Terra
“Poema Desejo”
Desejei ser como a semente...
Que dorme aconchegada no calor da terra que a abraça, envolve, alimenta.
Fortalece e prepara...
Desperta a semente, cheia de força, rompe os laços da terra e desponta para a vida.
Quero ser sempre como a semente que...
Deslumbra-se com o calor do Sol, com o ar que a toca, com a chuva que acalma e facilita sua luta pela sobrevivência.
Que recebe da mãe natureza tudo o que precisa para brotar, crescer, frutificar...
Quero florescer com seu amor e cumprir minha missão.
Quero ser sempre como a semente...
Descansar meu amor em seus braços...
Eternamente conduzido pelo universo.
Pelos braços do Eterno Deus.
Fortalecendo-me, preparando-me para um despertar cheia de amor para doar...
Abraço a vida com toda força e vontade de fazer frutificar todos meus planos.
Realizações dos meus desejos mais profundos. Receber – te com amor...
Entregar-te minha vida.
Mas não como um instrumento...
Mas com inteligência e a sabedoria de dois seres realizado segundo um só caminho.
Repleto de amor e felicidade.
A felicidade que me foi doada por Deus...
Para receber amor e ser feliz. Receber o conhecimento para transmitir ao mundo a felicidade e o desejo de compartilhar.
Receber e dar amor mesmo que como semente.
Receber misericórdia que interpreto como justiça...
Recebo dons que reconheço como valores mais valiosos, na minha existência.
Recebo todas as chances e não as desperdiço, com coisas que machuca minha alma.
Quero desvendar segredos que, de tão claros...
Tornam-me compreensíveis e certos na sabedoria interior.
Permaneço na superfície, observando a riqueza existente na simplicidade do...
Do meu coração.
Vivifico o amor com toda intensidade do meu ser.
Não esqueço que, a maior felicidade existe no meu interior...
Foi me doada pelas mãos mais poderosa que domina todo o Universo.
Das sementes, sou a mais privilegiada.
Sinto-me tão amada pelo meu grande Criador.
Porém, das sementes, sou ainda a mais querida...
Por que Deus me deu a vida e também meu grande amor
Nas tempestades e furacões,quando o coração precisa de um colo seco e quente..O ataque vem por terra e dilacera.
A Terra é apenas um de muitos destinos, viajaremos por tantas dimensões ainda...o veículo pode ser substituído, mas o motorista é sempre o mesmo...
O amanhecer fronteiriço é único e sem igual, quem nasce e vive nesta terra, se torna parte dela, e se um dia partir, leva na alma e no coração muitas lembranças e saudades deste vasto rincão.
Todos sabem a data de seu nascimento, ali se deu início da sua vida na terra, mas o fim é uma incógnita, viva intensamente, realize seus sonhos, pois em um a fração tudo pode terminar, com o fim da vida.
Erva-Mate: Alma e Tradição
No coração da terra guarani,
Nasceu a erva-mate, presente divino,
Histórias de lutas, glórias e dor,
Enraizadas no solo, no amor.
No passado distante este fato ocorreu, conta a lenda que um velho guerreiro,
Cansado, sem forças, sem paradeiro,
Foi abençoado por uma divindade Guarani com uma muda de erva-mate, símbolo de união força e amizade
Na roda de Tereré, a sede se desfaz,
Entre amigos e desconhecidos, a paz, erva-mate.
Patrimônio imaterial da humanidade,Unindo povos, criando irmandade.
Ponta Porã e Pedro Juan, cidades gêmeas, Na fronteira, histórias que o tempo semeia. De um passado cheio de lutas e glória,
A erva-mate, se torna a guardiã da amizade e da memória.
Seu poder de curar a alma e o coração,
Transforma a dor em união.
Na roda de Tereré, surge a boa conversa,
Erva-mate, tradição que nunca cessa.
Prof. Me. Yhulds Bueno
Havia uma suspeita:
O mundo não terminava onde os céus e a terra se encontravam.
A extensão não poderia terminar com a exata dimensão das coisas.
Havia o depois.
Costumava haver um lugar para o sol se pôr à noite.
Havia um abrigo para a lua durante o dia.
Meu coração jovem estava desesperado.
Eu não era um marinheiro ou um pássaro sem barco ou asa.
Um dia aprendi com a vida a decifrar letras e suas somas.
A palavra se manifestou como eu suspeitava, para permitir silêncio e diálogo.
Com as palavras, cruzei o horizonte.
O meu coração se afagava em esperança.
Ao virar a página de um livro, eu dobrava uma esquina, escalava uma montanha, transpunha uma maré. Ao passar uma folha eu frequentava o fundo dos oceanos.
Suei nos desertos e depois tornei-me hóspede em outros corações.
Pela leitura temperei minha pátria, bebi de minha cidade, enquanto, pacientemente, degustei de meus desejos e limites.
Portanto o livro passou a ser o meu porto, a minha porta, o meu cais e aminha rota.
Pelo livro soube da história e criei os avessos.
Soube do homem e seus disfarces e suas várias faces e, de tantos lugares para se olhar.
MINHA TERRA
Quão triste a minha sina gaúcha
com relação a existência,
quando me vi obrigado
a abandonar a querência.
Fui em busca da sorte,
me jogando ao vento,
não foi motivo de orgulho
foi buscando o sustento.
Que bom seria se desse,
pra em minha terra ficar,
que eu não precisasse ir embora
morar em outro lugar.
As coisas quando acontecem
sem dar direito a opção,
apertam sempre o peito
e inundam o coração.
Mas o tempo é Senhor,
e leva com ele os lamentos,
ficam as coisas mais lindas
e os novos sentimentos.
E que o resultado das lutas,
das peleias da caminhada,
seja saúde e sucesso
na minha nova morada,
agradecendo a Deus
por esta terra amada.
"na sua trajetória aqui na terra você vai encontrar pessoas incríveis outras nem tanto, mais todas vai te ensinar algo."
•Canção ao rio de janeiro•
Terra amada, terra querida;
De onde o pássaro gorjeia,
Meu coração bate por você,
Bela terra ao altar te levo;
Tuas florestas e Jardins,
Flores e frutos.
Muito rica e formosa,
Ao meu Pai do céu te entrego;
Com muita dor, minha alma perece,
Desigualdade e maldade;
Noites acordado,
De desgosto, não me deixe morrer;
Ai meu pai,
Misericórdia tenha;
Deste veneno da ganância.
Mas do pássaro que aqui gorjeia'
Oh amada minha;
Justiça vestida tenha,
Verdade como espada;
Em tua balança paz tenha.
Como meu pai,
Honrosa e honesta seja;
Mas do pássaro que aqui gorjeia;
Ao altar de meu pai,
A levarei com amor.
(Pedro Henrique Gomes)
Coração de Terra Santa
No campo manso e calado,
repousa um coração,
cercado por velha cerca,
feita de negação.
Dentro, um lago dorme em paz,
flores nascem sem rumor,
árvores falam com o vento
segredos do interior.
Fora, olhares se acumulam,
pedem passo, mas não vão,
pois ali diz o aviso:
“Proibido, irmão, entrar não”.
É terra que ninguém pisa,
nem por amor, nem por dor.
O peito guarda o que é só seu,
semente, sonho e ardor.
Quem vê de fora não sabe,
o que pulsa sem mostrar,
coração é chão sagrado —
só o dono pode pisar.
AMANHECER
A aurora da minha terra,
Tem os mais belos nascentes,
O rosicler doura as nuvens ,
E faz de ouro a serra,
As fontes são cristalinas
Formando águas correntes
Caindo do alto das pedras,
Formando um “véu de noiva”
Matizado de brilhantes.
A aurora da minha terra,
Tem um amanhecer dolente,
O sol olha de soslaio
Pro verde oliva das matas,
Os pássaros cantam românticos,
Apaixonados nos ninhos,
A natureza viceja ,
Na névoa branca e fria,
Que se desfaz com os primeiros
Raios dourados do dia...
JAGUARIBE
O que fazer...
meu coração é terra seca,
é flor de algodão,
é estio
ressecando o milho,
é sol do meio dia,
esfarelando o chão...
fiquei tão só como o rio,
como o rio surdo e mudo,
que serpenteava triste
como o jaguaribe
sem o seu jaguar...
o que fazer...
meu coração é rio seco,
sem eco, sem poema,
sem ecossistema,
nesse absurdo
sem serpentear...
REFERÊNCIAS
Depois de todas as lembranças tinha o sonho; o rio estava seco, a terra rachada como sua mãe contava; as carcaças dos animais em decomposição exalava um odor insuportável; uma mãe raquítica e maltrapilha conduzia sua criança por uma estrada sinuosa e poeirenta... jamais soubera explicar tal sonho. Ainda tinha as lembranças da mãe e conhecia as histórias tristes das secas mais duras, uma delas levara a sua mãe e fizera migrar o marido, que raramente mandava notícias. A estrada poeirenta dera lugar ao asfalto, que tornava o ato de migrar muito mais fácil, apesar de que, há alguns quilometros já se aproximava um sistema de irrigação. A terra ainda ardia, mas tinha anos com invernos rigorosos mudando totalmente a paisagem e o rio mostrava se caudaloso esverdeando os horizontes. Era motivo de júbilo e comemoraçãoes por todos do lugarejo e de uma forma geral por todos que dependiam do cultivo do solo ou da piscicultura, mas no fundo a aridez já estava em nossas almas, e o sonho não não mudava: o rio seco, a terra rachada, as cárcaças, a mãe maltrapilha e ráquítica conduzindo a criança.
um dia widelário apareceu, trazia uma mochila e muitas desilusões, surpresa pra si mesma foi a sua indiferença a ponto de não fazer nenhuma cobrança. Percebeu que somos como a terra, que precisamos de “chuvas” ou a gente seca. Esteve seca por muito tempo, árida como aquela terra estéril. Hoje os tempos são outros, tem chovido com frequência e sua filhinha Primavera já conta com um ano e alguns meses. Ainda sonha, outras paisagens ou antigas referências mais sonha... percebeu que não há vida sem sonhos.
