Texto de Solidão

Cerca de 7240 texto de Solidão

Cartas de Amor

O pássaro levou todas tuas cartas
levou-se para montanhas da solidão
Queimou-se ao ver o sol
Das palavras de amor, restou somente cinzas.
Os ventos levou-se as cinzas
levou-se nosso amor
deixou-nos a solidão
O medo de amar , Acendeu-se nossa tristeza
Não posso lhe culpar
Apenas permito que os pássaros leva-nos o amor
E Deixe nos à solidão
Apenas permito que queime a tristeza
Deixe-o voar com nosso amor
para ter sua liberdade
Para fluir novamente
Para livrar das mazelas
Vós aprendêreis sobre o amor.

Da Solidão

Sequioso de escrever um poema que exprimisse a maior dor do mundo, Poe chegou, por exclusão, à idéia da morte da mulher amada. Nada lhe pareceu mais definitivamente doloroso. Assim nasceu "O corvo": o pássaro agoureiro a repetir ao homem sozinho em sua saudade a pungente litania do "nunca mais".
Será esta a maior das solidões? Realmente, o que pode existir de pior que a impossibilidade de arrancar à morte o ser amado, que fez Orfeu descer aos Infernos em busca de Eurídice e acabou por lhe calar a lira mágica? Distante, separado, prisioneiro, ainda pode aquele que ama alimentar sua paixão com o sentimento de que o objeto amado está vivo. Morto este, só lhe restam dois caminhos: o suicídio, físico ou moral, ou uma fé qualquer. E como tal fé constitui uma possibilidade - que outra coisa é a Divina comédia para Dante senão a morte de Beatriz? - cabe uma consideração também dolorosa: a solidão que a morte da mulher amada deixa não é, porquanto absoluta, a maior solidão.
Qual será maior então? Os grandes momentos de solidão, a de Jó, a de Cristo no Horto, tinham a exaltá-la uma fé. A solidão de Carlitos, naquela incrível imagem em que ele aparece na eterna esquina no final de Luzes da cidade, tinha a justificá-la o sacrifício feito pela mulher amada. Penso com mais frio n'alma na solidão dos últimos dias do pintor Toulouse-Lautrec, em seu leito de moribundo, lúcido, fechado em si mesmo, e no duro olhar de ódio que deitou ao pai, segundos antes de morrer, como a culpá-lo de o ter gerado um monstro. Penso com mais frio n'alma ainda na solidão total dos poucos minutos que terão restado ao poeta Hart Crane, quando, no auge da neurastenia, depois de se ter jogado ao mar, numa viagem de regresso do México para os Estados Unidos, viu sobre si mesmo a imensa noite do oceano imenso à sua volta, e ao longe as luzes do navio que se afastava. O que se terão dito o poeta e a eternidade nesses poucos instantes em que ele, quem sabe banhado de poesia total, boiou a esmo sobre a negra massa líquida, à espera do abandono?
Solidão inenarrável, quem sabe povoada de beleza... Mas será ela, também, a maior solidão? A solidão do poeta Rilke, quando, na alta escarpa sobre o Adriático, ouviu no vento a música do primeiro verso que desencadeou as Elegias de Duino, será ela a maior solidão?
Não, a maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, e que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e de ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes da emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto da sua fria e desolada torre.

Vinicius de Moraes
Para viver um grande amor. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

“Olhar a solidão refletida no espelho do quarto notoriamente me entristecia. Chega um dia em que nada mais importa, sabe? O alimento não tem sabor, as melodias perdem os tons, o céu lindo e infinitamente azul não surpreende mais. Num certo ponto, você percebe que o sol é oco e a luz que o segue passa a ser perturbadora. Depois de muitas decepções você entende porque rosas, as mais belas flores, trazem consigo o espinho cálido que lhes foi gerado. Com o tempo, a morte de Hamlet não lhe espanta mais, tampouco o sorriso enigmático de Mona Lisa não lhe instiga mais a perguntar por que diabos de não mostrar os dentes enquanto é admirada com pudor. Em certo período o arco-íris não é mais uma atração errante, todavia uma explosão de frustrações. Um fim de tarde não é tão belo quando visto em preto e branco. E você apenas respira e mostra os dentes, automaticamente. Solidão é espectro de alguém que passou pela vida e não se deu ao luxo de ficar. Solidão é minha amiga agora, eu a convido para beber e ela me conforta com dois tapinhas nas costas, ela dança comigo e parece não pedir nada em troca. Até que nos damos bem, mas ela nunca preencherá o seu lugar. Você era tudo. Agora é visto apenas em linhas sinuosas que dançam com a saudade sobre uma velha máquina de escrever. A gente se sacrifica pela felicidade de alguém que já é feliz sem a gente. E percebe que tortura é palavra bonita quando bem colocada. É não se preocupar com a dormência do corpo ou o incêndio da alma. É sentir o coração apertado por ver um sorriso largo, no entanto perceber que não é você o motivo dele estar ali. É sucumbir para as propostas corriqueiras de um passado, não de alguém, mas de um momento, ao qual felicidade era palavra bonita estampada nos seus olhos, no seu sorriso, na paisagem.. Solidão é sentir o vazio de alguém que chega na sua vida e colore o que nunca pareceu ter cor. É sentir que as dores são compatíveis e o tamanho das feridas antigas também. É querer curar com um pouquinho de afeto, uma risada baixa, servir como curativo para tanta escuridão. Solidão é uma partida inexplicável, sentir o chão sumindo como areia movediça. Nosso tempo bom fora medido milimetricamente em meio à ampulheta da vida, ao qual, no último grão de areia, nem as mais belas poesias te trariam de volta. Eu deveria me acostumar com esses tipos de despedidas que, quando seguem seu caminho, levam parte de mim junto. Já desmoronei e me remontei milhares de vezes e, mesmo assim, é difícil remodelar os pedaços que tu deixas por aí pelo caminho a cada vez que não pensas em olhar para trás. O dia fica cinza sem o teu encanto trazendo vida para situações imperceptíveis. Teu nome é sinônimo de solidão, rapaz. A infelicidade está costurada na tua epiderme, tua face é tomada de medo e desafeto e, apesar de tudo isso, eu enxergo uma esperança resplandecente que não dota de meu nome muito menos da minha alma. Solidão é descobrir que um coração não preenche dois espaços e não une duas almas perdidas por esses ciclos intermináveis. Você quer alguém que quer outro alguém, que quer outro alguém e assim por diante. Solidão é isso. É a inconstância, perceber que está sozinho mesmo que padeça sobre uma multidão de centenas outras almas vazias que procuram aquela que se acomode com a maior facilidade. Solidão é ser obrigado a reinventar-se a cada dia, sair por aí a procura de cores com outros nomes e olhares que tragam novas histórias, novas poesias. O céu azul é bonito todo dia, todavia nunca está do mesmo jeito. Está sempre em constantes mudanças, mas sempre mantém a beleza rara e o ar sublime. Seja um céu azul.”

Quem precisa de passado quando um futuro glorioso e incerto está para ser descoberto?
Ou omitido.

A saudade é anjo caído num mar de solidão,
somos bem aceitos bela morte,
ainda vivemos nossos sonhos mortos,
temos nosso próprio tempo ainda reclamamos,
nem tudo temos é o bastante,
olho o mar imenso na solidão,
então sinto minha alma partir,
saudosa solidão em meu coração,
mesmo tudo tem partido,
ainda tenho um anjo no coração,
imensa solidão sem propósitos...
ainda magoa tanto que implanto teus preceitos,
amargos na saudade que tenho,
sem mais partiu ate meus sonhos passaram,
em algumas lagrimas percebi que tudo foi sonho,
bom em tempo que passou,
situado em um mar de vaidades,
titubei no qual cálida desejei,
em tudo partiu nobre anjo que morreu,
intenso e profundo esse mar,
de águas claras te deixei,
me carregar teus braços ate confins desse mundo.
por celso roberto nadilo

⁠Doce solidão
Em um belo dia, uma doce solidão, sem pessoas pra falar, so lembranças a guardar, disse que nunca iria me abandonar e foi a primeira pessoa a ir embora, todo mundo se afastou, o amor virou contra o universo, a União virou contra o amor, cade a reciprocidade?.
Uma doce solidão desagradável, você partiu e todos se afastaram.
Uma coisa que me dá medo de perder pessoas e me afasta de tudo aos poucos.
Estou com uma saudade, que me lembra a doce solidão, que nos afastou.
Onde estás você?venha me buscar desse mundo horrível e me leva pra perto de ti.
Quero poder confiar em alguém, onde posso guardar meus segredos sem medo dele ir além.
Quero poder confiar no mundo sem medo de perder, sem medo de amar ou de morrer.
Volta aqui me acolhe em teus braços, quem sabe um dia podemos nos reencontrar.

⁠Eu sempre escutei que a solidão mata que não é bom viver só e blá, blá, blá.
Aprendi na presença do Deus Invisível, mas real que na minha vida não há melhor companhia. Aprendi a conversar com Deus e com a minha alma. ⁠Constatei o quanto eu precisava de mais tempo para ficar com eles. Descobri seus segredos e seus gostos. Conflitamos e discorremos de muitos pontos de vista. Precisei separar-me de pessoas e calar suas vozes dentro de mim para então escutá-los. Espantei-me quando percebi que embora só, não estou só e que eu sou feliz, sim eu encontrei o que eu tanto procurava no mundo e nas pessoas não encontrava, pois estava todo tempo dentro de mim. Encontrei-me com a Paz!

eleitos
no silêncio, predestinação, na solidão
desígnios dos sentimentos estreitos
o mistério do coração
feitos, leitos, imperfeitos...

eu não te aguardava mais
estava sentado no barranco do cerrado
calado, as entranhas prostradas no cais
do fado, e cá nossos olhares acordado
suspirando os mesmos sensos reias
que já a muito sepultado...
e agora fatais.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
14 de outubro de 2019
Cerrado goiano

SONETO RESOLUTO

Daí ter que ter decisão, se desejais
Não deixai o sonho vivo na solidão
De que vale de a felicidade ter fração
Se sentado estás na beira do cais

Do anseio e da fé não se abre mão
Qual rumo tiveres, quantos e quais
A sorte conquistada vale muito mais
O que tem importância é a questão

Se contra o vento estão os seus ais
Arremesse as ilusões do coração
Semeie as quimeras de onde estais

Então, só assim, o viver terá razão
Daí o que tu queres, dará os sinais
E numa proporção, terás realização

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
08/08/2016, 06'20"
Cerrado goiano

Solidão

Estar só a todo instante
Com pensamento distante
Pensar em si é mais importante
A viver com acompanhante

Autossuficiente
A todo momento
Não divide sentimento
Vive sem ressentimento

Felicidade é encontrada
Em algo que agrada
Sua vida solitária
Sem alegria compartilhada

O silêncio em que vive
É porque insiste
Em guardar pra você
O que jamais irá saber

Resolve sozinho
O que há no caminho
O que falta na vida
É amor e carinho

Roney

Canção

Não te carde da pequenez nem da solidão
que as desventuras por ventura nos traz
do amor, que os ventos pravos arrastam
dos desejos, e tanta dor ao coração faz.
Em vão... acredite, ínsita, é doce razão
seja audaz, e não demores ali tão longe
em cantinho secreto, e tão cheio de ilusão
neste decreto o afeto não pode ser monge
nem tão pouco um analfabeto da paixão...
Apresente-se agora, o momento é a hora
e a emoção vare na eternidade, assim, então
apressa-te antes que a vida vá embora
e o outrora torne-se poesia na tua canção!
Ame!... e não o toque na caixa de pandora...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/02/2020, 05’06” - Cerrado goiano

As ruas vazias e o ar morbido...
fazem solidão paira sob o a liberdade...
o amor e afeto e se retrucam na voz do medo...
o ambiente sombrio denota o verbo.
a dor do vazio torna se mais obscuro,
na transição do amor paira a paz da solidao.
murmuro uma música que afringe o sentimento na crua estrada da vida.

PALAVRAS SOLTAS ღ 🌹 ಌ

Sensual de paixão, voluptuoso e libertino
Solidão dos corpos, ilusões da vida
Sonhos loucos, olhares sombrios
Mágoas e angústias, espinhos das rosas
Poetas tristes, madrugadas vazias
Rostos frios, palavras sentidas
Maresia e vento, tempestades do inferno
Fogo da carne, mar imenso
Cegos do destino, escuridão da trevas
Sentimento de um poema, despido de mágoa
Infinito e intenso, perfumado no tempo
A chuva cai com força na lama🌻
Lágrimas de sangue, dor
De todos aqueles que perderam a vida
Por uma causa, por um ideal
Luta desigual entre o aço e a carne
Entre a pátria, família, liberdade
Rasgada por dentro, carne sofrida
Sofrimento atroz, dor que arde
No fogo do inferno, sofrida depois da ida
Guardada depois da vida, dos mártires
Da guerra feita do aço e da carne podre
Sem alma, sem coração, sem honra, sem humildade
Homens sem esperança perdidos, esquecidos, com fome
Com frio, lágrimas de sangue que correm nas veias
Sem medo, sem nada, esperam a paz dada pelo aço.

⁠É triste ser só
Com tempo desistir de deixar de ser
Não acho que seja algo que consiga
A solidão quando se apossa de você
Não te deixa
Não adianta ter pessoas
Não adianta estar junto
Essa dependência doentia
Esse sozinho que sempre está aí me rondando
É duro
É triste
Me machuca
Talvez você pense as pessoas pensem é só se abrir
Nunca me fechei
Esse negócio de solidão dói tanto
Que a menor oportunidade de não ficar só
a gente se apega agarra
Aprendi que os momentos em que essa solidão é vencida
São maravilhosos
Como é bom estar com alguém
Se enxergar
Se ver
Como é triste não ter isso o tempo todo
É duro ser sozinho
É triste
Me ensina a não ser
Seca essa lagrima que sempre cai
Segura na minha mão
Não quero mais ficar sem você
Nunca mais quero ser só

“Não fique na solidão.”
Não fique na solidão,
De uma chance ao seu coração,
Coloque prá fora sua emoção.

Encontre alguém prá segurar sua mão,
Amar com imensidão, sem preocupação.

Sem cobranças.
Alguém prá te esperar, te escutar, o ombro te dar para chorar e desabafar, te consolar, prá conversar, passear, suas alegrias compartilharem, ou somente estar.
Prá vida inteira ficar, sem questionar, somente te amar.

Não fique na solidão, encontre sua paixão,
De uma chance ao seu coração.

⁠A pior solidão é aquela que é de si, pra si...

Quando olhamos pra dentro e não nós encontramos, acreditamos estarmos completamente sozinhos, essa solidão não é física, é emocional, ela não adoece só o corpo ela deixa enferma a alma...

Estar sozinho é uma opção, direito de escolha, estar ou não na multidão, já a solidão emocional é depressiva é um estado de inercia da vida, um desgostar de tudo, um tanto faz que aprisiona e isola.

Criticar não resolve só causa mais isolamento, mostre que está solidário, fique perto, respeite o tempo de silêncio, mas fique perto, um abraço acarinha e fala direto com a alma, principalmente quando o coração não quer falar, com um abraço a alma escuta e entende que não está só.

Procure entender e respeitar, a dor é fantasma, mas está lá mesmo sem ninguém ver, sufocando, angustiando, torturando. Não procure razões para a existência da depressão, ela é emocional não racional.

Ofereça amor e apoio psicológico, fara muita diferença.

Para os familiares fica um alerta, a depressão é altamente contaminante, não se culpe só ajude.

Todos pela valorização da vida.

⁠ Solidão.

Cá estou eu de novo sozinho,
Me afundando num mar de Lágrimas
Sem ninguém para me amar
E me dá carinho.
Sinto que estou caindo num posso de eterna solidão,
Preso pela escravidão do desespero e da Dor,
Perseguido pelo remorso do meu passado cheio de Escuridão,
E culpa por ter partido o coração daqueles
que me amavam de verdade.
Agora eu estou só, caindo no mais profundo
Vazio da alma atormentado pela falta
De ouvir alguém dizer que me ama

A nossa solidão é esta avenida decotada
do passeio do acaso, furtiva e escancarada
artéria tantas vezes paralela ao coração
onde um almirante não serve a arquitetura
onde sobe a miséria do terminal do elétrico
até à igreja fronteira à sopa dos pobres
efémeros sentinelas armando cartões
nas fachadas das lojas, trastes, artigos
de ocasião (apanham-nos de dia noivos
investindo num projecto de família).
O nosso é este meio de solidão que se carrega
de qualquer coisa que não é bem perpétua
atmosfera de névoa nem sujidade, que também
é terna, pena suspensa (corvos de Lisboa, naus
gastas), saudade, porque não, sentimento
de povo sem pátria desmentido; crer creio
nisto que na indigência e vício coexiste a gente
dá-se e da carência faz-se uma disciplina às claras
e por muito pouco desprende-se quase nada
que se tem

⁠Na solidão da alma.

Na solidão da alma
ela reclama os lugares de lama, Forte como a morte
Se tu se livrares dela
te livrares e abrir as portas e as janelas
Foge, então, pra luz

A alma seduz, ascena querendo te levar pra suas vontades,
pra seus lugares
onde ela, a alma, é rainha majestade dominante

Hoje a luta está travada
Não consigo largar a espada
Hoje a guerra cruel e sangrenta vem sempre com suas tormentas
O corpo quase chega e não aguenta,
mas levanto a cabeça
pois Eu sou um guerreiro
sem medo parto pra cima dela

A escuridão da minha vida tem que dar lugar a luz Divina,
Terra inférteis tornar-se-ão férteis
Hoje minh'alma: cale - se!
Ainda que você diga mil vezes que habito em meio à escuridão
ainda assim, eu não acreditarei pois você é a rainha das mentirosas

Alma adoecida: cale-se!
Hoje vou me levantar mais uma vez e vencer esse dia
e um dia sua voz terá um fim dentro de mim.

Caminhos secretos, caminhos da alma
descobri como andar em sua avenida
Sem deixar com que você me pare alma, se cale.

Às sombras de uma grande árvore vou caminhando
pois se antes não tinha pra quem olhar,
hoje tenho e tenho sombra pra descansar
pois somente em ti Senhor
Eu posso me saciar,

Então alma, não tente, desista, pare de tentar me enganar.
Hoje e só por hoje vou levantar
e as guerras desse dia travar
e com a ajuda de Deus vencer, alma, aqui não tem lugar pra você.

⁠Na areia da praia,
Há solidão enterrada
As ondas levam os sonhos desaparecidos
Conchas vazias de palavras incompreendidas do amor
Na areia da praia,
Está enterrado o riso das crianças,
Memórias de férias,
Invernos lentos, cheios de verões dourados,
Horizontes em movimento,
Desejos que partem
Na areia da praia,
O mar apagou corações desenhados com um dedo,
Juramentos esquecidos com cores desbotadas
Palavras flutuam
Na areia da praia.

⁠Perdido na escuridão da noite,
o vazio invade meu coração a solidão me atormenta. O tempo de amargura bem sei é passado, mas as feridas aqui continuam, já não sei mais o que fazer, investir ou desistir, partir pra realidade ou continuar a me iludir. O silêncio gritante da noite,
o brilho inquietante das estrelas minha alma a contemplar
quanto mistério tem nesse lugar. Eu ontem, perdi o sono. As vezes, quando é tarde da noite, meus pensamentos viaja pra longe em busca de respostas, quando enfim as encontro e penso; Ja sei as respostas, vem a vida é muda todas as perguntas . Boa noite .