Texto para minha Sogra
Quando voce saiu da minha vida meu mundo teve um fim.
O tempo fechou, o sol se foi, a lua não apareceu, as estrelas se esconderam, meu dia se apagou, minha noite esfriou, o tempo parou, o chão fugiu, o ar não se movimentava, as luzes se apagaram, meu coração se feriu.
De repente eu abri a janela da minha alma e vi renascer o sol da vida, coloquei meus pés no chão, um chão mais firme, como nunca esteve antes, e ao sair na varanda vi um dia repleto de cores, de brilho, de sonhos...
Vi que a vida estava me chamando para um passeio, e aceitei.
Confesso que de inicio estava com medo, mas ao parar perto de um lago recebi uma energia que me encorajava, assim eu pude ouvir uma voz que vinha de dentro do meu coração, antes ferido, se cicatrizando que dizia: "a sua historia com ele teve um fim, mas a historia da sua vida ainda continua, vire essa página e continue a escrevê-la.
E é exatamente isso que vou fazer.
Minha mãe ao me dar à luz, você se fez presente.
Antes mesmo dos meus primeiros passos,
Eu te descobri, mas não te entendi.
Aprendi a andar e comecei a correr.
Havia um mundo a ser descoberto.
Foi ai então que eu comecei a te entender, e então brincamos muito...
Você esta sempre comigo, por onde quer que eu vá.
Caminhamos sempre juntos, lado a lado, às vezes você vai à frente, outras vezes você me segue...
Na escuridão não te vejo, você desaparece no breu, então sinto que nesse momento somos únicos...
eu sou angolano! longe da minha casa e longe das pessoas que me amam de verdade,
mas depois de horas na faculdade, na rua no Shopping, respondendo aqueles que me pergunta sobre Angola e sobre a África,ao fim do dia quando volto pra casa sinto me renovado e satisfeito pela aventura que me levou aqui no brasil.
A MÁSCARA...
Nada é por acaso, e a certeza disso é que você passou pela minha vida.
Antes de te conhecer achava que palavras não servia de prova para nada, apenas as atitudes, mas depois de te conhecer melhor, vi que nem as palavras nem as atitudes prova o caracter de alguém, pois você não desepcionou apenas a mim, mas uma grande quantidade de pessoas que realmente acreditada na fase que você sempre demonstrou com palavras e atitudes...
Podem se passar um, dois e até milhares de anos, mas ninguém consegue fingir seR outra pessoa o tempo todo.
A máscara um dia cai..
Na estrada
Se olhares através de meus olhos,verás lá no fundo...
Toda minha vida passada
Os diversos momentos
Alegres,triste,tensos...
Ou ainda,de paz e serenidade que já vivi na estrada do meu pensamento.
Amores escondidos em baús,historias contadas do Sul,
As danças,dançadas por tu.
Alegres meninas,cantadas com rima
Espalhadas de sorriso,vestidas com um belo vestido.
Sorrisos de felicidade,feliz mesmo era a cidade.
Estradas de barro,cobertas de lama com vários pés de laranja.
Vista pelo olhar de uma criança
Estradas de encanto e lamento de belas paisagens,arte e sofrimento.
Estradas de medo que esconde segredos,como os de D' Pedro,fulano e Cabral, onde no Brasil é cartão postal.
Aceite se for bom,rejeite o que é mau...é o lema dessa gente que sempre anda contente.
Mas que ainda assim não teme.Eita povo valente!
Alegres,devotos,fieis...
Nem na guerra,nem na paz
Gente como essa gente.Na história não houve jamais.
Meu travesseiro sabe...
Sabe de tudo do meu mundo...
Ninguém entende,
E até invejam minha vida descente.
Tolice dos bobos.
Mal sabem que eu sou pessoa carente com todos os dentes,
Com teto e saúde.
Pessoas bonitas,
Com dentes,
Teto e saúde...
Não podem ser sofridas?
Quero apenas confetes de alegria...
Para colorir meu rio de lágrimas por um dia.
Nada mais me faria tão feliz.
De contrário a minha dor,veio de um sorriso solto como as coisas que nascem para ser encanto.
Veio abrindo as cortinas,pondo quentura de sol,azul de céu,cheirando erva-doce.Veio algodão-doce,beijo na mão,nuvem a me levar.Veio dos papéis amassados e encharcados de segredos.Veio de um passado,de um tempo demorado que pensei não mais haver.Veio como que das preces antigas,das cantigas ao pé do ouvido.Veio dos velhos livros,dos sonhos,devolvido,tocando mansinho como a alma quando sente o amor.Mesmo desacreditado,veio...fez-se a graça que tua pureza desenhou.
Eu estou te vendo chegar,mas tardio vem vindo...
Em encontro,o desencontro,o proibido.
Gosto doído de ter que deixar passar.
POEMA DO CÉU
Se eu vier a nascer de novo
Pedirei ao Senhor da vida:
Seja esta a vez da minha morte.
Mandai-me velho,
Com todo o tempo que tive
Deixai-me progressivamente
Eu regressar.
Largai-me cambaleante como uma criança
Nos seus primeiros passos.
Que daí eu desça, remoçando.
Com a carga de tudo o que é meu
Das coisas que vi e fiz.
E siga esquecendo, desaprendendo
Diminuindo ou aumentando.
E que tudo vá se diluindo e consistindo
No olhar atento e sentidos perfeitos de moço.
E que siga esquecendo,
Tudo que lembre dure o tempo de esquecer.
Que a mim seja da beleza
De primeiro ver o crepúsculo
Pra só depois ver a aurora.
Que as estrelas e a lua, eu veja antes
Que a luz ofuscante do sol.
Que as mulheres se surpreendam
Com os beijos que sugarei de suas bocas
Que eu siga de tudo esquecendo...
Que as estações se invertam
Da forma como eu venho vindo e indo.
Que eu veja as águas que não se repetem
Descidas distas dos meus olhos, um dia.
Que as chuvas primeiras sejam as derradeiras
E eu já colha antes de plantar.
Que o meu primeiro presente, uma bola furada
Dê-me a alegria de um menino encantado.
Que eu desça ou suba deslembrando...
Desaprendendo, tendo o sentimento adulto.
Até sentir-me
No regaço de minha mãe
Sugando o colostro,
Que se abram as portas
Por onde entrei e saí
E de tudo esquecido.
Minha cabeça começa a doer agora, mas, meu coração se enche de alegria. Como é bom lançar o que eu segurava há muito.
Eu vejo eles, brincando de ser meninos, trabalham com roupas simples e com um grande sorriso. Mas quando estão perto de um brinquedo, eles lembram que tem raízes.
E se eles escorregassem e pudessem tirar da barriga a fome? e se eles fossem pro balanço e o que é de ruim fosse parar longe?
e se na pipa, fosse uma oração ficaria mais perto pros anjos.
É assim todo dia, os seus passos pequeninos, levam a comida da família.
Queria vê-los com lápis na mão, caderno novo, e a mente leve porque quando chegarem em casa, eles vão encontrar a família que está alí de braços abertos.
E não esquecendo.Queria vê-los alimentados. Tanta terra para plantação. Por que não árvores frutíferas espalhadas na cidade?
POr que não?
Fazer o quê Se eu gosto é do exagero?
Nem minha raiva presta pouca, porque ela passa rapidinho, aí fica sem graça. Até o desespero tem que ser grande, pra eu chorar muito, muito mesmo e depois rir de tudo. E se tratando de amar, eu não economizo nada, sou mão aberta! Amo muito, mas minha liberdade é imensa, é bem forte em mim. E existe só uma coisa pouca: a vontade de querer mudar esse espetáculo aqui dentro, porque sou eu protagonista! Sou que decido o que deve ser mais gostoso e exagerado no meu mundo, eu gosto é assim!
"PALAVRAS MORNAS"
"Foi você quem segurou a minha mão
Não consigo apagar da lembrança
Mesmo insistindo em me dizer 'não'
Eu ainda guardava esperança
Temia que por trás do pouco carinho
Houvesse um sentimento esquecido
Queria somente encontrar o caminho
Para, então, levar você comigo
Noites a fio, sem fechar os olhos
Esperando você deitar do meu lado
E tantas vezes chorei por seu colo
Mas, por medo, me mantive calado
Deixei que você fosse embora
Penso sempre, noite e dia
Como, enfim, esquecer agora
A quem só me trouxe alegria?
Me restam apenas palavras
Mornas, sem qualquer fantasia
E a companhia das águas
Que me trazem para a poesia".
Mais em lavinialins.blogspot.com
Meu travesseiro sabe...
Sabe de tudo do meu mundo...
Ninguém entende,
E até invejam minha vida decente.
Tolice dos bobos.
Mal sabem que eu sou pessoa carente com todos os dentes,
Com teto e saúde.
Pessoas bonitas,
Com dentes,
Teto e saúde...
Não podem ser sofridas?
Quero apenas confetes de alegria...
Para colorir meu rio de lágrimas por um dia.
quinta-feira, 21 de julho de 2011. >Mais um pensamento de você percorre a minha cabeça,penso em você o dia inteiro.
Achando que vai aparecer,mas logo me dou conta que que não irá aparecer nunca e que é apenas uma simples e boba ilusão que passou pela minha cabeça,porque eu não consigo te esquecer?não consigo porque eu amo você e sempre irei amar pois pessoas que amamos não poderemos substitui las.
A cada momento que eu me lembrava que nós dois passamos juntos era uma estrela que brilha nesse meu céu escuro, que quando o nós dois já não existia mais fez com que essas estrelas se apagassem eu preciso muito de você aqui comigo para acende-las novamente afinal o que seria de no´s numa imensa escuridão???
A cada passa meu que dou eu vejo um rastro de amor que pelas tristes lembranças estão se apagando e esses rastros eu só deixei quando estava com você pois agora é como se uma enorme chuva acontecesse e os levasse embora para nunca mais voltar.Mas acho que você jamais se lembrará desse nós dois por isso agora eu sofro com saudades de você sinto muito sua falta,eu estou sentindo falta daquele grande amor e daquela grande emoção que eu tinha quando dizei que me amava.
Entrou na minha vida e acho que agora nunca sairá. eu estou precisando de ti aqui para me proteger e me amar pois a questão: o que seria de mim sem você? A resposta: Simplesmente
Éden.
Eu não entendo o cinza, as pessoas, a minha chegada.
Existe uma necessidade vital de recuperação, é chegado o momento de entender, que preciso de abnegação para que sejam abençoadas as tentativas sem êxito.
Eu, de verdade, agradeço o que cada uma me ensina.
Estou sempre a procura de me refazer, e acabo encontrando pedaços doloridos.
Eu gosto de sentir-me protegido, gosto de estar em harmonia- mesmo, que raramente.
Eu não gosto do escuro- tenho medo! Mas, algumas vezes, sinto-me perdido em mata serrada, como se a Alma, não se importasse em apontar minhas fraquezas.
Incrível como fui drama, como estive quieto. Hoje, parece que vivo esperando um olhar, um abraço, uma chance de falar.
Sentia-me tão cansado, cansado até- para entender-me. Hoje, consegui ouvir a mim...
falei das minhas fraquezas, fiz-me queixas. Acho, que finalmente me ouvi.
Eu queria poder abraçar-me, queria saber como é tocar-me, sentir-me.
Olho para mim com mais amor, com olhos de cura- de modo pio, devoto de mim e das minhas certezas.
Estou louco para viver uma outra frequência, um outro bem- vindo, depois de dias tão sisudos.
Eu quero a intimidade, quero relaxar, quero espalhar os meus brinquedos, quero compor instantes.
Eu adoraria meu amor, bordar os nossos encontros- enquanto criamos novos caminhos.
Eu só quero morrer devagarinho- baixinho, como morrem as tardes.
Eu quero saber qual foi o meu recado e transformar-me. Fazer de mim, um jeito novo de lindeza.
Sinto como se passasse a minha vida descalço, sentindo cada seixo. Mas, não reclamo- pois seria o mesmo que amordaçar o vento. Inútil.
Com medo e coragem, passo a limpo alguns rascunhos, faço as pases com Deus, só, para me flagrar feliz.
Eu te amo hoje e para sempre!
“Algumas vezes escrevo por nós. Mesmo, quando falo de mim, essa é uma delas e você sabe.”
Eu acredito em você, você conhece a porta para minha alma
Você é a luz em minhas horas mais escuras e profundas
Você é minha salvação quando eu caio
E você pode pensar que eu não me importo com você,
Quando sabe, lá dentro, isso eu realmente faço
E é a mim que precisa mostrar quão profundo é seu amor
"Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores.
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores.
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores.
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores.
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho.
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho.
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho.
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho.
Estou podando meu jardim. Estou cuidando bem de mim."
TENTANDO
Foi assim
Quem me chamou foi você
Do fundo da minha vontade
Eu não podia enxergar
Que amor não é por bondade
Mas eu errei em te dar
Entre beijos e cuidados
Cuidando de me querer.
E, então
Não olhar mas eu vi
Tinha esquecido os teus olhos
Andando na mesma estrada
E àquela hora ainda estava
Esperando por você
Tua falta me apertava
Eu não mais queria ser nada.
Ai
Eu me larguei pelo mundo
Um homem bom, que no fundo
Me apontava o nariz
Quando me vi eu já estava
Andando morta a saudade.
E armado noutra cidade
O circo me faz feliz.
Daí, então
Procurei não notar mais você
Nossa amizade perdida
Achava que você nunca me quis
E lá pro fim pude entender
Só fingia não lhe vê
Pensando sorrir poder
Vendo na vida um brinquedo.
O vazio e eu
O vazio em minha alma me perturba,
palpita no mesmo compasso do coração,
e na ânsia pela busca incansável de respostas,
me perco no abismo, entre a vida e a morte.
Fico flutuando entre dois mundos,
o real e o imaginário,
em busca das respostas.
E às vezes,sinto como se parasse no vácuo do tempo,
tentando fugir por um segundo da realidade devastadora de minh´alma
que fere cruelmente o meu eu.
Noutras vezes, sinto como se me quebrasse em mil pedaços,
para mais adiante me refazer novamente,
e nesse meio tempo,
eis que me ergo mais forte,
mais implacável,
mais tirana de mim mesma,
porque aquilo que se quebra e volta a ser reconstruído,
parece ser o que era,
porém,não é mais aquilo que foi um dia,
pois parte da essência foi perdida,
dando lugar à mais um pedacinho de vazio.
Relato neste poema, o nascimento da fera
A morte do corpo físico, em uma vontade de espera
Minha poetisa amada, já estava cansada daqui
Esperando só o momento, de Jesus mandá-la ir
Sua vida foi sofrida, vinda do sertão ameno
Chegou aqui nessa terra com seus seis filhos pequenos
Lutou, batalhou e cresceu
Sorriu, sofreu e morreu
Porque estava merecendo
Há quem diga que a morte é o fim de tudo que nasce
Há quem diga que a morte, é um buraco sem face
Mais a morte é o inicio do fim dessa historia
A morte é precipício, que leva para eterna gloria
Agora minha vó querida, está ao lado de deus
Sobre o manto de Maria, diante dos olhos teus
Agora está feliz, correndo na relva sagrada
Enquanto estamos aqui, sofrendo com a partida
De uma poetisa amada.
PALMA DA MÃO
Eu não conheço a palma da minha mão.
Entre tantos cruzados de linhas,
E mais de um veio principal
Onde descambam as águas dos meus dias.
Não tenho noção do que seja a palma da minha mão,
Reconheço, e já é volumoso
As coisas que toco, a embaralhar meu destino.
Reconheço, quando a espalmo frente aos olhos,
Alguns poros suados, o anel centenário,
A cor, que coincide com a cor do meu corpo inteiro.
Na aventura a que me lancei,
Em me procurar e me achar,
Em algumas partes de mim deu pra ver
Outras nem que eu virasse o mundo o contrário
Daria para medir, saber, esboçar.
Alguém, como eu, desconhece, numa vista frontal
O seu crânio, seu cabelo, tal como são?
E conhece seus buracos
- só na cabeça contam-se sete-
Afora os outros por onde se mete
Nosso temor, dizer explorar.
E os seus encontros de mãos e pernas,
Como uma árvore, quem conhece?
O por trás todo, ninguém sabe o que é.
Sabemos dos outros, também minúcias,
Nada de definido se sabe
O que conhecemos de nós mesmos
Também os outros conhecem,
E somos mais conhecidos por eles,
Do que por nós, da mesma forma inversa.
Se por fora de nós pouco sabemos,
Imagine um devaneio por dentro.
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