Textos poéticos: versos intensos e exemplos para se inspirar

⁠Um dos animais mais ferozes do mundo é o tubarão, grande, forte e cheio de dentes, mais o animal que mais mata no mundo é o mosquito, então sua aparência de mal não quer dizer nada, sua raiva não quer dizer nada, sua força não quer dizer nada, por que o veneno vem de quem menos esperamos...

Inserida por Carlosjuniorpoetico

CURVAS DA VIDA
(27.11.2018)

Nas curvas da vida,
Vou levando meu ser poético
Para caminhar pelos campos,
Tendo o contato com a natureza.

Sim, se isso não é amar,
Não sei então o que é amor!
Será incompromissível esta palavra?
Bem, verdade! Não a conhece inteiramente.

Entretanto, posso sentir com os sentidos,
Tocar com os versos dos quais escrevo,
Presenciar através do olhar do ser humano,
E meditar a partir do seu significado pra mim.

Então, me banho na perfeição do tempo,
Envolvendo-me em seus encantos.
Preservando a alma do qual possuo,
Conversando com a imagem que tenho.

"
Um nó, dois nós
Eu, mais um ou mais, um ser simplesmente
O eu poético do verdadeiro encontro
Nó, no plural, nós
Se o nó é na garganta e um de nós aflito
O outro sossegado, erudito, tem o antídoto
E assim, sucessiva, alternada
E alternativamente, amigos
Do saber, no lazer, no ócio e no labor
Buscando o equilíbrio, temperante
Dás-me que dou todo meu ser
Todo meu querer ser
Todo ouvido, havendo ouvido
E por seus conteúdos movido
Cada indivíduo vai e ver vir ávido dizer...
Conte comigo!
Práxis edificante"

Na tentativa de resgatar o passado, viajei na maquina do tempo e me deparei com o Niilismo poético, o qual me inspirou para escrever estes versos; espero que apreciem.


NULIDADE
Depois de tantas andanças
E exaustivas caminhadas
Deixo para trás minha infância
Aproximo-me da ultima morada.
Com olhar desconfiado
Tento ver mais além...
E vejo meu passado,
Uma terra de ninguém.
Sem nenhum heroísmo,
Nem pequenas vanglorias,
Muito menos um sorriso
Para enxugar as lágrimas agora.
Fecharei os olhos, não há outro jeito!
O que me importa é que irei descansar...
Para onde vou não me desrespeito;
Sequer lamento por não poder ficar.
Se ao menos minhas poesias fossem lidas
Eu não morreria no anonimato
Mas, para isso eu careço de mais vidas
Para não tornar-me como os Espartos
Quem faz versos assim como eu
Tal vez possa me compreender
Quem sabe até já sofreu
O que eu ainda possa sofrer.
Finalizo agora minha lamúria
Para não enfadar o leitor
Aplacando essa fúria
Dessa nulidade que sou.

Presente Poético

Deus me deu a luz da criação...
Com ele eu invento histórias,
Crio versos, reviro do avesso,
Formo poesias e brinco com elas...

Deus me deu uma graça irreconhecível de ser feliz,
De viver a vida sorrindo
Mostrando que tudo é belo
Para que nessa beleza toda, vivamos felizes...

Deus me deu muito amor,
Para amar a todos,
Sem miséria e retraições
E por isso sou feliz,
Por ter amigos como paixões...

Deus me deu a fé,
Foi deus que me deu a vida...
Foi deus que me tudo,
Deus me deu até o que eu não queria,
Mas agradeço todo o dia
Por ele ter me dado de presente, esta poesia!

Desastre poético.

Se fosse possível, meu bem, eu diria.
Apenas uma pessoa, se isso fosse possível.
Certa existência poética me faltava nesta terça. Como sempre, me cobri de tudo que pude carregar.
Já conquistara outras vezes... Não me custa mais nada.
Como se palavras falsificadas pudessem me traduzir.
Mas deixei... Não poderia me deixar levar pela raiva dos mais velhos.

⁠Eu já desejei ser feita de lata. Ter coração poético, molenga e frágil não é bom em tempos de "relações artificiais".
Ele mesmo se maltrata.
Mas aí eu lembrei que as latas também sofrem com a ferrugem que as corrói... Fere, estraga e destrói...
Então pensei: Se é pra sofrer de todo jeito, que rasgue, sangre ou dê defeito, prefiro carregar em meu peito um coração humano.
Imperfeito e insano, cheio de medo e de ais.

⁠SONETO POÉTICO

Não mais desfruto do prazer de outrora
Do teu olhar, do teu riso, tudo desfeito
Agora em cada prosa uma dor no peito
E, em cada canto a sofrência que chora
Ah! poesia, que da alegria era um feito
De sensação e não uma agrura sonora
Era afeto, agrado, de sedutora aurora
Ó emoção, dá-me um versar com jeito

Pois, o carpindo no soneto é amargo
E tão letargo o poetizar, um embargo
Ao coração, que sonha e quer o teor
Deixai-me com o desprezo e o desdém
Na dita sorte, e no transtorno, porém,
Poético! Sempre hei de crer no amor!...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
09 agosto, 2022, 19’47” – Araguari, MG

⁠FEITO “BOBOS ALEGRES”

incêndio poético...
incendiada pela fúria das palavras “engasgadas”...
Em “labaredas” me consomem
as paredes de vento e nuvem
que se fazem ciranda andança ...

A nossa dança é em fogo poetizada...
fogo que se espalha e se espelha
em nossos “sorrisos bobos”...
de fogo atada e espetada em
alada capela musical...

Sem sinal de fumaça... somos sinais
de chamas em labaredas...
Enredadas e “mancomunadas”
estão nossas peles em fogo sagrado e alto...

Alta voltagem... em contagem
Regressiva e progressiva somos nós...
“Nós” em acabamento de “deslumbramentos”...
momentos lentos e envolventes...

⁠DECLARAÇÃO DE AMOR... PRÓPRIO

Eu, por este simples instrumento poético, declaro, para todos os fins e direitos, me amar e respeitar todos os dias que ainda me restam nessa vida. Declaro, ainda, que ressignifcarei as experiências não tão positivas as quais passei, fazendo com que minha vida ganhe um novo sentido.

Declaro que minha atenção será constante, no sentido de construir boas relações e priorizar minha construção de dentro para fora.

Declaro que estou ciente de que nem todos os dias serão simples e fáceis, mas que lutarei bravamente para que os dias difíceis ganhem um significado de aprendizado e crescimento.

Declaro, também, que minhas conquistas serão alcançadas e que saberei valorizar cada vitória, desde as mais simples.

Afirmo publicamente que estou em pleno gozo de minhas faculdades físicas, mentais e sentimentais, dando-me aptidão a exercer o amor próprio.

Este instrumento poético de declaração de amor, passa a ter validade a partir de agora. Não de amanhã ou depois. Agora. Já.

E assim, ciente de que exercerei o declarado para fazer o meu mundo melhor, assino e dou fé.

Agora diga o seu nome em voz alta e vamos à luta!

Que coisa, achei isto divertido.
Nem sei como voltar a vê - lo
Meu rascunho poético esquecido
Talvez o teu caminho seja perto
Nesse labirinto incerto
Onde as raízes dos pulmões respiram.
Vida em cada suspiro.
Circuitos de conexões
Na rede dos que conspiram
O sistema ágil como um tiro
Interligado por ligações
Do pensamento
Dos que ainda vivem, ou se esgueiram....
Nas vielas escuras do destino
E continuam brilhando seu mais puro sorriso.
Belo aplicativo.

Poético Profético

O destino; desde que nasci o destino me manda cada vez pra mais longe de onde nasci.

Cada vez mais longe.

Hoje estou do outro lado do mundo e mais longe que isso seria só saindo do corpo.

O retornar a minha cidade natal achei que seria o fechar de um ciclo, o meu descanso, mas não foi, foi um novo ciclo que se iniciava.

Poético Profético

O destino; desde que nasci o destino me manda cada vez pra mais longe de onde nasci.

Cada vez mais longe.

Hoje estou do outro lado do mundo e mais longe que isso só saindo do corpo.

No retornar a minha cidade natal, achei que seria o fechar de um ciclo, o meu descanso, mas não foi, foi um novo ciclo que se iniciava.

"Eu a vejo como o "umami poético", ou seja, é como o sabor escondido da vida: não é doce como a alegria, nem amargo como a dor, mas o fio invisível que dá corpo às experiências. É o gosto que transforma o simples em inesquecível, como a memória que se prolonga no paladar da alma!"
©JoaoCarreiraPoeta.

⁠O Observador: Ensaio Poético-Filosófico


O observador é o artífice silencioso da tapeçaria do real. Não é apenas um espelho passivo que reflete o mundo, mas a própria lente que o contém, o define e, em seu ato mais íntimo, o convoca à existência.
É o ponto de inflexão onde o caos se curva à ordem, o limite vibrante entre o que é e o que poderia ser. Antes de sua visão, a matéria é apenas uma nuvem de probabilidades; após seu olhar, ela se solidifica em tempo e espaço, ganhando forma, textura e, mais crucialmente, significado.
O observador é o verbo que nomeia, e ao nomear a estrela, o grão de areia ou a dor sutil, ele os retira do limbo da indiferença cósmica para inseri-los na eternidade do instante vivido. Sem a pupila cósmica para captar a luz fugaz, a cor seria mera frequência; com ela, a cor se transforma em melancolia ou esperança.
Ele carrega o paradoxo da criação: ao tentar mapear a vastidão do universo, acaba por traçar as fronteiras da sua própria consciência. Cada nota musical ouvida é um eco de uma corda interna, cada paisagem admirada é uma moldura para o seu estado d'alma. O mundo exterior torna-se um vasto oceano de metáforas à espera de um navegante para lhes dar sentido.
Este artífice opera não pelo ruído ou pelo esforço, mas pelo foco da atenção. A sua verdadeira ferramenta é o silêncio concentrado. É no vazio da expectação que a onda de possibilidades se quebra, e o observável emerge. O objeto existe porque foi procurado, e a sua definição final é o preço da sua visibilidade. Nisto reside a sublime responsabilidade do ser consciente: escolher, pelo simples ato de ver, qual dos infinitos mundos paralelos irá se manifestar no agora irrecusável.
O observador é, portanto, mais do que um físico quântico da realidade; é um juiz inerente. A sua presença impõe a moral ao universo, transformando o ato neutro em ação carregada de responsabilidade. Ele não só vê o que é justo, mas, ao ver, sente o imperativo de agir. É nele que a ética se enraíza, pois a diferença entre o vazio e o valor reside na sua capacidade de atribuir peso, significado e uma direção teleológica ao fluxo incessante da existência. Ele é a bússola que aponta para o Bem, mesmo que esteja perdido no nevoeiro.
O observador é também o repositório, o arquivo vivo onde o efêmero adquire ressonância. A memória não é a simples recuperação de um facto, mas um ato contínuo de re-observação, onde o passado é constantemente refeito à luz do presente. É nesse vasto teatro interno que a experiência se destila em sabedoria, e o indivíduo transcende o seu tempo biológico. Ao reter e projetar, ele costura a linha da história, garantindo que o ciclo da vida, da cultura e do significado não se desfaça na indiferença de um universo que, sem ele, seria apenas ruído.
Em última e mais sublime instância, o observador é a condição necessária para o Ser. É o universo, desperto, tentando se compreender através da forma mais refinada da matéria: a consciência. Ao se colocar neste papel, ele não só testemunha o mundo, mas se torna a fundação que permite ao tempo fluir, ao passado persistir e ao futuro se desdobrar. Ele é, e sempre será, o ponto zero da verdade particular, o sopro que garante que o espetáculo da existência jamais se apague.

O meu “eu” de hoje

Sempre que acordo triste, o meu lado poético se afasta.
Sinto-me tomada por uma tristeza semelhante à de um amor que foi embora e não voltou. Então, genuinamente, crio memórias da época em que éramos dois em um mundo de mil e tudo isso contribuiu para o meu “eu” de hoje.

Invicta


Invicta, é poesia inacabada: o mundo poético dentro de uma cidade.
O Douro escreve poesia líquida nas margens das rugas da ribeira.
O nevoeiro na invicta não é clima: é véu. E todo véu oculta um portal.
Há portas na cidade que só se abrem a quem carrega profundidade e revelação. Cada varanda é uma metáfora, cada rua um poema à espera. No Porto, a alma encontra abrigo porque sabe o que é amar em silêncio.

Eu descobri, do jeito mais nada poético possível, que amar alguém por muitos anos é tipo cuidar de uma planta que insiste em quase morrer, mas também insiste em não desistir. Tem dias que eu olho pra gente e penso com toda sinceridade do mundo, meu Deus, quem foi que teve essa ideia genial de continuar aqui? Porque no começo, ah… no começo a gente não sabia nem onde colocar as mãos, quanto mais o coração. Era tudo meio torto, meio desconfiado, meio “será que isso presta?”. E mesmo assim, a gente ficou.


E ficar, eu percebi, é um ato meio revolucionário hoje em dia. Porque o mundo ensina a ir embora na primeira instabilidade, como se amor fosse aplicativo que trava e a gente desinstala sem nem tentar reiniciar. Só que eu e ele somos dessas pessoas teimosas, que atualizam, que insistem, que brigam, que cansam, mas que no final do dia ainda estão ali, se olhando com aquele ar de quem já viu o pior e mesmo assim decidiu ficar para o próximo episódio.


Tem dias em que o nosso amor parece uma construção feita com pressa, cheia de rachaduras, barulho, poeira e um certo risco de desabar. E tem outros dias em que eu olho e penso, isso aqui tá virando uma obra de arte, viu. Porque cada dificuldade foi uma lixa, cada discussão foi um martelo, cada reconciliação foi um polimento. A gente não nasceu pronto, a gente foi se fazendo. E olha, dá um trabalho quase absurdo.


Só que no meio desse caos bonito, eu entendi uma coisa que ninguém conta direito. Amor de verdade não é o que nunca balança. É o que balança, ameaça cair, faz a gente perder a paciência, mas ainda assim encontra um jeito meio torto de se sustentar. É tipo aquele copo lascado que você continua usando porque tem história. E quanto mais história tem, mais difícil é largar.


Hoje, quando eu olho nos olhos dele, eu não vejo perfeição. Vejo caminho. Vejo tudo o que já passamos, tudo o que quase quebrou a gente, e tudo o que, estranhamente, fortaleceu. Nosso amor ainda é instável às vezes, claro que é. Mas também é resistente de um jeito que nem eu sei explicar direito. É como se a gente tivesse construído algo que não é indestrutível, mas é persistente. E no fim das contas, isso vale muito mais.


Porque diamante mesmo não nasce pronto. Ele aguenta pressão, tempo, calor, caos. Igualzinho a gente. E eu sigo aqui, lapidando, sendo lapidada, às vezes reclamando, às vezes rindo, mas sempre ficando. Porque no meio de tanta coisa passageira, o que a gente tem… ficou.

⁠Treze de Maio Poético


Treze de Maio Poético
de poético nada tem,
Redenção nunca foi
favor para quem deu
sangue, suor e lágrimas
por um país melhor.

A verdade necessita
ser dita sem maquiagem,
Às vezes precisa é de poesia
para entrar na cabeça.

Que temos uma conta
que não fomos capazes
de saldar com os descentes,
Ninguém pode negar;
E falta muito para de fato
cada um de nós se liberar.

A verdade é a verdade
que ninguém pode ocultar,
quem crê no Brasil merece
saber que pode a todos libertar.

Treze de Maio Poético
de poético não tem nada,
Só sei que a liberdade
ainda não veio para quem
veio de longe e sequestrado.

Não contem comigo
para ser platéia de pessoas
com espírito de Senhor
obediente à Casa Grande
porque como rebelião sou foz.

⁠O Bicudinho-do-brejo
é um passarinho romântico
de uma parte do meu Sul
magnífico e poético
em dias com ou sem Céu azul.

Com igual alegria de passarinho
no meu coração resolvi
construir para nós um ninho
feito com amor, carinho
e enfeitado por beijinhos.

O Bicudinho-do-brejo com
a sua persistência inspira
vivendo nos mangues, alagados,
pântanos e capins altos,
segue ensinando que os caminhos
não é e nem nunca serão
o do desânimo e da desistência.

Com o Bicudinho-do-brejo
e seu voo baixinho é possível
se movimentar, ir longe
viver o quê se pode hoje
e seguir amando sempre.

Observando a rota mística
do Bicudinho-do-brejo
aprendi que nem mesmo
o mau tempo pode fazer
com que queiramos menos
e que percamos a fé na vida.