Texto Medo
Tenho medo de perder
Mais do que perdi
Da dor infinita
Da pior ida
Não quero outro luto
De mais uma partida
Não tenho mais lágrimas
De olhos que vazam
Apesar de moderna
Não consigo ser líquida
Espero que o agora
Seja só temporário
Porque não aguentaria
Outra dessas partidas.
Entre as mais importantes
Já perdi minha alma
Lamentei a esperança
Mas, mais uma dessas
Da luz mais brilhante
Da força que inspira
Seria perder quem é,
E sempre será insubstituível.
- Marcela Lobato
Ser mãe de quem está na guerra é viver entre extremos.
É sentir medo constante e, ao mesmo tempo, um orgulho que não cabe no peito.
É aprender a ser forte, mesmo sem querer…
e descobrir que o amor de mãe atravessa qualquer distância, qualquer fronteira, qualquer guerra.
Dra. Erica Alvim Lyra
Estou caindo, novamente, em um buraco no fim do mundo. Ansiedade e angústia me tomam. O medo de errar, de lutar e perder mais uma vez. Queria um lar, um porto seguro. Sinto que não tenho pra onde ir. Que estou sozinha, e mesmo que houvesse toda a companhia, ainda estaria só.
Às vezes queria saber ter ao menos um lugar seguro, de quem não soltaria a minha mão. O amor incondicional que sempre dei, mas nunca encontrei. Não estar sozinha, não ter que esconder o que realmente sinto quando o mundo pesa demais. Dizer o que as palavras censuram. O que não posso expressar, para não assustar ou sobrecarregar.
Lágrimas escorrem como um rio que deságua em uma cachoeira de emoções. Traumas e feridas que nunca vão cicatrizar. O colo que nunca tive, a dor que nunca venci. Mesmo sob a luz, a escuridão bate a porta. Memórias paralelas me lembram do que não vivi, de quando, mesmo com o céu desmoronando, tinha para onde ir.
Em delírios, imagino a vida que queria, mas acordo e estou no mesmo lugar. Sonhos quebrados, partidos, na realidade que nunca escolhi. A vida segue sem sentido, e não sei porque estou aqui. Ao me olhar no espelho, vejo a validade vencida, lembro das partidas, e da sentença de um novo amanhecer.
- Marcela Lobato
Na noite tensa de um passo incerto,
ergue-se o medo, denso e desperto.
No peito, o pulso corre ligeiro,
entre o instinto e o mundo inteiro.
Não busca a guerra quem quer viver,
nem deseja ferir, nem quer sofrer.
Mas há momentos — duros, fatais —
em que a paz se desfaz nos vendavais.
É quando a vida, em risco iminente,
clama por força, firme e urgente.
E a mão que treme, sem desejar,
torna-se escudo para se guardar.
Não é vingança, nem ódio cego,
é o direito de não ser entregue
à sombra fria da injusta mão
que ameaça o corpo e o coração.
Legítima defesa — nome austero,
carrega o peso de um ato sincero:
proteger o sopro que insiste em ficar,
quando tudo parece desabar.
E após o eco do gesto tomado,
fica o silêncio, denso, marcado.
Pois mesmo justo, o ato em si
deixa cicatrizes dentro de quem o ouviu e o fez ali.
Era chamada de bipolar quando só não sabia se expressar.
guardava tudo pra se, com medo de se machucar!?
sobre isso o que a psicologia diz: ansiedade crônica, ruminação mental ou uma "síndrome do pensamento acelerado". Esse quadro reflete um esgotamento mental onde o cérebro, sobrecarregado, tem dificuldades em processar emoções e regular o humor.
Após alguns meses esperando,
num misto de felicidade e medo,
finalmente, nascestes ao meu mundo,
amar ganhou um novo significado,
aquele misto desentimentos
ainda perdura,
uma experiência muito diferente
das outras,
um aprendizado a cada dia,
às vezes,é uma loucura,
eu te dei a vida e em troca,
ressignificastes a minha,
ela tem mais valor,
sem ti, agora, ela seria vazia,
quero ser uma mãe cada vez melhor,
és parte da minha alegria,
meu intenso e verdadeiro Amor.
E se por acaso você quiser ficar,
que não seja por falta de estrada,
nem por medo do vento lá fora,
nem por dúvida disfarçada.
Fique porque o coração encontrou repouso,
porque o riso brota fácil, sem razão,
porque entre idas e vindas do mundo,
escolheu ancorar no mesmo chão.
Fique sem peso, sem pressa, sem prisão,
como quem pousa, não como quem se perde,
como quem ama com raízes livres,
e ainda assim, cresce e permanece.
E se por acaso você quiser ficar,
que seja inteiro, que seja sereno
não por acaso…
mas por vontade
Joyce Amanajas
Tenho medo, sim.
Mas não do mundo —
tenho medo do que o mundo tenta fazer de mim.
Porque percebo tudo.
O excesso, o ruído,
a grosseria que se esconde em gestos pequenos,
o silêncio que fere mais que palavras,
a indiferença que se apresenta como neutralidade.
Vejo como cada interação tenta moldar,
corrigir, reduzir,
empurrar o outro para papéis que não escolheu.
E sei que absorver demais
é o primeiro passo para a descaracterização do ser.
Por isso, resisto.
Não por fragilidade,
mas por consciência.
Recuso o jogo,
o labirinto de estímulos previsíveis,
as investidas que buscam reação, não diálogo.
Não respondo ao obscuro,
não espelho a violência,
não negocio minha essência por aceitação.
Isso não é personalidade.
É disciplina interior.
É inteligência aplicada à sobrevivência do eu.
Permanecer inteiro
num mundo que recompensa a deformação
é, talvez,
a forma mais elevada de lucidez.
Doce Claridade
Que linda ternura é você,
Um cais de paz em mar revolto,
Onde o meu medo se faz solto
E o coração aprende a crer.
É o brilho manso do alvorecer,
Um jeito leve de tocar a vida,
A mão estendida, a alma florida,
Onde o amor escolheu florescer.
Pelo jardim do mundo caminhei,
Vi cores raras, perfumes sem fim,
Em cada pétala a beleza avistei,
Mas nada se compara ao que vive em mim.
Todas as flores são lindas no olhar,
Têm a graça do orvalho e do sol,
Mas perdem o brilho, deixam de encantar,
Perto do teu rosto, meu girassol.
Pois nenhuma flor é mais linda que você,
Minha querida, meu bem, minha luz,
É a perfeição que a alma reconhece e vê,
A raridade que ao amor me conduz.
As outras flores o tempo consome,
Mas a tua ternura só faz aumentar,
Pois a flor mais bonita tem o teu nome
E o perfume mais doce está no teu olhar.
Frankton Rodrigues de Lima
E se ela disser que quer você,
assim, sem rodeios, sem medo,
como quem abre o peito
e entrega o próprio segredo...
Você se assustaria ou se confortaria?
É tempestade que te assusta
ou brisa leve que te acalma?
Porque ser escolhido de verdade
não é só energia— é reflexo,
é alguém vendo em você
tudo aquilo que você escondeu por dentro.
E talvez assuste…
porque querer é ficar,
exige verdade, entrega,
exige não saber como vai terminar.
Mas conforta…
como um abraço no caos,
como finalmente perceber
que você também é lar de alguém.
Então me diga:
se ela disser que quer você,
você fugiria…
ou aprenderia, a ficar?
Reflexão:
Por muito tempo eu tive medo de me expor…
medo de mostrar a obra que Deus fez dentro do meu coração.
Eu quase não conseguia enxergar algo bom em mim.
E, pra ser sincera, às vezes ainda não consigo.
Meus defeitos sempre foram mais altos,
porque nunca faltou quem apontasse cada um deles.
Mas o tempo me ensinou uma coisa:
quando tem dedo demais apontado pra você,
não é só crítica… é incômodo.
Incomoda porque tem algo em você que eles não têm,
algo que eles não entendem,
ou algo que eles gostariam de ser.
Hoje eu entendo:
não é sobre o que falam de mim…
é sobre o que eu carrego dentro de mim.
E isso ninguém apaga.
É sopro de Deus.
Até o final
Um destino certo e sombrio
Medo do desconhecido
Corroído pelo ciclo esquecido
A alma e o coração vazio
Os olhos que pouco acompanha
Menos impulsivo estou
Se a idade me preocupa
Feliz pelo que passou
Se devagar ainda Caminho
Mais ou menos
Merecido
Quem ira dizer o que farei
Viajo pelo abstraido
Tento fugir do transpasso
Ainda o que me resta não sei..
❝ ...Não deixe que as amarras do passado
te prender, não limite sua vida por medo
de sofrer. Abra seu coração para as bençãos
que chegam de mansinho, em gestos de carinho,
nunca deixe que tirem de você a esperança de um
novo dia, um novo recomeço, uma nova historia.
Ainda que seja difícil, mesmo que venha as provações,
minha Fé conforta e alivia a minha Alma....❞
❝ ...A Mulher Guerreira não tem medo do aguaceiro; ela dança na chuva e prova que a felicidade é um estado de espírito que vento nenhum apaga.
O medo é para quem não aprendeu a lavar a alma.
Ela levanta os braços, deixa a água abençoar o rosto. Em cada giro leve, em cada entrega que acalma, Há um adeus definitivo ao que ficou exposto...❞
---------------- Eliana Angel Wolf
---------- Eliana Angel Wolf
❝ ...Por vocês, minha alma uiva canções de ninar e coragem. A Loba em mim não tem medo de lutar ou se entregar. Meu amor é o laço sagrado que resiste à viagem, O elo que me faz eterna e me ensina a amar.
Vocês são a matilha, a razão do meu instinto mais puro. E em cada um de vocês, eu me encontro e me refaço. Obrigada, filhos, por me darem o sentido seguro, Onde o coração de Loba repousa em paz, no meu abraço...❞
-------------- Poetisa: Eliana Angel Wolf
(Escudo de Fé)
Caminha firme, o solo treme sob o passo
Luz no olhar, o medo vira apenas um traço
Pés descalços, marcas de uma longa jornada
Joelhos calejados na oração da madrugada
Ela não olha para trás, o horizonte é o destino
Sua força é o eco de um poder divino.
--------- Eliana Angel Wolf
Talvez o meu medo já existisse,
porque ainda dói saber
que fui apenas uma segunda opção.
E tenho medo…
medo de te esquecer,
medo de me desapegar,
medo de te deixar ir.
Mas talvez o maior medo de todos
seja que, um dia, nos tornemos apenas “estranhos”.
Spoiler: tornámo-nos
— A Escolha do Presente —
Eu não sou mais
a dúvida do passado —
nem o medo escondido
entre noites silenciosas
e caminhos interrompidos.
Já carreguei perguntas demais
nos ombros da alma —
já tentei entender
por que certas portas fecharam
e por que algumas pessoas partiram
sem olhar para trás.
Mas o tempo ensina —
e a dor também amadurece.
Hoje eu entendo
que nem tudo que se perde
foi feito para permanecer.
Há fases que acabam
para que outras possam nascer —
há despedidas que libertam
e silêncios que curam.
Eu não sou mais
a insegurança que hesitava diante da vida —
não sou mais a voz cansada
que precisava da aprovação do mundo
para continuar caminhando.
Eu sou a consciência
de quem aprendeu a recomeçar.
Sou a coragem
que decidiu permanecer inteiro
mesmo depois das tempestades.
Eu não sou mais a dúvida do passado,
eu sou a escolha do presente.
A escolha de viver com verdade —
de seguir sem máscaras —
de não diminuir minha luz
para caber na escuridão de ninguém.
Porque existe um momento
em que a alma desperta —
e quando ela desperta
já não aceita viver pela metade.
Hoje eu caminho diferente —
não porque tudo ficou fácil,
mas porque finalmente compreendi
quem eu sou.
— Paulo Tondella
Quando criança, eu sempre gostei de subir nas árvores, mesmo com medo de altura.
Eu gostava de escalar a mais alta para ter a vista mais longínqua e bonita. Hoje, percebo o perigo, o abismo: de como a queda é mais forte e o choque é imenso, a ponto de me desligar da realidade e ser obrigado a mudar de identidade. Me curar e reerguer está sendo difícil.
O mundo pleno que um dia tanto admirava se desfez. Um pedaço importante de mim se partiu junto com ela. Fui embora de mim. É uma tristeza misturada com um vazio tão profundo, difícil de suportar. Agora, até conseguir tomar um simples banho, me alimentar, dar um sorriso ou caminhar até a esquina é árduo.
Deus me perdoe! Por que fui ter coragem de amar? Esse luto que me assalta a alma é um preço muito alto.
Tenho medo. O que mais sinto dentro de mim é medo. Das maiores até as menores coisas do mundo. Porém, me enxergo como uma pessoa mais valente e corajosa do que quem se diz ser. A razão disso é porque enquanto sinto estes medos paralisantes eu apenas vou e faço o que precisa ser feito. Enquanto os "corajosos" paralizam.
Eu, o medroso sou o verdadeiro corajoso.
