Texto para minha Sogra
JANELA
De minha janela
vejo a velha árvore
que chove folhas
amarelo-ouro
quando o vento
abraça seus galhos
enquanto desenho
nuvens azuis
ouvindo o triste
lamento da cigarra.
De minha janela
te procuro nas luas
nas flores do jardim
nos livros, nas canções
nas ondas verdes do mar.
Lembranças soltas
nos poemas que escreveu
no sorriso que deixou
no perfume que ficou
na saudade que restou!
Verluci Almeida
Eles Se Foram
''eles estão lá, e eu aqui com minha solidão
há tempos que eu fico aqui e não quero sair
eles estão lá, suando suas camisas e andando feito pragas na esquina
sem destino, estão bebendo como se o mundo fosse acabar amanhã
eles estão lá e meu corpo aqui, rijo e fraco e meu rosto apático está aqui.
minha mente está dentro de mim mas os corpos estão longe
eu me sinto bem aqui, protegida numa falsa camada superficial que me leva a loucura,
eu me encontro.
eles estão perdidos entre as mais diversas faces por aí.
eles estão lá com suas mentiras baratas e podres, esperando alguém que acredite nelas,
e eu estou aqui, com minhas verdades incontestáveis e duras.
eles estão agora compartilhando de suas ideias bobas e de seus risos agonizantes
e eu compartilho comigo a mais dolorosa e prazerosa arte da minha existência
entro em mazelo
notei que me perdi entre os dedos que suavemente me tocava os cabelos e me dizia
que a dor partiria
e que o amor eu encontraria ali
bem perto de mim,
eu não o encontrei
e fiquei, esperando até o amanhecer,
e ele, ele veio e foi embora.
eu desisti de esperar.
Não quero alguém pra fazer papel de figurante na minha vida, quero alguém que olhe dentro dos meus olhos, que me trate com carinho, que segure a minha mão e que eu sinta conforto no abraço, que eu sinta o gosto do beijo.
Não quero ninguém fazendo papel de nada, quero alguém que seja verdadeiro no olhar e que seus atos comprovem o que diz suas palavras!
Me cubra com o teu melhor olhar
Para curar-me da minha loucura
Que não há cura alguma...
Venha me decifrar
Ou me compactar
Para que minha restauração
Seja concluída;
Verifique o meu sistema
E entenda o código do meu coração...
Minhas necessidades requerem mais
Memória para amar...
Essas tuas carícias que tanto me enlouquecem e desatinam a minha razão...
Me perco dentre esse pecado e me encontro por entre essa indecência
Que meus desejos querem sentir
Sinto uma vontade desesperada
De lhe sentir, te amar e te tocar;
Tuas mãos me fazem perder todo juízo
Que ainda me resta...
Atenuado estou esperando
Que faça comigo o que bem entendes
Domine-me ou me guarde
Para desvendar todos os detalhes de meu corpo;
Tenha-me sem me prender
Dê-me asas para voar
E logo voltar com boas novas;
Outubro mês querido,
mês do pé grande
que chuta minha idade
ao numero seguinte.
Mês da boemia abraçadora,
mês de lembranças e saudades.
Maria mais Aline,
mais Teresa e Gabriela;
mas qual era o nome dela?
Não era ontem nem hoje,
nem amanhã ou tampouco o agora;
teu nome perdeu-se noutrora!
Foi-se naquele dia cinza e frio,
foi-se rastejando-se nas trevas,
deixando teu aroma de pétalas;
esvaiu-se dos meus dedos,
tu outubro! meu querido mês carnudo.
Lembro-me de ti à tanto tempo,
como se quão logo fosse
o dia miserável d'ontem.
Teresina-PI 01/11/2013
A MINHA VIRGEM
Ela me olhava... tão insana me olhava
Com os teus olhos negros enfeitiçados...
Em prazer ensandecido navegava
Ao meu corpo teus desejos maculados...
Ela me olhava... e tão demente cobiçava
Os meus sentimentos endoidados...
Em paixão constante sussurrava
Aos meus ouvidos teus dizeres segredados...
Tão louca, embevecida, minha virgem,
Minha pomba, minha deusa da vertigem,
É dos meus olhos teu real engano...
Que inculta à insanidade ela me via...
Ao meu olhar, que de ambição ensandecia
Sem eu mesmo a ver de corpo humano...
O ENCANTO D’ELA
Depois, que ao amor, amo você,
Minha tristeza se vai de mim...
Mas quando o amor nos chega ao fim
Na solidão volto a sofrer...
Em melancolia, tristeza tanta...
Não me há beleza, não me há estrelas;
O amor em mim só se levanta
Quando ao seu amor estou de vê-las...
Não há por quem esse sentimento
Qual de você eu sinto tanto,
Nem paixão, nem movimento
Com tão amor, com tão espanto
Qual de você num só momento
Hão de fazer em mim, sofrer-de-encanto.
NAS ERAS D’ ELA
Estrela dos meus céus e dos meus delírios,
Fonte de meus desejos e da minha paixão,
Flor que entre os espinhos me reluz os lírios,
Vida de minha vida e do meu coração...
Lua de cor plena, luz dos meus martírios...
Água de minha sede a me banhar as mãos,
Anciã dos meus pecados e dos meus satírios,
Eis a minh’alma em sua imensidão...
Fazeis d’ela unção, que de mim és santificada.
Oh rosa de acalanto e amortalhada,
Amor de meus amores aos céus perdidos...
Vida que me és estrela aos sonhos loucos
Nada te és em vão, nem tempos são cavoucos,
Eis que n’outro ressurge o teu amor antigo...
A MINHA PROVA
Dados os meus dias de orgulho e de sol
Por Aquele que vence o desalento e a dor.
Fez-me um rei com beleza de arrebol,
Fez-me um anjo d’asas brancas e de amor.
Dados em mim os cânticos do rouxinol
Por os arcanjos das noites e do esplendor.
Fizeram-me alto, um bendito, um escol
Entre os mortais de paixão e de primor.
O mau? O que me interessa se no mundo
Todo o amor foi me dado, e se profundo,
Eu vivo por compor um ente idolatrado?
Eis o meu império de orgulho e de raça...
Minha ação, meus sonhos, minha desgraça
Vence-me à vida o Deus do meu curvado!
ASPIRAÇÃO VIVA
Tu és dos meus dias o vento norte!
A tocar a minha pele em ar quente,
Beijando-me a face, insano, tão forte
Por deixar o meu sentir elouquente!
Tu és dos meus dias a brisa da sorte,
O findar do meu aspecto plangente...
Que, no avarento momento da morte,
Deu-me vida com um beijo ardente!
Morto por cansado num afeto triste,
Deste-me o beijo d’um amor que existe
Dentre as almas mortas esquecidas...
Que bem os desejos que sinto agora,
Sejam eternamente pela vida a fora
Os ventos a beijarem as faces perdidas!
CANÇÃO DA ESPERA
Nas formas dos meus sentidos
D’onde vêm a minha essência,
Baila os teus cabelos compridos
Sem forma e nem aparência.
No infinito onde te guardo,
A rogar por teu amor eterno
Carrego as costas o meu fardo
A não descumprir o amar sincero.
Como os ventos você me passa
Sem me enxergar aqui na terra,
E como se eu fosse uma farsa
Bem lá ao sul você se encerra.
Nesses ventos em contra mão
Estão os meus olhos a cegar,
E dentre o meu corpo o coração
Só te guarda à hora de chegar.
E como a esperança é sem fim,
Eu vou ti esperar por todo o tempo...
Que você se esbarre sobre mim
Dentre os séculos em movimento.
HORAS QUENTES
Se eu pudesse ter-te, oh, amada minha,
Nesta hora em que os desejos aflorados
Consomem todos os medos e pecados
Deste Poeta louco que te adivinha...
Toda louca que tu és, bem à noitinha,
Vem ao pôr-do-sol a lua dos amados
A deixar-te em suspiros amargurados,
A estender-se pela noite, tão sozinha...
Se eu pudesse ter-te às horas quentes,
Sob roupas íntimas que te põe ardentes,
Rasgaria em linhas as vontades tuas...
Deixaria estas loucuras sem passado...
E no momento que tivesse do meu lado,
Suavizados, faríamos amor... às luas!
CINDERELA
Era ela, a minha amada: a que alucino...
Veio pra mim naquela carruagem.
– Bem que eu sabia que seria ao meu destino
Aquela que me era uma miragem...
Veio ela, sem que me fosse de passagem,
A minha poesia, o meu sol, o meu desatino...
Era ela: o meu encanto de roupagem,
Veio pra mim com seu amor intenso e fino...
Era ela, a minha amada, aquela coisinha,
De amar sem sofrer, sem sentir dor,
– Que das canções alucinava de ser minha...
Mas quando de verdade eu a cantava... ai, o dia!
Uma luz a iluminava em tão primor
E me acordava da mentira em que eu sorria...
O MEU ÓDIO
A minha vida é d’uma saudade imensa...
Daquele que em mim pouco sente,
Num profundo notar, de toda a gente,
Daquele que vagueia e nada pensa...
Ando a desventura do que me intensa...
Ao meu falsado, sem que a frente
Eu consiga enxergar o que há contente
Nesta altiva agonia que me extensa...
Olhando por este mundo toda desgraça,
Do sentir que eu sinto, só por graça,
É o viver deste anseio dentro de mim...
E por este sentimento, por esta vida,
Do amor é o meu ódio, é a lida,
Que de saudade eu vivo sem ter um fim...
A MINHA CASA
Amo-te, escuro-silêncio, dos amados,
Quais na tua solidão se alimentam!
Aos seus amores não inventam
Olhos caídos de sentidos conjurados.
Amo-te, escuro-silêncio, dos pecados,
Quais nos teus ardores amam!
Nas tuas entranhas cantam
Aos espíritos que te vagam desolados...
Das almas que a tua casa é conforto,
Sou de igual mendigo-absorto
No desejo ao teu perfume, em flor...
Amo-te, escuro-silêncio, das sepulturas,
Dos quais te morrem às amarguras
Por renascer dentre as verdades o amor.
Angústia
Há tempos sonho com a felicidade...
Mas minha noite é preenchida de saudade.
Há muito tenho sonhado com uma paixão.
Mas sempre sou pego em plena solidão.
Há muito tenho sonhado com seu amor...
Ficando a distância pra aumentar minha dor.
Dor de querer...
E não ter.
Dor de sonhar...
Sem poder te tocar.
Dor de querer amar...
E ter somente a saudade no quarto a esperar.
Meu ANJO.
Sei que nada é capaz de destruir o que sinto por ti.
Minha cabeça só martela sobre no que você sente por mim, no seu amor por mim.
Você me diz o quanto me ama, mas minha insegurança é maior.
Sei o que quero, sei quem eu quero.
Minha mente tem a certeza de mim, somente de mim.
Por mais amor que você tenha, meu coração sempre estará inseguro, mas seguro.
Não quero que me esqueça, nem quero que me deixe. Pois apesar dessa minha insegurança, minha segurança é você.
Te amo e não quero te perder.
Te prendo e não te deixo sair.
Só quero que nunca nessa vida, que nunca em outras vidas, você se desprenda de mim.
Só hoje...
Apenas hoje queria te abraçar, te beijar e dizer que minha vida pertence a você! Cada segundo, cada minuto longe de você faz meu coração bater triste, uma dor toma conta de mim... Em meu rosto, transbordam lagrimas de saudade, de tristeza e ate de agonia por não ter você perto de mim. Apenas um abraço seu é capaz de amenizar um pouco dessa dor que toma conta de mim. Espero que tudo isso que eu sinto, que na verdade não sei explicar, passe logo, pois meus dias são tristes e solitários sem ter você perto de mim.
Rendo-me as tuas necessidades minha bela majestade
Longe de mim conjurar minhas intenções erradas a ti
Cortejar-te-ei palas verdades e honras
Nas quais te dignifique pelo que és
E não pelo que tens;
Minha vida! Eu te ofereço e meu corpo
Pronto para lhe proteger;
Em meu punho a espada
Que simboliza a tua vitória;
Mas em meu coração
O sentimento que entende
O teu querer;
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