Texto Filosófico
Os "ídolos da caverna" dependem de cada indivíduo, pois cada um de nós tem uma caverna, um lugar profundo onde guarda verdades que independem da comprovação, são certezas das quais não abrimos mão mesmo diante de provas concretas. Os "ídolos da caverna", ou os pré-juízos, podem nos levar ao erro por não aceitarmos a existência de outras verdades e de outras realidades além dessa nossa verdade íntima e profunda.
O empírico se assemelha à formiga, pois se preocupa em acumular e depois comer a sua comida. O dogmático é como a aranha que tece sua teia com material extraído de si mesmo, da sua própria substância. A abelha faz o melhor caminho, pois tira a matéria das flores do campo e então por uma arte própria, trabalha e digere essa matéria".
Os "ídolos da tribo" são os enganos criados pelo nosso próprio intelecto que através de observações fáceis e parciais pode chegar a conclusões falsas, como aconteceu durante muito tempo nas observações que os homens fizeram do universo e acreditaram que o sol girava em torno da terra.
Os "ídolos da praça", ou do foro, que podem nos levar ao erro por diferenças de interpretação do que nos falam e do que falamos aos outros. As palavras são o fio condutor que podem nos levar a esse ídolo, as palavras podem fugir da nossa interpretação e criar vida e sentido próprio e nos levar ao erro.
Acaso sereis suficientemente filósofos para me fazer esta objeção? (...)
Escolhei a BOA solidão, a solidão livre, frívola e ligeira, aquela que vos dá o direito de permanecerdes bons, num sentido qualquer(...)
O cinismo é a única forma sob a qual as almas torpes tocam ao de leve no que se chama sinceridade. O homem superior deve apurar o ouvido perante qualquer variante do cinismo, felicitar-se de cada vez que ouve IDIOTICES do FARSANTE despudorado ou do sátiro científico (...)
Para um homem dotado de profundo pudor, os destinos e as decisões delicadas escolhem caminhos por onde poucos transitaram e de cuja existência nem os seus mais íntimos confidentes devem ter conhecimento(...)
Devemos livrar-nos do mal gosto de querermos estar de acordo com muitos(...)
Aquilo que pode ser comum tem sempre pouco valor. Em última instância tudo deve ser como é e sempre foi. As coisas grandes estão reservadas para os grandes, os abismos para os profundos, as delicadezas e os arrepios para as almas delicadas e, de um modo geral, tudo o que seja raro, para os raros.
165. Da felicidade da renúncia -
Aquele que renuncia absolutamente a uma coisa e por muito tempo, se porventura volta a encontrar, quase acredita que a descobriu; e qual não é a felicidade do homem que descobre! Sejamos mais sábios do que a serpente, que fica tempo demais exposta ao sol - ( Friedrich Nietzsche - in Gaia ciência)
Eu não tenho sonhos e talvez nunca os tenha. Nem aspirações nobres e lúcidas, que com certeza não veriam em vida a luz do sol e nem encontrariam ouvido de gente, pois aspira o ser vivente e quem vive é a carne; tudo além e a mais é. Apenas a isto olhei, observei obstinadamente e encontrei. Eureka! [...] No sentido último e preciosista do termo, opto por utilizar o vocábulo sobreviver, em um sentido que já se faz "também" (talvez, a depender da definição de biologia, e assim por diante) filosófico, e não meramente biológico. O que, em suma, digo é que não vivo, sobrevivo e também por isso não sonho; encontrei e sou.
Eu tenho consultado vários livros de Sócrates a Shakespeare, tentando achar uma forma de expressar com palavras o quê nós sentimos um pelo outro, mas eu percebi que não há palavras para isso, quando você sabe que tem, você confia, você acredita, você se arrisca, fica disposto a sacrificar tudo, para manter custe o que custar.
Como já dizia Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.” Pois então eu vos digo, amigos: encarei o abismo da minha alma, beijei o meu próprio demônio, realizei rituais do meu próprio suor e sangue; e afirmo, em alto e bom som, para que toda a sociedade possa me ouvir: eu sou o são que todos chamaram de louco. Sou a mais linda nascente que brota no rio Eufrates. Sou aquele, dotado de tamanha inteligência, que tentam calar com vossas bocas imundas. Então eu vos digo — não aos vossos ouvidos, mas às vossas mentes fechadas e doutrinadas: uma revolução não começa com um só homem; começa, sim, com doze.
Sócrates uma vez disse uma vez, a todo filósofo que queria a sabedoria: "Conhece-te a ti mesmo." Outra vez, disse: "Sei que nada sei." Achar que sabe tudo sem Deus, leva a uma extrema loucura. Quando pensa que não, a ignorância e o autoconhecimento adquirido ao longo da vida, pode ir muito além. Dizia: "Para tudo há uma resposta." Ainda que brincasse, de fato é só buscar a resposta. Não é difícil, pois há uma grama de fatos e evidências que te levam a compreensão à algo muito mais além do que isto que escrevi, apenas lendo. O que quero dizer, é que leva a várias interpretações, ainda que eu tenha a "chave" do conhecimento. Há gênio que possuem a chave. Outros, assim produzem e vão muito além produzindo. O pior de tudo e felizmente cômico, é que outros conseguem acessar outras chaves do conhecimento, quando penetram nos mistérios de Deus e compreendem a vida humana, o universo e tudo... Não uma ideia geral de tudo, mas cada um por um, sabendo que Deus existe e é real, Criador de todas as coisas. Só Ele tem o impossível de saber de tudo, como uma ideia da realidade. Ainda que em constante movimento em diversas dimensões.
Sem escritores, queimamos bibliotecas inteiras da nossa história. Não existe Sócrates, não existe Machado de Assis, não existe diário da sua avó. Suas raízes somem. Suas referências viram pó. Você perde a única prova de que já existimos. Consegue sentir o desespero de um mundo sem memória?
“Conhece-te a ti mesmo” de Sócrates, como se já aconselhasse Narciso. Porém Sócrates sabia perfeitamente que quem se conhece não cessa de aprofundar-se e de se ultrapassar. Se os antigos dizem: “Conhece-te” e os cristãos dizem: “esquece-te” é que eles não falam do mesmo eu. E só é possível conhecer um com a condição de esquecer o outro.”
Socrates mencionou , que viver sem desafios , não vale a pena ! Eu acrescento ao pensamento dele , dizendo : também de nada vale a glória pós guerra , se travou batalhas , contra inimigos fracos , desprovidos de honra , coragem , amor pela vida e por aquilo que lutavam . sobrepujar grandes desafios, é a garantia que seu nome ecoará na etenidade !
Segundo Sócrates, existem quatro tipos de loucura: a profética, a ritualística, a amorosa e a poética. A única regra é o desregramento! A insânia é fundamental para a inteligência, para a arte, para a ciência... A loucura é o preço que se paga pela genialidade, já a ignorância, é o presente dado pela mediocridade.
Nós não podemos esquecer nunca que a primeira filosofia que surge com Sócrates — não com os pré-socráticos, que embora estejam praticando algumas atividades filosóficas não têm ainda uma consciência clara do que seja a filosofia como atividade distintiva — começa como filosofia política, ou seja, começa como meditação e análise crítica não só da sociedade em geral, mas da própria situação social dos seus interlocutores.
Sócrates procurava um conhecimento que não apenas fosse racionalmente fundamentado — e, portanto, intrinsecamente mais crível do que os outros conhecimentos —, mas que tivesse uma importância existencial efetiva para ele próprio. E esta síntese inseparável da consciência pessoal com o conteúdo do conhecimento é exatamente o que define a filosofia.
Sócrates, o grande pensador e pai da filosofia, talvez seja uma das pessoas mais corajosas, pois precisamente resolveu estudar algo que nenhum outro teve tal discernimento, resolveu estudar o homem, a pior criatura existente. No entanto, ele reconhecia sua própria ignorância, tanto que sua frase icônica " só sei que nada sei", deduz o que vivemos há anos, a estupidez do homem em achar que possui total conhecimento.
Sócrates disse para o oráculo; só sei que nada sei. Ele apenas mostrou a realidade das pessoas humildes. Ou seja todos nós sabemos alguma coisa. Mas quando aprendemos outras entendemos que não sabíamos de nada. O saber é compreender que não sabendo nos tornamos inferior aos mais inteligentes.e quando sabemos e não demonstramos nosso saber nos tornamos mais superior. Sócrates o mais inteligente quanto mais ele aprendia mais ele percebia que nada ele sabia.
Em um paradoxo, Sócrates afirmou: ‘Só sei que nada sei.’ Essa aparente contradição revela a verdadeira sabedoria. Imagine um dos maiores pensadores do século V a.C., reconhecendo que, apesar de seu vasto conhecimento, ele ainda não possuía o conhecimento absoluto. Em outras palavras, Sócrates entendia que não era superior a ninguém e que o conhecimento não o tornava melhor que os outros. Ele abraçava a jornada contínua de aprendizado.
O FILÓSOFO SÓCRATES ao caminhar pelas ruas observava tudo até ser abordado e questionado e a pergunta foi essa ( Socrates o que tanto você observa ? " e ele soltou essa MÁXIMA -Estou observando quantas coisas existem nesse mundo que eu não PRECISO para ser Feliz ) e você já fez a sua análise e já se perguntou , quantas coisas nesse mundo existe e Quantas pessoas que você quer , mas necessariamente nao precisa pra ser feliz """"
