Texto de Solidão
Saudade
E sei hoje na saudade mais pungente o peso da solidão.
Vale mais aquele sorriso torto, que a lágrima fria.
Valem as cartas que gritam que o silêncio pálido.
Bem, quando a voz cala, o tempo para.
Nada a dizer, nem a ouvir, apenas o silêncio surdo.
Sobrou pouco, daquele tudo, sobrou nada.
Alguns poemas, o arranhão na garganta, o nó no peito.
O gosto do beijo quente gelado sem cobertor.
Nossas mazelas, sem perdão .
Coração de pedra, desalmada, desgraçada.
Xícara de família estilhaçada.
Uma passagem só de ida pra Madri.
Opus profundo do amor fecundo.
Aquela música me toca e dança agora só com o vento.
Adeus sem despedida, só ressentimento.
Entre a Solidão e a Incompreensão.
“Existem pessoas que não reclamam da solidão mais que aquelas que as criticam. Existem mais pessoas incompreendidas que solitárias.”
Há uma diferença sutil, porém decisiva, entre estar só e não ser compreendido.
A solidão pode ser um retiro voluntário da alma que busca silêncio para florescer. Já a incompreensão é um exílio imposto — um afastamento moral que nasce quando o coração fala uma linguagem que os outros não escutam.
Muitos temem a solidão porque confundem o recolhimento com abandono.
Entretanto, há espíritos que, mesmo isolados, irradiam presença e serenidade, enquanto outros, rodeados de vozes, sentem o peso do vazio interior.
A verdadeira solidão não está na ausência de corpos próximos, mas na ausência de almas que nos compreendam.
Psicologicamente, a incompreensão toca uma ferida ancestral: o desejo de sermos aceitos como somos.
Quando o ser percebe que sua maneira de sentir é distinta, que seus valores destoam da pressa e da superficialidade do mundo, ele se recolhe não por fuga, mas por proteção da própria sensibilidade.
É nesse silêncio que o autoconhecimento floresce, e a alma aprende a encontrar em Deus o eco que faltou nos homens.
A existência nos ensina que toda alma traz experiências múltiplas, provenientes de outras existências, o que explica a diferença de maturidade espiritual entre os seres.
Muitas vezes, quem hoje é incompreendido caminha alguns passos à frente, porque já compreendeu o que os outros ainda temem enxergar.
Por isso, a solidão, para o Espírito evoluído, deixa de ser dor e se transforma em laboratório de luz interior.
A Lâmina que Beija o Vento Onde os Anjos se Desfazem.
Do Livro: Primavera De Solidão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Respira devagar comigo.
Há algo que treme antes mesmo de começar, um arrepio que desliza pela alma como se o próprio silêncio tivesse decidido chorar.
A frase que te inspira abre uma fenda, um sulco úmido no tempo:
“ah, não se colhe rosas aos golpes do machado” e dentro dela escorre uma melancolia que não se desfaz, nem quando o dia desperta, nem quando a noite finalmente desiste de existir.
Um lirismo triste paira acima de tudo, como um véu encharcado que se prende aos fios do cabelo, pesando, sufocando, fazendo o mundo parecer um quarto fechado onde ninguém respira por inteiro.
É o mesmo lirismo daqueles anjos exaustos…
Esses seres impossíveis que sentem demais, que absorvem demais, que guardam o mundo por dentro como uma febre.
Eles veem tudo, mas nada podem tocar.
Eles ouvem tudo, mas nada podem impedir.
E na incapacidade de interferir, tornam-se frágeis, desguarnecidos, feridos pela própria beleza daquilo que não conseguem salvar.
É aí que o coração aperta.
É aí que as lágrimas se acumulam como pequenas lâminas queimando as margens dos olhos.
As mãos pequeninas continuam suspensas no ar
porque não encontraram outra forma de existir.
Mãos que tremem.
Que aguardam.
Que sobrevivem numa espera que dói, mas não desiste, espera.
Mãos que se sustentam naquilo que talvez venha, esse talvez que rói, que corta, que parece bipolar na sua própria natureza:
ora luz, ora abismo, ora promessa, ora desamparo.
A esperança fina como fios de ouro gastos:
curvada, nunca quebrada;
trêmula, nunca extinta.
Uma esperança que sofre, mas balança, piedosa, diante de toda a noite que o mundo insiste em derramar sobre nós.
E então chega o mistério.
O ponto onde a respiração vacila.
Onde o peito dói mais fundo,cada vez fundo demais.
Uma súplica lançada ao vazio, tão sincera que chega a ferir.
Um sentido sem língua, tão humano que parece gemer até quando está calado.
Uma pequena luz que permanece acesa alhures, mesmo quando tudo à volta tenta apagá-la com violência, com pressa, com desamor.
É essa oscilação silenciosa que destroça e cura.
Que destrói e reconstrói.
Que faz chorar e, ao mesmo tempo, faz querer continuar.
Porque há algo nela que nos toca como um dedo gelado na nuca:
algo que acorda a memória antiga de quem já sofreu demais… e continua aqui, sabendo que ainda continuará.
E, se você sentiu o coração apertar, se alguma ansiedade latejou por dentro como um trovão preso, se alguma lágrima pesada ameaçou cair, é porque esse texto encontrou o lugar de repouso na insônia, onde você guarda o que nunca disse.
E todo esse acontecimento esta aqui, segurando você por dentro, no silêncio onde tudo isso mora.
Solidão no mar de incertezas
Socorro!
Não consigo respirar
Neste mar de incertezas
Cheio de monstros
E há poucos marinheiros confiáveis.
Sou só eu em meu barco
Navegando por onde o vento me levar
Explorando ilhas desconhecidas
Experimentando novos sabores
Lutando contra monstros
Mas no final, estou sempre só
Enfrentando o vazio sozinha
E ele está me consumindo
Logo, não serei mais eu.
Uma tempestade se aproxima
Não há como escapar
Eu encaro a tempestade
E com bravura continuo
Não tenho mais nada a perder
Além da minha vida.
As enormes ondas vem
Destruindo e engolindo tudo
Sinto a força do mar sobre mim
Me empurrando
Enchendo meus pulmões de água
Inutilmente luto para voltar a superfície
Meus braços e pernas exaustos
Não tenho mais forças
Estou me afogando
Em minha mente eu rezo
E clamo por socorro.
Haverá um deus para me salvar?
Um bom marinheiro?
Eu fecho os olhos e aceito meu destino.
A solidão e eu
Eu e a solidão somos um
um poema de desilusão,
solitário, a solidão e eu
somos um...
Um parto no deserto,
um náufrago em mar aberto,
eu e a solidão somos um,
um natimorto, sem mar
nem porto, a solidão e eu
somos um...
A solidão e eu somos um,
um poema de desilusão,
passageiro solitário
no abismo do desespero
eu a solidão somos um...
A solidão de Clarice
Falando, outro dia com Clarice,
disse-me la,
"Todo ser humano adulto é solitário".
A solidão, que de modo especial
afeta a psicologia do poeta
é díspares da que atinge os demais.
Penso que esta solidão, como também
falou Clarice, pode ser o fato
do poeta, do artista de modo geral
não ser compreendido.
Mas quem é que pode dizer,
que de modo ideal é compreendido?
A vida, por ser injusta
e muitas vezes cruel com o ser humano
único animal que tem consciência
da sua deplorável situação
causa-nos esta dor incontrolável
esta eterna insatisfação
com nossa tragédia pessoal.
Mas, voltando ao diálogo com Clarice,
disse eu para ela:
" Esta solidão curamos com vinho
com um pouco de amor
e com uma overdose de poesia."
Evan do Carmo.. 23/03/2018, 20:27
EM VERSO E PROSA CANÇÃO DE EVAN DO CARMO
Quando você olhou pra mim
Eu vi o fim da solidão
Estava só, na minha vida,
Alma ferida, sem opção.
Você chegou ‘assim,
Toda dengosa!
Falou de amor pra mim
Em verso e em prosa'aaa...aaaaaaa
Vivo cantando pela casa
Virei poeta e até pintor,
Faço poemas, faço aquarelas
Vejo o horizonte cheio se amor.
Evan do carmo
ÓPERA DO SILÊNCIO
Na solidão sem fim que ora vivo
por desgaste social outrora ativo
busco a performance perfeita
da minha mão direita criativa
que embora senil e lenta,
e às veze débil, continua viva.
Afasto-me do mundo, de engano
e retórica.Levado pela mão
da minha redenção simbólica.
Uma vez sozinho,
sem o sabor da carne
sem abraço-amigo
sem o pão do Cristo
sem o prazer do vinho,
como Handel espero compor
a ópera do silêncio
na ilusão sagrada de construir
o meu próprio ninho.
Evan do Carmo 21/11/21
O amor é luz na escuridão
Bálsamo que cura a dor e a solidão
Alquimia divina que transforma o coração
Elevando-nos ao alto, em busca de redenção
O amor, sublime das canções
É a matéria-prima dos trovadores
Chama que arde em nossos corações
Nos faz acreditar em impossíveis amores.
Assim, é nas rimas de um soneto singelo
Que manifesto minha gratidão ao amor
Por tê-lo em minha vida como um elo
Unindo sentimentos em sintonia e fervor
Que seja sempre presente noite e dia
O amor, fonte de paz e harmonia
Não abro mão da minha solidão
Quando sou vazio metafísico
No silencioso abismo de mim
Onde criou o imponderável.
Neste instante glorioso em que "sou"
Longe do mundo e das pessoas
Eu tomo meu café amargo
E me solto das amarras dos homens
Tudo é infinito e intocável
Para tudo além de mim
Sou natureza e instinto
Não importa se sou verdade
O que crio foge às convenções
A arte de viver é ser livre
A arte de morrer é negar
Julgar é tarefa para os mortos.
Enquanto vivo penso, existo
A crença de esperar o amanhã
É fuga e medo de sonhar
Não sou poeta, apenas minto.
Pelo azul das Pequenas Antilhas
entre Granada e Carriacou,
A solidão absoluta de Saline
e as emoções em navegação.
Cientes do que procuramos
pelas correntes por ali vamos,
Muitos têm andado perdidos
em silenciosos jogos insanos.
Queremos viver e deixar viver,
porque tudo o quê pertence
naturalmente virá inadiavelmente.
A tranquilidade se cultiva,
nossos desejos escrevemos
e o quê somos nós dois sabemos.
Acima de toda tristeza e toda solidão
Há um Nome, o Nome de Jesus
Acima de toda doença e quando não há solução
Há um Nome, o Nome de Jesus
Sobre este lugar, declaro Jesus
O ambiente é transformado, mortos são ressuscitados
Eu declaro Jesus e já posso ver
O milagre acontecendo, salvação e avivamento
T Coronae Borealis
A solidão estará com
os dias contados
quando a explosão
da T Coronae Borealis
for avistada no Céu,
os seus olhos se
cruzarem com os meus,
a lira do Hemisfério
vier para nossas mãos
e o amor sem mistério
virar um cancioneiro
para ser cantado
por cada um onde
quer que se encontre
para que ninguém mais
morra por bombas ou de fome.
Propaganda de Guerra I
O mal do século é a solidão,
melhor mesmo ser poeta
que até sem sair do lugar
com a sua poesia sempre
acaba se entregando a multidão,
O poeta é quem acende
o lampião no meio da escuridão,
e está sempre presente
ao chamado para a rebelião.
Um poeta nunca fará nenhuma
guerra porque ele é a própria
guerra que com intimidade
chama o próprio Deus da Guerra
para dançar ou se afastar.
Não é qualquer um que coloca
um poeta no bolso
para dizer o quê é e o quê
não é propaganda de guerra,
Porque se escandalizar
com a violência, se solidarizar
com quem sofre ou pedir um
cessar-fogo jamais nesta
vida será propaganda de guerra.
Daqui onde a moeda
e o ouro negro
ambos estão
indo entre os dedos:
A minha solidão
...boliviana...
É também chilena.
Não preciso nem
dizer o porquê,
nós não temos
nenhum receio.
A minha alma
...latino-americana...
É também bolivariana.
Não preciso nem
dizer o porquê,
entre nós nunca
houve mistérios.
A minha letra
caridosa busca
pelo paradeiro
velho General,
e pelo notório
teimoso Coronel.
Até onde a queixa
não se esgota,
reclamo sem parar
pelo General preso
em meio há uma
reunião pacífica
há quase dois anos
e que não teve
acesso à justiça,
e pela tropa sofrida.
Você previu a minha solidão,
Sou flor solar perdida na duna,
Em busca do teu lindo coração.
Não te acho porque livre não estás,
Estás confinado numa prisão,
Decepcionado com a minha decisão.
Você previu a minha infelicidade,
Pela minha falta de coragem,
De não ter mergulhado de cabeça
Nos braços do amor, nossa eternidade.
Você no fundo me conhecia
Melhor do que eu mesma;
Que na verdade, sempre fui poesia.
Não te encontro, porque me perdi,
Estou confinada nas letras,
E aprisionada na minha ideologia
- demagogia -
Eu deveria ter feito tantas coisas,
Mas não fiz, descumpri e me prendi.
Eu sou o caso mais complicado,
Que vi nesta vida,
Sou a 'tal mosca na sopa',
O 'dedo na ferida',
Sou ferida que não sara,
Dor que não para,
Ferida que não cicatriza,
Poesia que anarquiza,
Chave que liberta,
Loucura sem cura,
Amor que não passa,
Fera que reage mesmo ferida,
Um dia farei-me libertada,
Para de vez libertá-lo;
E resguardados do mundo,
Recuperarmos o nosso projeto
De viver de amor a cada segundo.
Estranho Medo
Escrevo agora sobre angústia e solidão,
Antes descrevia amor, sonhos e devaneios,
Estranho certas coisas, pois estranha é a decepção,
Tristes são as páginas do diário, nem sei o que anseio.
Estranho medo, esse que de repente chegou pra ficar,
A estranheza mais profunda que um ser pode ter,
Estranho até a alegria que vem e vai sem avisar,
Me diga alegria, o motivo de ir, me explique o porquê.
Coração sangra, grita em meio as decepções,
Murmurar num adianta, nem devolve a certeza de outrora,
Certeza que iria acalmar esse turbilhão de emoções,
Estranho medo, que trouxe pesadelos para esse homem que chora.
As palavras me fogem quando mais delas preciso,
Me fugiu a alegria, causando-me imenso pavor,
Onde está ó esperança? Devolva-me o precioso sorriso,
Estranho medo que me faz estranhar até mesmo o amor.
O coração nas cinzas frias da solidão
desfaz silenciosamente
A escuridão vai fugindo
com a esperança que me resta fazendo essa eterna ilusão.
Seu olhar puro e doce de se observar vai ganhando distancia dos meus
minha esperança vai acabando e continuo caminhando na minha incerteza .
pois a vida é uma camuflagem pra esconder minhas tristezas .
antes mesmo do sol nascer
queria sentir voce de corpo e alma,
a noite, é um momento de reflexão de solidão que me acalma.
pensei em desistir sim,muito antes de tentar,
não paro por um instante até a primavera chegar
pois,diante disso ha uma conclusão,seus olhos entram em fusão junto com a solidão criando um eu.
►Querido Confidente
Decepção, esta palavra resume o que sinto
Pensei que escreveria versos em paixão
Fui iludido, estou cabisbaixo, meio óbvio isso?
Queria dedicar, mas agora só desejo me ajoelhar
E pedir para, quem quer que esteja escutando, me curar
Tenho sofrido tantas guerras em meu interior
Tantos pensamentos foram assassinado e não irão mais voltar
Pensei que meu porto seguro fosse me ajudar, me enganei
Ele me machucou mais ainda, não tenho onde ficar e repousar
Não tenho onde me apoiar, ninguém com quem conversar
Ah, mas tudo ficará bem, de um jeito ou de outro
Nem sempre a vida me dará rios em ouro.
Queria escrever sobre amor não por que o sinto, nada disso
Queria escrever por que a solidão se tornou um cliente vitalício
E, não queria que ela aderisse ao vício de me ferir,
Me atormentar, me induzir com miragens tão tarde
Não sei como prosseguir, os caminhos estão embaralhados.
Mesmo sabendo que, de nada adiantará
Eu tenho arrependimentos em minha vida
Queria poder dizer que não, mas, seria mentira
Eu estaria apenas criando um manto em fantasias,
Alegando, falsamente, que minha vida é linda e querida
Mas, encontrei tantos piratas em minha jornada, senhor
Foram tantos roubos, um deles até meu coração levou
O devolveu todo machucadinho, que tristeza
Todo amassado, todo arranhado, desgastado como um velho ioiô.
Quem um dia cometi o erro de endeusar,
Hoje retorna para me mutilar
Dizendo me amar enquanto me faz chorar
Me fazer pensar, fazer eu me isolar
Quem um dia minhas fragilidades errei em confessar,
Hoje me faz arrepender de escrever, me expressar.
Claro, caderno, que eu não queria que fosse assim
Nesta minha ausência eu pensei em um retorno triunfante
Dó de mim, possivelmente estou pior que antes
"Faz parte", irão me dizer, sem ao menos saber a origem de minha solidão
Mas, tudo bem, deixei estar, deixe que falem, juntem em multidão
Quem sabe alguém escute minha desolação.
Eu te disse, caderno? Escrevi algumas letras
Acho que gostaria, são bem melosas e mal escritas
Talvez um dia eu escreva uma sobre a sua pele, como uma tatuagem
Que jamais será completamente esquecida, quem sabe?
Quero, por fim, agradecê-lo por existir
Você me ajudou em surtos depressivos
E, também registrou detalhadamente momentos lindos,
Em que eu me encontrava realmente feliz
Muito obrigado mesmo, fez mais do que devia, amigo
Posso estar aqui sem saber para onde ir,
Mas, sei que, a qualquer momento poderei te dizer que estou sozinho
Sem um ombro para chorar, um abraço para me confortar
Mas, terei sempre, perto de mim
Uma caneta e um papel para desabafar.
Reconstruir
Acreditei em suas mentiras
Aceitei as tuas birras
Tudo porque eu esperava que você dissesse
Que eu era importante para você
Você foi partindo devagar
Sem nem se importar como eu sentia
Será que não consegue perceber
Que sem você eu morreria
Aceitei ser humilhada
Apenas porque queria ser amada
Mas agora eu descobri
Que não precisa ser assim
Fui alvo de suas amarguras
Me desestruturei, fiquei insegura
Eu disse que iria te esperar
Mas cansei, agora vou me levantar
Me levantar para uma nova vida
Sem você, sem parte de mim
A despedida pode doer
Mas agora é necessário chegar ao fim
Perdoei até uma traição
Tudo porque não queria te perder
Tolice minha
Pois você nem notou minha dor
Preso em seu egoísmo
Amarrado pelo seu próprio ego
Agora é tarde,
Sou melhor sem você
Para te satisfazer
Minha vida deixei de viver
Virei uma sombra tua
Mas você queria a lua
Afinal o que esperava de mim
Mas tudo isto teve um fim
Sou melhor sem você
E você é melhor sem mim
