Texto de Despedida do Trabalho

Cerca de 2943 texto de Despedida do Trabalho

⁠Aos olhos humanos, podes parecer falho,
Mas ao olhar de Cristo, és raro, és trabalho.
Obra em processo, barro nas mãos,
Joia lapidada por Suas próprias mãos.

Jesus não apenas perdoa o caído,
Ele senta à mesa com o arrependido.
E o que o mundo tentou descartar,
Ele chama de filho, e começa a restaurar.

Inserida por MiriamLeal

NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM "da série: meu desassossego"

O trabalho é, para alguns espíritos, uma fuga da mente medíocre incapaz de criar belezas através da arte.
“O fato é que vocês não se suportam. Seu trabalho é fuga, um desejo de se esquecerem de vocês mesmos. Mas vocês não têm conteúdo... nem mesmo para a preguiça”.
Impossível não concordar com Nietzsche sobre este tema. Por exemplo, quem em seu desespero de conquistar o mundo, no afã de ganhar muito dinheiro produziu algo de belo, a ponto de se tornar eterno entre os mortais burocratas capitalistas?
Que estadista ou mega empresário teria tido o tempo, o dom e a paciência para escrever um Dom Quixote, ou quem sabe para elaborar a república de Platão? Quem pode imaginar, quem em sã consciência conceberia um Homero preocupado com o preço da gasolina ou mesmo do carvão, ou com o preço do barril de petróleo e seus derivados?
Nem só de pão vive a arte, embora não coma o pão da preguiça e nem beba o vinho da vaidade presunçosa, a arte é o vinho e o pão que nos alimenta, de beleza e esperança, é quem ascende o fogo do desejo de viver nas almas dos homens, é ela quem encanta as musas e dissemina a semente da fé no futuro da humanidade, sem a arte morreríamos de tédio: Salve Goethe.

Os artistas, embora lucos, são eles os guardiões da lucidez humana.

Inserida por EvandoCarmo

O cara de pau

⁠Eu sou um cara de pau
Se falam em trabalho
Eu passo mal
Se me pedem um favor
Por amor de Deus
Eu digo não.

Falta-me disposição
Pra chutar a bola pro gol
Pra cobrar um escanteio
Nem o cabelo eu penteio
Nesta vida, o que anseio
É não ter obrigação

Nem defesa nem ataque
Nem barbeiro nem peão
Falta-me disposição
Para afiar a navalha
Pra mover com uma palha
Para amassar o pão..

Eu sou um cara de pau
Se falam em trabalho
Eu passo mal.
Se me pedem um favor
Por amor de Deus
Eu digo não.

Falta-me disposição
qualquer coisa apareça
Eu disfarço e digo não

Inserida por EvandoCarmo

MochilAR

Eu amo o Brasil, eu amo o meu trabalho, e eu amo muito mais a minha família e meus amigos. Mas infelizmente eu vivo em um País no qual esse amor não é correspondido a contento em razão dos inúmeros problemas sociais, frutos principalmente de um câncer chamado corrupção, tão antigo quanto endêmico e letal.

E enquanto esse filme se repete a todo o tempo, independentemente de trocas de governos, legítimos ou não, nós brasileiros, embora “donos” de um dos mais belos países do mundo, morremos à míngua, por asfixia, todos os dias e noites, por falta de segurança, nas filas de hospitais públicos, de fome, de ignorância, e a cova para a nossa esperança também já nos espera.

Foi exatamente nesse ponto que a Europa entrou em minha vida.

Não, eu não gostaria de viver em outro país senão o Brasil, mas eu gostaria muito de viver em um país no qual, por exemplo, ricos, pobres, negros, homossexuais, mulheres e portadores de necessidade especiais compartilhassem o mesmo vagão de metrô, sem que isso fosse considerado anormal. E assim como cada conterrâneo meu tem a sua “válvula de escape” para continuar nesse relacionamento doentio, eu também encontrei a minha: Viajar, sobretudo para lugares nos quais eu respire sem a obrigação de carregar nas costas um balão de oxigênio.

Daí são vários meses de trabalho duro, inúmeros feriados não aproveitados junto à família e amigos para ir ali, a alguns milhares de quilômetros do Brasil, só para passar, a pé, em uma faixa de pedestre sem ter que apontar o dedo do meio ao motorista que não para, e ser mais mal educada que ele, só para ver pessoas com livros nas mãos em qualquer parte da cidade, nas praças, nos parques, nos ônibus, trens, só para pagar 30 euros, de avião, para ir de um continente a outro, só para me distanciar um pouco, por pouco tempo, de números tais como “cinquenta e oito vítimas de homicídio a cada oito horas no Brasil”, que para mim são mais que estatísticas, é oxigênio jogado fora do cilindro. E quando ele está vazio, eu tenho mesmo que viajar para reabastecê-lo.

Não, a Europa não é um paraíso. Também tem inúmeros problemas sociais, tais como desemprego, mendigos, em alguns lugares, xenofobia, em outros, ainda homofobia, mas, por enquanto e enquanto um político brasileiro, nos moldes como são sempre os nossos, for impedido de ter acesso e meter a mão ao quinhão que não lhe compete por lá, será possível caminhar pela Europa, a pé, com uma mochila nas costas, e não com um cilindro de oxigênio, vazio.

Inserida por LiAzevedo

Dedicava-se plenamente ao seu ofício como sapateiro. Certa vez, levou trabalho para casa. Um pequeno pote com graxa e um par de sapatos velhos, que desesperadamente imploravam por um brilho, e se possível, solas novas. "Só o seu café quentinho pra anular esse cheiro de graxa", disse ele, usando uma indireta, jogando um verde.
Ela veio da cozinha, seus passos lentos, pés cansados que se arrastavam, relatos auditivos que evidenciavam a passagem do tempo. No topo de sua cabeça, uma coroa de cabelos brancos.
Décadas de uma mistura nada convencional, que envolvia graxa, café, antigos sapatos e sorrisos que sempre foram exemplos do amor e companheirismo.

Inserida por MatheusHoracio

Se você possui um amor, faça dele seu bem maior. Chegue correndo do trabalho nas sextas, passe o final de semana planejando e realizando projetos. Quando ela não acordar bem, prepare o café, assista aquele filme de romance pela décima vez, aquele que você não gosta mas assiste por ela. Durante a semana, depois do trabalho, não esqueça de comprar a tapioca de carne seca que o seu Zé vende em sua bicicletinha. Faça amor apaixonadamente, e na primeira pausa, admire-a e diga o quanto seria incompleto sem aquele amor.
Porque o tempo é efêmero, passageiro, pouco se importa com a forma a qual o usamos, um dia ele vem tomar o que é dele. Mas seu amor místico, divino e atemporal, está além dos domínios do tempo.

Inserida por MatheusHoracio

⁠Essa manhã eu faltei no café.
Como quem falta a escola, trabalho ou um compromisso do dia.
Falta é o que mais tenho feito, aos outros um pouco menos que a mim mesmo.
As vezes me sinto fino, apagado, desaparecendo aos poucos como a fumaça de um cigarro.
Queria dizer como estou bem, como o sol na janela constantemente me alegra, como as coisas dolorosas não me afetam.
Mas sigo infelizmente muito fiel a verdade, que não me permite compactuar com tantos absurdos.
Escrevo porque quero muito, na quantidade. Escrevo porque quero tanto, na necessidade.
Para que minha existência nunca falte.

Inserida por MatheusHoracio

Com a cara do sertão
Ao sol, o trabalho dia-a-dia,
A vida como de um ermitão,
Testa marcada toda em fatias.
Insolação no rosto, calos nas mãos,
Nada de mordomias.
Garantindo, com isso, o pão:
A fome que se irradia.
Na Xerófila verde do sertão,
O solo clamando chia,
Restos em decomposição
De uma vida sem harmonia,
Exagero que não é pouco,
Semelhança em sintonia.
Terra rachada como é o rosto,
Identidade de um povo,
No sofrimento um do outro,
A real face nordestina.

Inserida por rinaldo

⁠O trabalho é uma das maiores responsabilidades da vida.
Com dignidade, honra e honestidade
todo trabalhador contribui realmente para a evolução da humanidade
É compensador trabalhar para pessoas justas, receber o que é seu por direito e ao fim do dia poder deitar tranquilamente a cabeça no travesseiro com a consciência limpa de quem fez a coisa certa.
FELIZ DIA DO TRABALHADOR!

Inserida por GervasioXavierSoares


No total foram
vinte e nove
liberações em
um mês de trabalho
do Poder Judiciário.

Duas centenas
e mais a carta
vinte e dois
do baralho de tarô
no total de libertados;
Ainda não vi
uma saída igual
para a tropa
e o General
serem contemplados.

Enquanto a liberdade
de fato chegar,
Venho rezando em
dobro com o meu
santo rosário,
Até alguém o meu
pedido alguém escutar.

Inserida por anna_flavia_schmitt


MANIFESTO DE QUEM TRABALHA PELO TODO

Por Diane Leite

Eu não trabalho para lados.
Eu não defendo bandeiras.
Eu não sirvo a partidos, nem a religiões.
Eu trabalho para o TODO.

Porque tudo o que divide, é controle.
E tudo o que é controle, é prisão.

Partido divide.
Religião afasta.
Ritos criam muros.
E eu sou ponte.

Não estou aqui para ser símbolo de grupo algum.
Estou aqui para ser canal de algo maior.
De algo que inclua e liberte.

Eu trabalho por inclusão, não por conveniência.
Pelo coletivo, não pela aprovação.
Pela verdade, mesmo que doa.
Pelo TODO, mesmo que custe.

Não me curvo à seletividade emocional.
Não me silencio por alinhamentos ideológicos.
Não me vendo por aceitação social.

Sou sensível.
Sou estrategista.
Sou mãe atípica.
Sou essência em movimento.

E o meu compromisso é com o que é justo, inteiro, verdadeiro.

Se uma árvore queima, eu grito.
Independente de quem esteja no poder.
Se alguém é excluído, eu acolho.
Independente de quem esteja aplaudindo.

Se algo dói no mundo,
é comigo também.

Eu não vim para agradar.
Eu vim para unir.

Inserida por dianeleite

⁠O Peso Invisível

✍ Por Diane Leite

Dizem que o home office foi a grande revolução do trabalho. Dizem que agora podemos conciliar tudo – carreira, filhos, casa, sonhos, ambições. Dizem que podemos trabalhar no conforto do lar, produzir enquanto assistimos ao crescimento dos nossos filhos. Dizem tantas coisas…

Mas ninguém diz a verdade.

Ninguém fala sobre as palavras interrompidas, sobre o cursor piscando na tela enquanto uma voz infantil chama sem parar: “Mamãe, mamãe, mamãe…” Ninguém menciona o caos mental de tentar responder um e-mail enquanto alguém puxa sua blusa pedindo atenção. Ninguém fala sobre a raiva silenciosa de tentar construir um futuro enquanto mãos pequenas tentam te puxar para o passado – para aquele tempo em que você era apenas mãe, apenas colo, apenas entrega.

O mundo aplaude pais que trabalham de casa, admirando sua dedicação e equilíbrio. Mas quando é a mãe que tenta, o que ela encontra? Um labirinto sem saída.

Ela tenta negociar, tenta explicar.
"Filho, me dá só mais meia hora e depois a gente brinca."
"Mamãe está ocupada agora, mas depois vamos ver seu desenho favorito juntos."
"Por favor, me deixa terminar isso, é importante."

Mas as crianças não entendem tempo. Elas entendem presença. E quando percebem que a mãe está ali, mas não está, insistem, persistem, exigem. Querem tudo. Querem agora.

E a mãe?

A mãe não está frustrada porque não ama o filho. Não está frustrada porque não quer estar ali. Ela está frustrada porque precisa pagar as contas. Porque precisa trabalhar para sustentar o filho que, ironicamente, é quem a impede de trabalhar.

E o pior: a criança não entende.
Ela não sabe que aquela mãe exausta que pede “só mais um minutinho” está tentando garantir um futuro para ela. Não sabe que, enquanto brinca distraída, aquela mãe está planejando, negociando, buscando um jeito de fazer tudo funcionar.

A mãe engole a raiva. Engole o cansaço. Engole o grito que quer sair.
Porque o mundo já a ensinou que mães não devem sentir raiva dos próprios filhos.
Porque o mundo já a convenceu de que esse é o seu papel e que reclamar é ingratidão.

Mas lá dentro, um vulcão silencioso se forma.
Não é culpa.
Não é medo.
É frustração.

Porque enquanto o pai seguiu sua vida, ela parou. Enquanto ele construiu, ela segurou tudo sozinha. Enquanto ele dormiu tranquilo, ela ficou noites em claro, estudando terapias, pesquisando tratamentos, garantindo que aquele ser pequeno e frágil tivesse um futuro.

Agora que o filho cresceu e que ela finalmente tenta respirar, tudo parece puxá-la de volta para aquele tempo de doação total. O tempo que parecia ter ficado para trás, mas ainda vive dentro dela.

Ela sente raiva porque percebe que ninguém vai dar esse espaço a ela. Ela terá que tomar esse espaço.

Mas ninguém ensina como.

E então ela segue, tentando negociar, tentando encontrar um pedaço de tempo entre as exigências do dia.
O cursor ainda pisca na tela.
Os e-mails ainda esperam.
Os sonhos ainda querem nascer.

Mas há um peso invisível sobre seus ombros.

O peso de ser mãe e ser mulher ao mesmo tempo.
O peso de carregar tudo enquanto o mundo finge que não vê.

Mas ela vê.
Ela sente.
E um dia, de algum jeito, ela vai conseguir respirar de verdade.

E não pedirá mais desculpas por isso.

Diane Leite

Inserida por dianeleite

⁠A minha poesia
não é e nem
dá nenhum trabalho,
ela é respiração;
não me canso
de repetir este refrão:
"Só povo salva povo",
Isso tem ocorrido
não só na minha Nação,
o povo que é povo
acaba entregue
a sorte do destino
em desatino
e nos braços da orfandade.
Há muita gente que
sofre com a falta
de solidariedade
pelas fronteiras,
por falta de um simples
pedaço de pão
ou pela falta
de uma mão estendida,
tal como o General
há mais de dois anos
em injusta na prisão
que ainda precisa
de você que tem
a caneta do poder
na mão e pode
promover a justiça .
Nestes versos
que ecoam
há mais de três
semanas vozes
porque aqueles
que tem a vida
do General estão
em silenciação:
É digno, justo
e necessário
insistir e jamais
abandonar a convicção
de pedir a libertação
pela vida da reconciliação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Cuidado com elogios tipo "adorei a sua produção poética" ou "belo trabalho poético", porque podem não ser elogios simplesmente, mas oportunismo puro de quem espera uma retribuição sua para printar e amanhã judicialmente alegar que você vendeu os direitos autorais para ela, enquanto você não vendeu e tampouco doou a sua poesia, e somente havia postado para compartilhar a sua alegria de poeta.


Desculpa ser cansativa, mas você que escreve poesia na rede CUIDADO com os elogios que amanhã podem se tornar uma arapuca para o seu direito autoral se os teus poemas não estão à venda, não permita que agradeçam pelo seu trabalho, porque amanhã a pessoa que agradeceu o seu trabalho pode dar um print na tua resposta, e num futuro próximo ela pode dizer que você vendeu os seus poemas para ela, e você pode perder o teu direito autoral para esta pessoa.

Um exemplo de como se esquivar de maneira delicada e esclarecer:

Os meus poemas não são trabalhos, e sim passatempo e respiração.


E quando a ousadia for grande seja objetivo:


Os meus poemas NÃO estão à venda.

Não se esqueçam: os meus livros de poemas e de outros temas estão todos disponíveis GRATUITAMENTE no #Wattpad, e nas minhas redes sociais.

Inserida por anna_flavia_schmitt

“” Não quero ser a voz que manda
Mas a mão que oferece
Nem o poder que compra
Mas o trabalho que conquista
Não quero ser a fortuna
Mas imensidão de possibilidades
Não quero glória passageira
Mas vitória sobre mim mesmo
Não quero submissão, quero ousadia
Quero ser vontade
Vida amarrada na intenção de ser
Onde tópicos de luta irão perecer
Quero ter
Liberdade pra dizer não
E vontade de continuar...””

Inserida por OscarKlemz

"" A palavra
emociona
consola
consome
dá trabalho
a palavra
sustenta
arrebenta
desmente
faz contente
aprisiona
liberta
a palavra está a fim
de quem ?
de mim
palavra tem prima
na força da rima
tio e casinha
radical
se define bem ou mal
está em todos os lugares
nos altares
no enredos
nos meios
na desonra
porem
melhor se for palavra de honra...""

Inserida por OscarKlemz

"" Você é mais rico do que pensa
tem família e um trabalho
tem saúde e paz
você tem muito mais
tem esperanças
sonhos
projetos
você tem um tesouro imensurável
tem uma vida para viver e apreciar a beleza de tudo
tem alguém especial te esperando
você tem muito
então por que ainda quer mais??

Inserida por OscarKlemz

⁠O nativo sempre soube que não podia esperar nada do outro lado. O trabalho do colono é tornar impossíveis quaisquer sonhos de liberdade do colonizado. O trabalho do colonizado é
imaginar todas as combinações eventuais para aniquilar o colono. No plano do raciocínio, o maniqueísmo do colono produz o maniqueísmo do colonizado. À teoria do "nativo como mal absoluto" corresponde a teoria do "colono como mal absoluto".

Frantz Fanon
Os condenados da Terra. Rio de Janeiro: Zahar, 2022.
Inserida por Mg10

Bombeiro militar

Às vezes, o limite físico de um ser humano é apenas o início do meu trabalho.
Às vezes, meu corpo é obrigado a não diferenciar o frio do quente, nem o dia da noite.
Às vezes, feriados e datas festivas são mais um dia de trabalho.
Às vezes, sem que meus familiares sequer desconfiem, retorno ao meu lar após ter a minha vida por um fio.
Às vezes sou criticado ou não recebo um simples “obrigado” por ter trazido de volta a vida quem já havia desistido dela.

Sou cobrado diariamente a ser um especialista em primeiros socorros, análise de estruturas, reações químicas, cinemática do trauma, sistemas de forças, normas de segurança e tantas outras matérias que passeiam e estendem-se por biomédica, humanas e exatas.

Mas, acreditem, ao som das sirenes, utilizo-me de tudo o que possuo, inclusive a minha própria vida, para salvar meros desconhecidos.
Faço o impossível na hora e um milagre em 5 minutos.

Quando todos correm para longe, eu corro para perto. Quando se desesperam, eu chego. Quando gritam, eu acalmo. Quando desistem, eu começo. Quando choram, eu afago. Quando eu perco, não me perdôo. Quando sorriem, retorno ao meu posto-base.

E quando fecho os olhos, agradeço a Deus por mais um dia de dever cumprido. Me achou louco? Acertou... um louco apaixonado pelo meu trabalho. Um trabalho que me diverte, me sustenta e me traz a verdadeira paz de espírito, que muitas pessoas morrem sem conhecer.

E é por isso que, em quase 6 anos de bombeiro, nem sequer por um segundo, eu me arrependo da opção que fiz.

Realmente, é para poucos...

O patrão agradece a grana que entra na empresa, mas não agradece a quem faz a grana entrar nela; o empregado.
Ele não tem obrigação de agradecer e valorizar porque considera a obrigação de quem adquiriu o emprego; o empregado.
Ele não se dá conta de que entraria muito mais grana se ele fizesse o mesmo, porque estando satisfeito trabalha-se com prazer e dá-se mais lucro á empresa.
Ele idealiza uma vida boa, mas esquece de que o fator principal para a realização é ele; o empregado.