Nós, vassalos do amanhã, somos... Celso roberto nadilo
Nós, vassalos do amanhã, somos inocentes até prova em contrário. No amplo desejo de transformação, somos um pingo de interrogação.
Nos limites do espírito, encontramos a alma na beira do preceito de ser. O espelho flutua pela imensidão; erráticos seres voam como as lembranças de outra vida. Talvez sejam fragmentos esquecidos da minha própria vida. O subconsciente e a realidade tocam-se em olhos profundos, que dão sentido à escuridão.
A consciência — o traumático ser cheio de dúvidas, mas que sabe o que quer — tem dois caminhos na linha linear do tempo. Vemos contradições serem o palco do perfeito equilíbrio e, às vezes, pairamos no abismo. "Quem sou eu?", e o eco responde: "Euuuuu".
Então, o reflexo escuro se repete, se quadricula e, depois, torna-se parte da luz que ilumina a vida. Minha humanidade depende do meu espírito aventureiro, meu ser que se joga no mar sem olhar para trás, pois o mundo é um ponto de interação e interpretação nas vastas linhas do tempo.
Vemos aglomerados de estrelas, vemos vida e morte, mas ainda sequer saímos do lugar. Vemos a vida brotar até no asfalto quente ou no deserto mais frio e quente que se possa imaginar. Imagina a vastidão do universo... Somos grãos de areia que ganharam consciência e contradições no crepúsculo de outras eras. Eras contemporâneas de seres que habitavam o cosmos sem questionar: por que existir dentro de um contexto maior e mais amplo?
Então a alma pairou. Temos a certeza que a humanidade mudou. Dentro da sopa primordial, éramos células que apenas queriam viver diante da adversidade do mundo. O espelho dentro de nós gritou: existir é a pura verdade que escorre entre o desespero de nossas expectativas, enquanto a luz contempla nossos atos na imensidão do universo.
Voamos no espaço sideral e gritamos ao vácuo: "Existimos!". Os alienígenas: "Credo... Vamos fingir que não vimos nem ouvimos".
Tocamos a Lua com a imaginação de séculos. E, quando lá chegamos, vimos a nós mesmos na escuridão do universo, olhando para a Terra como um mero ponto. Resgatamos a essência do espírito, encontramos a fé e voltamos para casa. Fechamos as portas. Depois de 50 anos, voltamos para ver o que esquecemos no espaço.
Por Celso Roberto Nadilo
Um pássaro na imensidão de nossas almas sendo a voz da resiliência.
