Enquanto isso, os alunos se olham, esperando que algo aconteça. Alguém diz: “Professor, não se preocupe, vai dar certo.” O professor, já suando, responde: “Sim, vai dar certo.”
Mas a extensão é curta demais, o datashow não alcança. Logo, nada feito.
Como fazer educação em uma sala que comporta 40 alunos, mas tem somente um ar-condicionado? O calor é intenso. Os alunos se amontoam uns em cima dos outros, tentando alcançar aquela mísera porção de ar. Como dizia Foucault, a escola se assemelha a uma prisão. E olhando para esta sala, é impossível discordar.
Alunos não podem sair. Não podem usar celular. Têm que escrever sem parar e, diante das adversidades, como consequência ou não, agem com má educação.
Como fazer educação se não conseguimos nem mesmo terminar a chamada com a voz íntegra? Nem muito menos dar nossa aula.
Como fazer educação se, nas salas, não há internet? E, se quisermos fazer uma aula diferente, precisamos usar nossos próprios dados móveis, que, em quinze minutos de uso intenso, acabam antes de o vídeo da música do Michael Jackson terminar.
Como fazer educação se os superiores não têm empatia com os professores e muitas vezes agem de maneira insensível ou hostil? Professores com ansiedade, depressão, burn-out… ninguém nos vê.
Dados não definem como fazer educação.
A educação não está sendo feita.
O professor já não aguenta o pré, o durante e o pós-aula.
Não há como fazer educação assim.
A educação pede ajuda. A educação pede que alguém nos ensine a ensiná-la.
✍️: Educação de berço, muito falada pelos sábios, é na verdade a educação na primeira infância. Depois disso é difícil desentortar o pepino. Pode dar muita instrução ao ser mas ele seguirá sem ética e educação.
✍️: Poderá até ser um bom profissional sem ética e moral no sentido ampliado da palavra.
A educação é o único meio em que faz o ser se conectar com o universo.
Ela nos faz respeitar as diferenças que no mundo há e se contentar com o ar que todos há de inspirar.
E isso é a prova de que não adianta julgar a diversidade de amar.
Nessas aulas eu aprendi que a educação não pode parar no A ou no B, mas ela tem que crescer, para juízo render em quem diz o que não é para dizer.
Foram manhãs exaustivas e sábias, mas serei eternamente grata porque foram através dessas aulas que eu soube o tipo de ser que eu não posso ser.
E que a cada amanhecer eu tenho o que aprender com quem acha que sabe tudo, mas na verdade tem muito o que viver para entender que nem tudo é como o seu mundo.
Ontem era uma criança
E a única herança
Foi a educação
Para ela, e os seus irmãos
De família humilde
Já passou por crises
Pai operário
Não tinha horário
De sair, nem de voltar para casa
Enquanto a mãe cuidava.
Ela cresceu
Mas não se esqueceu
Dos ensinamentos
Bom comportamento
Só pensa em estudo
Fazer de tudo
Para ter um futuro melhor
Não significa ficar só
Mas ser independente
Usando a mente.
O único vício
É ler os livros
Para se manter informada
Não curte balada
Prefere ir ao cinema
Não é mina de esquema
É mina de responsa
Que passa confiança
Para um futuro relacionamento
Para todos, é um exemplo.
Na ciranda da Educação
Educação, que se manifesta desde a família, a escola e na sociedade;
Que motiva e desperta sonhos;
Que norteia tantos planos até a concretização;
Que instrui o cidadão para o mundo.
Educação, força que move uma nação!
Que dignifica a vida de cada um;
Que ampara e fortalece crianças, jovens...
Que prioriza adultos e até idosos;
Que os encaminha para emancipação.
Educação, que tanto ama a democracia;
Que valoriza as letras, as ciências e as artes;
Que preza pela política justa;
Que valoriza a inclusão social;
Que ilumina a vida de cada jovem, de cada estudante...
Educação, que instiga o diálogo e propõe o debate...
Que com mestres: professores e professoras realizam grande missão;
Que interpela as falsas ideias e promove a conscientização;
Que nos encaminha para as diversas áreas do conhecimento e das profissões;
Que nos faz acreditar num mundo melhor nos trazendo esperança.
Educação, força motriz que nos faz cirandar neste mundo em constante evolução.
Pensar o Nosso Tempo
Texto VII – Educação
A educação não falha por falta de programas.
Falha quando esquece o humano.
Ensina-se para o exame, para o número, para a estatística. Raramente para a consciência. Quando a escola exime-se de formar o pensamento crítico, passa a produzir obediência acefálica.
Educar é mais do que instruir: é formar sujeitos.
Está na nossa Constituição Brasileira que todos os brasileiros têm o direito à educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, transporte, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, e assistência aos desamparados. Esses direitos devem ser garantidos e pagos pelo Estado, com o nosso próprio dinheiro, para beneficiar a população. Porém, o que vemos é que não seguem nada do que está escrito na Constituição.
A educação, que deveria ser um direito fundamental, é uma farsa. Está sabotada e não merece nem o nome de educação, pois não cumpre com o seu papel. Não temos saúde, pois se tivéssemos, não veríamos pessoas morrendo nas portas dos hospitais. Não temos alimentação, pois, se tivéssemos, não haveria pessoas passando fome nas ruas. Não temos moradia, pois, se tivéssemos, não haveria tanta gente pagando aluguel ou em situação de rua, sem ter onde morar.
Ou seja, a Constituição não é respeitada em nada do que está escrito. Eles passam por cima de tudo e desviam o nosso dinheiro, que deveria ser utilizado para o nosso benefício, para pagar os interesses de banqueiros, investidores, financiadores de campanha e megaempresários, tanto nacionais quanto internacionais.
Art. 6º – São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
"As redes sociais, quando aplicadas à educação a distância, rompem a barreira da frieza das plataformas tradicionais, permitindo uma interação mais fluida e colaborativa. Elas transformam o aluno de um espectador passivo em um curador e produtor de conteúdo, aproximando a linguagem acadêmica da realidade comunicacional do cotidiano digital."
(PERRONE FILHO, 2018)
"A inteligência artificial na educação não substitui o designer instrucional, mas amplia sua capacidade de análise. Ela permite processar grandes volumes de dados sobre o desempenho dos alunos em tempo real, possibilitando a criação de trilhas de aprendizagem hiperpersonalizadas que se adaptam automaticamente às lacunas de conhecimento identificadas."
(PERRONE FILHO, 2024)
"O futuro da educação é híbrido não por uma questão de conveniência, mas de estratégia pedagógica. A integração entre o síncrono e o assíncrono permite que o tempo em sala de aula seja utilizado para discussão e prática, enquanto a tecnologia cuida da entrega de base teórica de forma flexível e ubíqua."
(PERRONE FILHO, 2022)
A paixão pela Pedagogia e pelo universo da Educação Infantil foi a semente que deu origem ao projeto Gotinhas de Amor: Onde a Magia Acontece.... Mais do que uma coletânea de histórias, este livro é a celebração do meu fascínio pela forma como as crianças, diariamente, transformam o simples em extraordinário.
Cada um dos 14 contos aqui reunidos—desde a curiosidade de João em A Descoberta no Bosque até a superação de Roberta em seu Voo Mágico—surgiu da observação atenta do cotidiano na creche. Eles são a prova de que a empatia, o desenvolvimento emocional e a aprendizagem se constroem na intersecção entre a vida real e a fantasia.
Este volume, com lançamento previsto a partir de Março de 2026 pela Editora Frutificando “Projeto Professor”, é apenas o nascimento de uma jornada maior. A visão é que Gotinhas de Amor se torne uma Coleção de Contos Individuais dedicada a explorar a fundo a experiência de cada criança e a sabedoria de cada educador. Se tudo caminhar como o planejado, a Coleção dará continuidade à saga, introduzindo novos personagens e explorando as diversas facetas da primeira infância.
EDUCAÇÃO INFANTIL: ONDE O
VÍNCULO COMEÇA E O CUIDAR FAZ A DIFERENÇA
A Educação Infantil é o primeiro espaço social fora da família onde a criança aprende a confiar, a se sentir protegida e a criar vínculos. É na creche que muitos pequenos têm, pela primeira vez, uma rotina, um prato de comida, um colo atento e um olhar que observa além do comportamento.
Ser educador na Educação Infantil é assumir uma responsabilidade que vai muito além do ensinar letras, cores ou números. É cuidar do desenvolvimento emocional, físico e social da criança, garantindo seu bem-estar e sua dignidade. Uma creche comprometida é aquela que observa, escuta e age. Que se preocupa não apenas com o que a criança aprende, mas com como ela vive.
Um Relato de Proteção
UM RELATO REAL (NOME FICTÍCIO
Certa vez, acompanhamos a história de uma mãe em situação de vulnerabilidade, cujos cinco filhos estavam matriculados na creche. As crianças viviam em condição de rua e a equipe, atenta, acionou o Conselho Tutelar e a assistência social, conseguindo um abrigo para protegê-los.
Observamos que, na hora da soneca, eles não tinham seus próprios lençóis ou cobertas. A direção providenciou kits de soneca, mas a mãe muitas vezes sumia com eles. O ponto crítico foi em uma sexta-feira: vi a família no ônibus indo em direção à balsa do Guarujá, caminho oposto ao abrigo. Na segunda, a pequena Clarissa (nome fictício) confirmou que passaram o fim de semana em um ambiente de risco. O Conselho foi novamente comunicado. Nossa missão é essa: cuidar, observar e agir para reescrever histórias.
“A creche não é depósito.
É base.
E base precisa de sustentação.
Gotinhas de Amor que Relatam
O Amor como Alicerce da Educação
O amor na educação transcende o mero sentimento; ele se manifesta como uma atitude consciente de cuidado, respeito e compromisso com o desenvolvimento integral do aluno. No ecossistema escolar, relações fundamentadas na empatia e no acolhimento são o combustível que impulsiona o verdadeiro processo de aprendizagem.
Quando o estudante se sente valorizado em sua individualidade, sua motivação floresce. Ambientes afetivamente seguros não apenas ensinam conteúdos, mas fortalecem o desenvolvimento emocional, social e cognitivo, preparando o indivíduo para a vida.
“O vínculo positivo entre educador e estudante é o fator que mais contribui para o aumento da autoconfiança e do interesse genuíno pelos estudos.”
1.1 A Importância do Afeto no Aprendizado
1.2 O amor no ambiente educacional traduz-se em gestos práticos:
Atenção Individualizada: Respeitar o tempo e as necessidades específicas de cada aluno.
Validação Emocional: Reconhecer os sentimentos do estudante para que ele se sinta seguro para aprender com os erros.
Linguagem de Incentivo: Utilizar palavras que fortaleçam a autoestima e a coragem.
Ambiente de Pertencimento: Criar um espaço onde todos sintam que sua presença é essencial.
1.3 A Empatia como Ferramenta de Transformação
1.4 A empatia é a habilidade mestre da prática educativa. Ao se colocar no lugar do aluno, o educador cria uma conexão de confiança onde as dificuldades podem ser expressas sem medo.
“A natureza fez a criança para ser amada e ajudada, não para ser instruída apenas.”
Jean-Jacques Rousseau
*26 de janeiro - Dia Mundial da Educação Ambiental*
Como proporcionar uma Educação Ambiental
num mundo que carece de Educação Humana?
Essa pergunta não é apenas pedagógica,
é civilizatória.
Vivemos em uma era
que ensina a explorar,
mas não a respeitar;
a consumir,
mas não a cuidar;
a competir,
mas não a coexistir.
Fala-se em sustentabilidade
sem tocar na insustentabilidade
das relações humanas.
Discute-se o futuro do planeta
enquanto se negligencia o presente
da dignidade, da empatia,
do pertencimento.
A crise ambiental não nasce
no solo devastado,
nas florestas queimadas
ou nos oceanos adoecidos.
Ela nasce antes,
no empobrecimento
da sensibilidade humana,
na ruptura do vínculo
entre o homem e a vida.
Educar para o meio ambiente exige,
primeiro, educar para o cuidado,
para a responsabilidade,
para o reconhecimento do outro
(humano ou não)
como parte do mesmo sistema vital.
Não se preserva aquilo
que se enxerga como recurso.
Preserva-se aquilo
que se reconhece como relação.
Enquanto a Educação Humana for substituída
pela lógica da indiferença,
da pressa, do lucro acima da vida,
qualquer Educação Ambiental será apenas retórica bem-intencionada.
Cuidar da Terra implica,
inevitavelmente,
reaprender a ser humano.
Porque só quem compreende
a própria humanidade
é capaz de compreender
que destruir a natureza
é, em última instância,
destruir a si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta
O Livro dos Espíritos e a Educação: A Pedagogia Espiritual de Allan Kardec.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Entre os inúmeros aspectos que tornam "O Livro dos Espíritos" uma obra singular na história do pensamento humano, um dos mais relevantes e, ao mesmo tempo, menos percebidos, é a sua extraordinária estrutura didática. A elaboração metodológica da obra revela a experiência pedagógica de Allan Kardec, educador formado sob a influência do grande mestre suíço Johann Heinrich Pestalozzi, cuja concepção educacional valorizava o desenvolvimento integral do ser humano.
Todavia, a didática presente em "O Livro dos Espíritos" transcende os limites convencionais da técnica de ensino. Não se trata apenas de um método destinado à transmissão de conhecimentos. Sua natureza é mais profunda e elevada, constituindo uma verdadeira pedagogia espiritual. Sob essa perspectiva, aproxima-se muito mais da monumental "Didática Magna", de Comenius, do que dos modernos manuais técnicos de instrução.
A educação espírita emerge espontaneamente das páginas da obra, como água cristalina que brota naturalmente de uma fonte perene. Tal característica pode ser observada já na Introdução do livro. Longe de representar uma simples apresentação editorial, ela constitui uma autêntica introdução à própria Doutrina Espírita.
Em vez de limitar-se a justificar ou explicar a publicação, Kardec oferece ao leitor uma ampla abertura para a compreensão integral do Espiritismo. Simultaneamente, posiciona a Doutrina no vasto cenário da cultura humana, estabelecendo pontes entre diversos campos do conhecimento que, até então, encontravam-se frequentemente em conflito.
Essa harmonização possuía importância fundamental. Durante séculos, a fragmentação das áreas do saber constituiu um dos maiores obstáculos à compreensão global da natureza humana. As divergências entre concepções religiosas, científicas, filosóficas e materialistas dificultavam uma visão unificada da existência.
Décadas mais tarde, o pesquisador norte-americano destacou a existência dessas múltiplas interpretações conflitantes sobre o homem, identificando perspectivas teológicas, materialistas, espiritualistas e científicas como frequentemente inconciliáveis.
Entretanto, aquilo que a Parapsicologia procuraria realizar posteriormente já havia sido alcançado por Kardec um século antes através de "O Livro dos Espíritos". A obra apresentou uma visão integrada do ser humano, da vida e da realidade espiritual, oferecendo uma síntese capaz de superar antagonismos históricos entre diferentes formas de conhecimento.
Tal fato demonstra que a metodologia kardeciana ultrapassa os limites da simples didática para atingir autênticas dimensões pedagógicas. Embora não possa ser classificada formalmente como um tratado de Pedagogia, a obra apresenta todas as características de um verdadeiro manual de educação, compreendida em seu sentido mais amplo e elevado.
Seu propósito é simultaneamente instruir e educar. O ensino manifesta-se desde as primeiras páginas e mantém-se contínuo ao longo de toda a obra. Contudo, essa instrução não se restringe à transmissão de informações ou conceitos teóricos. Pelo contrário, conduz o estudante para um processo de aperfeiçoamento moral, intelectual e espiritual.
Ao concluir sua leitura, o leitor atento não apenas amplia seus conhecimentos. Ele adquire uma nova concepção acerca do homem, da vida, do Universo e das leis que regem a existência. Mais do que isso, compreende o significado profundo de sua jornada evolutiva, reconhecendo que o destino supremo da criatura consiste em harmonizar-se progressivamente com a Inteligência Suprema e Causa Primária de todas as coisas: Deus.
Sob essa ótica, "O Livro dos Espíritos" permanece como uma das mais importantes obras educacionais da humanidade, não apenas por ensinar conceitos, mas por promover a transformação interior do indivíduo, orientando-o na construção consciente de sua própria evolução espiritual.
Fonte:
Texto baseado em "Pedagogia Espírita", de J. Herculano Pires, inspirado na análise da dimensão educacional de "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec.
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