Texto de Reflexão de Amor
Não permita que nada lhe impeça de viver, 🤸🏽♂️ nossa passagem aqui é curta. ⏳ Não pense em acumular riquezas💰💸, porque o que levamos daqui são apenas lembranças. 💭Pense em acumular em sua vivência momentos de alegria,😀 gargalhadas🤣, olhos que te olham sorrindo, 😍abraços apertados,🙇🏽♀️ beijos demorados, 💏 momentos inesquecíveis, 🤼🏽♂️ amores verdadeiros, 💞 amigos que você ama 👬🏽👭🏽 e pessoas que te falam, EU TE AMO.❤👨👩👧👧❤
🍃 "Vista-se de liberdade, lembre-se na vida só faz sentido o que te faz sentir. Se faça morada de bons sentimentos, a VIDA É AGORA! Não deixe ir embora tudo o que te toca à alma, aproveite a tempestade que sopra, pra aprender a voar. Se quiser de vez enquando extravasar, se jogue apenas nas coisas que você ama. Ese você achar que não tem razão pra ser feliz, ACREDITE a razão é VOCÊ!."
Eu preciso, eu quero. Quero deitar-me, silenciar-me e talvez até gritar! Tenho medo, sim eu tenho medo. Vem, estou te esperando há dias; vou me levantar, erguer a cabeça e sair a sua procura. Espere-me, me escute, olhe-me com outro olhar, já posso sentir a ternura mais terna em seu olhar. Olhaste diferente desde o dia em que eu toquei-a com as minhas singelas palavras. Talvez não foram as minhas palavras que fizeram você ficar atraída por mim e sim o eco que grita em nossos corações desde vidas passadas e quem sabe essa não é a hora de fazer tudo valer a pena? Essa pergunta não pode ficar sem respostas, é claro que o destino vai se encarregar de respondê-la.
- Aumenta o volume, por favor, ainda consigo ouvir o meu coração. Foi o que eu pensei em dizer ao Dj quando cheguei na festa, sozinha. Minhas amigas estavam lá, em algum lugar, mas por um motivo chamado você, isso não fazia a menor diferença.Pedi uma bebida quente. O garçom me deu mole e eu senti nojo. Da bebida e da cantada. Aquela era a primeira gota de álcool do ano. Desde que comecei a sair com você, não precisei mais de bebidas pra parecer louca. Um gole, dois goles e lá estava eu, dançando a minha música predileta com um desconhecido e com os pensamentos a quilômetros de distância. Ou melhor. Em mim, em nós dois.Ao som de Katy Perry eu soltava uns bons “Firework’s”, tudo pra comemorar – ou lamentar – minha liberdade. Eu pensava “Será que ele viu minha frase no facebook? Deixei bem claro que essa noite eu não seria eu”. Se viu, vai aparecer. Apareceu. Minha maquiagem já tinha ido para o espaço quando te vi passar. Eu me odiei por isso. Queria estar linda, intacta e cheirosa. Nos meus planos, você ia me ver e se aproximar, com o seu sorriso de lado e dar sem dizer nada, um daqueles seus abraços apertados que me faz esquecer de todo o resto. Você nem me viu. Disfarcei.Na verdade, eu queria ser forte o suficiente pra poder te empurrar na parede com um soco daqueles, bem na boca do estômago. Pra que por pelo menos alguns minutos, você sinta o que eu sinto toda noite antes de dormir.Minhas amigas estavam preocupadas comigo, e eu, com você. Quem era aquela do seu lado. Por que você sorri tanto quando está tão longe? Todo mundo parecia tão feliz, a festa toda piscava e girava, e o meu coração continuava latejando. Mais bebida, quem sabe passa. Eu queria te provocar. Queria que me olhasse.As horas foram passando, e você, com duas ou três garotas por perto. Amigas ou amantes, sei lá. Não importa. Elas não seu, e eu estou aqui. Deus do céu, o que aconteceu com a gente? Pra onde foram todas as promessas que fizemos? Nossa última briga te machucou demais? Por que você mão me fez parar a tempo? Era o que costumava fazer.Fim de noite. Alguns vexames e nada de você.Acordei hoje cedo rezando para que tudo isso tenha sido um grande pesadelo, e ainda, olhando para o telefone esperando você ligar. Minha cabeça dói, mas menos que o meu coração. Eu tô bem, mas continuo repetindo toda hora: Vem, me salva da vida sem você.
Só quem escreve, mesmo que seja um conto pequenino, sabe o prazer que isso proporciona. Poder conversar com seus personagens, se sentir em suas peles. Poder amar alguém que não existe, sonhar, ter esperança, dizer palavras de raiva, de mágoa ou de amizade a pessoas que você nunca viu, mas que vivem dentro de você, em algum lugar da sua imaginação. Só quem escreve entende como é bom ouvir alguém dizer que se identificou com uma criação sua, ou saber que alguém está ansiosa pra continuar uma leitura. Quem escreve deixa sua imaginação fluir, até um lugar distante do mundo real em que vivemos, um lugar longe, bem distante, uma realidade criada por nós, como queremos e como bem entendemos, com loucuras, sinceridades e criatividade. Quem escreve vê as coisas de um jeito diferente, vê, em historias simples, singelos contos de amor e de amizade, vê em qualquer paisagem, o cenário perfeito pra palavras importantes serem ditas. E muitas vezes, quem escreve, sabe o que fazer com a vida de seus personagens, mas perde a cabeça ao lidar com a sua própria.
Nem sempre as pessoas que amamos vão continuar do nosso lado a vida toda, as vezes algumas dessas pessoas vão se afastar pois cada uma precisa seguir o caminho delas. Mas sempre haverá alguma lembrança, uma música, um perfume que fará lembrar de nós, mesmo que o tempo tente fazer esquecer. Mas lá no final, as pessoas que amamos e que nos amam mesmo de verdade vão voltar, nem que seja pelo menos pra se despedir.
em uma vida de solidão e de silêncio, só escuto as vozes dos pensamentos e os ecos de minha tímida poesia, já cansei de amar pois as pessoas antes de tudo devem ser amadas, meus augúrios é de um doce sabor antigo na metamorfose do amargor e da despedida e meus pensamentos contrariados ainda escrevem - amor de minha vida...
O despertador soou cedo. A noite pareceu ter sido tão curta. Meus pés descalços sob o piso frio percorrem o quarto até o banheiro. Vejo-me natural em frente ao espelho, sem os efeitos diários que cobrem o meu rosto, o batom, a maquiagem, por hora escondem a minha essência. Sei quem estas ali, ainda que, a ignorância do mundo coloque-me rótulos. Algumas rugas aqui, que chegam acompanhando os anos. Tudo tão meu. Sim, meu. Frente à frente, sozinha comigo, percebo que nada mais, e nem ninguém pode falar ou escolher por mim. Amei-me, amo-me e amarei-me. De todo o amor que tiver em mãos, darei à mim, pelo menos a maior parte.
"DEIXA A VIDA ME LEVAR".... isso pode ser bonito em um verso de uma canção, porém a Vida é muito valiosa para ter sua trajetória dessa forma... A nossa Vida deve ser conduzida e não levada sem direção. Como uma peça teatral tem um Diretor, este pode ser Deus em nossas vidas, o nosso Pai que orienta a direção a ser tomada. Mas, como toda dramaturgia tem o ator principal, você é o protagonista de sua história, não tenhas medo de lutar pelos seus sonhos... Deus guiará teus caminhos, indicará o norte, porém seguir é uma escolha pessoal e intransferível... Sinta em você o sopro do Espírito Santo, este acalmará teu coração, Refúgio e Fortaleza são virtudes encontradas apenas em Deus... Tenha um excelente dia, que Deus o abençoe....
Ela cansou te tomar pancadas e abaixar a cabeça. Cansou de ter que escolher entre quem não vai pagar para agradar o outro. Agora ela quer se agradar, ela quer se amar, evoluir mesmo que seja sozinha. Cansou de deixar seus sonhos, para ajudar os outros alcançarem os deles e abandonarem por terem conseguido "sozinhos". Ainda é a amiga, mas não mais a que procura e notou que ao parar de procurar, aquelas conversas longas que existiam, hoje não passam de uns breves comunicados( pq era ela quem alimentação a amizade). Hoje ela sorri, ela joga, ela curte, ela se movimenta e cada movimento é um momento extraordinário (pelo menos pra ela). Então se você a conheceu, talvez ela não seja mais a mesma pessoas, tem o mesmo cárter, pq isso não muda, mas talvez ela parecerá desligada, mas não é pessoal, ela apenas deixou de ser o capacho que todos conheciam. Viva ela.
Gosto de acreditar no impossível. Se assim não fosse, possivelmente morreria sem sorrir o suficiente para poder amar a minha vida. Aprendi a medir tudo pela dimensão do sorriso que me provoca. Quando sorrio, nasço um pouco mais a cada dia. Funciona como um parto de amor. Um espaço onde esqueço o tempo e me viro ao contrário para ver o lado iluminado da lua. A verdade é que não consigo imaginar a minha vida sem impossíveis. Acho que prefiro morrer. Pelo menos no céu tudo é possível. Foi um anjo quem mo disse e eu acreditei, apenas porque mo disse com um sorriso no olhar.
Lembra com saudades gostosas, e no coração vai sentindo como se um pião estivesse a rodar, girando, girando e girando em torno da sua vida. Saudade daquela manhã, quando o amor nasceu na gente. Daquela porção de filhos brincando em volta da gente. De ver, depois, os noetos, crecendo aos olhos da gente. Como andou depressa a vida, deixando pra trás a gente...
A história é semelhante a de uma rosa que reina em todo jardim. Perdido o viço é cortada e às folhas secas lançadas. É o seu destino e seu fim. Há muita gente vaidosa que vive assim como a rosa. Orvalhada de beleza, ao sol da fama e o som da beleza, sempre em capa de revistas, sem perder o cartaz. Mas, tal como tempo, é fugaz. E ao perder a mocidade, vai sozinha com a saudade, pro retiro da idade.
Quem viu daquela pedra o luar... Quem escutou aquele acorde... Se não voltar para ficar, marca encontro com a saudade. Do dividendo alegia, do divisor mocidade, resultou melancolia, que reduzida, também é saudade. Pode o sol nascer ao poente e haver mulher sem vaidade? O que não há certamente, é passar por lá e não levar saudade. As parcelas de paixão sentidas naquelas calçadas ou resultam decepção, ou mais uma vez somam saudade. E quem nega sentir saudade, fingindo ser diferente, ou nunca curtiu a vida de verdade, ou não diz bem o que sente. Constante nesta existência, eu vejo só em verdade a inevitável sequência: o moço, o velho e a saudade. Suplício do meu fadário, que me mata e me dá vida.
Experimentar e sentir tudo na vida, mesmo que sejam sentimentos e coisas que não gostaríamos de experimentar e sentir, tudo é bom. É bom porque as coisas ruins nos ensinam a viver, enquanto as coisas boas nos mantém vivos e alegres. A vida é assim mesmo; nesse jardim, algumas flores são colhidas cedo demais e vão pra vitrine, outras nem tanto, e outras apodrecem no mesmo lugar, pétala por pétala; Aprende mais quem descobre logo que o mundo não é azul de bolinhas brancas; que papai noel não existe; que nem todo mundo é tão legal quanto parece ser; que amigos às vezes só aparecem, de fato, quando querem coisas; que as nuvens não são de algodão; que um sorriso nem sempre é verdadeiro, que uma má interpretação de você pode se tornar um problema eterno para alguém, sem que isso tenha o menor motivo ou faça qualquer sentido; que não é porque beijou que está amando; que você não pode voar; que não é chorando que se resolve; que você nunca terá como adivinhar as coisas com exatidão; que muitos sonhos são ilusões; e que as únicas pessoas que confiamos não são ou não foram imortais. Receber com a mesma naturalidade a derrota e a vitória, o acerto e o erro, a perda e os ganhos, o trinfo e a queda, deve ser a principal dica para saber, um dia, lidar com a morte. Deve ser isso, por aí... Por isso, aprender agora a enxergar dias lindos mesmo com as nuvens carregadas é essencial. Olhar no espelho e perceber que o espelho não está quebrado, pois um espelho quebrado não reflete a mesma imagem. E aí se tocar e perceber quem é você! Observar a sua volta, pelo reflexo desse mesmo espelho, e ser capaz de ver não só as paredes, mas também as pontes. Ou visualizar aquelas que você deseja e pode construir. E se for preciso, construa por cima dos viadutos que não vão te levar onde você quer ir. Você só vai precisar de mais material e mais mão de obra. Pensar que de todas as suas grandes conquistas, algumas podem ter nascido da necessidade de se renovar e reinventar.... Há sempre uma maneira sublime de se levantar, mesmo com uma dor permanente. A pessoa que vive no mundo real não carrega só alegria, leva dor também. E quem não sabe carregar a sua dor, deve aprender. Aprender e ter consciência do fatalismo, para não fazer do fatal um sofrimento eterno. Você pode transformar a dor em lembrança. Vai estar sempre ali, mas só enquanto você estiver pensando nela. Há sim, também, uma covardia dentro da gente, que devemos superar, para encarar mudanças. É medo do insucesso que faz você não ir atrás dos seus sonhos. E medo gera sintoma físico! A última vez que achei que tinha algum problema e fui no cardiologista, depois de algumas perguntas e respostas, o médico riu pra caramba, e disse que eu não tinha nada; me deu um talãozinho azul pra comprar Rivotril... que eu joguei na primeira lixeira que vi do lado da porta do elevador, ainda no andar do consultório. Porque entendi que eu estava mesmo era preocupado, com medo... Joguei fora porque percebi que ninguém havia dito que o medo de perder nos impede de ganhar. Nos preocupar é parte de um processo de melhora. Ter medo também. Será que vai dar certo? O que realmente devemos fazer? O que é preciso fazer para que dê certo? E eu achando que estava infartando em alguns momentos do dia, mas era só preocupação... Mas, talvez, se a gente já tivesse todas essas respostas, não haveriam surpresas. O principal é ter coragem, no momento das dificuldades, para tomar decisões. E tomar decisões rápidas para não ficar à deriva. Por que aí não é nada legal mesmo. Se serão decisões certas ou erradas, o importante é tomá-las. E se não forem, perceba que, às vezes, é preciso de mais tempo e espaço para cometer erros. Uma vez escutei uma música que falava disso; uma pessoa que saía de casa para cometer mais erros, pois ali não estava aprendendo o suficiente com eles. Era uma música americana, country, mas a letra chamou a minha atenção por isso... Enfim, blá, blá, blá... Numa época de crise em que todos choram, há sempre alguém que se lembra de fabricar lençóis. Por que será?
Sempre achei que uma palavra de elogio fizesse bem à saúde. Que pequenos gestos mudassem situações até então imutáveis. Que o julgamento alheio não é importante. Que devemos ser adolescentes a vida inteira e, o máximo que der, regredir até a infância com nossos filhos novamente. Que isso é a melhor maneira de renascer. Que amor não se cobra que não é cobre. Que amor não se pede que não é peça. Que amor se chama porque é chama. E que tudo que é muito diferente incomoda tudo que é muito igual.
Você sempre começa uma história pensando em alguém. Poderão considerá-las românticas demais ou exageradamente sentimental, considerando meus trinta e poucos anos. Sentimentos que, contados em histórias, o bálsamo do tempo da escrita arrefece qualquer coisa. Histórias como daqueles que casam depois de haver gozado e bem, a vida de solteiro. Se conhecem e percebem a reunião, a um só tempo, da beleza de corpo e alma. Após o encontro, fazem-se amantes, em qualquer sentido que se queira dar a palavra. Constroem um lar perfeito e geram uma prole de filhos. Vivem juntos, tipo uns 50 anos; nesse período, passam bons e maus momentos, amparando-nos reciprocamente. Observam a família aumentar com a chegada dos netos. De repente, em poucos dias, esse amor é interrompido por uma doença insidiosa, inesperada, que arranca um dos braços do outro. Quem fica, sofre na alma a violência de um coice. Já estavam beirando os 100 anos. A tristeza é plenamente normal e justificável. Durante um século, embriagaram-se com o amor um do outro. Com a perda, passa a sofrer uma depressão, sem dúvida, decorrente da saudade, e esta, a queria sempre bem latente para nunca esquecer. Não permitia que médicos desbravadores da mente, com seus artifícios freudianos, expulsassem da sua memória, ou, pelo menos, amenizassem a saudade, que em verdade era a razão da sua vida atual. Na concepção que faziam do termo, os quase 100 anos, um ao lado do outro, era a única história que haviam escrito juntos, movidos pela inspiração provocada por esse único, grande e insubstituível amor. Durante todos os anos de felicidade, dedicavam-se as próprias felicidades. Destas, algumas que encontrei em cartas e bilhetes que guardavam dentro de uma caixa de sapato, preferi protegê-las com o véu da privacidade que considero inviolável, tão somente agora; mas um dia ainda escrevo um livro com essa história. Saudades.
Solidão; barco vazio que passa estacionado. Sozinho à espera de... Com sentido e sem ninguém. Solidão. Vida lenta. Vive mais tempo e devagar. Finais de semana longos como semanas.Televisão; lê; escreve; acesso à rede. Não é orgulho. Razão interior. Consciência. Não se vende. Pode se render. Se rende.Peso da dor. Tombou. Caiu no chão. Não levantou. Acordou. Ali, a pedra. Peso. Saiu dali. Rastejou. Passado. Presente na lembrança. Fora do futuro. Solidão.
A alma - nossa alma - sabe tudo que há para saber o tempo todo. Nada é misterioso ou desconhecido para ela. Contudo, saber não é o suficiente. A alma procura experimentar. Você pode saber ser generoso, mas a menos que faça algo que demonstre sua generosidade, terá apenas um conceito. Pode saber ser bondoso, mas a menos que seja bondoso com alguém, só terá uma ideia à respeito de si mesmo. É desejo da nossa alma transformar o melhor conceito sobre nós mesmos na melhor experiência. Enquanto o conceito não se tornar experiência, é tudo especulação. Eu especulo a respeito de mim mesmo há muito tempo. Há mais tempo do que eu e nós juntos poderíamos nos lembrar, do que a idade deste universo multiplicada por dois. Então você vê o quanto é nova a minha experiência de mim mesmo.
Comprei um jogo de tabuleiro pra minha filha porque ela ainda é criança! Ela, gente boa como é, desceu e levou pro play pra jogar com outras crianças. Elas foram aparecendo, fazendo a roda e um deles sentou com um iPad na mão. Valentina perguntou: “ei, você que tá também aqui com o tablet! Quer jogar meu jogo novo que meu pai me deu?!” E o garoto respondeu: “não não, só estou sentado vendo, porque não jogo jogo idiota, estou jogando no meu iPad!” Bom, percebi que Valentina ficou com o olho cheio de água olhando o iPad e o tabuleiro. Apesar da vontade de espatifar a cabeça dele no fundo da piscina e não deixar nunca mais respirar, não me meti porque o papel do pai é preparar os filhos pro mundo. Hoje foi a primeira vez na vida que eu senti essa sensação como pai, e na hora que eu segurei pra não me meter, entendi como era doloroso pro meu pai me falar lá atrás que a vida ia me machucar pra eu entender. Tudo fez sentido agora. Eu fiquei de longe observando como ela iria lidar com isso e pensando no meu pai. As outras crianças entraram no jogo do tabuleiro. Quando acabou eu sugeri brincar de monstro, eu seria o monstro, e correria atrás das crianças. Foi quando o menino levantou e gritou: “hei gente, eu corro muito mais rápido do que o monstro, eu vou participar.” Foi quando Valentina disse: “pai, ele não pode participar”. Respondi: “ por qual motivo filha!?” E ela respondeu: porque a gente não brinca com criança idiota pai”. E aí vem a vida: o menino gritou que ia brincar sim, e olhou pra mim, eu fiquei em silêncio da mesma maneira que fiquei em silêncio quando foi dele pra ela. Não me meti no fora que ele deu nela, sofri, e não me meteria também no que ela deu nele. Ali pensei em acabar com isso e colocar ele na brincadeira a força pra ela aprender a ser superior. Mas ela talvez não entenderia e seria muito injusto, não gostaria que meu pai fizesse isso comigo. Resultado, mais uma vez observei calado, deixei que a vida e os dois resolvessem no meio da garotada todo impasse entre os dois. Resultado: o menino gritou que ia participar sim e me olhou mais uma vez, e eu fingi que não era comigo; ele, por sua vez, saiu chorando, pois as outras crianças mandaram ele ficar com o iPad sem Valentina dizer mais nada e disseram que não queriam brincar com ele. Raivoso e mimado como deve ser, foi embora chorando e tropeçou, o iPad caiu no chão e quebrou a tela, rachou! E aí vem Valentina e diz depois de cinco horas lanchando, quando eu nem mais lembrava disso: “Pai, estou muito feliz!” E eu: “Como assim filha!?” E ela: “você não viu papai, Deus ficou do meu lado hoje.” Agora vem um desafio pro pai pra amanhã: ensinar que o senso de justiça traz felicidade, mas que o de vingança não. E que amanhã os dois podem brincar normalmente. Que é um novo dia. Nossa, ser pai é um desafio incrível! O mais difícil da minha vida. É muita responsabilidade. Não a financeira, mas a ética, cívica e moral. Não podemos falhar. Às vezes entro em crise de preocupação. A vida é muito difícil, muito dura. E assim também será com ela, que eu tanto amo. Que sentimento esse que a gente não esquece um minuto do dia: preocupação eterna com os filhos. É real.
