Tentando te Esquecer
Passamos a vida tentando vencer a sombra, sem perceber que ela só quer ser ouvida.
Quando a reconhecemos e a integramos, o que era dor se torna força, e o que era medo se transforma em consciência.
"Estenda a mão para quem está tentando subir. Se o tombo dói em quem tá no chão, imagine para quem já se arriscou no alto."
"Ajude a carregar as pedras de quem está tentando construir um império do zero. O esforço é alto, mas a vitória é coletiva."
Muita gente tentando explicar, enquanto a vida segue seu curso. Muita gente tentando mostrar, coisas que que somente com o tempo, com as experiências, serão capazes de revelar. Muitos afirmam que somos obras de um acaso, mas não conseguem decifrar tantos mistérios, pois Deus não é homem para simplesmente compreender... pois a cada tempo onde para o Divino, através da natureza, numa equação perfeita de cores, sabores, traços e quanta beleza, numa dimensão que nos faz viajar na imaginação. Enquanto humanos, somos meramente um grão no meio do deserto, uma estrelinha no meio do céu. E cada vez entendo que para acreditar no Criador, basta somente uma coisa: FÉ!
Nunca tente ser sempre bonzinho tentando agradar o próximo, dificilmente vão lhe retribuir tais atitudes.
“A maioria das pessoas passa a vida tentando ser entendida; eu passei a minha tentando não me trair — e foi assim que descobri que a solidão também pode ser uma forma de vitória.”
Não se desgaste tentando provar o seu valor para ninguém. Se a sua atenção e o seu amor não foram suficientes, dificilmente serão as suas palavras que mudarão isso.
*NINGUÉM ESTAVA OLHANDO*
Naquela tarde eu estava na varanda tentando lembrar por que tinha ido até ali.
Isso acontece mais do que eu gostaria.
Às vezes saio da cozinha com alguma coisa na cabeça e, quando chego à varanda, a coisa desaparece. Fico parado com o copo na mão, olhando o jardim, como se a resposta pudesse ter ficado para trás no corredor.
O jardim vai até o passeio público. Não há muro. Nunca coloquei.
A árvore cresceu torta para um lado e ocupa quase toda a sombra da varanda. O gato gosta de ficar ali embaixo. Naquele dia estava deitado sobre a terra, com as patas recolhidas e os olhos fechados.
Eu tinha um cigarro aceso.
Não lembrava por que tinha ido fumar.
Isso me pareceu mais importante do que deveria.
Sentei.
Na mesa havia uma caixa de fósforos vazia. Peguei, virei entre os dedos e tentei lembrar quando tinha sido usada pela última vez.
Não consegui.
Deixei de volta.
O gato abriu um olho.
— Também não sabe?
Ele fechou o olho novamente.
Talvez estivesse dormindo.
Talvez apenas não tivesse interesse na conversa.
Eu respeitei.
Passei muito tempo acreditando que precisava entender algumas coisas antes que fosse tarde. Não sei exatamente quando comecei com isso. Talvez depois dos quarenta. Talvez antes. A memória tem esse defeito conveniente de reorganizar os fatos para que pareçam ter acontecido quando a gente estava pronto para entendê-los.
Eu não estava.
Ainda não estou.
Lembrei de uma frase que escrevi muitos anos atrás. Não sei onde está o papel. Talvez tenha jogado fora. Talvez esteja dentro de algum livro. Eu costumava guardar essas coisas.
Escrevi que era um rascunho de um plano que o tempo havia esquecido de executar.
Na época, achei que tinha descoberto alguma coisa sobre mim.
Hoje penso que talvez estivesse apenas cansado.
Mas a frase ficou.
Algumas frases fazem isso.
A gente escreve para se livrar delas e acaba passando anos carregando-as.
Levantei para buscar mais uísque.
Na cozinha, fiquei alguns segundos diante do armário sem saber o que estava fazendo ali.
Voltei para a varanda com a garrafa.
O gato tinha mudado de posição.
Só isso.
Eu tinha envelhecido alguns anos desde aquela frase e o gato continuava mudando de posição.
Talvez fosse esse o problema.
Eu sempre quis que o tempo produzisse alguma conclusão.
Ele não produziu.
Produziu contas, fotografias, algumas cicatrizes, nomes que já não significam muita coisa e uma coleção de decisões que, vistas de longe, parecem ter sido tomadas por homens diferentes.
Talvez tenham sido.
Ou talvez eu só goste de pensar assim porque é mais fácil atribuir meus erros a versões anteriores de mim mesmo.
Um homem de vinte anos.
Um homem de trinta.
Outro aos quarenta.
Todos com o mesmo nome.
Nenhum deles me pediu autorização.
Uma mulher passou pelo passeio empurrando uma bicicleta. Olhou para o jardim.
Eu tive a impressão de que olhou para mim.
Ela continuou.
Durante alguns segundos fiquei esperando que voltasse o rosto.
Não voltou.
Foi quando percebi uma coisa que deveria ter percebido muito antes: quase ninguém está olhando.
Passei anos me comportando como se houvesse uma plateia.
Como se cada escolha minha estivesse sendo registrada.
Como se fosse necessário chegar a algum lugar com uma história coerente para apresentar no fim.
Mas não havia plateia.
Havia apenas o passeio, a árvore, a rua e uma mulher que provavelmente já tinha esquecido a varanda antes de chegar à esquina.
O gato levantou.
Caminhou até a borda do jardim.
Parou.
Olhou para o outro lado da rua.
Eu fiquei esperando que ele fizesse alguma coisa.
Ele não fez.
Depois entrou em casa.
Fiquei sozinho.
Pensei novamente naquela frase antiga.
Rascunho.
Plano.
Tempo.
Eu tinha passado tantos anos tentando descobrir qual era a versão definitiva de mim que talvez não tivesse percebido o óbvio: eu continuava escrevendo rascunhos porque não queria assinar a versão final.
Não sei se isso é covardia.
Talvez seja.
Também pode ser apenas hábito.
Acendi outro cigarro.
Fiquei olhando a fumaça desaparecer antes de chegar à árvore.
Pensei nas coisas que deixei pela metade.
Algumas por falta de coragem.
Outras porque perderam o sentido.
Outras simplesmente porque eu era jovem demais para perceber que certas portas fecham sem fazer barulho.
Ainda havia uma parte de mim que insistia em voltar a essas portas.
Não para entrar.
Só para verificar se continuavam fechadas.
Achei isso ridículo.
Depois pensei que talvez fosse apenas humano.
O céu começou a escurecer.
A luz da varanda acendeu sozinha.
A caixa de fósforos continuava sobre a mesa.
Peguei-a novamente.
Dessa vez não tentei lembrar de onde vinha.
Coloquei no bolso.
O cigarro terminou.
Fiquei segurando o filtro entre os dedos por alguns segundos, como se esperasse alguma instrução.
Não veio.
Joguei no cinzeiro.
Eu poderia ter ido para dentro.
Não fui.
Talvez ainda esperasse alguma coisa.
Não sei o quê.
Uma resposta.
Uma lembrança.
Uma vontade antiga.
Uma prova de que todo aquele tempo tinha servido para alguma coisa.
Nada aconteceu.
E talvez tenha sido justamente isso que me fez ficar ali.
Sem resolver.
Sem concluir.
Sem transformar a tarde em uma explicação.
A rua continuou.
A árvore continuou.
Dentro da casa, ouvi o gato derrubar alguma coisa.
Fui ver.
Era apenas um copo vazio no chão.
Peguei o copo.
O gato já estava no corredor, indo embora.
Fiquei olhando.
Depois apaguei a luz da varanda.
A casa ficou escura por alguns segundos antes que meus olhos se acostumassem.
E eu percebi que ainda havia coisas em mim que não tinham terminado.
Mas, pela primeira vez, não tive pressa de terminá-las.
Há caminhos que não levam a lugar algum; ainda assim, alguns homens passam a vida inteira tentando descobrir se era o destino ou a estrada que estava perdido.
Você pode gastar toda sua vida tentando ser perfeito, mas você não vai conseguir alegrar todos, sempre vai ter um que nega, que discorda,
mas a única pessoa que você tem que alertar para ser perfeito e a você mesmo
#MinhaPerfeisao #AmorPropio #PerfeitoPraMim
vai lá onde você se perdeu,
tentando encontrar quem não te merece,
te chame de volta,
pois sua alma chora de saudade de você!
Não existe nada de novo,
Debaixo do sol...
A vida é correr atrás do vento...
Tentando segurar o tempo com as mãos
O Tempo é fumaça
É feito de fumaça
Os nossos passos vão sumindo na poeira
Um sopro MELÂNCÓLICO na imensidão...
No fim das contas tudo é ILUSÃO...
Viver bem é o que importa
Viver bem...
Para partir bem.
Passei tanto tempo tentando manter o tempo congelado, dirigindo noites inteiras para te manter aquecida, que não percebi que estava apenas perseguindo nuvens. É exaustivo tentar segurar alguém que já soltou a minha mão há muito tempo.
O meu coração continua aberto, mas, como eu te disse, ele parece vazio. É estranho como ele pode estar destruído e, ao mesmo tempo, permanecer intacto, guardando cada cor nossa que eu não consigo mudar. Eu te dei toda a esperança que eu tinha, mas entendo agora que gastei o seu amor até não sobrar nada. Sinto muito se, nessa tentativa, acabei te deixando despedaçada por dentro.
No fim, eu vou embora hoje à noite. Não porque eu queira, mas porque não existe mais nada entre nós para eu me segurar. Essa é a história da minha vida e, por mais que doa, ela termina com este capítulo onde eu finalmente te deixo ir. Espero que, sem o peso do meu esforço unilateral, você consiga encontrar a paz que não encontrou ao meu lado.
Sabe, passei muito tempo tentando me convencer de que a distância era necessária ou que o tempo resolveria esse aperto no peito. Eu estava errado.
Estou aqui agora, encarando o telefone e lutando contra a vontade de ligar só para ouvir a sua voz. É engraçado como a gente só percebe o quanto depende de alguém quando o "amanhã" deixa de ter cor. Sem o seu sorriso guardado aqui dentro, meus dias parecem uma sequência de horas vazias e noites longas demais.
Eu sei que você também está machucada. Sinto isso no ar, no jeito que o nosso adeus ficou suspenso. Mas o que estamos fazendo com a nossa vida? Estamos nos torturando à distância enquanto o amor continua aqui, nos cercando, ficando cada vez maior, mesmo que a gente tente ignorar.
"O que sou eu sem você?"
Essa pergunta me persegue. A verdade é que me sinto perdido. Não há um caminho fácil de volta, mas eu precisava dizer: eu sinto muito. Fui teimoso, fui cego, e agora estou aqui, "completamente sem amor", porque todo o amor que eu tinha, eu entreguei a você.
Se eu aparecesse na sua porta agora, confessando que não consigo mais seguir sozinho... o que você diria? Eu só queria que você me levasse para casa. Não para um lugar físico, mas para aquele sentimento de paz que só existia entre nós dois.
Ainda espero que você esteja sentindo o mesmo.
Com todo o meu arrependimento e o que restou de mim,
Aquele que ainda te espera.
Sabe, eu passei muito tempo tentando me convencer de que o silêncio era a melhor resposta. Tentei seguir a vida, focar no trabalho e preencher os dias com barulhos diferentes, mas a verdade é que, no fim da tarde, o silêncio sempre traz o seu nome de volta.
Eu vejo as minhas próprias atitudes e, às vezes, elas parecem frias ou distantes, como se eu já tivesse superado tudo. Mas é só uma armadura. Por dentro, ainda existe aquele mesmo aperto no peito toda vez que algo engraçado acontece e minha primeira reação é querer te contar.
Dizem que o tempo apaga tudo, mas o tempo só tem me mostrado que o que a gente viveu não era passageiro. É estranho como eu consigo te encontrar em detalhes pequenos: numa música que toca no rádio, no jeito que o sol bate na janela ou no rosto de desconhecidos na rua. Eu tento disfarçar, tento ser forte e fingir que esqueci, mas basta um pensamento mais profundo para eu perceber que você ainda ocupa o lugar principal aqui dentro.
Às vezes me pergunto se você também trava essas batalhas internas. Se, quando nossos olhares se cruzam por um segundo que seja, você sente a mesma eletricidade e a mesma vontade de desistir desse afastamento.
Eu não sei o que o futuro reserva, nem se esse nosso amor ainda tem capítulos para serem escritos. Só queria que você soubesse que, apesar da ausência física, você nunca saiu dos meus pensamentos. Existe um laço que a gente não consegue cortar, por mais que tente.
Eu fico aqui tentando encontrar o ponto exato onde a nossa estrada se dividiu. Olho para trás e vejo tudo o que construímos — cada olhar que dizia mais do que qualquer palavra, os planos que fazíamos para um futuro que parecia tão certo e ao alcance das mãos.
Eu me entreguei por inteiro, sem armaduras. Coloquei em você um tipo de amor que a gente só tem força para viver uma vez na vida; aquele que não guarda reservas e não conhece o medo. Eu realmente acreditei que o que tínhamos era inquebrável, que o nosso "nós" seria capaz de atravessar qualquer tempestade.
Mas a vida, com sua ironia silenciosa, mostrou que a vontade de um nem sempre é o destino do outro. Aceitar que não foi o suficiente é, sem dúvida, o exercício mais doloroso que já enfrentei. Quando você partiu, não foi apenas um relacionamento que terminou; sinto como se uma parte de quem eu era tivesse se perdido pelo caminho, e hoje eu caminho um pouco mais incompleto.
Fica esse vazio, esse silêncio no peito que grita o seu nome nas horas mais inesperadas. É uma saudade que não tem para onde ir, um amor que não encontrou mais o seu porto. Talvez eu nunca mais consiga olhar para alguém e sentir esse mesmo incêndio, essa mesma entrega. E tudo bem, porque entendi que esse amor... ele continua guardado em você, onde quer que você esteja.
