Textos poéticos: versos intensos e exemplos para se inspirar
Palco Poético.
Por um lado,
Somos dramaturgos na escrita , na vida e etc...
Por outro lado,
Somos um melodrama com certos personagens que criamos em nós mesmos e com quem convivemos.
Somos colecionadores e telespetadores de cenas reais e irreais.
Dedico esse poema aos dramaturgos dos palcos teatrais.
Uma cena!
Uma palavra !
Uma atitude pode mudar o contexto de uma vida ou de uma peça de teatro.
Conflitos entre olhares.
Damos então vidas aos cenários principais.
Moças dramáticas nas verdades e nas ilusões.
Cortinas coloridas que nunca se fecham.
Modo automático no que faz.
Rapazes de boas competências.
Um atrito na comédia que merece aplausos.
Telenovelas vivas.
Significados de um jardim de jasmim em suas escritas.
O Poeta cênico escreve.
Na Alma cinematográfica corre um alfabeto nas veias.
Atua como membro acrobático que não é unilateral,
Suspense!
Drama, ação e terror.
Na vida que levamos no dia a dia.
Somos todos dramaturgos.
Nem que seja um pouquinho.
Somos sim.
Artistas, viventes nessa vida real.
Personagens vivos.
Somos nós mesmos.
Dono de cada texto ou peça teatral.
Na dramaturgia da vida.
E que não tem ,
Outra igual...
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Departamento Poético.
Nos ombros,
Uma mochila.
Por dentro,
Uma alma poética.
No coração,
Uma administração conjunta com minh'alma.
No cérebro,
A inspiração explode a todo segundo,
E ele é um território inabitável.
Os olhos,
São os setores da minha ilusão.
As repartições administrativas causam-me uma subdivisão.
Cada fotografia a mim apresentada,
É um poema que coloco em ação.
No meu ramo investigativo,
Vou vasculhando a literatura de cabeça para baixo.
Uma seção eu reservo para subtrair as fragrâncias das flores.
Em uma sala específica,
Faço dela um laboratório de análise.
Entre outras,
São as que vivi , sorri e sofri.
Algumas são motivos de distrações.
A minoria vem das imagens que meus olhos filmaram nesse belo e imenso universo.
Cada setor tem suas diretrizes,
O meu serviço é esse !
É escrever dentro do distrito da minha imaginação.
Pois esse é,
O meu departamento poético......
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
POÉTICO SONETO
Pode passar o tempo, seguidamente
Pode haver estória sem ter fomento
Mas quando o poeta fica sem alento
A prosa se torna morna inteiramente
Anos a fio, tendi ir em frente, tente!
Ou viver somente carente e sedento
O fado, por certo, deixará fragmento
E o versejar não terá parte da gente
O poema chora, fica contente, é amor
Desta vertente a sensação é um teor
Tem prazer, dor, mas nunca obsoleto
Tudo, o acaso, ao trovador é paralelo
Traçando um sentido delineado e belo
Contado, então, num poético soneto!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
27 agosto, 2022, 19’36” – Araguari, MG
SONHO POÉTICO
A poesia possui corpo físico. Sente dor, alegria e tristeza.
Sobretudo é sentimento que freme.
Qualquer um pode escrever um poema porque isso é expressão de sentimento, intrínseco a qualquer ente. Quando adolescente toda mocinha, todo rapaz, guarda em seu diarinho algumas frases de amor, rebeldia e desilusão.
Embora mais tarde quando as encontra-las, quase esquecidas, amasse em bolinha e descarte. Ou talvez alguns guarde-as consigo para a posteridade. Mas a vida contemporânea nos torna produtos comercial. E isso nos desalenta da produção literária, quase que involuntariamente. Pois quando somos rotulados “responsáveis, racionais”, partimos em busca dos bens frívolos na intenção de uma suposta aceitação social.
- A poesia em sua essência, não!
- Essa subverte...
Porque a arte por si só não permite negócio.
Ela possui a magia de oferecer sentimentos e sentido às coisas.
Já dizia o poeta Leminski o ato de escrever
A linguagem da poesia é um ambiente de santidade.
De tal maneira a fazer aplacar ou indignar o sonho poético.
Eu estou muito cansado da vileza de tudo que não é natureza.
Porque a natureza é a representação da arte.
E a arte materialização do Deus imanente.
Nem mesmo a vasão dessa solidão que carrego sobre os ombros me alenta.
A potência e fragilidade da vida, o nada que a gente representa diante disso.
- A humildade diante de nossa condição frágil
- De nosso próprio espirito imperfeito assusta
- E com a prudência do sábio
Me refugiu na santidade da poesia como essência da vida.
POEMA, SONHADOR
E vamos assim: olhos cerrados, inspiração
em um sonho poético, encantado e gentio
prosas com asas, desatando a imaginação
e, na ilusão: a sensação e a criação no cio
Por entre as mãos, um versar apaixonado
sussurrante de amor, a muitas horas a fio
onde há de ter uma trova de terno agrado
e supremo aparato com um doce arrepio
Que feliz role o sonho, no poema sonhador
tal qual nas noites românticas com luares
resguardando o verso em um largo sorriso
E que nada altere a este talante sedutor
que seja sentimental apesar dos pesares
pois, sonho, pro poeta, é sempre preciso!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
27 de abril, 2022, 19’36” – Araguari, MG
Oceano poético
Nas profundezas do oceano, pulsa seu coração.
Existe em seu pulsar, um romantismo tão profundo e oculto, como poesia.
Nas ondas de seus mares, estão os versos de sua canção.
Que ao luar expõe majestoso, toda sua maresia.
Oceano poético, seu mistério é o amor pela Lua.
Toda noite aguarda por sua companhia.
Observa brando e encantado, por um sentimento recíproco, uma relação pura.
Assim, esse par romântico, faz da noite uma poética harmonia.
(Edileine Priscila Hypoliti)
(Página: Edí escritora)
Ó TANGO QUERIDO!
Ritmo poético! O bailado em prosa
Versos de um amor não esquecido
Que no teu âmago foi adormecido
A ilusão cheia de perfume de rosa
Bandonéon sofrente, sussurrante
Que desperta o peito e nele brade
Num compasso pesado e vibrante
O instante de evocação a saudade
Ritmo d’alma, de sensação errante
Que leva o sentimento tão distante
E traz comichão ao coração sofrido
Ah! balada de insânia dum passado
Sonhos, devaneios, desejo sagrado
Inesquecível paixão, ó tango querido!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12 março, 2022, 17’00” – Araguari, MG
O pulsar de um coração poético
Tranças que tramam;
Inflamam a quem amam;
Resultado de um eletrocardiograma;
Difamam que até se esparramam.
Onde não há cronograma,
Sem medidas a quem proclamam.
Versos que vieram e acabaram na lama,
Reclamam das escamas.
Feridas que embalsamam
E tudo se acaba na cama sem a tal tão sonhada fama.
Não falo do Amor conjugal,
Falo do pacote de frases sem sal;
Que por anos estavam guardados na gaveta da minha existência.
Falo do poema, falo da poesia, falo da mídia, falo de mim e falo do verbo.
E seria capaz até de falar da "Vida".
Por final, falo da ilusão que um dia foi colossal,
Onde certos condimentos
Não são capazes de realçar o sabor,
Nas imaginações que perderam
A moral.
O agudo de minha voz,
Ecoa e não há quem diga que não doa.
No grave,
O bater das asas é rústico e amortece a mente do velho Poeta,
Até no voar das suas
Inspirações.......
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Paraíso Poético.
Tua boca,
Meu olhar.
Teus olhos,
Meu luar.
Meu Paraíso Poético.
Submeto-me agora na ciência oculta.
Minha consciência é inexplicada.
Não te comparo com o tempo.
Mas é ele quem me faz isso escrever.
Minhas inspirações são conduzidas pelo vento.
Elas cambaleiam no sabor dos seus lábios.
Sou apenas um verso que ainda não começou.
E seu olhar me faz inspirar,
O verso mais puro do Amor....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Mundo Poético
No meu mundo Poético
Submeto-me à ciência oculta,
E em uma consciência inexplicada,
Não me comparo com o tempo.
O tempo é quem me leva.
Minhas inspirações são conduzidas pelo vento.
Cambaleiam até nas altas tempestades.
Sou apenas um verso que ainda não começou;
Sou um poema ainda não esperado;
Sou um pássaro em busca de um ninho;
Sou o cotovelo do mar agitado;
Sou uma criança que chora por nada.
Muitas vezes nem sei onde foi parar a postura.
Sou uma máquina que ainda não foi fabricada;
Sou o tear que tece a teia sem nela ter tocado;
Sou um acorde de uma melodia improvisada.
Repentista que tem nas veias um sangue que fervilha por dentro sem ser notado.
Os meus icebergs desmoronam.
Os pinguins fazem suas migrações.
E os cisnes,
Voam para outros continentes,
Em busca de um clima gelado.
Assim é esse Poeta...
Que escreve tudo sentado no próprio sonho de uma calçada.
Sentado ou caminhando eu sei que vou.
Sem destino e os desatinos deixo bem longe,
Por algum lugar dessa minha,
Jornada......
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Verso criminoso.
Sou pássaro voador
Quando um verso poético me machuca
Vou em busca de uma cura
Em seu ombro
Tenho o remédio que tanto preciso
Ah! Se não fosse ele
Voaria sem rumo para outro lugar
E o verso criminoso
Me perseguiria até que eu não mais te encontrar.......
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Confuso Coração
Confuso coração que habito
Nas emoções chego a me perder
Parece um poético labirinto
A poesia é uma saída que posso ver
Vejo sentimentos que possuo
E outros que tentam me possuir
Fazem de mim um receptáculo
E me obrigam a escrever o seu sentir
Da mente chove pensamentos
E os versos pingam no meu chão
Faço das rimas os meus passos
Peregrinando neste confuso coração
Alan Alves Borges
Livro Confuso Coração
Testemunho Biografico Artistico e Poetico
Emanuel Bruno Mota Veiga Andrade nascido em 1976 pintor e poeta, em ascensão com crença em Deus nomeadamente em Jesus cristo, acredita que que a conexão traz maior união. Felicidade e amor e na partilha entre uns outros podemos ter mais sustentambilidade e o ambiente entre todos é de maior felicidade, a natureza as pessoas, o universo como todo imaterial e material são fontes de inspiração para minhas obras, as minhas vivências e o que está no meu intimo sai de mim para as telas em cores suaves e tons claros o divino dá-me força adicional para trilhar esta jornada, e escrever palavras que saiem também da minha informação genética de meus anscetrais, que se denota e ecoa na escrevo, partilho os meus trabalhos a nivel nacional e internacional, tenho algumas solicitações para venda, . Partilho em redes sociais, na internet , youtube, Artmajeur e artmo tenho blogs e divulgo o meu trabalho a nivel internacional, e naacional como também tenho uma interação com diferentes culturas.
Sou autotidata e tenho desempenhado um arduo trabalho, Com um arduo trabalho com gosto no empenho, dedicação e motivação no acto do fazer melhor segundo as nossas capacidades, vamos fortificar-nos e outros e dar bons frutos.
Obrigado
TÃO POÉTICO E SUAVE
Tão poético e suave se apresenta
Um verso, quando, então, poeta
O amor. E que a paixão completa
Com suspiros e emoções secreta
Sente-se louvada e mais profeta
A sensação, mais cheia de meta
De acaso, que na rima se aquieta
Sobre a alma de graciosa faceta
Fascina tanto a quem lê e tanta
Fascinação enfeitiça e encanta
Que não o crera quem não lera
Dos seus versos emanar parece
Cânticos ternos que enternece
O sentimento cheio de quimera.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
16/10/2024, 12’05” – cerrado goiano
O ANALFABETO POÉTICO
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Em meio à fauna amorfa dos que não sentem,
ali está ele – com seu ódio tão peculiar.
A Fome dos outros não o comove;
a Injustiça não lhe diz respeito...
A Guerra? Não lhe tira sono.
Mas a Poesia, isto sim...
Como o incomoda!
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O Analfabeto Poético
diz que só quer viver a vida,
mas não percebe que a vida viva
depende crucialmente da poesia.
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Vaidoso, ele estufa o seu peito esnobe,
orgulhoso de sua pretensiosa racionalidade;
sem impedir que se inflame a barriga infame,
deixa à vista o seu vasto vazio de sentimentos.
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Lá vai ele, vestindo o rosto com seu riso bobo,
suspenso por um fio fino, e tão previsível.
Sempre pela mesma estrada!
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Zomba dos que sentem,
despreza os que fazem versos,
e nunca amou as mulheres
(no máximo,
intrometeu-se entre elas).
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O Analfabeto Poético
admite a Política, mas não a Poética;
Não sabe que a verdadeira Política
nutre-se intimamente da Poesia.
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Ele pretende mudar o mundo
com pequenas operações cirúrgicas,
a golpe das mais descuidadas marteladas,
ou com a triste frieza das canetas tecnocráticas;
mas não tem a sensibilidade poética para perceber
o que precisa ser mudado.
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O Analfabeto Poético, bem armado e mal amado,
reconhece a Ciência, mas não a Poesia.
Não compreende que não há ciência
sem que esta tenha em si poesia.
(Em sua matemática rústica,
ele confunde ciência
com tecnologia).
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Sabe talvez ganhar dinheiro, o Analfabeto Poético.
E o reverte para ganhar ainda + mais dinheiro +.
O que tem tudo isso a ver com a Poesia?
Ele pergunta, sem desejar resposta...
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Pede o prato mais caro, sem capacidade de saborear.
Compra um sistema de som de alta fidelidade
sem ter nenhum gosto para a Música.
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Ouviu falar das mulheres belas
e por isso deseja comprá-las
para exibi-las a outros como ele.
Quando sucede aparentemente tê-las,
não consegue extrair delas um simples sorriso
realmente verdadeiro.
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Ele não percebe que, para que a luz do sol adentre
a inexistente janela da sala de pregões da Bolsa de Valores,
é preciso ter capacidade poética para perceber a luz, para além da luz.
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O Analfabeto Poético declara-se um homem prático...
Por sua vontade, seriam abolidos os livros
que não fossem tratados ou manuais.
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Por ele não haveria música,
não fluiria o pranto,
não transbordaria o riso...
que não fosse mero deboche.
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Munido de algumas frases,
para dizer nas horas mais erradas,
lá se vai ele para a sua ruidosa festa.
Nela, o Analfabeto Poético dissolve-se
em meio a todas as banalidades.
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(1990. Dedicado à genial obra poética, dramatúrgica ensaística e política de Bertolt Brecht).
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[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Cronos, vol22, nº1, 2021]
MÉTODO POÉTICO
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Meu método?
O mesmo das Estrelas.
Primeiro, surge uma ideia –
vaga, ou mesmo fantasmagórica.
Ou então uma combinação inesperada
de palavras, por vezes embaraçosa...
Talvez – quem sabe – uma imagem
cujas estranhezas e travessuras
afrontem todos os cânones.
Uma eloquente frase
que cale ao peito
solitária:
sincera
lágrima.
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Em uma palavra: Poeira
– nuvens de poeira desgarradas
vindas dos confins da mente
e das bordas do acaso.
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Mas então, depois de muito vagar pelos meus arquivos,
ou de pairar errantemente sobre os meus sonhos,
algumas delas começam a se combinar
– como se, irmãs, viessem
de famílias distintas –
E eis que surge,
alegre,
a Gravidade,
pronta a juntar em um só giro
o que se queria disperso e sem mais rumos:
Ansiosa para, com violenta ternura,
moldar a forma.
.
Por fim, emerge,
do caos girante, uma estrela
– supremo milagre no delirante acaso
de um universo improvável
em sintonia fina.
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Faz-se o Poema
– estranho acontecimento
cuja tenra fornalha interna
queima a pretensão
de alimentar
as almas...
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A ti parece, este, um método por demais aleatório?
É porque não sabes de toda a paciência que foi necessária
para não limpar intempestivamente a poeira errante
que por tanto tempo pairava nos escuros céus
dos meus arquivos, sonhos, lembranças.
Quantas vezes fui tentado a deletar
um quase-embrião de verso,
ou quis me desfazer
da tal metáfora
tão desajeitada!
Mas ouvi a voz:
Guarda este pó
que de ti vieste.
.
Sem esta paciência,
não seria possível a criança:
ver, do poema, a forma brotar esperança
como flor que redefine as suas próprias pétalas
e decide, magnífica e hesitante,
se pétalas terá...
.
Ver, da alma poética,
redesenhar-se certo corpo
quando é corpo o que se quer...
E, quando não é isto o que se almeja,
aceitar-se como alma pura-chama,
ou reconhecer-se, mesmo,
tão somente como pó.
a dignidade do pó:
despretensioso,
periférico,
errante.
.
Este é o método:
render-se ao que se tornou possível
no oceano do improvável
com a bem ajustada
sintonia fina.
Respirar
a poesia
como destino
que se fez do acaso...
.
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[BARROS, José D'Assunção. Revista Sede de Ler, 2024]
SOBRE MEU SENTIMENTO POÉTICO
By: Harley Kernner
Como arquiteto de poesia, construo monumentos de palavras que celebram o amor e a vida. Meu coração é um tesouro de sentimentos profundos, as minhas escritas são um reflexo dessa riqueza emocional, que trago no peito da minha alma.
Trago comigo o segredo de amor verdadeiro que é um tema recorrente em da minha obra-prima, fora dos livros editados, onde sugiro a mim mesmo a buscar, e expressar-me a essência do amor em minhas próprias palavras.
Meu jeito e intenção das minhas poesias, é um convite para que os leitores se percam nos labirintos do coração, movido por uma emoção, no final descobra a beleza e a complexidade do amor, nos seus interiores.
Mesmo no anonimato, e na galeria dos poetas leigos, me sinto um arquiteto de poesias, por trazer no âmago da minha alma, um coração
- Sensível
- Profundo
- Romântico
- Criativo
- Emocional
- Introspectivo
- Autêntico
E o segredo do amor verdadeiro que trago comigo, desde a minha meninice, é, e será um mistério que só minhas poesias poderá um dia revelar.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias
Escritor Particular
Poeta Sem Livros
CERRADO EM FLOR
Como é poético sentir a primavera
Quando de flor recama o cerrado
O matizado tinge, o aroma impera
Boa-nova, vida, sertão demudado
Tudo encanta, canta e reverbera
O céu com o um azul ensolarado
O escurecer estrelado, em espera
O eclodir em graça, ali desenhado
A primavera no cerrado, anuncia
Inspiração num verso perfumado
Ornado de alegria, e tenra poesia
Então floresce o fascínio, ao lado
Do amor, da beleza, tudo é magia
Afinal, é a primavera no cerrado!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
18 abril, 2024, 06’32” – Araguari, MG
Amor poético
O amor poético é retratado como uma experiência transcendental, onde os amantes se entregam à beleza e a profundidade dos sentimentos. É descrito como uma sintonia de emoções, onde cada interação é uma expressão artística. A vulnerabilidade é celebrada, pois os amantes se entregam sem reservas, confiando na imortalidade dos sentimentos compartilhados. Apesar dos desafios, o amor poético persiste através das eras. Inspirando poetas e amantes a sonhar e a criar suas próprias histórias de amor duradouro.
EM LOUVOR DO AMOR
Tão gentil e poético se apresenta
A poética quando ao amor elogia
Deleita, espreita e fica em regalia
E a prosa de ardor no prosar tenta
Sentindo-se plena, é singular via
Olhar, toque, alegria e tão atenta
Sentimento, prazer que acalenta
E em suas linhas a cortês poesia
Agrada tanto a quem a ler e tanta
Empatia infunde no tom que canta
Que não a crera quem não sentira
E, dos seus cânticos exalar parece
Forte sensação que a alma aquece
Palpitando o poetizar que suspira!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
11 maio, 2024, 18’15” – Araguari, MG
