Texto de Amor Ensinamentos de Vida

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COMBINEI COM O TEMPO.

Fiz um acordo com o tempo, combinei com ele, pois vai fazer frio por esses dias. Pedi para que ele passe bem devagar e me deixe ver os ipês, que ainda estão floridos, neste final de outono. Que ele me deixe admirar as flores de maio, retardatárias, tão cheias de botões, que só agora, quase em junho, resolveram florir.
Combinei com o tempo para que ele espere um pouco mais, que eu possa sorrir mais, antes que o frio venha. E que as mil tarefas, que tenho a fazer, todos os dias, não sejam tão cansativas.
Fiz um trato com os relógios da casa, pedi mais tempo para mim, tempo para sentir o silêncio e para curtir mais este finalzinho de outono.
Andei ouvindo a voz do tempo, contando-me coisas antigas, como se ele tivesse retrocedido. E eu, buscando lá atrás, dentro dos sonhos, o que realmente me interessa...
Esse acordo foi firmado, sem assinatura ou cartório. Pedi ao tempo um momento, para eu poder olhar o céu e a chuva, sentindo, na alma, o sopro do vento, de um século, que não mais existe!
Saboreando um chá, que ganhei de terras distantes, tem sabor de amizade e carinho. Tem um que é bem adocicado.
Meus pés estão frios, mas as mãos aquecidas pela escrita e pela memória. Já sinto saudades da estação, que está prestes a terminar, como se esvaziasse de mim mesma, os sonhos, que foram colocados em minha memória.
Lá fora, a chuva cai, enquanto escrevo as últimas linhas...
Faz frio la fora,mas, como combinei com o tempo, queria que fosse assim. O ar gelado me é agradável e o meu coração mantêm-se aquecido, pelo prazer de ter feito o tempo retroceder...
De tê-lo colocado lá, no passado, para sempre, em letras, bem grandes, meu legado, uma estória dentro da história.
Que o tempo, este senhor que tudo pode, me permita, não me prender ao tempo, para não confundir, achando que a felicidade ficou para trás. Quero ver o tempo impresso e dando, a outros, o prazer que me deu, de voltar no tempo e escrever sobre o que senti em meus sonhos...
Combinei com o tempo, cumpri meu trato. E ele, o seu. Agora é só esperar!

Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Em Busca dos Sonhos" página 55

Inserida por MarilinaBaccarat

Quando as lembranças não são boas, preferimos tapar os olhos, fechar as cortinas e viver no nosso mundinho irretocável. Mas, o que ganhamos com isso? Claro que, às vezes, elas surgem como um veneno, envenenando nossa mente e nos deixando tristes... Mas, quem não tem lembranças, sejam elas tristes ou alegres, é sinal de que não teve passado...

Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro
"Viajando nas Lembranças"

Inserida por MarilinaBaccarat

Somos motivados pelos nossos próprios sentimentos, sempre! Jamais damos ao outro a chance de se explicar e de esclarecer o que, para nós, já está tão claro.

Assim somos nós, quando somos vítimas de alguma situação que nos faz sofrer muito. Imediatamente achamos um(a) culpado(a) e jogamos nele(a) toda a nossa raiva, todo o nosso ódio e (por que não?) toda a nossa responsabilidade também.

A vida é feita dia-a-dia. Nada do que plantamos hoje não será colhido amanhã, assim como nada do que colhemos hoje não foi plantado por nós mesmos num passado que tivemos, remoto ou distante.

Às vezes nós mesmos abrimos brechas em nossas vidas, e elas acabam sendo preenchidas por outras luzes, por outras matérias, por "invasores", por "coisas" bem diferentes de tudo aquilo com que desejaríamos preencher essas lacunas, e, se isso acontece, essas brechas são de nossa inteira responsabilidade.

Contudo, há quem não deixe brechas em sua própria vida?! Há que se culpar quem deu este ou aquele espaço, permitindo que "invasores" se apoderassem daquele cantinho (ou daquela pessoa) que "era só nosso"? Há que se culpar o invasor pela invasão deliberada ou há que se culpar o "proprietário" que abriu as brechas e permitiu que o "invasor" chegasse?!

A vida nos surpreende com perguntas para as quais não temos respostas, mas é disso que ela é feita: de surpresas e decepções, de alegrias e frustrações.

O que nos cabe, portanto, é viver, um dia de cada vez.

Nara Minervino.

Inserida por NaraMinervino

Em vez de construirmos as ambições preferimos mergulhar nela de cabeça, cavar, seguir adiante com nosso faro, para poder descobrir o que se esconde atrás do almejar de cada um...
E por isso, talvez, nessa busca solitária, nunca estamos sozinhos, pois o esperar torna-nos auspiciosos, os pensamentos fazem-nos companhia, mostrando-nos que, as aspirações não devemos discutir, pois cada ser, tem o seu gostar diferente...
No livro "E A Vida Tinha Razão"

Inserida por MarilinaBaccarat

Hoje, 23 de Abril, comemora-se, mundialmente, o Dia do Livro

Para mim, não poderia haver data mais santificada e simbólica do que esta.
Dia santo. Feriado, no meu coração.
Dia em que reverencio os meus santos de devoção: São Fernando Pessoa, São Carlos Drummond de Andrade, São Érico Veríssimo, São Eça de Queirós, São Machado de Assis, São Monteiro Lobato, Mia Couto, Balzac, Melville, Rachel de Queirós, todos os autores, que li, ao longo da minha vida, tantos que já nem me lembro da maior parte deles.
Mas, os tenho cá dentro de mim, que me marcaram a alma, a ferro, a lágrimas, a sentimentos.
Já esqueci inúmeros enredos, inúmeras tramas das milhares, que li, mas, todas deixaram pequenos traços na minha escrita, na minha personalidade, na minha maneira de ver a vida e o mundo.
Neste dia, dia do meu maior objeto de adoração, de devoção, o LIVRO, tenho pena de não poder ler tantos quantos eu gostaria, de ter tempo, ainda, para ler todos os que não tive o prazer de ler, de cercar-me, por eles, por todos os lados. Mas, não resta muito tempo agora, já não há tempo, para lê-los todos.
Se há algo, que me daria imenso prazer, neste momento de minha vida, seria poder ter os livros, que desejo. E são tantos!
Mas, neste dia santo, dia em que também fui agraciada com uma pequena conquista, ter meus próprios livro publicados, só posso ser grata aos meus amigos, aos meus leitores, ao meu editor João Scortecci. A tudo o que li, ao longo desses anos, vividos intensamente.
Não tenho pretensões de colocar-me ao lado de meus santos de devoção, meus amados escritores, as pessoas, que me abriram o mundo e o desvelaram para mim. Não quero isso. Quero, apenas, poder sentar-me com um livro nas mãos e, por toda a eternidade, saber o que há nas entrelinhas. Entender o que foi escrito e sentido pelo escritor, no momento em que o criou. Porque cada livro é um mundo.
Este é meu último desejo. É entender que a santidade, a verdadeira beleza do mundo está contida nas páginas de um bom livro...
Marilina Baccarat De Almeida Leão (escritora brasileira)

Inserida por MarilinaBaccarat

AGULHA, PONTA E LINHA

Entre agulha, ponta e linha
Vive o romance esquisito
De um triângulo sem visco
Que sempre finda aflito.
A ponta é da agulha. E a linha?
A linha, sempre sempre sozinha,
Vive à procura do amor
Que no outro amor se encontrou.

A agulha, bem de metal,
Segue os passos da sua ponta,
A que lhe abre o caminho
E vai tecendo suas estampas;
A que lhe chega de mansinho
E, com jeito, devagarzinho,
Passa aqui e passa ali
Sem lhe fechar o caminho.
A agulha, "enrijizada",
Sem precisar pensar em nada,
Segue o caminho certinho
Da ponta que lhe mostra a estrada.

A linha, essa sorrateira,
Vive atrás da agulha faceira
Que segue seu lindo curso
Sem se lhe envergar nem um pouco.
A linha, sem se dar conta,
Vai deixando de perceber
Que o caminho em que ela se encontra
A ponta já esteve a fazer.
E ela, a linha malvada,
Sem se sentir resignada,
Segue tonta, feito cega,
Seguindo o caminho somente
Que a ponta da agulha carrega.

Assim são as relações
Que se estendem a três corações:
A ponta conduz o caminho,
Traçando sozinha o destino.
A agulha segue a vida
Despreocupada e destemida.
A linha, que vem perdida,
Só serve pra fechar saídas.

Aceite ser uma agulha
E não se curve facilmente.
Aceite ser uma ponta
Que da agulha está à frente,
Mas não aceite ser linha
Que, sempre sempre sozinha,
Percorre, sem nem um adeus,
Um caminho que não é seu,
Porque a ponta e a agulha
No mesmo caminho seguem
E deixam sempre para trás
A linha que, na roupa que faz,
Sozinha em si se perdeu.

Nara Minervino.

Inserida por NaraMinervino

Lutas desinteressantes


Nossas lutas, nosso empenho
Refletem a vontade que tenho
Pois vê-las bem é o que quero
E através disso sou sincero

E por isso travo minha luta
Mas diante disso pouco me escuta
Minha luta amadurece e corrige
Mas diante disso muito se exige

Cortes deixados pelos embates
Isso ocorre em ambas as partes
E no fim a que resultado trouxe?

Para alguns algo se obteve
Mas para muitos pouco se teve
Então para que tantas lutas serviram?
Sendo que todos mal sentiram

Muitas lutas desnecessárias são
Pois muitas delas nos afetam o coração
Lutas para destruir
Ou paciência para resistir?

Inserida por HarryHaka

Temos o que afinal?

O que realmente temos?
Se tudo isso é uma fase mortal.
Por que hoje estamos.
E amanhã, será que estaremos?

Se hoje eu tenho algo.
Amanhã posso não ter.
Mas quem sabe posso entender.
Que o “ter” não se pode apalpar.

O “ter” pode somente se sentir.
Pode-se conhecer.
Mas vamos admitir.
Quem não gosta de se enaltecer?

Mas lembre-se
Pois o “ter” pode ser ilusão.
E muitas vezes só causa desunião.

Não te proíbo de ter, tenha!
Mas tenha coisas que não se pode ver.
Pois assim estará livre.
E assim então, se desenvolver.

Inserida por HarryHaka

Tempo perdido

Vejo vários dizendo perderem tempo
Mas de onde se tira todo esse sustento?
Será perdido de fato
Ou será algo que isso em nós é na­to?

Mas de nada se adianta
Pois não há como perder
Pois também não há como guardar
Então…o que perdemos afinal?

Perdemos de aprender
Perdemos de entender
Perdemos de nos surpreender

Em nossos momentos tudo é singular
E de todos eles podemos nos aprimorar
Então calma, pois não a nada a perder
Pelo contrário ha muito a se conceder

O tempo não se perde
Pois a nós ele não pertence
E assim o tempo se passa
E nós passamos por ele

VOCÊ QUER PERDER OU QUER PASSAR?

Inserida por HarryHaka

BESOURINHO CUPIDO

Besourinho, besourinho, que estás a me escutar,
Voas e pousas bem firme no ninho pra te ninar,
O ninho daquele jeito que tem cheiro de amor,
Que tem um passarinho mais mimoso que a flor.

Besourinho, besourinho, tu que és pequenininho,
Voas até a ave que em meu peito faz seu ninho,
Dizes que eu estou aqui, a alimentar a esperança
De um dia tê-lo nos voos que eu dou na vizinhança.

Dizes que o meu peito explode de tanto encantamento
Por com ele estar, um dia, bem perto do firmamento
E juntos voarmos unidos, pelo céu lindo do amor
E, mesmo tão plenos de nós, distribuirmos calor.

Aproveitas que estarás perto da ave mais linda do mundo,
Dizes que estou sabendo que o seu tesouro mais vivo,
Que é a vida recebida do nobre sopro divino,
Hoje encerra outro ciclo de voos plenos e compridos.

Contas que, aos quatro cantos dos lugares em que voei,
Gritei forte e gritei alto - porque tanto me emocionei! -
Que essa ave nobre, a quem dedico parte da vida,
Hoje faz aniversário e inicia outra linda partida.

Dá-lhes os meus parabéns e desejos de felicidade,
A mesma que, nessa hora, o meu coração invade.
Apresenta-lhes os meus sinceros, verdadeiros e profundos:
Parabéns para você! Felicidades, saúde e tudo além de tudo!

Aproveitas, ainda, o momento que estarás com a ave,
Revelas o meu amor e tudo aquilo que só tu sabes.
Dize-lhe que a cada dia, quando cai a gota de orvalho,
Meu coração regozija por saber-me enamorado
Dessa ave tão bela e nobre, por quem estou apaixonado.

Dizes por fim, finalmente, sem uma palavra esquecer,
Que ela é a ave dos sonhos que me fazem percorrer
As idas e vindas do amor que à humanidade aquece,
O mesmo amor que, eu sei, só sentem os que merecem.

Nara Minervino

Inserida por NaraMinervino

:...Pesquisas comprovam que homem e mulher sem carater é quele que rebaixa o gênero oposto, Sinplismente por não ter encontrado a alme gêmea ainda.
Mal caráter não vem de um certo gênero, e sim de pessoas ignorante que julga o futuro que ainda não conhece, pelo passado que não teve futuro...:

Inserida por valterbrasil

RECADO BEM DADO

Lá vem ela
Que não se esconde e
Chega bem de mansinho.
Não avisa
Nem prepara,
Vem chegando com carinho.

Aí... de repente...

Parece que enlouqueceu
Ela vem com tanta força
Batendo em quem lhe bateu,
Arrebatando
E gritando:
Quem manda aqui sou eu.

E agora
Despreparados
Ficamos encurralados.
Ela não perdeu o tempo
E nós ficamos afogados.

Pera aí....
Eu não te disse?
Mas que bobeira
E tolice!

Eu falo da chuva que cai,
No plano
E na planície,
Que molha
E traz de volta
Aquilo que o homem solta
E transforma em
Imundície.

Ela dá o seu recado.
Se liga aí,
Descuidado!

Nara Minervino.

Inserida por NaraMinervino

SALVE, SALVE TIC-TAC!

De repente,
Bummm!!!
Me deparo com você.
Meu coração faz
Tum-tum,
Pela alegria de te ver.

Tic-tac.
Tic-tac.
Eu vou ter um piripaque!
Tic-tac.
Tic-tac.
Meu coração tá num empasse!

Você veio
E me mostrou
Como é alegre o amor.
Você chegou
Me conduziu
E o meu sorriso se abriu.

Tic-tac.
Tic-tac.
Eu vou ter um piripaque.
Tic-tac.
Tic-tac.
Meu coração tá num empasse!

Tudo foi.
Tudo acabou,
Você a mim me deixou.
Minha vida
Foi rasgada,
E eu por você fui deixada.

Tic-tac.
Tic-tac.
Eu vou ter um piripaque.
Tic-tac.
Tic-tac.
Meu coração tá num empasse!

Sozinha
E solitária,
Eu era uma frágil florzinha.
Hoje, forte
E bem astuta,
Tornei-me uma árvore robusta.

Tic-tac.
Tic-tac.
Não vou ter mais piripaque.
Tic-tac.
Tic-tac.
Meu coração saiu do empasse!

Nara Minervino.

Inserida por NaraMinervino

RAIZ QUE ME PRENDE, ME DEIXAS VOAR?

Raiz que me prende,
Me deixas voar?
Largar deste solo
E folhas lançar
No vento que insiste
Em me acariciar?
Tu me alimentas
E me faz respirar,
És todo o sustento
Do meu caminhar,
Mas preciso da vida
Que está a me chamar.

Estando tão presa
E agarrada a ti,
Não vejo a beleza
Que tem pra além de mim.
E o ar que existe
E joga minhas folhas,
Parece que insiste
Em me ver toda solta,
Não abandonada,
Mas de ti desgarrada,
Pra comigo viver
E a mim conhecer.

Não posso perder
Esse pouco de mim
Que, mesmo sem você,
Existe por fim.
Minha independência
É o meu furacão
Que acelera o fluxo
Do meu coração
E me faz explodir
Procurando emoção!

Não penses que eu vou
De ti me esquecer,
Pois o de que eu preciso
É aprender a viver
Comigo somente
E de mim depender,
Para todos os dias
Eu jamais me esquecer
Que, mesmo tão livre
E com galhos dançantes,
Foste tu, oh, raiz,
Quem me fez navegante!

Nara Minervino.

Inserida por NaraMinervino

CHUVINHA FININHA

Chuvinha fininha que desce fraquinha,
Vais com cautela, mas sem muita espera,
Diz ao meu amor que aqui onde estou
Está bem friozinho, e eu, tão sozinho,
Esperando o calor de quem me jogou
Na rede que encanta e chamego balança.

Chuvinha fininha que desce fraquinha,
Molhas aos pouquinhos o meu jardinzinho
De flores que enfeitam o meu corpo de gueixa
E cujos perfumes provocam ciúmes.
Quando tu molhares as minhas plantinhas,
Molhas com carinho, pois elas são minhas
Melhores amigas, de noite e de dia,
Pra quem confidencio os meus arrepios.

Chuvinha fininha que desce fraquinha,
Tu estás chorando ou estás reclamando?
Por que tu lamentas, se lento arrebentas
As armas mais duras e mais carrancudas
De alguns corações que fogem de furacões?

Te acalmas, chuvinha, não chores assim,
Desde outro dia, em que leve caías,
Há tantos jardins, com perfumes sem fins,
Que têm ressurgido nesse mundo perdido,
Carente de amor e de bem mais calor.

Tuas águas tranquilas, mas bem destemidas,
Uniram pessoas que estavam à toa
No meio da rua, passando outra chuva.
Pra dentro dos lares as gentes mandastes
Ficarem juntinhas e agarradinhas
Nos ninhos de amor que tua chuva formou.

Chuvinha fininha que desce fraquinha,
Não chores assim, se fizestes a mim
E a tantas pessoas, com tuas garoas,
Um bem tão danado e tão desejado:
Amar uns aos outros sem nenhum esforço
E ser muito amados e pra sempre lembrados.

Nara Minervino.

Inserida por NaraMinervino

Há compatibilidade com seu companheiro(a)?

A experiência física, a experiência da convivência, do dia a dia, nos permite conhecer o outro sem máscaras e também saber quem realmente nós somos.
Daí descobrimos o que é compatível e incompatível.

Descobrimos o que queremos, o que realmente desejamos, qual tipo de tratamento merecemos … O que faz nossos olhos brilharem como um diamante.

Não é tão fácil se reconhecer.
Duro é se iludir e permanecer enganado(a).

Claramente, relativizamos a própria existência.
Entendemos que nem sempre os diferentes se atraem.
Às vezes as combinações ocorrem com quem é semelhante, próximo ao que somos.
Alguém semelhante faz com que sejamos quem sempre fomos.

Não há cerceamento de liberdade…
O que existe é a própria liberdade.
Há uma economia de energia.

Se não há compatibilidade, não insista.
Aceitar a realidade é se amar.

Inserida por lucaslso

Hoje com meu coração tranquilo e minha mente vibrando uma paz além de todo entendimento Eu agradeço a todas as pessoas que passaram pela minha vida e por tudo que me ensinaram, por tudo que despertaram em mim e por me ajudarem a estar onde estou e ser quem Eu Sou.

Gratidão, eterna Gratidão!

Inserida por CHSJ

PARA OS NASCIDOS EM AGOSTO

Segunda OBS: vários leitores nascidos no mês de agosto, reclamaram da minha fala: segundo a lenda, mês do desgosto...

Mais uma vez vou corrigir a minha gravíssima falha, pedindo perdão aos que se sentiram ofendidos. Mesmo porque agosto me trouxe várias preciosidades: minha bela irmã Eleuza. Minha bela sobrinha Aline, e muitos amigos lindíssimos: verdadeiros presentes de Deus. Portanto, agosto estará no meu coração como um tempo lindo de muito mais ganhos do que perdas.

OBS: muitos leitores entraram no Hangout reclamando do meu egoísmo, por isso acresci um parágrafo para fazer às pazes com eles.


Quarta-feira 13 de agosto, mês em que o menino, posso chamá-lo assim do alto dos meus 60 anos, completou 49 primaveras. Não podia ir tão cedo, que Deus me perdoe pelo destempero. Agosto o trouxe. Agosto o levou embora.

Por coincidência ou ironia, ventos do seu mês natalício, ou uma fatalidade mais perversa derrubou o pássaro de ferro que o acolhia o garoto no seu bojo.

Parecia indestrutível, enganamos... Não protegeu o nosso sonhador.

Um pouco depois das 10 horas, eu navegava na minha rede social como faço nos meus horários livres e como costume, a minha televisão fica ligada, sempre no noticiário para eu, aposentada, me sentir incluída. Se não ativa, ao menos conhecedora das coisas que giram pelo mundo afora.

Uma repórter de fala mansa e pausada anuncia uma nota: O Comando da Aeronáutica informa que nesta quarta-feira (13/08), por volta das 10 horas, uma aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.

A fumaça negra emergia sufocando os curiosos e os repórteres que já chegavam ao local em busca de informações mais precisas. Dei uma olhada apenas, por curiosidade, e voltei pro meus contatos.

Ah! Caro leitor, não me condene, caem aeronaves quase toda semana. Por que iria me alarmar com mais essa? Depois o que me interessa se tinha algum João ou José lá dentro? Não, não sou fria, apenas sou conformista. O que eu posso fazer para colocar um fim nestes calamitosos desastres?

Chorei copiosamente alguns deles: os sobreviventes, a tragédia dos Andes foi o primeiro, ao menos o que mais ficou marcado na minha alma tenra. Depois, vieram outros tantos dolorosos que seria impossível descrevê-los todos.

Parei de chorar a algum tempo, com a couraça do conformismo vestida e tentando me passar por uma fortalecida diante dos revezes da vida.

Levantei-me, cansada de tanto dizer olá pros meus amigos e voltei para os afazeres domésticos. Quando regressei pro meu quarto, a televisão ainda ligada trouxe a punhalada afiada e penetrante até o âmago da alma.

“Morre Eduardo Campos”, e diante dos meus estupefatos olhos, os destroços gritavam o horror agonizante e fatal.

Parei de chofre, desacreditando nos meus olhos e ouvidos. Chocada, soltei um grito silencioso que ecoou pelo infinito.

Rasga-se a cortina do indiferentismo:
“Nãoooooooooooo! O Eduardo Campos não, não pode ser. Estão enganados, deve ser outro Eduardo. O que importa o seu sobrenome? Silva, Freitas, Nunes... Qualquer outro, não o Campos.

Por que iria o menino partir no meio de um sonho arrojado e grandioso como o seu caráter?

É claro que ele estava nos meus planos de eleitora por razões que passavam pela postura política exemplar, pelo novo olhar que lançava para os problemas do Brasil, pela integridade do homem pai e esposo, governador com a maior aceitação dos eleitores. Enfim, por uma série de motivos sérios e verdadeiros.

No entanto, eu quis, quando da sua oficialização da candidatura, brincar de poetisa e lhe enviei um recado, também pela televisão. Recado que nunca chegou aos seus ouvidos, e, claro, não era mesmo pra chegar.

“Ah! Eduardo, não peça o meu voto me olhando com esses olhos tingidos de mar, pois eu não darei de negar.”

A minha alma de eleitora está em luto e negra como aquela fumaça assassina que levou o nosso Eduardo.

Refeita do choque brutal, reflito: Qualquer ser não merecia tal tragédia, fosse ele o João, ou o José, ou qualquer outra pessoa dona de um sonho, uma família, amigos, um projeto. Repenso e peço perdão pelas minhas considerações egoístas. No entanto, insisto que, minha alma está perplexa e politicamente vazia de esperanças.

Inserida por elenimariana

Gosto quando...

Você inesperadamente surge de mancinho
Olha nos olhos rapidinho
Oferece sua mão como guia
Me leva e coloca esguia

Então seus braços me envolvem num abraço
Não dou sequer um passo fora do seu traço
Nossos corpos se unem numa comunhão de sensações,
Que tensionam, aliviam, cativam e suscitam

Estamos juntos no mesmo compasso
Se me disperso, lá vem o seu laço
E flutuando de olhos cerrados,
novamente fico entregue aos teus braços

Ouço nossa respiração e pulsação,
No mesmo ritmo da canção
E quando está ficando bom, que pena
Agradeço, me despeço e espero novo recomeço.

Inserida por carolah

"Nas alamedas do coração, há flores, nós podemos contemplar, mas, quem não pode, penso eu, saberá dar mais valor às flores, que não poderá ver, pois sentirá o perfume, que, talvez, nós, que podemos ver, não sentiremos e, muito menos, ficaremos perfumadas de nós mesmas."

Da escritora Marilina Baccarat de Almeida Leão
No livro "Alamedas do Coração"

Inserida por MarilinaBaccarat