Texto sobre Dança
Você pode tentar correr, se esquivar, se esconder e interpretar. Fazer seu jogo, sua dança e seu alvoroço.
Você pode subir em árvores, montanhas e voar com as aves. Gosta de brincar com fogo, com o desespero o sorriso de bobo, mas no fundo,
sinto teu choro.
Você faz de propósito, sem dó ou remorso. Implica, mas nega. Quer apostar corrida, brincar de pega-pega.
Quer acelerar a vida, tomar na rédea e fingir que não quer te controle, mas nesse jogo, meu amor.
Não há perdedores, apenas predadores.
A Dança que Sustenta o Todo
Havia, no princípio dos dias,
um lago escondido entre colinas.
Nele, vivia um pato.
E o pato nadava sobre um tapete vivo de rogós,
aquele verde que cobre a água,
alimentando-se e abrigando-se nele.
O rogós, porém, não vivia sozinho.
Bebia da luz do Sol
e da água que o lago oferecia.
E o lago não era lago sem as chuvas
e sem as correntes que vinham de longe.
Assim, um vivia para o outro,
e nenhum era senhor de si mesmo.
Certa vez, um viajante observou e disse:
— Se o pato vive para o rogós,
e o rogós vive para o lago,
então todos dependem de todos.
Mas quem, no alto de tudo,
precisa de quem?
E o ancião que o guiava respondeu:
— Até as moléculas vivem desse pacto.
Uma só não é nada;
juntas, são substância, são forma, são vida.
Assim também é com o Criador e o criado.
O viajante franziu a testa:
— Então o Criador precisa de nós?
— Depende de como você chama “precisar” —
disse o ancião.
— O Criador não carece de nada.
Mas escolheu que o todo vivesse
por meio da dança entre o dar e o receber.
Se retirasse essa dança,
a criação seria apenas estática,
como uma pedra no escuro.
O viajante ficou em silêncio,
e o ancião prosseguiu:
— A devoção que oferecemos ao Criador
não é o alimento que O mantém vivo,
mas o fio que nos mantém ligados a Ele.
Assim como o pato não sustenta o Sol,
mas precisa do Sol para continuar vivo,
nós precisamos dessa devoção
para lembrar de onde viemos
e para onde voltaremos.
E então, o ancião mostrou ao viajante
a relatividade das medidas:
— Se saímos de trinta graus para vinte,
sentimos frio.
Se saímos de dez para vinte,
sentimos calor.
A mesma temperatura pode ser frio ou calor,
dependendo do caminho que se fez até ela.
Assim é com a verdade:
não tem um único rosto,
mas se revela conforme o coração que a busca.
O viajante entendeu,
e disse consigo mesmo:
— Então a verdade é o equilíbrio.
E o equilíbrio é a justiça.
E a justiça é o ser.
E o ser é o que é.
E naquele dia,
à beira do lago,
aprendeu que o Criador não reina sozinho,
mas reina com todos.
Porque escolheu não criar servos,
mas companheiros de dança.
A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte I: A Incerteza que Sabe
Escrevo porque há um ponto dentro de mim que move, vibra e não se cala.
O mundo inteiro diz não saber.
Eu também não sei.
Mas minha dúvida respira… a deles não.
Quando olho pros elétrons dançando sem pausa, percebo uma força que ninguém vê e poucos ousam perguntar.
Alguns dizem que é Deus, outros dizem que é física.
Mas a verdade é que ninguém sabe — só repetem o eco do que ouviram.
Eu, não.
Eu me debruço sobre o mistério sabendo que nunca o terei.
Mas ainda assim ele me chama.
Há uma memória antiga no silêncio entre um atimã e o próximo.
Há um sopro que não vem de fora — ele nasce dentro, como se o próprio universo lembrasse de si em mim.
Eu não tenho respostas.
Tenho uma incerteza viva.
Mas às vezes essa incerteza parece saber mais
do que todo o mundo seguro de seu “não sei”.
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A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte II: A Força que Move o Invisível
Sinto uma força sem nome,
uma chama sem fogo,
um movimento que não começa
mas me atravessa inteiro.
O mundo diz:
“Não sabemos.”
E cala.
Eu digo:
“Não sei.”
Mas escuto um sussurro no fundo do infinito.
Há elétrons girando como mantras,
há átomos vibrando como preces,
e nesse pulso invisível
meu espírito encontra uma lembrança que não vivi.
Tat Tvam Asi,
diz o silêncio.
Mas Isso não fala.
Isso vibra.
E nessa vibração,
minha incerteza respira mais fundo
que todas as certezas mortas do mundo.
Se há uma resposta,
ela não se escreve —
ela se move.
E enquanto o universo continuar
a girar seus elétrons em segredo,
eu continuarei ouvindo
esse chamado sem voz
que atravessa o tempo
até chegar em mim.
Ela dança no caos
Sua existência é poesia sem métrica
Um verso próprio, que só ela sabe rimar
Sua dor é arte bruta
O mundo a toca, a molda, a desorienta, mas nunca a enfraquece
Ela se joga na tempestade, com calmaria
Ela se acolhe, se completa, se ama, sem precisar implorar, sem pedir permissão
Deixa as coisas serem como elas são, deixa ir embora sem pedir explicação, sem implorar por respostas
Porque algumas coisas simplesmente se vão
Há um brilho inexplicável em seus olhos, iluminando a certeza de que
Ela é seu próprio lar
Ela coloca o medo para dançar ao som da sua coragem
Ode ao Vinho Eu Ofereço
Ó vinho, sangue da terra e do sol,
líquido rubi que dança no copo,
filho da videira que o tempo moldou
e a mão do homem elevou a ouro.
Nasce no silêncio das colinas,
amadurece sob o olhar do céu,
guarda no seio o fogo das estações
e o sussurro dos ventos antigos.
Quando te abro, o mundo se dilata:
o tinto queima como paixão antiga,
o branco canta leve como brisa,
o rosé sorri entre o dia e a noite.
Tu és memória e esquecimento juntos:
trazes à mesa os amigos distantes,
apagás as feridas do dia cansado
e acendes no peito a chama da festa.
Ó vinho, companheiro dos poetas,
aliado dos amantes e dos sábios,
tu que fazes o tímido falar
e o solitário sentir-se povoado.
Levanto o cálice e te saúdo:
saúde à terra que te deu a seiva,
saúde às mãos que te cultivaram,
saúde a quem te bebe com respeito.
Que cada gole seja uma oração
à vida que passa e ao prazer que fica.
Viva o vinho,
viva quem o ama,
viva a mesa onde ele reina.
Minha’alma cigana
arde na fogueira da vida
dança no vento do destino
se despe das amarras do mundo
e nunca se cansa de ir e vir
com a jóia do viver ...
Carrega em si o Sol e a Lua
o brilho das Estrelas
o fluir dos rios
e o perfume das flores
que nunca tiveram dono...
Minha’alma cigana
me guia, me rege
e me encanta
porque dentro dela,
mesmo nas dificuldades,
há sempre música
há sempre poesia...
✍©️@MiriamDaCosta
Ode ao Caboclinho da Mata
( Êre/Entidade da Umbanda)
Caboclinho da mata,
dança leve, passo ligeiro,
teu canto e brincadeiras
ecoam no meu peito
como sopro de vento e alvorada...
traz nos pés a batida da terra,
nos olhos o brilho das estrelas,
no peito a força que não se encerra,
mistério que o silêncio revela
na brincadeira com o arco e a flexa...
és raiz e és folha,
és tambor e és pena,
és canto que nunca se desfolha,
força que em vida plena
sustenta no meu caminho
a proteção...
Caboclinho da mata,
meu menino guardião,
tua dança é oração,
tua luz é ponte entre o chão
e os céus na mata de encantação
és sempre presente no meu coração...
✍©️ @MiriamDaCosta
A Dança das Almas
Dançar com você despertou em mim
uma sensação que eu não sabia nomear.
Era leve, intensa, prazerosa...
como se cada passo revelasse
uma parte de mim que estava esquecida.
Teu corpo junto ao meu,
o encaixe perfeito em cada melodia,
como se a música conhecesse
o caminho exato até a alma.
Ah... o calor dos teus braços.
Tão incrível, tão magnífico,
tão surreal,
que por alguns instantes
o mundo inteiro pareceu silenciar.
Éramos duas almas cansadas
de viver pelos outros,
de esquecer de si mesmas,
e que encontraram, na dança,
um breve refúgio para simplesmente existir.
Foi então que compreendi:
gosto de dançar com você
porque sei que, se meus pés falharem,
suas mãos me conduzirão de volta ao ritmo.
E, ao seu lado, a vergonha desaparece.
Não preciso fingir, esconder ou parecer.
Quando você está por perto,
eu apenas sou.
E talvez essa seja
a mais bonita de todas as danças.
Enquanto o Ritmo Muda
Se a vida mudar de tom,
mude também a dança;
há melodias que terminam
para dar lugar à esperança.
Não nasci para ficar presa
a uma música que não me faz bem;
se o compasso já não me cabe,
que outro ritmo venha também.
Mude os passos, recomece,
deixe o coração conduzir;
às vezes, aquilo que parece fim
é só outra melodia a surgir.
— Então dance comigo?
— Eu danço, até a música fazer sentido.
Mas talvez eu ainda esteja no mesmo passo,
mesmo que a dança tenha mudado de sentido.
E talvez seja isso:
há coisas que não consegui deixar para trás,
há passos que o tempo repete
mesmo quando a alma pede mais.
Difícil é encontrar alguém
que acompanhe o meu compasso,
que não queira mudar meu ritmo,
mas compreenda cada passo.
Porque eu preciso de uma nova dança,
de um ritmo que eu ainda não conheço;
não de alguém que chegue sabendo,
mas de alguém que queira aprender comigo,
mesmo quando o ritmo mudar.
Pode ser difícil encontrar essa companhia,
alguém disposto a permanecer,
mas talvez não seja preciso procurar tanto…
talvez seja preciso apenas enxergar.
Enxergar além da música ouvida,
além do compasso e da canção;
pois há melodias que os ouvidos não percebem,
mas que encontram morada no coração.
Não é sobre já chegar sabendo dançar,
é sobre aprender enquanto o ritmo muda;
é tropeçar, recomeçar, mudar os passos
e ainda assim não soltar a mão da dança.
Talvez a vida insista no mesmo passo
até que a gente escolha outra direção.
Talvez uma nova dança comece
quando duas almas, sem conhecer a melodia,
decidem descobrir juntas o refrão.
E se a música estiver no mudo,
que o silêncio nos ensine a sentir:
há ritmos que não precisam ser ouvidos,
basta haver alguém disposto a seguir.
Porque, no fim,
não é sobre dançar perfeitamente igual.
É sobre encontrar quem permaneça
quando o compasso mudar —
e, mesmo sem conhecer a música,
ainda escolha dançar.
A VIDA EM POESIA
Dança ao vento, em encanto e alento, a vida a contento.
Há poesia na vida, lírico sopro Divino, seja chorando ou sorrindo.
Nas páginas amassadas do ontem, o amargo sabor se dissolve à luz da manhã; doce raiar novamente a pulsar.
Seja a vida assim como é, na lágrima salgada do rosto; este sal, ao sol, traz sabor ao seu gosto.
Cícero Marcos
THE REAL VOICE OF POWER
Linda mulher,
dança carinhosamente,
passos elegantes e suaves.
Homens suados,
seguram os rifles,
e apontam a um passo.
Crianças gritam,
passam fome,
esperam que a seca as leve.
Outros, de roupas brancas,
chapéu de marca e sapatos,
que faziam a terra tremer.
A morte ninguém teme.
De verdade, fazendo acreditavas
em minha sintonia.
Raivas esquecidas das mortes vistas pelos olhos dos que caminhavam,
fúria inquieta dos pais que perderam seus filhos.
Mortes desnecessárias,
armas de fogo apontadas para o céu.
A coragem nos olhos deles era nítida e perigosa até mesmo para morte.
Onde estais, nosso Pai?
Por que não impediu isso?
Por que não os castigou?
Ainda sinto o grito daqueles que pedem socorro,
as vibrações dos tiros racham minhas paredes
e quebram meus espelhos.
Coragem mentirosa,
veio aqui
e matou aqueles que protegias.
Como será o choro de uma mãe
após perder seu filho.
Oh, como amavas aquele menino,
como gritavas com ele,
como elogiavas.
O caos tirou daquela mãe
o seu único fruto.
De guerras intensas,
homens marchavam
à frente de seus batalhões.
Muros eram construídos e erguidos,
E escravos, na escravidão, choravam.
Flores desmanchavam,
e lágrimas desciam.
Não foi pela revolução
e nunca existiu renovação.
O homem perdeu a sua moral.
Não existe mais ser puro.
Ainda sinto o ódio
daqueles homens suados.
Linda mulher,
já pare de dançar.
Ninguém mais olha para ti.
Todos eles já fugiram daqui.
Homens suados,
por que marcham?
O que um homem só
poderá fazer por vocês?
Raízes da Terra e do Mar.
Na dança dos tambores ecoa a herança ancestral
Cultura afro-indígena, raízes da nossa nação
Na pele, nas cores, a força de um povo imortal
Histórias entrelaçadas, em cada gesto e canção
Dos orixás aos pajés, o sagrado se revela
Em cada canto, em cada reza, a conexão divina
Na arte, na culinária, a sabedoria que se revela
Tradições que resistem, memórias que iluminam
Nas festas populares, a festa da resistência
Celebração da vida, da luta e da fé
Nos terreiros e aldeias, a força da existência
Entre rezas e cantos, a esperança se refaz
Cultura viva pulsando, no coração do Brasil
Afro-indígena é presente, é passado e é futuro
Nas danças, nos rituais, um povo em busca de paz
Lembrando sempre de onde veio e para onde aponta o rumo.
Hoje eu assistí
Uma luta sem igual
Os pescadores em uma dança para encontrar o seu ideal
Muita força nos braços
Uma alegria contagiante
Não era peixe, não era nada
Era a vida alí na rede
Era a roupa, era o calçado,
era o pão de cada dia
Eles cantavam
Assobiavam
Era lindo se se vê
O céu azul
O mar revolto
As garças a espreita tentando se alimentar
Vinha peixe
Vinha lixo
Vinha esperança
Indignação
A natureza precisa de respeito
É a fonte de renda
De uma nação
Nação de pescadores
BEIJA-FLOR ILUMINADO!
Você guia meus passos nessa valsa,
Na dança que acalma e embala,
Voando leve como pluma suave,
Na melodia que entoa meu amor!
Seus olhos me fazem ver
O reflexo de um novo brilho,
Entre beijos deliciosos,
Sentindo o cheiro da flor virginal!
Nesse aroma adocicado
Que invade a minha alma,
Como um beija-flor iluminado!
Gosto de você desde sempre,
Pois o tempo não se importa
Se fizermos dele infinito
Nossas façanhas mais sinceras...
Importa tão somente
Entender que este sentimento
Nos conduz além da morte
Em formas reveladas
No aconchego de nossas mentes...
Pois o limite só habita
Na forma plena do amor infinito.
Meu beija-flor iluminado!
JOÃO BATISTA BARBOSA
A Dança Poética a partir do Silêncio
As horas já estão avançadas. Mais uma vez, temporariamente, estou cercado pelo silêncio que, aos poucos, foi tomando conta. Entretanto, na minha mente, o seu poder não tem nenhum efeito; pois certos pensamentos despertaram e convidaram, gentilmente, algumas palavras para dançar uma dança poética. Tendo como plateia apenas o meu sono e a minha insônia, mostrando a eles uma apresentação intensa.
A Jovialidade de um Devaneio Poético numa Dança Audaciosa.
Ao avistá-la, eu fiquei fascinado, ela, como sempre, estava linda, serena, pensativa, expondo a sua jovialidade atraente e certamente trazendo aquela emoção intensa no seu coração; parecia até que uma arte veemente havia ganhado vida ou que a inspiração tinha sido personificada — presença marcante e bastante expressiva, cuja intensidade não se acaba, está cada vez mais viva na essência da sua alma.
Em pouco tempo, a partir daquela ocasião exata, a minha mente e os meus olhos ficaram impactados, entrei em um daqueles devaneios que a poesia me permite e logo, estávamos juntos em um belo cenário, onde a nossa euforia era verdadeiramente recíproca e sublime; um pôr do sol de verão já estava presente, nos proporcionando uma iluminação naturalmente calorosa, enquanto os nossos olhares conversavam intensamente.
A realidade a nossa volta prontamente foi congelada e de mãos dadas viajamos ao passado, fomos para uma época distante quando o essencial era mais valorizado; tudo ao redor está coberto por um nevoeiro, entretanto, conseguimos chegar até as margens de um rio, pois estava iluminado por várias estrelas; de repente uma canção intensa foi tomando conta, nos convidando a dançarmos sobre as águas uma dança audaciosa com o fervor das nossas almas.
A Última Dança
Se um dia o tempo decidir apagar os passos que deixamos pelo caminho, ainda assim o meu coração saberá encontrar o teu. Porque algumas histórias não precisam de lembranças para sobreviver; elas vivem no silêncio, no olhar e na certeza de que amar você foi o mais bonito dos destinos.
Quando nossas mãos se encontram, o mundo parece desacelerar. A música pode até parar, as luzes podem se apagar, mas o teu abraço continua sendo o lugar onde encontro paz. Cada instante ao teu lado transforma o comum em eterno, como se o universo inteiro respirasse no mesmo compasso que nós.
E, se a vida nos provar com tempestades, prometo continuar escolhendo você. Não pelas facilidades, mas porque o amor verdadeiro permanece quando tudo o mais muda. Quero ser o sorriso que acalma os teus dias difíceis e o abraço que te lembra que nunca estará sozinho.
Quando chegar a nossa última dança, não quero sentir tristeza. Quero apenas olhar nos teus olhos, segurar tua mão e agradecer por cada passo, cada riso e cada sonho que dividimos. Porque, mesmo quando a música terminar, o amor que escrevemos juntos continuará ecoando para sempre na eternidade.
Coração da Noiva
No silêncio leve antes do sim, teu coração dança em segredo,
como se cada batida fosse um verso que o amor escreveu primeiro.
Teus olhos carregam promessas que o tempo não ousa tocar,
e em teu sorriso mora o sonho mais bonito de se eternizar.
Vestida de esperança, caminhas como quem transforma o mundo,
e cada passo teu faz o destino parar por um segundo.
Teu coração pulsa como trilha de um romance sem fim, onde o amor te escolheu… e você disse sim.
E quando o altar testemunhar esse encontro de almas,
será teu coração quem guiará cada palavra e cada calma.
Pois ser noiva é mais que um momento — é sentir sem medida,
é levar no peito um amor que floresce por toda a vida.
natureza do amor
O vento não segura as folhas,
apenas dança ao redor delas.
O rio não exige que as pedras cedam,
aprende a encontrar passagem entre elas.
Talvez amar seja um pouco disso:
não prender, mas saber acompanhar.
Não moldar alguém à nossa imagem,
mas oferecer espaço para transformar.
Há raízes que crescem em silêncio,
há sementes que dormem no chão.
Nem tudo que parece parado
deixou de cumprir sua missão.
Que o nosso amor seja como a mata verde
livre, diverso e cheio de vida.
Que saiba respeitar as estações
sem fazer da mudança uma despedida
O teu bonito olhar feito de astros
que no meu céu parecem dançar
a Dança dos Engenhos de Farinha
da nossa Santa e Bela Catarina,
O quê estamos a imaginar vai
além do que a multidão imagina.
O culto e o desejo pela beleza
como fogo que não se apaga
nos mantém vivos e renovados,
e uma nova aventura acende,
Não é de hoje que encantados
há tradição em nós mutuamente.
Há festas em nós imparavelmente...
