Texto sobre a Primavera
SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA
Calmamente caminhei sem rumo,
Pelas alamedas encobertas pelos ipês lilases
Sorri ao convite do vento,
Suspirei profundamente,
Recitei o velho Blake.
No observar castanho onírico
Projetei a ânsia de viver
No firmamento límpido anil.
Aberto está o arcano sem nome;
O tempo será o juiz de minhas ações...
Eu, o algoz da sua sentença.
Logo será primavera,
cicatrizes de outrora se fecharão.
Um dia de cada vez.
Perseverei em face da incerteza do ser perante o nada
Inerme prosseguindo poeticamente.
Já não faz sentido empunhar o gládio em batalhas vãs.
Na sagração da primavera tudo renasce
com a unção das flores que sorriem no silêncio.
Apesar da primavera
Ser só em setembro
Vem aí a flor-de-Maio
Do mesmo criador
Da natureza toda
Para podermos observar
Com a serenidade no olhar
A beleza da criação
E que criemos então
Novas oportunidades
De sermos felizes
Com o que vem sendo
Nos proporcionado
Para que saibamos compreender
Os verdadeiros motivos
De viver em isolamento
Por um breve momento
Talvez seja
Olhar para dentro de nós
E vermos tudo o que precisa
Ser transformado em amor
Igual ao amor de mãe
Por seus filhos
Verdadeiro e único
E igual ao amor de Deus
Por cada um de nós!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
trago flores
junto com a primavera
que chega perfumando
deixando sorrisos
pela chuva que molha a terra
e nos tira da sequidão
nos abraçando calorosamente
e nos envolvendo em boas energias
renovando nosso jardim interior
com alegres beijos na alma!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
Sábado, início de uma noite maravilhosa em plena primavera quando me preparava para o mesmo ritual de dantes senti uma certa preguiça e acreditei que um dia sem aquela monótona rotina não faria diferença, dentro do casebre um silêncio ouvia barulho de grilo e coruja , sempre fui compenetrado em tudo que faço mais para minha surpresa este dia quebrei o protocolo e a exaustão falou mais alto estava estampada em meu corpo, nós animais racionais sempre somos assim "valentões" kkkk não tememos o breu da noite, uma barata voadora, uma noite chuvosa com raios e trovões, vultos na rua receio de encontrar uma alma penada, se é que existe espírito ruim RS RS , na madrugada a minha imprudência trouxe uma certa surpresa por volta das 04:55 ouvi passos pela escada, lembrei que não era mais criança e reprimi o meu sexto sentido o barulho nos degraus persistiu pensei em abrir um olho mais me contentei que era apenas um sonho na casa só ouvia som de respirações anunciando um boa noite de sono por outro lado eu estava inquieto o meu espírito me alertava não podemos ignorar esses sinais comecei ficar impaciente na cama quando ouvi gritos na cozinha mais que depressa corri em direção ao sinistro para minha surpresa a porta que da acesso a escada estava aberta vi um vulto no último degrau peguei minha arma e subi correndo igual um louco quando o indivíduo subiu o telhado da residência vizinha carregando algo pensei em atirar mais não tinha certeza se ele estava armado e não queria acordar a vizinhança pensei subir no telhado também mais com estou acima do peso kkk voltei para sala abri a porta e portão eletrônico sai como um luz corri meio quarteirão descalço e o meliante correndo sobre os telhados no meio da quadra ele foi inteligente pulou de um telhado para o outro tive que dar a volta na quadra corri 100 metros em 7 segundos quebrei Record mundial que era do Bolt já ofegante e com alguma esperança de encontrar o meliante fiz um adentramento tático em três casas em construção procurei em alguns terrenos vazio e para minha tristeza um gato viralata cassador covarde kkkkk fez sua refeição comeu minha calopsita
Ass. Gilson de faria
Ela é sol de primavera
Menina risonha que ri e sonha
Faz primavera o ano todo;
Dentro do próprio coração
Tem no corpo a poesia
E no olhar uma imensidão
Às vezes é de ser sozinha
Às vezes busca companhia
Entre todas suas idas, ela é de coração
Apaixonada pela lua
Mas tem mania de acender o sol
Mas nem sempre foi assim
Pra chegar até aqui;
Semeou canção no vento
E floresceu amor em si.
Como estamos perto da Primavera, vamos nos lembrar
do que a Natureza pode nos ensinar...
Um dos maiores ensinamentos que a Natureza nos dá, é a humildade...
Ela tudo nos dá, e apenas carinho nos pede...
Por que não a atendemos? Por que não aprendemos essa lição?
Osculos e amplexos,
Marcial
VAMOS APRENDER O QUE NOS ENSINA A NATUREZA
Marcial Salaverry
Para dizer a verdade, não é difícil, e apenas precisamos prestar atenção para aprender o que nos ensina a Natureza, entendendo que a grande magia da Natureza reside nas lições que ela nos dá. Apenas é preciso saber captá-las, saber entende-las. Claro que ela não nos fala, apenas se expõe, e nos mostra. Para ver, basta abrir os olhos, e para entender, basta abrir a alma, basta saber que ela é a grande obra de Deus...
Para bem captar, vejam o exemplo que nos dá a árvore, pois basta apenas um ramo dela, que já serve de sustentáculo para a transformação da Vida. Ela tem o poder de se recriar, de resistir às muitas mutilações que lhe são impostas, e é apenas com o golpe final, que ela perece. Assim como nossa vida, ela nasce, tem seu ciclo, e chega ao fim, mas quanta vida ela viveu...
Ainda lembrando que a feia e até asquerosa lagarta precisou recolher-se em seu casulo para se transformar em uma linda borboleta, num autentico milagre da Natureza.
Meditemos, pensando que apenas nessa fração de segundo, em que observamos essa imagem, podemos ter a noção de que tudo na vida é assim, em tudo e para tudo, sempre dependeremos de algo ou de alguém para nossa sobrevivencia, pois ninguém, nada, sobrevive sozinho.
Somos UM no TODO. Não deve existir a individualidade, mas sim, a solidariedade, e assim, devemos ser humildes para entender que sempre precisaremos de alguém a nosso lado. Nada somos sozinhos.
Com certeza, poderemos caminhar com tranquilidade para a transformação da vida, se nos dermos as mãos, eis que assim poderemos encontrar a Luz e refletir a beleza da Vida, se juntos estivermos. Nem que seja apenas para trocar ideias.
Cada um dos seres, sejam eles animados ou inanimados possuem em si a Essência Divina, que lhes possibilita a existência, razão pela qual devemos sempre respeitar cada uma dessas expressões de Vida, pois fazemos parte delas, como elas fazem parte de nós. Jamais poderemos nos julgar superiores a quem ou ao que quer que seja. Temos que entender que pode bastar uma minúscula bactéria para acabar com a vida da mais poderosa criatura do mundo, como estamos observando agora...
Respeita-las é nos respeitarmos. Ama-las é nos amarmos. Amor pela humanidade e respeito pela vida, é o que nos permitirá encontrar a felicidade, e somente a conseguiremos, se juntos seguirmos na caminhada, solidários, para não terminarmos solitários... Cada um fazendo a sua parte, com respeito e amor. Cada um cedendo espaço para que o Plano Divino se complete, entendendo que não existe a auto suficiência, e que ninguém se basta sozinho, e isso nos é ensinado pela Natureza...
Há que se entender que precisamos uns dos outros. E quando isso é negado, a Vida se encarrega de nos colocar em situações desagradáveis, dando-nos as lições necessárias para aprendermos a lição maior, que nos ensina que o sentimento maior, se chama HUMILDADE. E que esta humildade é a base de tudo. Humildade para reconhecer que todos precisam de todos para sobreviver. Ninguém é melhor, e nem mais importante do que ninguém. Para o ciclo da vida se completar é preciso essa lição entender.
E crianças, humildemente peço que todos, formando um círculo imaginário, todos de mãos dadas, desejemo-nos UM LINDO DIA, o que poderá nos ajudar a encontrar a tão almejada FELICIDADE, cada qual fazendo sua parte em benefício de todos, sabendo sentir-se juntos, ainda que distantes...
A primavera vem dançando,
Vem dançando à tua porta,
Sabes dizer o que transporta?
Grinaldas de borboletas voando.
Numa noite de primavera cheia de luar,
A luz que a lua mostra não é dela,
Mas o teu rosto brilha com ela,
O brilho não é dela, é do teu olhar.
Vem o dia brilhante, estás a meu lado,
O nosso amor brilha também,
A primavera dá tudo o que ela tem,
É tão bom, termos assim acordado.
Abençoada primavera perfumada,
Pelas flores que se vão abrindo ao calor,
As borboletas formam coroas de amor,
À volta das flores, a primavera é minha amada.
Nesta primavera aos teus pés me ajoelho,
As borboletas voam, cada uma de sua cor,
Com elas à tua porta sinto o teu amor,
As borboletas pousam no teu cabelo.
Sorriste choraste ao mesmo tempo,
Derramaste lágrimas de felicidade,
Deste-me a tua mão com vaidade,
As borboletas chegam com o vento.
Nesta primavera juntamos o nosso amor,
Desta primavera jamais vamos esquecer,
Com toda a minha vontade e bem-querer,
É para ti esta linda rosa minha flor.
Assim as nossas almas se fundiram,
À nossa volta vem as borboletas a esvoaçar,
Pousando no teu cabelo comprido a saltar,
Desta primavera elas não se esqueceram.
Viver à Pressa
Flor que nasce na primavera,
Olho para ti, pareces tão bela,
Cesso o meu passo para te olhar
Até à noite te procuro ao luar.
Flor que ignora as garras do tempo,
A hora não passa enquanto contemplo
A cor que não te envergonhas de ser,
Até quando o mundo não te está a ver.
Flor que só vive do sol e da chuva,
Ouves tudo o que o vento murmura
E guardas segredo como se tua voz fosse,
Em estranha humildade que me sabe tão doce.
Flor que aos meus olhos perdidos é pedra,
Já não és novidade que o meu olhar espera,
Mas continuas sorrindo na sábia certeza:
Não é do olho que olha a tua beleza.
Flor que me observa enquanto eu passo,
Os meus olhos para ti já não têm espaço,
Inebriados bebem do que não interessa,
Não sabem sentir porque sentem com pressa.
Flor que está ao longe acredita em mim,
Um dia terei força para voltar ao jardim
E perceber que mais vale cessar o meu passo
Que caminhar errante sem à beleza dar espaço.
•Textos. Nada mais que, textos.
N°02
(Primavera no Outono)
Estação sem com
deserto está, teu coração
de certo és, jardim sem flor!
Suave tristeza, tímido sorriso,
sutil flui ternura, terreno fértil sou, (!)
sussurra em gritos, germina em me, (!)
me traz amor, amor torna-me;
Jardim com Flor! ...''pássaro canta''
Remexida ficou, foi semeada;
Brotar fez, feliz alvoroçar;
Estação da Cor! ...''tarde perfumada''
Da alma exalar, essência natural;
Corporal extasiar, espírito vital;
A luz resplandecer, o irradiar;
Ao se preencher, ao se compartilhar;
Benção dos céus
no deserto, chove
oásis, teu coração!
Estamos na primavera uma boa estação para plantar o coentro. Utilizo ele como tempero na preparação do alimento.
Vou plantá-lo num canteiro de minha horta. Ele já está pronto. Fiz a mistura da terra com estrumo. O canteiro facilita o cultivo na hora de fazer a limpeza.
A água que tenho no barreiro é pouca e preciso aproveitá-la bem. Semearei as sementes no canteiro. Regarei, adubarei, cuidando bem da horta. Assim ela produzirá o coentro que necessito para preparar o alimento de todos os dias.
Toinha Vicentina (1911-1998)
PRIMAVERA SEQUIOSA
Ó como a primavera caducou
Olha o cerrado, de letarga vida
- Ó chuvada, Vê! a triste ferida
No sertão, que a sorte faltou...
Tudo dorme, a ilusão perdida
Chora em derredor, chorou
A dor doída, que não rematou
E a forração que se fez abatida
Sequioso, que desdém o teu
Ó tempo, sem encanto seu
Sem canto, cor, sem graças
Quão desbotada a primavera
Sem hora, ó chuva em espera!
Ela que floresce quando passas...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro
Música silente
Postas mãos...
brancas, taciturnas,
alvas feito Jasmim
na primavera...
Noturnas!
Nenhum toque de gaita,
à boca se desenhou.
Era o fim... Porque a canção se cansou.
Nenhum sopro... Nem tom.
Borboletas azuis pousam na tela,
voando dos pincéis, outrora em suas mãos,
e agora, voam pelos ares em procissão...
Tudo silente, emudeceu
A canção se cansou e dentro da gaita se recolheu.
Neste sonho,
depois da chuva de primavera,
a cortina de pérolas desce do céu,
resvala a relva ruiva
da inspiração do encontro:
pérolas de orvalho
irrigam a palma nua dos meus pés.
Há um outro lado da cortina
como a página de um livro? – eu penso.
Oh! ela se esvai com o sol
relógio das estações.
Mãos de seda dobram o tecido,
zelosas das gotas de orvalho,
e o recolocam no útero da árvore.
Um homem vem
puxando uma carroça de junco
cheia de pétalas rosa chá
e passa sem deixar nem mesmo
o perfume da sua presença.
Em minhas mãos vazias
um punhado de sementes
pequenos pássaros sonolentos.
Flores de hera
Por ti, na primavera
Caminhei na chuva
Em busca das flores de hera.
Mas sobre ti me enganei...
Tal qual a hera, que não produziu flores
Nem mesmo no fim da primavera.
Esse amor infértil
Também nunca me ofereceu nada
A não ser anoiteceres e madrugadas.
Nunca sozinho um ninho fez para sua amada.
Nem derramou pétalas sobre nossa cama desarrumada.
Porém, tal qual as flores de hera!
Nem um ramo me oferecia.
e nunca, nunca, a mim, tentou ser primavera.
Ainda estamos na Primavera, que está quase se despedindo,
mas sempre é tempo de saudá-la com amor no coração...
Para falar de amor, nada melhor do que
uma valsa, para dançar com amor,
uma poesia, para dedicar a quem se ama,
e uma rosa, para oferecer com amor e carinho...
UMA VALSA... UMA POESIA... UMA ROSA
Marcial Salaverry
Uma poesia musicada...
Música e poesia, sempre de mão dada...
Uma rosa ofertada...
Produtos de divina inspiração,
a nos alegrar o coração,
em devaneios, nos domina
o corpo e a alma...
Sempre nos acalma...
Invade nossa mente,
com suas rimas, com seu ritmo...
Completamente arrebatados,
pela fantasia etérea, apaixonados,
ouvimos inebriados,
bailamos enlevados...
Poetas, não deixem de escrever...
Faz-nos com suas rimas viver...
Compositores, não deixem de compor,
aliviando assim nosso sofrer, nossa dor...
Vem meu amor querido...
Esqueça um momento sofrido...
Pela poesia que estou a declamar,
venha me amar...
Com a música que está a tocar,
vamos dançar, pelo salão rodopiar...
Nossas penas olvidar...
Vamos flutuar nas ondas de nosso amor...
Entreguemo-nos a esse delírio sem dor...
Nos mares a navegar...
Nas nuvens flutuar...
Pegue minha mão, sinta a emoção
que faz palpitar meu coração,
quando estamos esta música ouvindo,
e a poesia em nossa alma sentindo...
Doce embalo para nosso amor...
Aspire o doce aroma das rosas...
Vamos da Primavera nos despedir...
Marcial Salaverry
ventos da primavera
De beleza primaveril
Trazendo a leveza das cores
Dos tons triste do frio inverno
Para a alegria das cores
Em ti reluz a pureza da rosa
Ao sabor dos ventos que traz as sementes para um novo amanhecer.
Deusa da primavera
Em ti está escondida todas as beleza de uma estação.
De gestos pudico, tão leve como o vento, que passa acariciando uma magnólia.
A timidez como pintura, sim, uma Vênus de botticelli, sendo soprada com ventos de zephyros e coberta com rosas de flora.
Tendo a luz do sol para revelar todo o seu esplendor.
Trazê nos a alegria das flores
Os cheiros da primavera
Os sons alegres dos pássaros.
Em ti está todas as belezas da natureza.
Floreando...
Você chegou e fez primavera em mim.
Obra primeira de minha vida, chegou pra ser flor e florir meu coração carmin.
Em dias de sol, passa graciosa e nos arrebata os sentidos.
Em dias nebulosos, seus risos ficam contidos.
Flor do meu viver...
Vem florear, vem florir meu caminhar.
Vem florear, vem floreando o meu penar.
Era um dia de primavera num dia que ficaria para a história das nossas vidas, dos nossos avós, dos nossos pais e da nossa geração um dia que só tem um nome LIBERDADE.
Era um Abril de amigo Abril de trigo.
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus e amor e aventura.
Abril de novos ritmos novos rumos pelas estradas, pelos céus e pelos mares.
Era um Abril comigo Abril contigo e com o povo português.
Ainda só ardor e sem ardil mas muito amor e alegria.
Abril sem adjectivo Abril de Abril.
Uma primavera de cravos e vinhos e fado.
Era um Abril na praça Abril de massas ouvindo os fadistas e os copos de vinho a tocarem de forma cintilante.
Era um Abril na rua Abril a rodos pelas ruas de Portugal.
Abril de sol que nasce para todos e todo o nosso encanto.
Abril de vinhos e sonhos em nossas taças.
Era um Abril de clava Abril em acto.
Em mil novecentos e setenta e quatro.
Era um Abril viril Abril tão bravo e aventureiro.
Abril de boca a abrir-se Abril palavra e gritando ao mundo VIVA A LIBERDADE VIVA A LIBERDADE.
Esse Abril em que Abril se libertava pelos mares e pelos céus.
Era um Abril de clava Abril de cravo e vinho e amor.
Abril de mão na mão e sem fantasmas mas sim de anjos e deuses.
Esse Abril em que Abril floriu nas armas e nas garrafais.
Este dia é um canteiro de obras do amor e aventura.
Com flores todo o ano a encantar Lisboa e Portugal.
E veleiros lá ao largo do amor.
Navegando a todo o pano e beijando o amor.
E assim se lembra outro dia febril de prazer e excitação pela LIBERDADE.
Que em tempos mudou a história das nossas vidas.
Numa madrugada de Abril,
Quando os meninos de hoje já são homens e guerreiro e heróis.
Ainda não tinham nascido e já eram heróis e guerreiros.
E a nossa LIBERDADE.
Era um fruto prometido,
Tantas vezes proibido mas vamos festejar.
Que tinha o sabor secreto da LIBERDADE.
Da esperança e do afeto da LIBERDADE.
E dos amigos todos juntos a gritarem LIBERDADE.
Dbaixo do mesmo teto.
Nós temos sempre necessidade de pertencer à alguma coisa; e a liberdade plena seria a de não pertencer a coisa nenhuma mas sim de termos o prazer de desfrutar a vida.
Mas como é que se pode não pertencer à língua que se aprendeu, à língua com que se comunica, e neste caso, a língua com que se escreve e grita se LIBERDADE.
Se o leitor, o leitor de livros da LIBERDADE E DO AMOR E AVENTURA; aquele que gosta de ler, não se limitar à quilo que se faz agora, se ele andar pra traz e começar do principio, e poder ler os primitivos e os grandes cronistas e depois os grandes poetas românticos e aventureiros, a língua passa a ser algo mais que um mero instrumento de comunicação, transformando-se numa mina inesgotável de beleza e valor, de amor e numa só palavra LIBERDADE.
VIVA A LIBERDADE.
VIVA A LIBERDADE.
VIVA A LIBERDADE.
VIVA A LIBERDADE.
Era um dia de primavera num dia que ficaria para a história das nossas vidas, dos nossos avós, dos nossos pais e da nossa geração um dia que só tem um nome LIBERDADE.
Era um Abril de amigo Abril de trigo.
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus e amor e aventura. Abril de novos ritmos novos rumos pelas estradas, pelos céus e pelos mares.
Uma primavera de cravos, vinhos e fado.
Não deixe esse tempo lhe corromper
A cada primavera.
Eu sei.
Esperança.
Com a capanga vazia.
Quem deixou essa herança.
Nesse mundo sórdido.
Construindo a vida entre trancos e barrancos.
O sonho do pódio.
A sociedade violenta causando danos.
Um teste.
Uma prova de vida.
Promessas e enganos.
Não permita se a perder.
Não deixe esse tempo lhe corromper.
Você deveras será sua própria unção.
Capaz de deter o canhão.
A voz que reprime.
A ocasião desse regime.
Não, amigo irmão, cale se não.
Bem sei do seu prato.
Um bandeco furado.
Pipoca no almoço.
Única refeição do moço.
Mas nessa garfada aos milhos.
Que se lateja a poesia.
As letras ao trilho.
Formando seu caráter.
Copiando detalhes.
Ai de ser por essas estradas.
Encontrarás novos sabores.
De enganos e tropeços.
Ai de surgir novos amores.
Giovane Silva Santos
