Texto Medo

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O medo da morte


Antes a morte não me causava angústia, não ligava pra quando muito menos de qual maneira.
Depois que você apareceu na minha vida, que eu tomei conhecimento de que nesse mundo tu estás..


Agora a morte me causa angústia, medo de viver pouco e talvez não aproveitar algo nesse mundo o qual tu faz parte.


Isso era antes, agora tanto faz, a morte já é algo esperado as vezes até anseio por sua chegada...

⁠Quando percebo que algo ameaça minha paz, já acendo o alerta.
Não é medo, é maturidade.

Porque antes de qualquer coisa, eu me respeito.
Sou muito bem comigo mesmo, e às vezes até melhor só…

Do que tentando ser “o cara certo” em uma relação errada.

A minha paz não é negociável.
E se for pra perder a cabeça, que seja por um sonho —

nunca por alguém que não sabe cuidar.,

Quando o medo sou eu


Às vezes, o coração dispara sem aviso. Não há perigo aparente, mas o corpo reage como se estivesse cercado.
É como se o mundo inteiro apertasse os ombros, como se o ar ficasse mais denso, como se cada pensamento virasse um grito dentro da cabeça.


São os picos de ansiedade ,FG1essas ondas que vêm sem pedir licença, que tomam conta do corpo e da mente. Nessas horas, tudo parece demais: as cobranças, as expectativas, os olhares, até o silêncio. A pressão se acumula como se eu tivesse que ser forte o tempo todo, como se falhar fosse o fim do mundo.


E o mais assustador é quando o medo não está lá fora. Está dentro. Quando começo a temer a mim mesmo meus impulsos, meus pensamentos, minha incapacidade de controlar o que sinto. Quando me olho no espelho e não reconheço quem está ali. Quando me pergunto: “E se eu não aguentar? E se eu fizer algo que não consigo desfazer?”


Mas mesmo nesses momentos escuros, há uma parte de mim que resiste. Que sussurra, mesmo que fraco “Você já passou por isso antes. Você não é o que sente agora. Isso vai passar.” E passa. Sempre passa. Não sem dor, não sem luta, mas passa.


Falar sobre isso não é fraqueza. É coragem. É admitir que ser humano é, às vezes, ser vulnerável. E que tudo bem ter medo até de si mesmo desde que a gente não se perca nesse medo. Porque há força em reconhecer a própria dor. E há esperança em continuar, mesmo tremendo.


Evans Araújo

SEM MEDO

Não é porque você foi humilhado ontem
que tem o direito de baixar a cabeça hoje...
O mal e o bem fazem parte da vida,
assim como a tristeza e a alegria,
a dor e a cura...
Seja forte independente do medo da ferida
das fraquezas que te lavaram a queda
e principalmente dos riscos que sempre irão nos atormentar...

Eu Quiseras

Eu quiseras amar, sem medo, sem fim,
Mergulhar no abismo que leva a ti.
Eu quiseras voar, tocar o luar,
No brilho dos sonhos, contigo estar.

Eu quiseras me entregar ao teu calor,
Perder-me inteira no teu amor.
Eu quiseras delirar, me dissolver,
Ser tua sombra, teu ar, teu ser.

Eu quiseras morrer no infinito,
Ser brisa leve no teu suspiro.
Eu quiseras, eu quiseras sem temer,
Ser tua, ser nós, ser só prazer.

Amar

Amar é fazer o ninho,
Que a duas almas contém,
Ter medo de estar sozinho,
Dizer com lágrimas: vem,
Flor, querida, noiva, esposa...
Cabemos na mesma lousa...
Julieta, eu sou Romeu:
Correr, gritar: onde vamos?
Que luz! que cheiro! onde estamos?
E ouvir uma voz: no céu!

Vagar em campos floridos
Que a terra mesma não tem;
Chegamos loucos, perdidos
Onde não chega ninguém...
E, ao pé de correntes calmas,
Que espelham virentes palmas,
Dizer-te: senta-te aqui;
E além, na margem sombria,
Ver uma corça bravia,
Pasmada, olhando p'ra ti!

Tobias Barreto
BARRETO, T. Dias e Noites. Rio de Janeiro: Organização Simões, 1951.

Amor não é sofrimento e viver perdoando chifres. Isso não é amor... É medo, desespero, carência, mas não é amor.
Essa ideia de aceitar tudo em nome do amor é totalmente errada...
Amar alguém tem que ser bom, tem que ser leve... O amor nos faz superar obstáculos, vencer juntos, conquistar juntos... Amor nunca é indiferença e desespero.
Amor é respeito, gentileza, reciprocidade.
Amor é ficar ao lado nos momentos difíceis, quando o salário atrasa, quando o desemprego bate na porta, quando alguém adoece... Amor é colo e abraço apertado.
Amor é tipo canja de galinha no frio para ajudar a curar o resfriado.
É muita gente nomeando o medo de seguir em frende de amor.
Quando alguém diz que "o amor tudo crê e tudo suporta"⁠ não é sobre infelicidade, é sobre vencer juntos os obstáculos que surgem durante a caminhada.
O amor é bom e se não te faz bem... Desculpa, mas não é amor.

Mascarados


A máscara do ódio
A roupa da tristeza
A alma de medo


Por que te escondes?


Mostre ao mundo
Teus monstros eternos
Revele a todos
Suas dores ocultas


O que lhe segura
Não são fundamentos
O que te detém
Não são justiças puras


A luz que te guia
Também te cega


Olhe ao seu redor
Mas sem medo
Olhe ao seu redor
Mas sem o ódio
Que você aprendeu a carregar


O chão que você pisa
Consumido pelo medo
Se torna em fel
Amargo e feio


Se com pureza andasse
Verdade veria
Luzes por todos os dias
Beleza a cada passo
Sem um pingo de cansaço


Mas é impossível ser puro
Nesse mundo leviano
Cheio de enganos
Totalmente profano


Coloque sua máscara no lugar
Se agarre a sua Justiça
Justiça carente de Justiça
Se afaste da beleza
Desista da pureza
Nessa terra de fel
Não se sonha com mel

Desconhecido conhecido


Se te digo
"Tenho medo do desconhecido"
Minto.
Tenho medo de tentar...
Na verdade...
De errar


Medo do desconhecido não existe
Teríamos nós medo de tudo?


O próximo segundo
É desconhecido
O próximo minuto
O próximo ano
Desconhecidos
A origem! O fim! O sentido...
De tudo...
É desconhecido.


O conhecimento é desconhecido


Você se conhece?
Tipo...
De verdade?

Poesia: Medo de Crescer 01


Olhar de Criança


Quando pequeno pensava
Nas coisas que vó dizia.
Nos bichos que existia
E que no terreiro rodava


No vicente finim ela falava
Neu até medo botava
Com aquelas prosas boas.
Eu como o minino que era
Com tanto medo que o coro pela
Num duvidava de coisa atoa


Daí o tempo foi passando
E eu o acompanhava de perto,
Ligeiro, garoto esperto
Crescendo e já fui notando.


Dá conversa desconfiando,
O medo já me deixando,
E eu já difícil de crer.
Histórias que outras horas,
Como do saci ou da caipora,
Agora não tinha mais paricê.


Cresci e também percebi
Que o tempo foi o meu pecado.
O que me deixava assombrado
Não é nada do que vivi.


O mundo me calou aqui
E mesmo tentando insistir
Nada me assusta tanto
Que me faça esmurecer
Mais do que pude perder
Com o tempo que me tirou em prantos.


Hoje a bassora caída
No assusta mais ninguém
E até o grito de alguém
Passando nalguma avenida


Num soa mais forte que a vida
Quando bate despercebida
Vindo deixar algum recado.
Os bichos foram tudo embora,
Acabou-se os medos das histórias.
Ficaram os contos no passado.


Tsharllez Foucallt.


terreiro: quintal.
Vicente finim: busca no google.
Caipora: Mãe da mata.
Paricê: parecer.
Esmurecer: enfraquecer.
Bassora: vassoura.
Nalguma: Em alguma.

"Não tenha medo da escuridão
Ela é a única que não muda
Está sempre lá
Inteira
Por mais que se veja apenas um pontinho
Mergulhe e verá uma imensidão
Se por acaso
Você se perdeu
Sairá de lá reencontrado
Inteiro
Não existe luz no fim do túnel
A luz é você
Basta quando se perder
Se reencontrar
E lembrar que tudo é questão de equilíbrio
Luz e escuridão
Um não existe sem o outro"

Medo mesmo, ou mesmo medo.

Eu tenho muito medo do mesmo, mesmo banco, mesma praça, mesma rua, mesmas pessoas, mesma casa, mesmo carro, mesmo jardim, mesmas flores e tantos outros mesmos. E um mundo de mudança e velocidade, já imaginou ficar prisioneiro do mesmo ?
Medo de sair, não é sair com medo e sim, se sobressair. Coragem, não é ausência de medo e sim, coragem de enfrentar o medo. Estar equilibrado não é estar imóvel, estar equilibrado é mover sem se desabar. Alguém que diz não ser medroso, ela não quer dizer ser corajosa ou medrosa, e sim inconsequente.
A melhor maneira de ficar vulnerável, é achar que está invulnerável. A melhor maneira de ficar desprotegido, é achar que já está completamente protegido e assim a segurança psicológica entra em ação e a mudança de comportamento acontece, como dizia um amigo meu e já falecido: "a sorte segue a coragem".

Às vezes, eu tenho medo de esquecer você.
De simplesmente acordar um dia e encontrar uma cama vazia… levantar, preparar e tomar meu café da manhã sozinho, sem “bom dia”, sem abraços, sem beijos, sem risadas. Sem você.


Eu me pergunto quanto tempo levaria até que os anos me alcançassem e começassem a apagar coisas sobre você:
a forma diferente que você sorri, o som da sua risada, da sua voz, o seu cheiro, o gosto do seu beijo…
ou até mesmo detalhes simples, como sua cor favorita, os livros que você gostava de ler, e as músicas que ouvíamos juntos.


Tenho medo de que, um dia, você exista apenas como uma lembrança distante.
Um pequeno vislumbre de felicidade que vivi aos 20 anos, mas que já não está ao meu lado aos 70.


E então eu me pergunto…
será que você terá sido só isso?
Um breve instante de alegria na vida de um homem velho e melancólico?

Há momentos que muitos de nós,
por medo, desprezo e a pressão do ódio,
desejamos deitar e não levantar mais.
E ao acordar no outro dia, vivos,
percebemos que não precisamos desejar morrer,
porque o mundo nos massacra.
Que só precisamos eliminar
do medo e do ódio,
o preconceito, a exclusão e a intolerância,
e todo o mal que nos faz querer morrer,
quando viver é um dom.

Baú dos sonhos.


Venha, não tenha medo.
Caso não tenha nenhum, eu lhe empresto.
Trago comigo alguns baús, repletos de sonhos, desejos, alegrias, surpresas.
Tem para todos, basta não ter medo de sonhar, de realizar, de construir.
Venha, se aproprie de um, pode ser seu, meu e quem sabe até nosso.
O importante é não perdê-los de vista, tê-los dentro do coração, vivos na memória.
Os sonhos nos mantêm na direção, na direção da felicidade.

Cada vez mais me convenço de que não é por falta de amor, e sim de que as pessoas tem medo de amar, de viver algo, algo que as tirem do lugar comum.
Algo que possa mexer dentro, já que está tudo arrumadinho, "já sofreu tanto por amor".
Diante disso, vive reprimindo o que senti o sentir. O amor morre sufocado em um peito que dia, após dia, pratica um esvaziamento, até murchar e morrer de solidão.

Sufoco

Quando nunca tivemos algo
E temos medo de perder
Podemos estar agindo errado
Ao pensar, mas nada fazer

A ausência é também ação
Atrasando os fatos e fotos
Será que revelaremos ou não?
A quem nós somos devotos

Os velhos tempos se foram
Para sempre, sem discussão
Tudo se vai... uns a mais
Na inexistência de opção

Que cultivemos bons amigos
Sejam eles poucos, loucos
Mas que tenhamos um amor
Único e onipresente sufoco.

Ser mãe de quem está na guerra é viver entre extremos.
É sentir medo constante e, ao mesmo tempo, um orgulho que não cabe no peito.

É aprender a ser forte, mesmo sem querer…
e descobrir que o amor de mãe atravessa qualquer distância, qualquer fronteira, qualquer guerra.

Dra. Erica Alvim Lyra

Na noite tensa de um passo incerto,
ergue-se o medo, denso e desperto.
No peito, o pulso corre ligeiro,
entre o instinto e o mundo inteiro.
Não busca a guerra quem quer viver,
nem deseja ferir, nem quer sofrer.
Mas há momentos — duros, fatais —
em que a paz se desfaz nos vendavais.
É quando a vida, em risco iminente,
clama por força, firme e urgente.
E a mão que treme, sem desejar,
torna-se escudo para se guardar.
Não é vingança, nem ódio cego,
é o direito de não ser entregue
à sombra fria da injusta mão
que ameaça o corpo e o coração.
Legítima defesa — nome austero,
carrega o peso de um ato sincero:
proteger o sopro que insiste em ficar,
quando tudo parece desabar.
E após o eco do gesto tomado,
fica o silêncio, denso, marcado.
Pois mesmo justo, o ato em si
deixa cicatrizes dentro de quem o ouviu e o fez ali.

Era chamada de bipolar quando só não sabia se expressar.
guardava tudo pra se, com medo de se machucar!?


sobre isso o que a psicologia diz: ansiedade crônica, ruminação mental ou uma "síndrome do pensamento acelerado". Esse quadro reflete um esgotamento mental onde o cérebro, sobrecarregado, tem dificuldades em processar emoções e regular o humor.