Texto de Solidão
No Silêncio da Solidão
No silêncio profundo da noite vazia,
Onde a lua sussurra sua melancolia,
Habita um coração cansado e ferido,
Por anos de dor, sozinho e perdido.
As ondas do mar vêm beijar a areia,
E levam segredos que ninguém anseia.
Mas, no horizonte que nunca se alcança,
Há apenas o eco de uma esperança.
Os dias passam, sempre tão iguais,
Memórias que pesam, lembranças fatais.
Sonhos que morrem antes de nascer,
Num corpo que vive, mas não quer viver.
O vento murmura histórias de outrora,
E o peito responde: “não há mais agora”.
Olhos que fitam o vazio sem fim,
Como se ali encontrassem um "sim".
E, mesmo cercado de imensidão,
O vazio permanece como prisão.
Pois, no final, o que dói verdadeiramente
É saber que o mundo segue indiferente.
Título: Solidão.
A solidão é o tempo do agora,
o momento sem plateia,
o abraço do poeta,
onde ninguém se interessa.
O mão a mão sem gente extra,
apenas você e sua alma na peça,
um instante sem tensão,
vivendo sem explicação.
A solidão é o eco
dos que não ouviram,
a fala dos que não falaram,
a decepção dos que não tentaram,
a família que abandonaram,
os amigos decepcionados,
ou amores terminados.
A solidão é tudo,
quando não sobra nada,
mas deixa tudo,
quando falta nada.
A Solidão e a Solitude
"Solidão e estar sozinho, sentir-se vazio e triste,
são momentos de introspecção e busca.
Mas há também a solitude, o prazer da própria companhia,
estar feliz consigo mesmo, sem precisar de ninguém.
Esses momentos de encontro consigo são maravilhosos,
pois permitem que descubramos nossa verdadeira essência.
Aprender a estar sozinho e a se amar é um dom,
que nos permite crescer e nos tornar mais autênticos.
Essa reflexão é um lembrete importante de que a solidão não precisa ser algo negativo, mas sim uma oportunidade para se conectar consigo mesmo e descobrir sua própria felicidade.
AMOR...
Me perguntaram:
O que é Solidão?
Solidão... E uma sensação de dor, que dói muito e vai morar
dentro do peito.
O que é Paixão?
Paixão... E um sofrimento profundo por alguém que às vezes pensamos que não tem mais jeito.
O que é Amor?
Amor... Não tem Paixão nem Solidão que suporte seu efeito.
Edvaldo José / Mensagens & Poesias
Topei com a solidão
Querido diário...
Hoje encontrei, novamente, a solidão.
Ela parecia mais sábia, filosófica até...
Corri... corri...
Fugindo dela.
Dobrei a esquina, com o coração aos pulos
e topei com a tristeza.
Fazia tempo que não a via.
Então a noite chegou...
A chuva caiu...
E o silêncio do espaço vazio, companheiro, fiel, sentou-se ao meu lado querendo ficar.
Mas reconheço que sou uma boa atriz.
Então forço meu rosto até doer,
no meu melhor sorriso...
Nesta vida que segue impassível,
indiferente ao meu querer,
que segue mansa como a brisa noturna,
e fria, como a chuva é...
Um resquício da esperança no impossível,
que teima em ficar,
é o que me sustenta hoje
Geração atual e seus vícios
Corpos vazios que se orgulham,
Olhos com solidão perceptível,
No mundo de luxúria mergulham,
Amor verdadeiro se encontra invisível.
Anseiam por meio dos vícios pela cura,
Mas em tal caminho sua dor será eterna,
Seu coração conhecerá a dor pura,
A solidão será sua visão paterna.
A ignorância os torna tolos e insensíveis, Foco e visão do futuro é algo subestimado, Conforme aprofundam pior são os níveis, Depressão, ansiedade, entre outros, é o resultado.
Precisar de apoio nunca foi vergonhoso,
Não existe alguém superior ou inferior,
A resposta é igual, sendo jovem ou idoso, Nenhum vício apagará sua dor ou vazio interior.
Reflexão sobre a Vida sem Amigos
Na vastidão da vida, um eco de solidão,
Já fui acolhida por amigos, um abraço de coração.
Quando a família se virou, as contas se tornaram pesadas,
Foi na amizade que encontrei as luzes apagadas.
Mas a vida é um ciclo, cheias de nuances,
E eu, que fui abrigo, também fiz as minhas danças.
Péssima amiga, talvez, em momentos de dor,
Ferindo quem foi bom, sem saber do valor.
Traições marcaram, como cicatrizes na pele,
A confiança despedaçada, um amor que se enredou em um fel.
A dor do abandono, um lamento profundo,
Quando quem amei se foi, deixei vazio em meu mundo.
A vida sem amigos é um horizonte embaçado,
Um deserto sem riso, um caminho isolado.
Mas, ao refletir, percebo que cada dor ensina,
E que as lições são parte da própria sina.
Os amigos que se foram, deixaram seu legado,
Cada risada, cada lágrima, um amor que foi amado.
E mesmo na ausência, guardo suas memórias,
Um mosaico de vivências, entre risos e histórias.
É preciso aceitar que a vida é assim,
Um jogo de perdas, onde o amor pode ter fim.
Mas na solidão, uma força eu descubro,
Que, mesmo sem amigos, ainda sou um ser puro.
Custo a perdoar a mim mesma, pelas falhas,
Mas a busca por crescimento, em cada lágrima que estilha.
A vida continua, mesmo sem o calor de um abraço,
E em cada amanhecer, renasço no meu passo.
Que eu aprenda a ser amiga de mim mesma,
A encontrar na solidão um espaço de beleza.
E que, quem sabe um dia, novos laços se formem,
Em uma dança de almas, que, juntas, se transformem.
A solidão não grita.
Ela sussurra baixinho no meio da noite,
no espaço vazio ao lado da cama,
no silêncio de uma mensagem que nunca chega.
Ela não aparece de repente.
Vai se acomodando aos poucos,
ocupando os lugares que antes tinham nome,
preenchendo as lacunas que alguém deixou.
A solidão tem cheiro de café esfriando na xícara,
de música tocando para ninguém,
de palavras engolidas porque não há quem as ouça.
Olha Mulher
A beleza da tua liberdade
Não se sinta à vontade
Na gaiola da solidão
Aceita Mulher a tua verdade
Essência de conquistas
Nas guerras pelo respeito e pão
Acredita mulher
No teu sonho e no teu caminho,
pois não há nada mais lindo
que tua boca sorrindo,
Na alegria da realização.
Refúgio na solidão...
"Ali estava eu, encostada na janela embaçada do carro, com os vidros fechados, enquanto havia uma chuva forte lá fora . As gotas de chuva deslizavam como lágrimas pesadas, enquanto o vento sussurrava segredos de um mundo que parecia tão distante. O frio penetrava em mim, como se quisesse congelar não apenas meu corpo, mas também minha alma. Perguntava-me se era possível não mudar, se havia um abrigo para essa dor que me sufoca.
Sinto um desespero por ser tão expressiva e, ao mesmo tempo, tão intensa. Dou o meu melhor a todos, mas no fim, me encontro sozinha, como uma flor murcha em um jardim esquecido.
Só queria ser ouvida, mas o que escuto é o eco do vazio do silêncio. Não tenho o conforto de alguém que me ajude a navegar por essas tempestades. Pergunto-me quando essa chuva vai parar e me desespero ao perceber que tudo parece apenas piorar. Preciso me defender; preciso gritar sobre como estou realmente.
Ha Meu amor...se isso te incomoda, é sinal de que você nunca me amou de verdade. Você não sabe o quão valioso é ter alguém verdadeiro ao seu lado, alguém que te diz verdades afiadas como facas, que podem doer. Mas a intenção não é ferir; é te dar a chance de mudar e não deixar-me ir embora. Você nunca terá uma versão de mim que não conhece; eu sou quem você vê, com todas as minhas imperfeições e beleza crua. Se isso não te agrada, saia devagarinho e com cuidado. Não brinque com um coração machucado que faria tudo por você."
O Homem Louva-a-Deus tem um pavor absoluto da solidão. Ele acredita que estar sem uma mulher ao seu lado é sinônimo de fracasso. Ele cresceu ouvindo que um homem de verdade precisa de uma mulher para ser completo, então, quando se vê sozinho, entra em desespero.
O que ele não entende é que esse medo é exatamente o que faz com que ele aceite ser desrespeitado. Ele prefere estar em um relacionamento ruim a não estar em nenhum. Ele aceita migalhas porque acredita que, sem elas, morrerá de fome.
Mas a verdade é outra: é melhor andar sozinho do que ser arrastado por alguém que não te valoriza.
Apegado em lembranças
Eu estava apegado em lembranças,
E isso me acorrentava a solidão,
Chorando e sem forças como criança,
Procurando por uma solução.
Era tudo que eu queria saber,
O porquê de tanto sofrimento,
Não aguento ao menos descrever,
Nem um pouquinho do meu pensamento.
Pensamento de sombras do passado,
Impregnadas na espinha do meu ser,
Já ando cansado e desanimado,
Mas não posso desistir e perder.
Sou guerreiro e um incansável lutador,
Vou até o último minuto acreditar,
Logo logo, me livro dessa dor,
E apartir daí, começar a sonhar.
A dor pode até incomodar,
Mas eu não desistirei e seguirei em frente,
Certamente voltarei à amar,
Tenho isso fixo em minha mente.
Dar certo ou errado, faz parte do processo,
Então porque eu iria desistir,
Para o sofrimento escrevo um verso,
E é nesse pilar que devo partir.
Partir rumo a sonhada felicidade,
Onde o amor será o governador,
De uma estrada cheia de verdade,
De alegrias,tristezas e dor.
Lourival Alves
Em noite de solidão olho pro céu estrelado e penso
Será que ela também está a olhar esse céu?
Pensamento bobo, eu sei,
mas, se não for essa bobagem,
Juro-te que minha esperança de estar no mesmo lugar que você morrerá
Então, por favor, deixa-me ao menos ser bobo em relação a nós.
A VOZ DA SOLIDÃO
No vão da noite sombria, deserta
Tão silenciosa, envolta em arrelia
O repouso torna a cena irrequieta
Em um tenso sussurro de agonia
A enodoada alta noite terrificante
Povoada de uma vontade, irradia
Aperto, onde não há o que cante
Nem o poema sem a melancolia
Na treva da escuridão a coruja pia
Rompendo o vazio no tom dolente
Tal um cântico de acerba sensação
O pensamento da gente silencia
O coração arrepia tão vorazmente
E, merencória fala a voz da solidão.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 abril, 2024, 13’58” – Araguari, MG
Com as pedras que encontrei construí um castelo. As pedras da solidão eu construí meu quarto, pois a solidão nos faz pensarmos em nós mesmos; as pedras do desamor encapei meu coração, para que não amoleça fácil; as pedras dos insultos levantei uma fortaleza, para que não me abale; as pedras da insegurança eu coloquei na base para sempre me lembrar que se tornaram seguras;
O meu jardim é o mais florido pois é todo dia regado com esperança, paz, e dedicação... na vida tudo se transforma.
A solidão é o maior algoz.
Do que vale viver a vida, senão for para compartilhar através do amor e alegria, as vívidas experiências da vida.
Do que vale o amor, senão for para amar ao nosso próximo, manifestando a sua bondade e compaixão em tudo que fazemos.
Do que vale felicidade, senão for para compartilhar com quem amamos, e que são parte integral de nossas vidas, e que dão sentido a ela.
Do que vale a esperança, senão for para coloca-lá em prol dos nossos relacionamentos diários, para que através dela possamos expressar virtudes que transformam vidas.
Na solidão
encontrar
sem sinal
desconexão forte
desce dúbia
doce e amarga
vazios inteiros
navegam em ondas
por bits e bytes
ser mulher
ser inteira
mesmo só
seu poder
não precisa
de rede
conexão
é o que se faz
dentro do peito
há quem grita
mas eu sussurro
meu valor
é eterno
e seguimos
desconectadas
conectadas
encontrando-nos
**Utópico Amor **
Tememos a solidão como tememos o escuro,
mas não é o escuro que nos assusta,
é o que ele pode revelar em sua sombra silenciosa.
E se, perdida na solidão, eu encontrasse a liberdade,
essa estranha que não sei como abraçar?
Há um desconforto em descobrir a verdade crua:
a felicidade que tanto busco não está lá fora,
mas escondida, tímida, dentro de mim.
Ainda assim, tantos se agarram a esperança utópica
de que em algum canto do mundo exista um encaixe perfeito,
alguém capaz de preencher seu vazio,
a tão sonhada metade perdida da laranja.
Que insanidade!
Não poder culpar o outro por minha falta de alegria,
não poder terceirizar a tarefa de me completar.
E se o segredo fosse olhar para dentro,
encontrar no meu próprio reflexo
as respostas que deposito nos outros?
Compreender que o outro é extensão,
não fonte, não essência.
Que essa paixão que tanto me embriaga,
esse êxtase químico—adrenalina, dopamina, serotonina—
não passa de um teatro do meu corpo,
uma necessidade disfarçada de amor.
Que tristeza e beleza há nessa criação eloquente,
que nos faz acreditar em algo tão ilusório.
A solidão é um nome que ecoa no peito,
Um vazio imenso, sem rastro, sem jeito.
Ela entra sem avisar, se deita, se instala,
E se faz casa, mesmo quando se cala.
É o silêncio profundo que se faz companheiro,
A ausência de vozes, o espaço inteiro.
É uma sombra que cresce, mas não se mostra,
E, mesmo estando cheia, a alma é desgostosa.
A solidão não pede licença, ela se impõe,
É o peso de um corpo, mas que nada compõe.
Ela é companhia amarga, que se veste de paz,
E se torna o lugar onde o tempo se desfaz.
Não há consolo nela, nem festa, nem luz,
É um lugar frio, onde nada seduz.
Mas, em meio a essa falta, há um certo consolo,
Talvez seja o silêncio que preenche o solo.
E, de algum modo, aprendo a caminhar,
Com ela ao lado, a me observar.
A solidão, afinal, não é só dor,
É o encontro de mim com o que restou de amor.
A solidão é um canto vazio,
Onde a alma se perde, sem abrigo.
É a sombra que cresce, sem se importar,
E o silêncio que grita, sem se revelar.
Caminho por ela, sem pressa ou alarde,
É uma estrada sem fim, sem nenhum alarde.
Os rostos se afastam, o mundo se esconde,
E eu me encontro inteiro, mas onde?
A solidão não é ausência, é peso,
É o corpo cheio, mas o coração em desequilíbrio.
É um grito abafado, um vazio profundo,
É a dor de ser inteiro e, ainda assim, ser o fundo.
Não há companhia onde a solidão mora,
Apenas o eco do que foi, do que outrora
Era riso, era abraço, era vida.
Hoje, é só o som da alma perdida.
