Texto Desejo

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Eu desejo.
Eu sinto.
Mas não toco.
Não é falta de coragem.
É consciência.
Nem tudo que acende em mim
eu preciso alcançar.
Tem coisas que eu quero
mas não quero o preço.
Tem presenças que me atravessam
mas eu escolho não atravessar de volta.
Eu aprendi que sentir
não me obriga a agir.
E às vezes o controle
é mais intenso que o toque.

Hoje o desejo me habita de uma forma diferente. Latente, inquietante, vibrante. É um daqueles dias em que a vida se revela nos detalhes, em que o corpo conversa com os pensamentos e responde às emoções como se cada sentimento encontrasse nele um lugar para existir.

Sim, o corpo tem suas necessidades. Ele pede atenção. Clama por presença. Às vezes trava um verdadeiro embate com a consciência. De um lado, o corpo que deseja sentir. Do outro, a alma que se recusa a ceder ao que é passageiro. E eu permaneço entre os dois, tentando conciliar aquilo que pulsa com aquilo em que acredito.

Desejo, sim. E desejo intensamente. Mas não qualquer toque. Não qualquer abraço. Não qualquer corpo.

Depois de tantos anos me guardando, percebo que a espera não enfraqueceu meus desejos. Fez exatamente o contrário. Refinou-os. Tornou-os mais conscientes, mais profundos, mais exigentes. Meu corpo já não anseia apenas por ser tocado. Ele anseia por reconhecer quem o toca.

Talvez seja por isso que você ocupe tanto os meus pensamentos.

Há algo em você que desperta tudo aquilo que permanecera em silêncio. Como se meu corpo soubesse, antes mesmo de mim, que toda essa espera sempre caminhou na direção de um único encontro.

E então imagino nós dois. Não por impulso, mas pela intensidade de tudo o que foi contido. Como se anos de espera, desejo e ausência se encontrassem no mesmo instante, fundindo-se num eclipse de sensações únicas, onde corpo, alma e coração deixassem, finalmente, de caminhar em direções diferentes.

Confesso que há dias em que essa espera pesa. Hoje é um deles. Meu corpo parece sussurrar que já esperou o suficiente. Que deseja repousar, enfim, nos braços do homem que há tanto tempo habita meus pensamentos.

Talvez esse seja o maior paradoxo do celibato: ele não mata o desejo. Apenas o ensina a esperar pela pessoa certa.

E depois de tanto tempo me guardando... depois de tanto tempo te aguardando... já não desejo apenas esperar.

Desejo você.

Onde o toque acontece

Há quem confunda pele com presença.
Beijo com encontro.
Desejo com conexão.

Mas há um abismo entre encostar em alguém e realmente tocar alguém.

Porque o toque que importa não começa nas mãos.
Começa na atenção.
No olhar que permanece.
Na escuta que não tem pressa.
Na vontade de conhecer o outro antes de atravessá-lo.

Eu acredito no toque que encontra ritmo.
Que não invade, não exige, não toma.
Que percebe.
Que espera.
Que responde.

Porque quando existe verdade, dois corpos não apenas se tocam: eles se reconhecem.

E talvez seja isso que tanta gente não perceba.

Há pessoas que passam uma vida inteira roçando em outras sem jamais alcançá-las.
Beijam bocas, mas não encontram almas.
Abraçam corpos, mas permanecem distantes.
Trocam calor, mas não presença.

Eu não quero um toque que apenas percorra minha pele.

Quero aquele que saiba chegar até onde ninguém chega.
Que encontre em mim o que não se entrega a qualquer mão.
Que compreenda que meu corpo é território de confiança, e que só se abre verdadeiramente quando existe algo maior do que desejo: conexão.

Porque, para mim, tocar alguém é uma forma de dizer:

eu estou aqui.
eu vejo você.
eu sinto você.
e, por um instante, não existe distância entre nós.

Talvez seja por isso que eu ainda espere pelo toque certo.

Não porque tenha medo de ser tocada,
mas porque sei a diferença entre ser tocada
e ser alcançada.

⁠enquanto insisto,
desejo pensar que,
nada mais é que um desejo.
Insisto, persisto !
. . então percebo que meu sentimento,
é a saudade de um instante
que nada mais é, que a vontade inexplicável de estar.
Não diria, é verdade !
nem mesmo assim sei que sou seu destino em um instante de felicidade.
mas sei que esse instante me completa.

Quando o amor era só desejo,
ele cabia nas mãos do controle.
Agora que é real,
exige entrega,
e isso assusta.
O amor é intenso,
e o medo dele não nasce da fraqueza,
nasce da consciência.
Não é falta de querer,
é o entendimento do peso do que foi pedido.
Enquanto era busca,
era idealização.
Quando aparece,
vira risco,
responsabilidade,
vulnerabilidade.
O coração que pediu
percebe:
“isso pode me transformar”.
Quem foge do amor
não foge do outro,
foge da própria rendição.
E, às vezes, fugir
não é rejeitar,
é aprender a confiar
no tempo certo.
É dar passos para trás,
para observar, absorver e aceitar
que aquilo que tanto se desejou
chegou.

Neste exato momento, se o livro da vida me concedesse um único desejo, eu não hesitaria: pediria para me transformar em um pequeno passarinho — discreto, de asas firmes e coração leve. Voaria pelos céus em silêncio, guiado apenas pelo desejo de pousar suavemente em sua janela. Ali, por breves segundos, eu te observaria com ternura, sem perturbar tua paz, apenas existindo na tua presença.

Mas não seria um pássaro qualquer. Carregaria comigo uma fragrância singular, sutil e envolvente — um aroma que ninguém mais poderia perceber, exceto você. Ao senti-lo, teu coração reconheceria, sem dúvida, que aquele instante, aquele voo, aquele perfume... era meu. Leoni T. Steil

marcha nupcial

Dizem que o desejo nasce nos olhos.

Mentira.

Os olhos apenas denunciam aquilo que já ocupou todos os outros cômodos.

O desejo nasce naquele lugar onde nenhuma palavra consegue chegar. Um espaço pequeno, escuro, antigo. Como uma peça esquecida de uma máquina que continua funcionando, mas produz um barulho insuportável porque sabe exatamente o que está faltando.

Passei a vida acreditando que esse vazio era só mais uma característica minha. Como a cor dos olhos, a forma das mãos ou o hábito de olhar para o chão enquanto penso.

Até você.

E foi cruel perceber que o vazio nunca foi vazio.

Era espaço.

Espaço esperando exatamente o formato que você tinha.

Desde então, tudo o que existe em mim quer deixar de ser apenas meu.

Quero ser a caneca que esfria o café antes que ele queime sua boca. Quero ser a lâmpada acesa quando você chegar tarde e jurar que não precisava de ninguém te esperando. Quero ser a chave esquecida no bolso da sua calça, porque isso significaria que existe um lugar para onde você sempre volta. (ac referência)

Quero ser o casaco pendurado atrás da porta nas noites em que o inverno resolve exagerar. Quero ser o banco do passageiro nas viagens longas, onde o silêncio nunca pesa porque sua presença faz todo o trabalho que as palavras não conseguem fazer.

Quero ser as pequenas coisas.

Porque as grandes sempre acabam.

As pequenas sobrevivem.

Quero ser o livro que você nunca termina porque gosta demais da sensação de ainda haver páginas pela frente. Quero ser o vinil riscado que insiste em tocar a mesma parte, e justamente por isso se torna insubstituível. Quero ser o relógio da parede que você já nem escuta, mas cuja ausência faria a casa inteira parecer errada.

Se for preciso, faço do meu peito uma gaveta para guardar seus medos.

Faço das minhas costas um telhado para os dias em que o mundo resolver desabar.

Faço da minha voz um lugar onde você possa descansar quando a sua cansar de existir.

Posso ser qualquer coisa.

Qualquer coisa que diminua o peso que você carrega sem contar para ninguém.

Só não me peça para ser alguém que aprende a viver sem desejar.

Porque eu tentei.

Passei anos colecionando versões de mim que fingiam não precisar de ninguém. Construí uma casa inteira usando independência como tijolo e orgulho como cimento.

Era bonita.

Mas ecoava.

Toda casa vazia parece maior do que realmente é.

Então você apareceu e fez a pior das gentilezas.

Mostrou que o que eu chamava de liberdade talvez fosse apenas uma solidão bem decorada.

Agora tudo parece incompleto.

As manhãs têm uma cadeira sobrando.

As músicas terminam cedo demais.

As ruas parecem longas demais.

Até o céu, de vez em quando, dá a impressão de estar faltando uma cor.

Não porque você levou alguma coisa embora.

Mas porque revelou a peça que eu nunca soube nomear.

E agora não consigo mais fingir que ela nunca existiu.

É ridículo.

Porque o mundo continua funcionando.

Os semáforos abrem.

Os mercados lotam.

As pessoas riem de piadas que esquecem cinco minutos depois.

Tudo segue.

Só eu continuo parado diante dessa ausência que tem exatamente o seu formato.

E, se algum dia me perguntarem qual foi a maior prova de amor que já ofereci, não direi que escreveria poemas, cruzaria oceanos ou enfrentaria o fim do mundo.

Direi algo muito mais simples.

Gostaria de ser tudo aquilo que toca seus dias sem que você precise perceber.

O hábito.

O conforto.

O objeto que você procura automaticamente no escuro.

A música que começa antes mesmo de você decidir ouvi-la.

Porque amar alguém talvez seja isso.

É desejar desaparecer como indivíduo para existir como presença.

Ser tão parte da vida de alguém que a própria ausência pareça um erro da realidade.

E, se um dia eu tiver a sorte de ouvir você dizer “sim” diante de um altar, espero que, enquanto todos esperam uma marcha solene, toque aquela velha canção sobre querer ser tudo para alguém.

Não porque ela fale de amor melhor do que qualquer outra.

Mas porque ela diz, com uma sinceridade quase desesperada, aquilo que passei a vida inteira tentando explicar sem conseguir:

eu nunca quis possuir você.

Eu só queria existir de um jeito que o seu mundo nunca mais precisasse aprender a viver sem.

Somente eu entendo, como um código criado por mim mesmo, impossibilitado de proferir a senha, condenado ao próprio acaso.

⁠Ontem sozinha a pensar,
senti uma saudade imensa de você.
Um desejo que não sei dizer,
que não sei explicar.
Uma vontade louca de te ver,
Uma vontade louca de chorar...
sem saber... porque...
Olhei o céu de estrelas radiosas e
entre elas as mais formosas juntinhas...
bem juntinhas... a brilhar!
E sem saber porque crescia cada vez mais
o meu sofrer, crescia esta vontade de te ver juntinho de mim... bem juntinho...
Pra dizer-te bem baixinho... muito baixinho...
Eu gosto muito de você!

O querer que não se cansa,
que arrepia e traz a dança,
é o desejo de querer
alguém pra gente viver.


Não é pouco, não é vão,
é o transbordar do coração;
de quem esperou, guardou,
e a alma no tempo aqueceu.


Pois quem tem tanto pra dar,
e sabe o peso de sonhar,
merece o abraço e o calor
de um inesquecível amor.

⁠"Te desejo uma boa noite,
e paz no adormecer,
Lindos sonhos para lembrar
Quando o dia amanhecer...
Te desejo uma lua cheia
Em qualquer lua que for
E que te traga nos sonhos
Notícias de teu amor...
Te desejo um sono tranquilo
Ao cintilar das estrelas
Um colchão de nuvens macias
E uma janela para vê-las...
Que a aurora chegue de manso
Como névoa fugidia
Para que após a boa noite
Doce seja o teu dia!"
Lori Damm

Date


Marcamos um date sem promessas exageradas, apenas o desejo silencioso de não estar só.
Antes do filme, dividimos qualquer coisa na mesa, mas o que realmente se partia ali era o medo bonito de sentir demais.


As mãos frias entregavam verdades que a voz escondia, a timidez pesava nos intervalos do silêncio.
No escuro do cinema,
você encostou em mim
como quem pede abrigo sem saber se pode, e eu deixei
— porque naquele instante,
teu corpo entendia o meu mais do que palavras.


Brincamos tentando enganar o fim da noite, ursinhos viraram promessa que ninguém disse em voz alta.
Te deixei na porta com um beijo que não queria ser último,
fui embora carregando tua ausência no peito, e em casa, tua mensagem me atravessou:


“o date foi perfeito”.


Alguns encontros não pedem continuação — eles marcam a gente para sempre.

Caro direitista,
Te desejo o salário mínimo sem direitos trabalhistas, a segurança do morador de favela,
a fartura de quem faz fila pelo osso,
o "livre mercado" de pagar gás e gasolina em dolar,
o patriotismo que bate palma para estrangeiro
e a justiça que finge demência para as
joias e rachadinhas.

Se o desejo é transformar
Ribeirão em braço de mar,
Misterioso é o caminho
Que na fonte vai desaguar.

Aonde nasce o ser,
Lá se encontra o segredo
De um coração a bater,
Num compasso de enredo.

Perceba, oh alma querida,
Que nas águas desse amar,
Meu peito pulsa em vida,
Só por ti, a suspirar.

Se o ribeirão quer se expandir,
E ao oceano se entregar,
É teu amor que vai surgir,
Para sempre me encantar.

Desejo Infinito sobre o anseio de amar e ser amado eternamente

Eu queria conquistar teu coração,
E encontrar em ti, meu porto, minha razão.
Queria ser teu riso, tua alegria,
A cor que pinta os traços do teu dia.

Quem me dera, eu fosse o centro da tua atenção,
O brilho dos teus olhos, tua inspiração.
Se um desejo me fosse então concedido,
Seria estar contigo, em paz, sem um só gemido.

Não quero viver na solidão, à tua espera,
Essa dor que o tempo tece e desespera.
Mas me arrepio, ao som da tua voz,
Um eco que acende e entorpece a sós.

Oh, se pudesse, amor, ser tua eternidade,
Teus passos, teu sonho, tua felicidade.

Amor


Há quanto tempo me desejo, mas tinha medo do desejo porque não me reconhecia. A solidão é quando estamos perdidos de nós mesmos. Compreendo o mundo, é como uma garrafa que jogamos no oceano, é a esperança de encontrar maior riqueza além de nós, naquilo que não viveríamos se não soubéssemos usar o desejo.

Nós, vassalos do amanhã, somos inocentes até prova em contrário. No amplo desejo de transformação, somos um pingo de interrogação.
​Nos limites do espírito, encontramos a alma na beira do preceito de ser. O espelho flutua pela imensidão; erráticos seres voam como as lembranças de outra vida. Talvez sejam fragmentos esquecidos da minha própria vida. O subconsciente e a realidade tocam-se em olhos profundos, que dão sentido à escuridão.
​A consciência — o traumático ser cheio de dúvidas, mas que sabe o que quer — tem dois caminhos na linha linear do tempo. Vemos contradições serem o palco do perfeito equilíbrio e, às vezes, pairamos no abismo. "Quem sou eu?", e o eco responde: "Euuuuu".
​Então, o reflexo escuro se repete, se quadricula e, depois, torna-se parte da luz que ilumina a vida. Minha humanidade depende do meu espírito aventureiro, meu ser que se joga no mar sem olhar para trás, pois o mundo é um ponto de interação e interpretação nas vastas linhas do tempo.
​Vemos aglomerados de estrelas, vemos vida e morte, mas ainda sequer saímos do lugar. Vemos a vida brotar até no asfalto quente ou no deserto mais frio e quente que se possa imaginar. Imagina a vastidão do universo... Somos grãos de areia que ganharam consciência e contradições no crepúsculo de outras eras. Eras contemporâneas de seres que habitavam o cosmos sem questionar: por que existir dentro de um contexto maior e mais amplo?
​Então a alma pairou. Temos a certeza que a humanidade mudou. Dentro da sopa primordial, éramos células que apenas queriam viver diante da adversidade do mundo. O espelho dentro de nós gritou: existir é a pura verdade que escorre entre o desespero de nossas expectativas, enquanto a luz contempla nossos atos na imensidão do universo.
​Voamos no espaço sideral e gritamos ao vácuo: "Existimos!". Os alienígenas: "Credo... Vamos fingir que não vimos nem ouvimos".
​Tocamos a Lua com a imaginação de séculos. E, quando lá chegamos, vimos a nós mesmos na escuridão do universo, olhando para a Terra como um mero ponto. Resgatamos a essência do espírito, encontramos a fé e voltamos para casa. Fechamos as portas. Depois de 50 anos, voltamos para ver o que esquecemos no espaço.
Por Celso Roberto Nadilo
Um pássaro na imensidão de nossas almas sendo a voz da resiliência.

Traços da navalha que corta alma...
Brilho do desejo se guarda ao relento....
Fardo sonho que tenso seja pesadelo...
Magoas e ressentimentos.
O beijo despedida a navalha corta o sentimento.
Te amo tanto a noite se acabou...
Seria trágico mais o amor renasceu
Entre as chamas do espírito, as almas se encontraram...
O fogo da paixão surge e nunca se apaga...
Meu amor...

No espiritual da materia a um desejo de existir, pois a moléculas estão ligadas e tem um movimento o que move essas células.
Dentro estruturais a estrutura tem fome e tem desejo de se alimentar.
Sendo assim um ser mais complexo cheio de novas terminações de um indivíduo singularidade no estado primitivo e mais puro da vida.

Carruagens de defruste marcam desejo efêmero.
Transcende ou sou coveiro da minha essência entre olhos perdidos abandonados pela imensidão.
Vago sob vassalos de minha críticos de minha fala, mortos pelo sentimento de existir.
No silêncio de meias verdades estou olhando o profundo eu no sentido do meu ser...
Meus labios tremem de frio pois a madrugada fria demonstra o luar como sua vitima voraz exclama os ares da neblina. Numa constante sou vento frio que levou suas experiências verbais ate a cova do destino.
Bem estar caindo num copo de cerveja quente pois amargo se contrasta no profundo do esplendor do amanhecer.

⁠Eu te desejo aquilo que o dinheiro não compra..
Te desejo sonhos, te desejo fé...
Te desejo sorrisos escancarados, brilho nos olhos .. te desejo alegria de viver!
Eu te desejo amor .. abraços apertados , carinho compartilhado, te desejo amizades verdadeiras, te desejo uma vida inteira de coisas boas pra você.
Eu te desejo bem , te desejo paz ...eu te desejo um novo recomeçar... um 2023 de força, de realizações... que você faça acontecer..que você seja a mudança que quer ver ... que você seja diferente e faça a diferença!!! Feliz 2023!!!