Texto sobre Dança

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"Dança comigo"


Dança comigo como quem encontra abrigo no silêncio entre uma música e outra.


Vem sem medo, deixa o mundo lá fora e pisa leve dentro do meu peito.


Dança comigo
até o relógio esquecer das horas, até a lua cansar de nos olhar pela janela da
madrugada.


Segura minha mão
como se fosse possível
não cair nunca mais.
E se a vida desafinar,
a gente inventa outro ritmo,
outro passo, outra canção.


Só não solta de mim
quando o som diminuir.
Porque há amores
que começam com palavras,
mas existem os mais bonitos… que começam dançando.

A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte I: A Incerteza que Sabe


Escrevo porque há um ponto dentro de mim que move, vibra e não se cala.
O mundo inteiro diz não saber.
Eu também não sei.
Mas minha dúvida respira… a deles não.


Quando olho pros elétrons dançando sem pausa, percebo uma força que ninguém vê e poucos ousam perguntar.
Alguns dizem que é Deus, outros dizem que é física.
Mas a verdade é que ninguém sabe — só repetem o eco do que ouviram.


Eu, não.
Eu me debruço sobre o mistério sabendo que nunca o terei.
Mas ainda assim ele me chama.
Há uma memória antiga no silêncio entre um atimã e o próximo.
Há um sopro que não vem de fora — ele nasce dentro, como se o próprio universo lembrasse de si em mim.


Eu não tenho respostas.
Tenho uma incerteza viva.
Mas às vezes essa incerteza parece saber mais
do que todo o mundo seguro de seu “não sei”.




---


A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte II: A Força que Move o Invisível


Sinto uma força sem nome,
uma chama sem fogo,
um movimento que não começa
mas me atravessa inteiro.


O mundo diz:
“Não sabemos.”
E cala.
Eu digo:
“Não sei.”
Mas escuto um sussurro no fundo do infinito.


Há elétrons girando como mantras,
há átomos vibrando como preces,
e nesse pulso invisível
meu espírito encontra uma lembrança que não vivi.


Tat Tvam Asi,
diz o silêncio.


Mas Isso não fala.
Isso vibra.
E nessa vibração,
minha incerteza respira mais fundo
que todas as certezas mortas do mundo.


Se há uma resposta,
ela não se escreve —
ela se move.


E enquanto o universo continuar
a girar seus elétrons em segredo,
eu continuarei ouvindo
esse chamado sem voz
que atravessa o tempo
até chegar em mim.

A Ultima dança




Na penumbra do salão, o
destino os guiou,
Ela, a princesa, com o brilho
de um século, ele, a sombra
que jamais a deixou.
Por mil vidas, eu te
esperaria, em cada manhã
sem fim,
Em cada morte, um
recomeço, um sonho sem
fim.


Ela, renascida, num véu de
prata, no brilho da aurora,
Eu, o guardião do amor, que
te amou a vida toda agora.
Cada passo é um juramento,
cada giro, um renascer,
E eu te dedico cada noite,
cada tempo, a te proteger.
Amor, se o mundo acabar, eu
te procurarei na escuridão,
Em cada estrela, em cada
vento, em cada canção.


Tu és meu eterno lar, minha
alma, meu chão,
E nesta última dança,
entrego-te todo o meu
coração.


—richas

A Dança que Sustenta o Todo


Havia, no princípio dos dias,
um lago escondido entre colinas.
Nele, vivia um pato.
E o pato nadava sobre um tapete vivo de rogós,
aquele verde que cobre a água,
alimentando-se e abrigando-se nele.


O rogós, porém, não vivia sozinho.
Bebia da luz do Sol
e da água que o lago oferecia.
E o lago não era lago sem as chuvas
e sem as correntes que vinham de longe.
Assim, um vivia para o outro,
e nenhum era senhor de si mesmo.


Certa vez, um viajante observou e disse:
— Se o pato vive para o rogós,
e o rogós vive para o lago,
então todos dependem de todos.
Mas quem, no alto de tudo,
precisa de quem?


E o ancião que o guiava respondeu:
— Até as moléculas vivem desse pacto.
Uma só não é nada;
juntas, são substância, são forma, são vida.
Assim também é com o Criador e o criado.


O viajante franziu a testa:
— Então o Criador precisa de nós?
— Depende de como você chama “precisar” —
disse o ancião.
— O Criador não carece de nada.
Mas escolheu que o todo vivesse
por meio da dança entre o dar e o receber.
Se retirasse essa dança,
a criação seria apenas estática,
como uma pedra no escuro.


O viajante ficou em silêncio,
e o ancião prosseguiu:
— A devoção que oferecemos ao Criador
não é o alimento que O mantém vivo,
mas o fio que nos mantém ligados a Ele.
Assim como o pato não sustenta o Sol,
mas precisa do Sol para continuar vivo,
nós precisamos dessa devoção
para lembrar de onde viemos
e para onde voltaremos.


E então, o ancião mostrou ao viajante
a relatividade das medidas:
— Se saímos de trinta graus para vinte,
sentimos frio.
Se saímos de dez para vinte,
sentimos calor.
A mesma temperatura pode ser frio ou calor,
dependendo do caminho que se fez até ela.
Assim é com a verdade:
não tem um único rosto,
mas se revela conforme o coração que a busca.


O viajante entendeu,
e disse consigo mesmo:
— Então a verdade é o equilíbrio.
E o equilíbrio é a justiça.
E a justiça é o ser.
E o ser é o que é.


E naquele dia,
à beira do lago,
aprendeu que o Criador não reina sozinho,
mas reina com todos.
Porque escolheu não criar servos,
mas companheiros de dança.

“A Catedral dos Lamentos”

Sob arcos quebrados, o céu se cala,
A névoa dança onde o tempo embala.
Catedrais choram com vitrais partidos,
Guardam segredos, amores esquecidos.

Anjos caídos vigiam em pedra,
Olhos vazios, memória que medra.
O sino ecoa em tom de agonia,
Marcando o fim da última alegria.

Nos corredores, passos sem dono,
Sombras deslizam em eterno abandono.
Um véu de pranto cobre o altar,
Onde promessas vieram a se quebrar.

E ali, entre ruínas e dor silente,
O amor renasce… sombrio e ardente.

O ritmo da busca segue a dança
do Hemisfério Celestial Sul,
a beleza do movimento involuntário
ocupação vibrante, que sustenta,
dança por dentro e põe a exalar
as estrelas em plena liberdade,
o que que quer que aconteça,
para que a nossa dança não acabe;
​por ela estremecer e preceder -
o que faz o estertor acontecer.


O léxico de fogo ancestral
das tradições poéticas da porção
austral trago na pele de marfim
​entre o abissal e o insondável -
o desejo que não tem fim,
e da tua parte leio o sim;
mais claro embora discretado
diante da minha existência
que te faz desconcertado.


​O estado da arte em curiosidade
continua proporcionalmente
intenso e sem nenhuma perda,
porque pela tua existência, arde;
e convicto é atemporal poema
com o calor que consome a pele,
com ​andor da paixão intensa
em adustão que precede o toque
- ​sem limite cortante do desejo;
justamente onde o prazer
encontra o perigo mesmo sem ver.


Assumido efervescente estado
da alma com a previsão da antecipação
da mútua celebração rítmica do ápice,
para que a paixão não mais se cale,
e o amor com brio e vontade se celebre,
no tempo de colheita das frutas,
do Extremo Sul da América do Sul,
sob todas as auroras e românticas luas.

O teu bonito olhar feito de astros
que no meu céu parecem dançar
a Dança dos Engenhos de Farinha
da nossa Santa e Bela Catarina,
O quê estamos a imaginar vai
além do que a multidão imagina.


O culto e o desejo pela beleza
como fogo que não se apaga
nos mantém vivos e renovados,
e uma nova aventura acende,
Não é de hoje que encantados
há tradição em nós mutuamente.




Há festas em nós imparavelmente...

Tudo o quê a dança
do tempo faz em mim,
Tem me preparado
todos os dias para nós,
Canta o Bem-te-vi,
o vento sopra a Licuri,
Se dizem que amar
faz mal que nada de ti
e de mim nos afaste,
Que destino nos aproxime
e a gente se segure,
E que a importância alheia
não nos ocupe e nem capture.

- Quando eu me mostro
É como se eu tivesse dançando
Uma dança rídicula
Para pessoas rídiculas.
- Quando eu me mostro
Eu me mato aos poucos
Pois bem…
Eu também sou uma mulher rídicula
Com vontades rídiculas
Que morre de medo de se mostrar
De mostrar o seu frágil
O seu ponto fraco
Expor o seu rídiculo
Ao ponto de ser rídicula.
- Quando eu me mostro
Na verdade eu não queria me mostrar
Queria permanecer fechada
Como uma concha solitária
Que esconde a sua preciosa esmeralda rídicula.
- Quando eu me mostro
Eu me mato
Ao ponto de ser um ser rídiculo.

Inserida por RebecaMelo

Sonhei Que Dancei Com Você

Sim,

Foi só um sonho,

Mas com sentimento tão real.

A dança aconteceu
Em um lindo solário,
Você estava de terno,
Muito bem arrumado.

A música era lenta
E enfeitava aquela noite
O céu estrelado
E também com certeza
O canto de alguns pássaros.

E nos embalos daquela doce melodia
Repousei minha cabeça
Em teu ombro,
Assim pude sentir a intensidade
Daquele momento mais real
Do que a própria realidade.

Conforme dançávamos
Eu de olhos fechados
Sentia mais e mais a tua presença
Em meu mundo solitário.

Essa dança tornou
Meu corpo mais calmo,
Então pude sentir
O consolo dos teus braços.

Seria esse um devaneio
De uma moça solitária?
Ou apenas mera fantasia
De uma poetisa mal-amada?

Sinceramente não sei,
Sei apenas que gostei.

Em toda a minha vida
Essa foi a dança mais bonita,
Todos tinham que ver,
Sonhei que dancei com você!

Inserida por jamilamafra

Dia Mundial da Dança

Não podia deixar passar o dia 29 de abril sem falar um tantinho de algo que amo desde os 3 anos de idade.
Comecei com baby class, balé para pitoquinhas como eu, depois fui para o jazz, dança de rua, dança moderna, dança do ventre, cha cha chá, bachata, bolero, zouk. Aprendi a fazer cambret, meia ponta, sou durinha, tem muita gente que fez menos tempo que eu e dança com mais desenvoltura, se eu faltar 2 semanas já tenho que recapitular tudo, esqueço passos. Também sou dominadora, não deixo cavalheiro me conduzir, peco nesse quesito e tenho amigos cavalheiros cheios de autoridades que me colocam no meu lugar, no lugar de dama. Amoooo, é meu hobby favorito, se tenho que fazer alguma animação, cuidar de crianças ou diversão podes crer que vai ter música e dança no meio.
Minha primeira grande paixão. Acho lindo casais que dançam juntos, acho lindo irmãos que dançam juntos. Acho que a dança une. A gente trabalha coordenação, sensualidade, equilíbrio, raciocínio e o bem-estar é único. Sou suspeita para falar pois amo dançar.

Inserida por Arcise

Ilumination

Barcos de pescadores ao entardecer
Numa aquática dança
Trazem mensagens de paz
Pelas ondas da memória.

Velas brancas abertas
Como uma procissão de asas
Brancas... Brancas... Brancas...
Asas soltas ao vento.

Lenta a mirada do poeta
Perfila-se sobre o poente
Vibrando a luz do espírito
Como um sino de silêncio.

As palavras ocas já são poucas
As palavras pesadas são passadas
As palavras precisas, preciosas
As palavras sábias, saboreadas.

Como uma pequena gota de oceano
Sabe sua essência.
Como um chilrear de pássaro
Soa o som de bênçãos.
Como a chuva nutritiva
Fecunda o novo tempo.
Como uma súbita rajada de vento
Varre toda a Terra.

Porto Velho
25/02/208

Inserida por sakai-san

Aqui estou eu...

Aqui estou eu...
Sozinha neste mundo infinito,
Sem ninguém pra abraçar,
Dançar, conversar...
Ninguém pra AMAR.

Aqui estou eu...
Num túnel sem saída,
Com medo dessa realidade,
Que sem querer,
Toma conta do meu eu.

Aqui estou eu...
Pensando, refletindo,
E tentando achar,
Uma alternativa para isso,
Uma coisa tão simples... mas tão complicada.

Aqui estou eu...
Sentindo somente,
A presença de quem já algum dia,
Invadiu meu coração,
Deixando marcas... para sempre!

Aqui estou eu...
Pensando...Sentindo... Desabafando...
Sem ninguém...só com lembranças.
Que algum dia,
Irão como todos...

Inserida por LETICIAROSSI

A vida é como uma dança, que deve ser dançada conforme a melódia. E como se, a cada novo dia se tornasse algo extremamente valioso. Mas em tese a vida não é apenas como contos de fadas, que ouvimos quando criança com aqueles finais felizes. Acho que todos devem se perguntar, e depois o que será que aconteceu com cada princesa? -Pois é, nem toda princesa terá sempre um final feliz para sempre.
Quem dera, eu ter o poder de mudar o destino, mas é como dizem. Nem tudo o que queremos podemos ter. Mas que graça teria se pudesemos ter tudo aquilo que queríamos.A vida seria muito chata. Pra conseguirmos algo, é sempre bom sentirmos um pouco de medo, viver aventuras, dar muitas risadas, chorar, gritar e até de vez em quando vale fazer algumas birras. Aprendemos a dar os nossos primeiros passos ainda quando crianças. Em meio a tantos tombos, mas no final perdemos o medo e seguimos adiante.
A vida é assim, Temos que conquistar os nossos sonhos sozinhos. Sem medo da vida e sem medo de errar.

Inserida por LavyneaSilva

Apenas danço.

Instinto seria um bom motivo
Danço ao som do seu sorriso
Uma dança pagã aritmada
Entre as elipses de suas formas
Arrefecido e febril eu danço
Insanidade seria um bom motivo
Pra saltar os precipícios adiante
Tomar impulso e partir
Retirar as vendas em queda livre
E sentir prazer ao cair
Sobrevivência um justo motivo
Para estar nu diante dos inquisidores
Sorrir apenas, sem intenções pensadas,
Cantar porque é vital
Ou seria medo o tal motivo?
Da solidão ensimesmada e presente
De me abandonar diante do espelho
De me confundir com alguém que nem conheço
Um motivo triste seria a fome
Seria biológico e rígido demais
Apenas o cumprimento de um ciclo
Encerrando numa noite fria
Penso por que eu danço
Ao som do seu sorriso
Por que me queima essa febre
E na ignorância pura dos infantes
Alucinadamente e dopado eu danço
E faço do amor o meu maior motivo.

Inserida por Wingler

Ela é preta, Ela é branca
È mulher e criança
Ela sorri e encanta, canta e dança
È mulher e guerreira não tem medo de cara feia
Chora e sangra é humana e Deusa
È filha, Mãe e Avó
Enfrenta secas e enchentes
É Filha Do Sol
Delicada e Operaria suporta a dupla jornada
a qual foi Destinada
Filha da terra, não foge a luta
Ela é negra, Ela é branca, Parda Nordestina!

Inserida por LuyDavis

"edu, eduardaaaaa..
rimaa, com empadaaa..
vem cá, faz a dança louca,
deixe de ser mocáaaa
venha me amaaaar..
que perna grossa, é bem maior que uma corça
ai minha nossa! não da pra prosseguir.
eu quero um carro. sério!! Não tem Valerio
é só dizer que siim!!!
Menina eduarda, jura que vai dar pra mim.
rebola duda
ela não sabe la bamba
fica com mojelo e banca
remexe dona duda, ahh"

Musiquinha que ele fez pra mim' kkkkkkkkk

Inserida por eduardalins

CIGANA
Sidney Santos

Dança minha gitana
No sonho do baila comigo
Mostra beleza e gana
Deixa-me dançar contigo

Mulher sensualidade
Batidas dos pés e palma
Entoa o amor de verdade
Trazendo o reflexo d’alma

Baila ao som da guitarra
Solta teu lindo sorriso
Canta que é a vida é uma farra
É isso só que preciso

Inserida por Poetadossonhos

A vida me deve uma dança.
O grande mistério me deve uma chave...
De um segredo qualquer.
Se o tempo pensou que me vencia
Encontrou um inimigo formidável.
Renasci do sorriso empalhado de Deus
Venho embebido de sorrisos e olhares de moças,
Que com ares tristonhos e esperanças vazias
Rompem espaços ideais.
E em minha ignorância trôpega,
Tal qual pedra figuro sólido no absurdo.

Inserida por thiagomariano

Fim.

" E de passo em passo, a nossa dança terminou
A música parou, todos foram embora e nós ficamos
O assunto acabou, as risadas simplesmente deixaram de existir e com isso, nós mudamos
Isso que "sentíamos" esfriou, talvez por desdém ou total desmazelo
Apagou, como luzes de Natal, em fevereiro
Acho que o amor foi embora, sem destino e sem data de volta."

Slá, só mais um café.

Inserida por JoseTurin