Texto Aprendi
Aprendi a nunca desistir daquilo que considero benéfico para os partidários, para aqueles que transformam seus sonhos em um benefício coletivo. E, nessa jornada, encontramos pessoas boas, aquelas que se dedicam sem esperar nada em troca. Da mesma forma, encontramos indivíduos rudes, com o coração cheio de vilipêndios.
Aprendi a não forçar nada. Ninguém me deve amor, carinho, reciprocidade e consideração. Nada que não seja espontâneo. Se não for espontâneo não me serve, se não foi dado de coração não me encanta, tem coisas que não precisão ser cobradas, se não recebo já é mais que uma resposta.
A vida me ensinou que não devo abrir mão da minha paz. Aprendi que preciso respeitar a minha essência. O Universo sempre nos oferece os melhores recomeços e as maiores reviravoltas. É necessário que sejamos vigilantes dos nossos pensamentos. Saber interpretar o que sentimos é o primeiro grande passo. Se a caminhada está exaustiva, é necessário recuar, respirar fundo e acalmar o coração. À vezes é preciso silenciar, se ouvir e entender que Deus está cuidando de tudo. Que o que for para ser, será. Que os “nãos” durante o processo, muitas vezes, são livramentos. Tudo o que precisa acontecer nas nossas vidas carrega uma força grandiosa.
Na Maternidade Atípica, aprendi que minha paz é sagrada e essencial para cuidar da minha Filha(o) Autista. Estou no auge da minha tranquilidade, sem espaço para guerras desnecessárias. Escolho evitar o que não agrega, acolher o que traz leveza e viver aceitando apenas aquilo que me dá força, amor e serenidade. Porque nessa jornada, paz é poder, e sossego é meu melhor aliado!
Aprendi a respirar e a me olhar no espelho, percebendo o quanto tenho sido capaz de ser um elo entre o interior e o exterior. Sim, nosso corpo é o elo entre esses dois universos que se movem em conjunto. Hoje, consigo compreender a harmonia entre esses dois "mundos", o que tem me transformado em uma pessoa capaz de superar tudo o que antes considerava inatingível.
Hoje aprendi que nos curamos também quando ouvimos as dores alheias. Ouvir outras pessoas nos traz uma perspectiva dos nossos problemas. Hoje foi bem mais fácil, estou feliz com o resultado, só que estou arrumando mais problemas para mim, preciso pensar direito, não tenho mais idade para ser moleque.
Aprendi que verbalizar onde dói não necessariamente será aberto espaço para colo. Navegando nessas nuances, ficamos totalmente dependentes do ouvido que nos ouve. Se ele está limpo, verdadeiramente aberto, encontraremos mesmo que um simples conforto. Mas quando as portas estão fechadas e sua principal segurança é a ofensa, o espaço é aberto para a inferiorização dos sentimentos colocados sobre a mesa. A fala é sempre importante. Mas, depende muito de quem se fala. Depende muito do ouvido que se ouve.
Nessa caminhada, aprendi que não podemos afirmar nada com absoluta certeza, sem jamais descartar as possibilidades de uma verdade. Por isso que os conhecimentos populares, acadêmicos e espiritualistas, devem sempre servir como balança do bom senso, para não nos levar pela paixão de ideias afetuosas.
Estou buscando estar fazendo o que é certo desde que descobri e aprendi que não fazia as coisas certas. Foram sempre com os erros que sofri e veio o aprendizado . Hoje com 57 esgotado os erros e vacilações, o que me resta é só o tempo que falta para viver a reflexão de ter jogado fora o que poderia ser aproveitado de outras formas.
Aprendi que a nossa consciência é tanto quanto mais alinhada com o caráter de Cristo, quanto mais compreendemos que as Suas parábolas e o Seu jeito simples de falar das coisas do cotidiano das pessoas - recorrendo à Sua pedagogia, atemporal, transformadora de vidas - destina-se a nortear as ações humanas.
Andei com cobras, rastejei com cobras, fui picada e quase morri. Aprendi a picar e envenenar também. Então toda vez que escuto o sussurar de uma cobra falando meu nome, sendo desleal, não tenho como ficar assustada, não consigo me surpreender com a língua solta de certas espécies. O que me assusta e me surpreende é encontrar pessoas boas de fato nesse mundo doido.
A vida fica tudo uma droga porque nós permitimos que fique, aprendi uma coisa quando vir pensamentos negativos temos que se apegar a algo ou alguma coisa que acreditamos que vai nos fazer bem, a crise de depressão e ansiedade surgi do nada é devastador derrubar a gente na lona, mas só basta a gente se levantar se acalma e se esforçar o máximo para não desisti
Aprendi de uma forma muito trágica a viver intensamente , como se fosse meu último dia de vida. Aprendi a dar sempre o meu melhor em tudo que faço, pois posso não ter tempo de voltar e fazer reparos. Aprendi aproveitar cada momento com a família e amigos, posso não ter oportunidade de encontrá-los. Aprendi a aproveitar cada oportunidade, posso não ter outra chance. Aprendi a viver o hoje, o agora, pode não existir o amanhã.
Eu sempre me considerei uma pessoa honesta e íntegra, mas aprendi da maneira mais difícil que nem sempre falar a verdade é fácil ou seguro. Em algumas situações, a verdade pode ser dolorosa ou prejudicial para mim ou para outras pessoas ao meu redor. Por isso, aprendi que a honestidade deve ser equilibrada com a sabedoria e a empatia. É preciso pensar antes de falar e considerar as consequências de nossas palavras e ações. A honestidade não deve ser usada como uma arma para ferir os outros, mas sim como uma ferramenta para construir relacionamentos honestos e saudáveis. Aprendi que a honestidade é um valor fundamental, mas que a forma como a expressamos pode ser tão importante quanto a própria verdade. Seja honesto, mas também seja gentil, empático e respeitoso com aqueles ao seu redor.
Hoje, quando sinto dor, tristeza ou solidão, já não me desespero mais. Aprendi a esperar, a dar tempo ao tempo, a conversar com minhas dores e fornecer a elas o devido cuidado. Respeito meu sofrimento, encaro-o de frente, escuto o que ele tem a me dizer e levo comigo somente as lições que ele me traz.
Hoje em dia aprendi a deixar meu orgulho de lado, antes eu olhava meus erros e tinha dificuldades de mudá-los. Aprendi a ter mais paciência, quando aceitei que as coisas acontecem no tempo certo e não no meu, minha vida começou a fluir melhor e minha ansiedade diminuiu. Meus erros foram importantes para o aprendizado, sem eles nunca poderia ser quem sou hoje e quem eu poderia ser amanhã.
Aprendi a chorar por dentro para que ninguém veja as minhas lágrimas. Mas também aprendi que chorar não é um sinal de fraqueza, mas um recurso do corpo para aliviar a sobrecarga da alma. O choro é algo que acontece nas três dimensões do ser humano, no corpo, como resultado de um apelo da alma, que está ferida e cansada, no espírito que se rende e procura forças no Ser Supremo, pois o choro é um pedido de ajuda e rendição.
Depois de bons anos digerindo a mais pura verdade da vida, aprendi que, em minha concepção, felicidade é apenas uma mera ilusão e distorção da própria realidade, onde o entorno de determinado indivíduo se molda como "bom" para, somente, mascarar a real desgraça, melancolia e tristeza das doces notas da eminente e desejada morte.
Aprendi a renascer. Surgiu um movimento espontâneo, porque a vida não avisa quando vem o imprevisível para derrubar. Foi necessário evoluir, caso contrário padeceria no meio do caos inteiro sem nem ao menos saber que existiria alguma saída. Sempre há alguma saída, mesmo que seja por uma porta pequena, estreita, sem cor.
Aprendi que a resiliência não é mera força física, mas uma sinfonia de coragem emocional. É a habilidade de dobrar, não quebrar, quando as tempestades da vida se aproximam. Recordo-me de momentos em que o fardo das adversidades parecia insuportável, mas foi a resiliência que me conduziu, passo a passo
