Terra
Quando tiraram o direito de cada um ter a terra que Deus deu, para necessitar comprar ou alugar, fez comida ser comércio, médico ser caro e a água potável ser esgoto.
QUARTO DIA DE JANEIRO
Fatos históricos
Na terra aconteceria
Não se sabe século e ano
Apenas o mês e o dia
Sonhos e presságios
Milagres e profecias
Martin Luther King
Neste dia nasceria
Sputnik a nave das respostas
A terra voltaria
A pintura Guerra e Paz
Portinari a ONU doaria
A pequena queda d’água
Uma enorme cachoeira transformaria
A Lua minguante
Pra sempre Cheia ficaria
O Rio seco e perene
Permanente e corrente tornaria
A terra seca e infértil
Num chão fértil onde tudo brotaria
A vida que findava
Eternizava e renasceria
A Fé desfalecida
Numa fortaleza de alegria
Um poema de amor
O poeta inspirado faria
O sorriso e o olhar
A bela mostraria
Negreiros Neto ao mundo
A vinda de Elayne anunciaria.
Marte! A Terra do amanhã.
Marte! A Terra amanhã.
Qual das frases iremos escrever no futuro da humanidade?
Rap
Surgido entre 1960 e 70
No Brasil em 80
O Rap tem origem jamaicana
Mas foi em terra americana
Que o som explodiu
Antes de chegar no Brasil
Com ritmo e poesia
É uma música que denuncia
O racismo, desigualdade social
Também abuso policial
Entre outros problemas sociais
Em busca da paz
Mesmo sendo discriminado
É um som politizado.
É tipo assim
Dizer não na terra do sim
É muito difícil
Mas não é impossível
Precisamos ser forte
Longe ou perto dos holofotes
Se afastar dos pecados
E não andar armado
Minha quadrada
Se chama bíblia sagrada
É nas palavras
Que a gente viaja.
Poema - Por Um Mundo Melhor
Rimo a dor
Em busca do amor
Na terra
Se há guerra
Torço pela paz
Deus é mais
Faço poesia
Por mais alegria
Menos choro
Pelas crianças e os cachorros.
Pratique o bem
Não faz mal a ninguém
Jogar o lixo
Sempre nas latas de lixo
Cuidar da natureza
Acabar com a pobreza
Ajudando o próximo
Com o propósito
Por um mundo melhor
Ninguém faz nada só.
Saúde em primeiro lugar
Escolas para estudar
Mais trampos
Valorizar o campo
Mais respeito
Sem preconceito
Mais amor
Sem dor
Mais esperança
Sem intolerância.
Rimo a dor
Em busca do amor
Na terra
Se há guerra
Torço pela paz
Deus é mais
Faço poesia
Por mais alegria
Menos choro
Pelas crianças e os cachorros.
O coração pulsa. A Terra gira.
As marés sobem e descem.
As galáxias dançam.
Tudo vibra.
Tudo se move em ciclos.
O ritmo é a linguagem oculta da vida e do universo.
A história verdadeira
Não houveram mistérios e nem dramas,
eu na Terra do Nunca e você em Nârnia...
E mesmo assim atravessamos a parede de tijolo da distância,
entre a plataforma 9 e 10 , Londres ficou pequena... E nos encontramos.
Quem poderia dizer
Que hoje seria assim
Se tudo que dá na terra
Acontece por sob ela
Ocorre com o passar do tempo
O frio em calor transforma
E assume outra forma
Cada essência traz um gosto e seu aroma
Acontece nas fibras mais íntimas de tudo
Entrelaçando e trançando
Coisas que cegos que enxergam
Acreditam tê-las visto em linha reta
Resultado inesperado
E o jogo ainda no meio
Alguns crendo saber tudo
Sem ao menos suspeitar
Onde vai e a quê veio
Faça as tuas apostas
A resposta aparece ao anoitecer
Numa linha de tempo diferente
Tênue e muitas vezes branda
Mais ou menos parecida
Com o jogo de mais e menos
A mesma luz
Que faz a química da vida
É a luz que desvenda a mímica mal feita
da terceira versão
Nisso consiste a perfeição da vida
Onde cada um de nós se conduz
No escuro caminho da solidão
É tudo espetáculo de sombra e luz.
Era quase que assim
Um leve tremor de terra
Prenuncia o apito do trem
Só que quase ninguém percebia
O sermão durante a missa
A igreja tão cheia
E quase ninguém ouvia
Quanto ao resto da vida
Não o sabe até hoje
Da secura na boca
Calma, aguda, iludida
Muda algia rói alma
Carece de companhia
Um tanto menos pernóstica
Só fantástica e desabrida
O contrário
Era um jeito de olhar o Céu
Enxergar nele a vida
Um tanto profunda
e de olhar esquecido
Quem lhe visse podia jurar
Era antes pequeno desejo
Jamais um pedido
A vida meio vazia
A outra metade era vida
No outro dia tanto faz
A semente bem regada
Cuidada por cuidar
Pois de lá não saia nada
Assim era tudo
Enfim, um saber calado
Um verso oculto
Cujo vulto do tempo
Escreveu apressado
Se está fora de lugar
O correto é cair
Equilíbrio é o silêncio que faz
A vidraça parecer escura
A paz que precede a chuva
Sempre que a chuva vem
A água evapora
A alma cura
Entretanto ela chora
Tempestade, água turva
A curva do rio, a lagoa
Fatalmente o ponteiro, a hora
Por ora, balaio no chão
Canta muda
A canção silenciosa
E somente o coração escuta
Roupa suja, varal
Ensaboa um sinal da vida
Outro aceno do mundo
Desalento um segundo
Quando meio segundo
é momento
A saber
Água limpa
Não lava alma turva
Acredite em não crer
O saber de cada receio
Escondido em gavetas
Espalhado pelo imenso mundo
Se contar nos dedos
A qualidade de tantos medos
Reais e de faz de conta
Um mais um, às vezes são dois
Mas, de vez em quando, não
É aí que mora a diferença
Entre pensar
E pensar que pensa
Olhar e saber na hora
Àquilo que vem
Sem demora.
Edson Ricardo Paiva.
"Em apenas um segundo
A ilusão de toda vida
Cai por terra
O Poço fundo vaza
O rebuliço acaba
O compromisso atrasa
Um grão de areia arrasta o mundo
E o sangue, outrora quente
O meio-fio
Há de tornar-se frio
Eternamente.."
Edson Ricardo Paiva.
