Tentando te Esquecer

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Talvez a gente passe a vida inteira tentando aprender a se amar.
Procurando no espelho, nas conquistas, na aprovação dos outros, em alguém que chegue e nos faça finalmente sentir suficientes.


Mas o amor-próprio não é algo que precisamos aprender a sentir.
Ele já existe dentro de nós.


O que precisamos aprender é a não abandoná-lo.


Porque quando alguém chega e nos faz bem, é fácil acreditar que foi essa pessoa quem trouxe o amor.
Quando, na verdade, ela apenas encontrou dentro de nós um amor que já existia.


O outro pode despertar.
Pode ensinar.
Pode acrescentar.


Mas não deveria ser responsável por nos lembrar do nosso próprio valor.


Amar alguém não deveria exigir que a gente se ame menos.


Amar a si mesmo é menos sobre construir um amor do zero
e mais sobre parar de entregar aos outros aquilo que também pertence a nós.


Porque o amor que procuramos tanto fora, muitas vezes, só estava esperando que a gente voltasse para dentro.
K.B

Borboleta Fantasma do Paraíso
etérea voando pela Amazônia,
tentando levar a paz completa
para a guerra depois da guerra,
e para a guerra dentro da guerra,
em nome da sobrevivência.


Porque assim se vê como poeta
na tentativa de resiliência
com asas, olhar para o céu e razão
na Terra para a convivência
na constante persistência.


Carinhosa, sutil e brasileira.

A norma não antecede o mundo; ela corre atrás dele tentando recuperar sentido.

A marca perfeita é aquela que parece não estar tentando.

A consciência é o universo tentando observar seus próprios limites.

Inteligência artificial é a matemática tentando imitar a consciência.

A vida não está tentando chegar a algum lugar. Ela está apenas tentando… continuar

Toda sociedade escreve suas leis tentando resolver problemas que ainda não compreendeu completamente.

Entre o crime e a sepultura, o Direito gasta os dias tentando imitar a eternidade.

Entre errar tentando e não fazer nada por medo de errar, prefiro o erro de quem teve coragem.

A intolerância é frequentemente a certeza tentando impedir a existência da dúvida.

A humanidade passou séculos tentando descobrir se estava sozinha no universo; talvez a pergunta mais difícil seja descobrir se ainda está sozinha dentro de si.

Passei anos tentando fazer meu quadro caber em uma moldura que mudava diariamente de acordo com o seu humor. Quando algo passava da marge, eu cortava sem pensar duas vezes.

“O homem passa a vida tentando ser humano, sem perceber que nasceu humano e foi educado para esquecer.”

“A maior tragédia da vida humana é que o homem nasce sendo um ser, passa a vida inteira tentando se tornar alguém e morre sem perceber que o personagem que construiu para existir foi exatamente aquilo que o afastou da humanidade que nasceu para viver.”

“Sê quem tu és sendo, pois quem passa a vida tentando parecer algo para o mundo termina desconhecendo aquilo que nasceu para ser.”

“O homem passou a vida tentando dar um preço ao tempo, sem perceber que o tempo sempre teve apenas um fim.“

Aquele que não aceita que você seja como você é, está tentando controlar sua vida. E, da mesma forma, aquele que você não aceita ser do jeito que ele quer, você está tentando controlá-lo.


O controle nasce da mente, mas o único controle real que a mente pode ter é sobre o seu próprio ser. Fora disso, qualquer tentativa de controle é uma ilusão.


Vivemos em um mundo onde a mente tenta controlar tudo, mas, na realidade, ela não consegue controlar nada de verdade. O controle é apenas uma tentativa de criar uma falsa sensação de segurança, de ordem. Porém, ao tentar controlar os outros ou até mesmo a vida, a mente acaba se tornando escrava das suas próprias ilusões. O verdadeiro controle está em dominar a si mesmo, nas escolhas que fazemos com consciência e autonomia, e não nas tentativas de dominar o mundo à nossa volta.

Parado esperando ou fazendo tentando, o tempo passa; então eu faço.

O mal não existe. Por não existir, ele tenta destruir o que existe, tentando levá-lo à inexistência. Contudo, esse esforço é em vão, pois, justamente, o mal não é capaz de destruir o que é real, o que é verdadeiro, o que é. O mal é, na verdade, apenas uma ilusão: a negação de si mesmo, a negação do próprio bem.

Assim como a mentira, o mal é uma invenção sem fundamento, algo que só existe enquanto for alimentado pela distorção da verdade. Ele não tem substância, não tem essência. O mal, portanto, é uma criação passageira, que necessita de poder por si só.

Da mesma forma, a solidão não é uma realidade. Não há solidão verdadeira, pois estou sempre acompanhado de mim mesmo. Mesmo nos momentos em que parece haver um vazio ao redor, a presença interior permanece. A solidão é uma percepção equivocada, que ignora a verdade de nossa conexão constante com o nosso ser.

A angústia, também, é uma ilusão. Não existe angústia em sua forma real, porque, quando estou em paz – como no sono tranquilo –, não sinto angústia alguma. O que a angústia representa, na verdade, é a negação da minha própria paz, é a resistência ao estado de harmonia que está sempre disponível, mesmo que por vezes não o reconheçamos.

E a morte? A morte não existe. O mal, como qualquer outra ilusão, tenta nos convencer de sua realidade, mas, na verdade, ela não passa de uma transição, um processo de mudança que está além da nossa compreensão limitada. Não posso morrer se nunca deixei de existir; o nascimento e a morte são, na essência, partes de um ciclo contínuo, e o que realmente importa é o que prevalece: a existência.

Porque, afinal, a inexistência não existe. O que prevalece é a verdade da existência, e essa é eterna, única, e fixa.