Texto Filosófico
Tales de Mileto afirmava que o mundo foi criado pela agua, pois os Reinos Animal e Humano precisavam beber as suas riquezas existentes na cosmologia fundamental da natureza, ou seja, significa que para o mar se formar se precisa das ondas e do vento que move as folhas das florestas, dos rios que formam as cachoeiras, podendo ser tranquilas e agitadas, quando chegamos perto do oceano vemos o horizonte do Sol brilhar diretamente pela Luz que vem do Norte e Sul. Diferentemente da Lua que ao olhar as estrelas sentimos os flocos de neve se derreter no calor da temperatura dos corpos e do frio do ar infinito e puro quanto lindo
O ser humano e sua preocupação em seguir a receita para a felicidade, ao cair em descoberta que não existe uma, tornar-se infeliz.
A tentativa em achar uma receita para tudo é uma imagem de nossa fragilidade, como é preciso seguir algo, ocupar-se e não viver. Achar tal receita torna infelicidade maior a longo prazo, é o comodismo do que achamos necessário, achar é tornar-se infeliz.
Assim como Camus diria que a vida não possui um sentido, pois assim podemos dar a ela o sentido que quisermos...
Então para quê o desejo de seguir algo?
A história do ovo e do bacon fala sobre envolvimento e comprometimento. Quando você come o bacon, o porco está comprometido, já que ele é o próprio. O ovo, você come e o envolvimento da galinha é de menos. Que por sua vez aproveitará o tempo livre para ciscar o chão e continuará a procurar minhocas.
Há uma frase atribuída a Sir Francis Bacon que diz: “A verdade é filha do tempo, não da autoridade”. Eu diria que a verdade não é filha de ninguém ela se sustenta por si só. O que o autoritarismo não sabe, é que a verdade nem o tempo pode esconder, não importa o quanto o tempo se esforce. A verdade é sempre ela mesma e permanece intacta independente da ação do tempo.
"Eduquem-se as crianças e não será necessário castigar os homens" - Sócrates
"Seja a mudança que quer ver no mundo" - M. Gandhi
" Não espere por líderes, faça você mesmo, sozinho, pessoa por pessoa." - Madre Teresa De Calcutá
"Amai-vos uns aos outros, tal como eu vos amei." - Jesus Cristo
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A base do verdadeiro conhecimento está na frase
- O que sei é que nada sei. [Sócrates]
Busque reforço em todos os meios
possíveis, mas nunca os aceite como
verdade absoluta, pois tudo nessa vida
é mutável.
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________________________ Paulo Ursaia
O maior papel do professor talvez seja o de orientação; afinal, como dizia Sócrates, as pessoas são capazes de aprenderem por si mesmas...
Entretanto, por mais que o professor se dedique integralmente ao processo de ensino, nem sempre o aluno consegue alcançar resultados satisfatórios. O dedicado professor que assume parte da culpa, por resultados aquém do esperado, demonstra compreender que seu real compromisso é com o aprendizado do aluno. Assim, motivar, compreender as limitações e, muitas vezes, os traumas dos alunos são papéis igualmente importantes...
“Conhece-te a ti mesmo e conhecerá o universo e os deuses.” (Sócrates)
Cada indivíduo que passa pela sua jornada aqui na Terra tem a própria missão a cumprir. Através do autoconhecimento, essa jornada pode se tornar uma experiência muito mais sublime, porque quando você sabe quem é, o que quer e para onde vai, as portas se abrem para um caminho mais iluminado.
Apesar de o autoconhecimento ser extremamente necessário para qualquer pessoa ter a própria identidade e saber o que quer da vida, muitos ainda não conseguem se conhecer profundamente, lá na essência da alma.
Assim surgem vários transtornos que atrasam muito o processo de desenvolvimento pessoal. Ansiedade, medo, fuga, depressão, estagnação, tristeza são alguns dos transtornos mais comuns nas pessoas hoje em dia.
Em tempos de conexão com redes sociais e muitas informações das mídias, as pessoas esquecem de olhar para dentro e passam a maior parte dos seus dias literalmente cuidando da vida dos outros. Com tanta informação e tecnologia, o verdadeiro progresso é dar um passo rumo à simplicidade e voltar seu olhar para suas raízes.
O único caminho para a sua evolução é conhecer seu ser divino e se conectar ao que é realmente verdadeiro: sua energia, seu amor, sua gratidão, seu altruísmo.
Se não eu, quem? Se não agora, quando?
O primeiro passo para você mudar sua vida e descobrir seu caminho nesse mundão é entrar em um processo mágico e transformador, simples e complexo: conheça-te!
Autoconhecimento: a eterna busca por si mesmo
Praticar o autoconhecimento significa trabalhar para estar consciente. Consciente de quem você é, na sua essência. Consciente de onde você está (qual seu papel no mundo?) e por qual razão. Consciente do porquê de as coisas acontecerem ao seu redor, como elas acontecem e como você reage a isso. O resultado pode ser transformador, de verdade!
Você faz melhor suas escolhas, tira proveito de diversas situações, mesmo as mais difíceis. Assim você começa a escolher melhor as pessoas que estão ao seu lado e aprende a dar importância ao que realmente é relevante, com isso ganha tempo e qualidade de vida.
Pratique seu autoconhecimento:
A palavra fundamental nesse processo é: porque.
Quando você se pergunta o porquê das coisas e busca sinceramente as respostas, você pode descobrir coisas fantásticas sobre si mesmo e sobre o mundo ao seu redor.
Questione-se sempre, reflita sobre as respostas e escreva sobre elas, esse é o primeiro passo.
Conheça seu “eu”, sua essência divina
Existem algumas perguntas fundamentais para você se fazer:
O que o faz feliz? Pense nas coisas que mexem com seu coração, trazem brilho aos seus olhos, faz você sorrir, sem nem perceber.
Qual sua motivação todos os dias, ao acordar? O que o faz levantar da cama com ânimo e alegria? O que o motiva: seu trabalho? Sua família? Amigos? Viagens?
Como você reage a situações que não lhe agradam? Você geralmente chora? Grita? Fica sem dormir? Desabafa? Guarda para si?
Quais são seus pontos fortes e fracos? Todo mundo tem qualidades e defeitos, virtudes e não virtudes. Você sabe quais são os seus?
Que marca você quer deixar no mundo? Qual seu propósito de vida? Por quais ações suas você gostaria de ser lembrado?
Quem você admira? Por quê? Quais pessoas são inspirações para você e qual o motivo de o serem? Geralmente, é um bom ponto de partida para você se guiar por modelos que você gostaria de seguir.
Quais são seus valores? Você precisa saber o que realmente lhe importa, quais são os principais valores morais em que você acredita. A ética e a moral são uma linha tênue para a boa convivência com os outros e com você mesmo.
Quais são suas crenças? No que você acredita? Você tem fé? Está conectado com o divino? Sabe usar sua energia de forma positiva?
Religião significa “religare”, ligar-se a forças superiores.
Independentemente de religião, pense no que você realmente acredita, sem dogmas ou velhas crenças ensinadas por terceiros.
Faça um diário do “eu”:
Muitas vezes, essas perguntas não vêm com respostas imediatas, é justamente por isso que você precisa fazê-las, porque são o treino do autoconhecimento. E é legal você escrever em um diário essas perguntas e suas respostas. Com o tempo, faça as mesmas perguntas novamente, é bem provável que as respostas sejam diferentes, pois você está em constante transformação, e isso é ótimo!
No diário, você também pode escrever:
Como foi seu dia e como foram seus sentimentos.
Quais foram seus pensamentos.
Como você tratou as pessoas ao seu redor.
Você prestou atenção e esteve desperto para as coisas que aconteceram diante dos seus olhos? Quais sons, cheiros, luzes, informações você teve?
E o que tudo isso lhe ensinou nesse dia? Quais novas questões apareceram?
Escrever em um diário não é coisa de adolescente, não, pode ser muito mais promissor do que você imagina! O diário é o espelho da sua alma, documentado.
O caminho para autoconhecimento
Dica 1: faça um filme da sua vida
Faça um filme (mental ou materializado) sobre sua vida. Você pode apenas imaginar, escrever, juntar fotos…, mas pense em todos os momentos da sua vida, desde a infância até o presente.
Quais foram as situações que mais o marcaram?
Quem foram as pessoas mais importantes em algum momento da sua vida que o fizeram bem e ajudaram de alguma maneira?
Quais os personagens que sempre estiveram e sempre estarão ao seu lado?
E os vilões? Houve alguém que lhe fez algum mal, que o machucou ou magoou de alguma forma? Os vilões sempre são fundamentais no processo de desenvolvimento da trama.
Enfim, no filme da sua vida, com certeza há momentos de comédia, drama, suspense, esses momentos são mais importantes do que você pensa, porque suas experiências de vida formaram quem você é hoje!
Vamos repensar?
Sócrates — “Conhece-te a ti mesmo.”
“Conhecer a si mesmo é apenas o começo; o verdadeiro desafio é ter coragem de confrontar aquilo que descobrimos. Muitos procuram autoconhecimento não para mudar, mas para justificar quem escolheram permanecer sendo.”
Carlos Eduardo Balcarse
Vamos repensar?
Sócrates — “Só sei que nada sei.”
“Reconhecer a própria ignorância é o início da sabedoria, mas permanecer nela por comodidade é uma escolha. A humildade intelectual abre a porta do conhecimento; a acomodação fecha todas as outras.”
Carlos Eduardo Balcarse
OS PRECURSORES DA TERCEIRA REVELAÇÃO PARTE 2: DA SABEDORIA DE SÓCRATES À CODIFICAÇÃO DE ALLAN KARDEC, — A LONGA PREPARAÇÃO ESPIRITUAL DA HUMANIDADE.
SÓCRATES E JESUS, DUAS VOZES MORAIS QUE ECOARAM ACIMA DO SEU TEMPO.
Marcelo Caetano Monteiro.
Embora separados por quase cinco séculos, Sócrates e Jesus apresentam, sob a ótica espírita, notáveis pontos de aproximação moral. Ambos surgiram em sociedades profundamente marcadas por interesses materiais, convenções rígidas e interpretações religiosas muitas vezes afastadas da essência espiritual.
Não deixaram obras escritas de próprio punho. O pensamento socrático chegou até nós principalmente através de Platão e outros discípulos; os ensinamentos de Jesus foram transmitidos pelos evangelistas e preservados pela tradição cristã.
Ambos ensinaram mais pelo exemplo vivo do que pela autoridade formal.
Sócrates caminhava pelas ruas de Atenas, dialogando com jovens, trabalhadores e cidadãos comuns, convidando-os ao exame da própria consciência. Jesus percorria aldeias e cidades da Palestina, aproximando-se dos humildes, dos enfermos e dos excluídos, revelando a grandeza da lei do amor.
Nenhum dos dois buscava riqueza ou reconhecimento pessoal.
Sócrates não cobrava por seus ensinamentos. Jesus declarou:
“Dai de graça o que de graça recebestes.”
Ambos enfrentaram incompreensão e perseguição por confrontarem ideias estabelecidas.
Sócrates foi acusado de corromper a juventude e de não respeitar as crenças tradicionais de Atenas. Jesus foi acusado pelos representantes religiosos de seu tempo por desafiar interpretações humanas da Lei.
Ambos permaneceram fiéis aos seus princípios diante da morte.
Sócrates poderia ter fugido da prisão, pois seus amigos organizaram sua fuga. Entretanto, recusou abandonar sua consciência.
Segundo Platão, justificou sua decisão afirmando que, se aceitasse violar a lei mediante suborno, perderia a autoridade moral para falar sobre justiça e virtude.
Jesus, igualmente, aceitou o sacrifício voluntário, demonstrando fidelidade absoluta à missão que desempenhava.
A aproximação entre ambos, dentro da visão espírita, não significa igualar suas missões, mas reconhecer que Espíritos elevados podem atuar em épocas distintas preparando gradualmente a humanidade para compreensões superiores.
Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, apresenta Jesus como o modelo e guia da humanidade. Sócrates aparece, nessa perspectiva, como um dos grandes trabalhadores que prepararam o terreno intelectual e moral para a compreensão futura dos ensinamentos cristãos.
PLATÃO — O FILÓSOFO DA IMORTALIDADE DA ALMA E DA REALIDADE ESPIRITUAL.
(427–347 a.C.)
Platão nasceu em Atenas, em família aristocrática, aproximadamente no ano 427 a.C. Discípulo mais importante de Sócrates, tornou-se o principal responsável pela preservação dos ensinamentos de seu mestre através de seus famosos diálogos filosóficos.
Sua influência sobre a história da humanidade é extraordinária.
Ao lado de Sócrates e Aristóteles, constitui uma das maiores expressões do pensamento filosófico ocidental.
Sua mensagem central ultrapassava a preocupação exclusivamente material e conduzia o pensamento humano para uma realidade superior, invisível e permanente.
Platão ensinava que o mundo percebido pelos sentidos não representava a realidade absoluta. Aquilo que os olhos contemplam seria apenas uma manifestação imperfeita de uma realidade superior existente no plano das ideias.
Essa concepção apresenta impressionante aproximação simbólica com a ideia espírita de uma realidade espiritual permanente, sendo a existência física uma etapa transitória da jornada evolutiva do Espírito.
O MUNDO SENSÍVEL E O MUNDO INTELIGÍVEL.
A filosofia platônica estabelece uma distinção fundamental entre dois planos:
O MUNDO SENSÍVEL.
É o mundo percebido pelos sentidos.
Caracteriza-se pela transformação constante, pela impermanência e pela limitação.
Tudo nele nasce, modifica-se e desaparece.
Para Platão, esse mundo corresponde ao campo das aparências e das sombras.
O MUNDO INTELIGÍVEL.
É a realidade superior acessível pela razão e pela inteligência.
Nele encontram-se as ideias eternas, perfeitas e imutáveis.
O verdadeiro conhecimento não estaria apenas na observação exterior, mas no desenvolvimento da capacidade interior de compreender as essências.
O homem, portanto, seria um ser dividido entre duas dimensões:
O corpo físico, sujeito às transformações da matéria;
A alma imortal, sede da razão e da busca pela verdade.
Platão afirmava:
“A natureza do homem é racional, mas encontra no corpo, não um instrumento, mas um obstáculo.”
Essa frase demonstra sua compreensão de que a existência material pode representar uma oportunidade de aprendizado, mas também uma prisão quando o indivíduo permanece dominado exclusivamente pelos sentidos e pelos desejos inferiores.
O MITO DA CAVERNA — A GRANDE ALEGORIA DA EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA.
Entre todas as imagens criadas por Platão, poucas possuem tanta profundidade quanto o Mito da Caverna, apresentado na obra A República.
Platão descreve homens presos dentro de uma caverna desde o nascimento, contemplando apenas sombras projetadas numa parede.
Para eles, aquelas sombras representam toda a realidade existente.
Um desses homens consegue libertar-se e, ao sair da caverna, encontra inicialmente dificuldade para suportar a luz. Gradualmente, seus olhos adaptam-se e ele contempla o mundo verdadeiro.
A alegoria simboliza a jornada humana:
A ignorância representa a prisão;
A reflexão representa o caminho da libertação;
A verdade representa a luz espiritual.
Sob a interpretação espírita, essa imagem pode ser relacionada ao processo evolutivo do Espírito, que abandona gradativamente as ilusões materiais e desperta para conhecimentos superiores.
O homem sai das sombras da ignorância para a claridade da consciência.
A TEORIA DAS REMINISCÊNCIAS — O CONHECIMENTO COMO DESPERTAR DA ALMA.
Uma das ideias mais profundas de Platão é a chamada Teoria das Reminiscências.
Segundo essa concepção, a alma possui conhecimentos anteriores que são despertados através da experiência.
Aprender seria recordar.
As ideias fundamentais não seriam totalmente produzidas pelos sentidos, mas despertadas no interior da consciência.
Essa teoria encontra uma interessante aproximação com alguns princípios espíritas, especialmente a ideia da preexistência da alma e da aquisição gradual do conhecimento ao longo das experiências evolutivas.
A questão 621 de O Livro dos Espíritos afirma:
“Onde está escrita a lei de Deus?”
Resposta:
“Na consciência.”
Sob essa perspectiva, a consciência humana possui uma dimensão profunda onde permanecem princípios que precisam ser desenvolvidos e ampliados.
O MITO DE ER E A IDEIA DA REENCARNAÇÃO.
Na obra A República, Platão apresenta o chamado Mito de Er, narrativa na qual um guerreiro retorna da morte e descreve experiências no mundo espiritual.
Nesse relato aparecem elementos como:
sobrevivência da alma após a morte;
julgamento moral das ações;
consequências espirituais das escolhas;
necessidade de purificação;
retorno da alma a novas experiências.
Platão apresenta a alma como viajante de diferentes estados de existência.
A escolha do destino futuro dependeria das decisões morais tomadas pelo próprio Espírito.
Essa concepção possui grande proximidade com a ideia espírita de responsabilidade individual perante a evolução.
A evolução não seria resultado de privilégios arbitrários, mas consequência das escolhas conscientes do Espírito.
O MITO DO CARRO ALADO — A LUTA ENTRE AS INCLINAÇÕES HUMANAS E A ELEVAÇÃO ESPIRITUAL.
No diálogo Fedro, Platão apresenta uma das mais belas imagens sobre a natureza da alma.
Ele compara a alma humana a uma carruagem conduzida por um cocheiro acompanhado de dois cavalos:
Um representa as tendências nobres;
O outro representa os impulsos inferiores.
O condutor simboliza a razão, que deve harmonizar essas forças.
Quando a alma consegue dominar suas tendências inferiores, eleva-se ao conhecimento da verdade.
Quando perde o equilíbrio, cai novamente no mundo material.
Essa alegoria representa simbolicamente a luta interior do ser humano entre evolução moral e apego às paixões.
A ideia de aperfeiçoamento progressivo da alma encontra ressonância no princípio espírita da evolução espiritual através das experiências sucessivas.
O AMOR PLATÔNICO — A BUSCA PELO BELO, PELO BEM E PELO DIVINO.
Para Platão, o amor verdadeiro não se limita à atração física.
O amor é movimento da alma em direção ao belo, ao justo, ao perfeito e ao eterno.
O chamado amor platônico representa uma aspiração superior: o desejo de alcançar valores espirituais.
O homem começa buscando a beleza exterior, mas deve elevar-se até compreender a beleza moral e intelectual.
O amor, portanto, torna-se instrumento de elevação.
Essa compreensão aproxima-se da visão cristã apresentada posteriormente por Jesus, quando o amor deixa de ser apenas sentimento e transforma-se em lei fundamental da existência.
PLATÃO E AS IDEIAS QUE PREPARAM O PENSAMENTO ESPÍRITA.
Dentro da análise espírita, diversos conceitos presentes na filosofia platônica apresentam pontos de contato com princípios desenvolvidos posteriormente pelo Espiritismo:
existência de uma realidade espiritual superior;
imortalidade da alma;
continuidade da vida após a morte;
evolução moral;
responsabilidade individual;
comunicação entre dimensões espirituais;
necessidade de aperfeiçoamento interior;
valorização da razão como instrumento da busca pela verdade.
Dessa maneira, Sócrates e Platão podem ser compreendidos como importantes precursores filosóficos de ideias que encontrariam desenvolvimento mais amplo séculos depois.
A humanidade caminhava lentamente para uma compreensão mais profunda da natureza espiritual do ser.
CONTINUA NA PARTE 3 - EMMANUEL SWEDENBORG: O CIENTISTA QUE VISLUMBROU O MUNDO ESPIRITUAL; SUA MEDIUNIDADE, SUAS CONTRIBUIÇÕES E OS LIMITES DE SUA INTERPRETAÇÃO SEGUNDO KARDEC E A REVISTA ESPÍRITA DE 1859.
OS PRECURSORES DA TERCEIRA REVELAÇÃO: PARTE III
DA SABEDORIA DE SÓCRATES À CODIFICAÇÃO DE ALLAN KARDEC — A LONGA PREPARAÇÃO ESPIRITUAL DA HUMANIDADE.
_EMMANUEL SWEDENBORG — O CIENTISTA QUE ANTECEDEU A ERA DOS FENÔMENOS ESPIRITUAIS.
(1688–1772)
Marcelo Caetano Monteiro.
Entre os grandes personagens que antecederam o advento do Espiritismo organizado por Allan Kardec, destaca-se Emmanuel Swedenborg, figura singular da história intelectual e espiritual da humanidade.
Nascido em Estocolmo, na Suécia, em 1688, Swedenborg reuniu em sua personalidade características extraordinárias: cientista, engenheiro, filósofo, inventor, estudioso da natureza e profundo conhecedor das Escrituras.
Sua trajetória inicial pertence inteiramente ao campo científico.
Dotado de inteligência excepcional, dominava diversos ramos do conhecimento humano de sua época. Estudou matemática, física, anatomia, astronomia, mineralogia, engenharia e filosofia.
Era poliglota, conhecendo aproximadamente nove idiomas. Atuou como assessor do rei da Suécia e recebeu título de nobreza em reconhecimento aos seus méritos.
Seu nome tornou-se respeitado nos círculos científicos europeus, sendo considerado um dos homens mais cultos de seu tempo.
O seu retrato encontra-se associado à Academia Real de Ciências da Suécia, como reconhecimento de sua importância intelectual.
Entretanto, na maturidade, sua vida tomou uma direção completamente diferente.
O cientista dedicado ao estudo do mundo material voltou sua atenção para a investigação do mundo espiritual.
Esse momento representa um dos episódios mais importantes da preparação histórica do movimento espiritualista moderno.
A EXPERIÊNCIA DE 1744. O DESPERTAR PARA O MUNDO INVISÍVEL.
Aos 56 anos, em 1744, durante sua permanência em Londres, Swedenborg relatou uma experiência que modificaria profundamente sua existência.
Segundo seus próprios relatos, teve uma manifestação espiritual na qual recebeu a missão de revelar o sentido interno ou espiritual das Escrituras.
A partir desse acontecimento, abandonou gradativamente suas pesquisas científicas tradicionais e dedicou-se ao estudo das realidades espirituais.
Em seus escritos afirmou ter recebido uma percepção ampliada da vida espiritual, descrevendo ambientes, comunidades de Espíritos, estados morais após a morte e relações entre o mundo físico e o mundo invisível.
Em uma de suas declarações, registradas por Arthur Conan Doyle em História do Espiritismo, Swedenborg afirmou:
“Na mesma noite - diz ele:
O mundo dos espíritos, do céu e do inferno, abriu-se convincentemente para mim.”
Sob o prisma espírita, Swedenborg teria sido um dos grandes médiuns que antecederam a codificação kardeciana, trazendo descrições que posteriormente encontrariam correspondência em alguns ensinamentos transmitidos pelos Espíritos através da mediunidade estudada por Allan Kardec.
A MEDIUNIDADE POLIMORFA DE SWEDENBORG.
Os relatos sobre Swedenborg apresentam diversos fenômenos mediúnicos.
Ele descrevia experiências de:
vidência espiritual;
audição de vozes;
percepção de ambientes espirituais;
estados de êxtase;
manifestações físicas.
Um dos episódios mais conhecidos ocorreu quando Swedenborg, encontrando-se distante de Estocolmo, teria percebido espiritualmente um grande incêndio que acontecia naquela cidade.
O relato causou espanto porque ele descreveu acontecimentos que, posteriormente, foram confirmados por pessoas presentes no local.
Outro aspecto interessante encontra-se em sua descrição de uma espécie de “vapor” ou emanação que teria saído de seu corpo durante uma experiência espiritual.
Na linguagem espírita contemporânea, alguns estudiosos relacionam esse relato ao fenômeno conhecido como ectoplasma, substância estudada posteriormente nos fenômenos de efeitos físicos.
Entretanto, Swedenborg não direcionou seus estudos para uma investigação sistemática desses fenômenos.
Seu interesse concentrou-se principalmente nas interpretações espirituais e religiosas que extraiu dessas experiências.
AS CONTRIBUIÇÕES DE SWEDENBORG PARA O PENSAMENTO ESPIRITUALISTA.
Apesar das limitações apontadas posteriormente pelo Espiritismo, Swedenborg apresentou ideias consideradas precursoras:
A VIDA ESPIRITUAL COMO CONTINUIDADE DA EXISTÊNCIA TERRENA.
Ele descreveu o mundo espiritual não como uma região abstrata e distante, mas como uma realidade organizada, onde os Espíritos continuariam vivendo após a morte.
Essa ideia aproxima-se das descrições apresentadas posteriormente em obras espíritas como O Livro dos Espíritos e, no século XX, através das narrativas atribuídas a André Luiz em obras como Nosso Lar.
OS ESPÍRITOS COMO SERES HUMANOS DESENCARNADOS.
Swedenborg rejeitou a ideia tradicional de anjos e demônios como seres criados separadamente da humanidade.
Para ele, seriam Espíritos humanos em diferentes estados evolutivos.
Essa concepção aproxima-se da resposta dada pelos Espíritos Superiores na questão 115 de O Livro dos Espíritos, onde Allan Kardec apresenta o princípio de que os Espíritos passam por diferentes graus de evolução.
A EXISTÊNCIA DE DIFERENTES ESTADOS ESPIRITUAIS.
Swedenborg descreveu regiões espirituais associadas às condições morais dos indivíduos.
Não apresentou o inferno como condenação eterna, mas como situação transitória de sofrimento e aprendizado.
Esse ponto apresenta grande afinidade com o pensamento espírita, que compreende a justiça divina como educativa e não simplesmente punitiva.
OS LIMITES DA OBRA DE SWEDENBORG SEGUNDO A VISÃO ESPÍRITA.
A Doutrina Espírita reconhece a importância dos precursores, mas também estabelece um critério fundamental: toda revelação espiritual deve passar pelo exame da razão, da lógica e da universalidade dos ensinos.
Allan Kardec destacou constantemente que o Espiritismo não aceita revelações pessoais isoladas como verdade absoluta.
O próprio Swedenborg, segundo a comunicação publicada na Revista Espírita de novembro de 1859, reconheceu posteriormente alguns equívocos de suas interpretações.
Na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 23 de setembro de 1859, foi publicada uma comunicação atribuída ao Espírito Swedenborg.
Nela, ao responder às perguntas de Allan Kardec, afirma: “A minha moral espírita e a minha doutrina não estão isentas de grandes erros, que hoje reconheço.”
E acrescenta: “Vós, sim, estais no melhor caminho, porque estais mais esclarecidos do que estávamos em meu tempo.”
Essa comunicação apresenta um ponto importante da metodologia espírita: mesmo médiuns dotados de grandes faculdades podem interpretar parcialmente aquilo que percebem.
A faculdade mediúnica não significa infalibilidade.
O médium permanece um ser humano, sujeito às próprias limitações intelectuais, culturais e morais.
SWEDENBORG E O PROBLEMA DA INTERPRETAÇÃO PESSOAL.
Segundo José Herculano Pires, em O Espírito e o Tempo, Swedenborg teria cometido o equívoco de aceitar suas percepções espirituais sem submetê-las suficientemente ao exame crítico.
Sua inteligência extraordinária, paradoxalmente, teria contribuído para construir interpretações próprias demasiadamente complexas.
Ele desenvolveu uma teologia particular, criando a chamada Nova Igreja, baseada em suas interpretações das Escrituras.
Para Herculano Pires, a diferença fundamental entre Swedenborg e Kardec está justamente no método.
Swedenborg recebeu experiências espirituais e elaborou interpretações pessoais.
Kardec analisou fenômenos, comparou comunicações, submeteu informações ao controle universal dos ensinos dos Espíritos e organizou uma doutrina baseada na razão.
Essa diferença marca a passagem do espiritualismo intuitivo para o Espiritismo científico-filosófico.
KARDEC E SWEDENBORG - A DIFERENÇA ENTRE A VISÃO INDIVIDUAL E O MÉTODO UNIVERSAL.
Allan Kardec reconhecia o valor dos pesquisadores anteriores, mas compreendia que a revelação espírita não poderia depender de uma única personalidade.
Em Obras Póstumas, Kardec descreve sua atitude diante dos fenômenos das mesas girantes: “Foi preciso agir com circunspeção, não levianamente. Ser positivo, não idealista, para não me deixar levar por ilusões.”
Essa postura define a essência do trabalho kardeciano.
Ele não rejeitou os fenômenos espirituais anteriores, mas procurou estabelecer critérios seguros para sua compreensão.
A mediunidade deveria ser estudada com seriedade.
A comunicação espiritual deveria ser analisada.
A razão deveria acompanhar a fé.
Por isso, dentro da perspectiva espírita, Swedenborg representa um precursor importante: aquele que abriu uma janela para o mundo espiritual, embora ainda carregasse limitações próprias de seu período histórico.
A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA DE SWEDENBORG.
O grande mérito de Swedenborg não está na totalidade de suas interpretações, mas no fato de ter demonstrado, séculos antes de Kardec, que o mundo espiritual poderia ser objeto de investigação e reflexão.
Ele preparou o caminho para que a humanidade considerasse novamente uma antiga questão:
A vida continua após a morte?
Sua obra contribuiu para romper o materialismo absoluto de sua época e abriu espaço para novas pesquisas sobre os fenômenos espirituais.
Como afirmou Arthur Conan Doyle em História do Espiritismo, Swedenborg foi um dos grandes precursores daquilo que posteriormente se consolidaria como movimento espiritualista moderno.
CONTINUA NA PARTE 4 — ANDREW JACKSON DAVIS: O “PROFETA DA NOVA ERA”; SUAS FACULDADES MEDIÚNICAS, SUAS PREVISÕES E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A PREPARAÇÃO DO ADVENTO ESPÍRITA.
Sócrates, o perigo do poder
Indagava
sobre o viver.
Instigava
o conhecer.
Acusado
de subverter
do povo
o modo de proceder.
Considerado uma ameça
pelo poder.
Uma escolha
teve que fazer:
o não filosofar
ou deixar de viver,
a morte foi o suceder.
Autoenvenenamento.
Seus ideais
morreu defendendo.
E eternizaram-no
no tempo.
Fundamentos da vida
Sócrates, um dia disse,
Que da vida eu nada sei,
Um sábio atrás predisse,
Que se eu der,receberei.
A vida é um monte de ilusões,
Onde a mente humana insiste em viajar,
Sofremos inúmeras decepções,
Pelo simples fato de amar.
Amar coisas,bichos e gente,
Reservas de amor que nos deixam saudades,
Saudade que fragiliza uma mente,
Mente que foge de uma realidade.
Como eu queria e gostaria ,
De viver o passado novamente,
Só assim eu me prepararia,
Para esse futuro tão decadente.
Futuro de muita dor,
Com duras saudades infinitas,
Só por causa desse puro amor,
Que tanto e para o qual,meu coração grita.
Amor,um sentimento às vezes egoísta,
Que pode nos fazer bem e mal,
Se não o controlamos o perdemos de vista,
E sem tal controle, perde -se o sal.
Viver um dia de cada vez,
Talvez este seja o grande segredo,
Fugir desse marasmo da insensatez,
Antes que o mesmo decrete o meu degredo.
Lourival Alves
Me siga no Instagram; @antoniopedro.6
Vida de Sócrates
Nascido em Atenas
Um dos grandes pensadores
No ano de 470 antes Cristo
Lutando contra os senhores.
Lutou contra injustiça
E também contra horrores
Ele foi considerado
Pelos seus contemporâneos
Sábio e inteligente
Por saber mais que outros humanos
Cantador de pensamentos
Por gostar de buscar
Sempre indo além
Do que Atenas podia lhe dar.
Ainda ensinava o povo
Como sair a buscar
Buscar por sabedoria
De tudo a nos rodear.
Conhecido como fundador
Da filosofia ocidental
Acabou sendo encantado pelo seu antecessor
Anaxágoras um grupo filósofo
A qual seus conhecimento a
Sócrates influenciou.
Para Sócrates, o mal é fruto da ausência de sabedoria.
Nos dias de hoje, diria que o mal é fruto da ignorância do ser.
A falta de consciência e a ignorância, são as responsáveis pelo desvio de conduta e caráter do homem.
Não me referindo aos ignorantes comuns, pois esses se orgulham de ter a ignorância dita.
Me refiro apenas aos que detêm o saber ou possuem o acesso a ele, e não têm a capacidade do entendimento .
Verdadeiros bens…
Tal como a nós bem disse: o nosso Sócrates;
Quando referiu os só, bens verdadeiros;
Acredito em seus ditos, por certeiros;
Tal como, que um dia existiu, Hipócrates!
Cuidemos por tal, todo o em nós havido;
No nosso, exterior e interior;
Pra vermos se de facto, há lá valor;
Que valha a pena em tais, ser protegido.
Por isso, tu que cá tens muitos bens;
Atenta em ti, cá todo o envaidecer;
Natural, que te podem transmitir!...
Não vá eles tão te irem iludir;
Que no tal ter, te façam esquecer!
Que só irás levar: os que em ti tens.
Com prudência;
Filósofo Sócrates...
Eu só sei que nada sei, foi a ironia;
Pelo melhor filósofo deixada;
Pois alcançar pureza pretendia;
P'ra nos legar a raça UNIFICADA!
Pelas elites, desconsiderado;
Por rico e pobre, por IGUAL tratar;
Foi pois, POR TAL; à morte condenado!...
Foi preço, que pagou por TAL DOAR.
Só ao UNIVERSAL, o valor dava;
Por à TOTAL união, valor dar;
Nada mais desta vida pretendia!...
Em tudo o que dizia e praticava;
Fazer vontade a torto nem pensar;
Que preso VIVER, “morto”; mais valia!
Com respeito;
A ironia de Sócrates- I
“Sei que nada sei” foi, pois, ironia;
por tal grande filósofo deixada;
não por achar que em nós sabia nada;
mas por tanto aprender, saber que havia!
Havia e para sempre tão haverá;
dada a tão natural evolução;
que tão se dá neste da Terra chão;
em que tudo o que existe, mudará.
Daí por tudo tão estar a mudar;
o saber que hoje existe, chegará;
a quem estiver disposto a aprender!...
Mas pra tal é preciso a gente ter;
tal saber, que em nós acompanhará;
quem em si pra aprender, tiver lugar.
Com prudência e sempre com tal saber e vontade;
A ironia de Sócrates- II
“Sei que nada sei” foi, pois, ironia;
por tal grande filósofo deixada;
não por achar que em nós sabia nada;
mas por tanto aprender, saber que havia!
Havia desde o em menino inocente;
até ao ensinar de um já velhinho;
fosse ele um rico ou o cá mais pobrezinho;
ser vivo, estivesse ele em nós presente.
Que bonita foi a tal dele humildade;
ditada em essa em si tida ironia;
dedicada a em nós tido pra aprender!...
Por em tal a nós tanto fazer ver;
tido em tão lindo ver, que em ele havia;
pra ver o em nós saber, mas de verdade.
Com prudência;
