Tenho um ser que Mora dentro de Mim
NATAL DA REVOLUÇÃO
Natal. Que revolução
Vai dentro de mim, agora:
Porque não veio o nevão
Da neve cinzenta de outrora?
Falo pelo país de mim,
Gente pobre e tão feliz,
De ser pobre e mesmo assim,
Numa esperança sem raiz.
Mesmo sem o tal nevão,
Do frio da nostalgia,
Eu prefiro ser chorão,
Que profeta da idolatria.
Haverá Natal de conceito
Sem aquela representação
Dum presépio tosco e feito,
Pela minha própria mão?
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 09-12-2023)
Pouco é o Fim
Olhei para dentro de mim e tirei algumas dúvidas, foi importante conversar comigo mesmo, nossa fase esta acabando, você esta longe, apenas um pouco de ti permanece aqui e esse pouco deixou os meus sentimentos esfriarem, um vazio se instalou. Perdi a confiança no nosso futuro, antes de ser deixado, peço que se afaste e leve contigo, o pouco companheirismo, a pouca proteção, a pouca atenção e o pouco de amor que ainda resta em ti. Entre nós, o pouco é pouco, o pouco é o fim.
Não se esqueça: todo tipo de trabalho faz com que nasça um vencedor. Só precisa ser bom no que fizer. E poderá viver com conforto.
Gosto de ser útil. Quando faço algo em favor do próximo fico gigante por dentro. Tenho muito amor pra dar, e muita gente precisando dele.
Na vida tenho o necessário para ser feliz, tenho Deus vivo dentro do meu coração... Tenho saúde, otimismo, coragem, fé, esperança, amor e, alegria! Bom dia, cheio de paz para todos nós!
De dentro das possibilidades, o limiar do meu ser,
transcende o sentimento do destino que tenho,
acredito que o ápice do horizonte seja um evento
aparentemente exposto no poder.
as vezes palavras não são o suficiente,
num mundo obscuro para o equilíbrio.
Eu quero ser feliz. Eu quero te fazer feliz. Mas tenho medo que as duas partes que estão aqui dentro não consigam. Eu tento. Juro que tento. Mas é que tem coisas que eu tenho que fazer por mim, e não por você.
Tenho que ser forte para fortalecer os mais fracos. Por fora estou como uma rocha, mas por dentro estou despedaçada.
Mundinho de dentro
Tenho fases de ser companhia
Tenho fases de ser sozinha
Às vezes sou raiz;
Às vezes sou sonhos;
Às vezes sou asas.
Outrora inquieta...
Atirei um girassol no céu
Fiquei mirando o horizonte
O passarinho cantarolou...
Quem tem amor é provocante
Atirei um girassol no céu
Mas não vi quem o pegou
Ao longe avistei uma borboleta
Que dizia toda faceira:
Quanto dói uma saudade
Peito oco sem coragem
Atirei um girassol sem destino
Caiu no chapéu do velhinho
Sorrindo olhou para o céu
E disse que o sol abriu seu caminho
Natureza linda e bela
Não importa o vendaval
Tudo passa, tudo finda
Mas às vezes o que fica
Leva toda nossa vida
Poema autoria #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 24/09/2020 às 10:40 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Tenho tua imagem tão viva
e tão dentro de meu ser
que quando quero lembrar-te
fecho os olhos para ver!
Sei que parece loucura, mas tenho medo de ser feliz, tenho medo de tanta coisa, talvez porque dentro de mim existe uma menina que não quer crescer e ter seus sonhos devorados por necessidades do mundo.
nunca, consegui, imaginar Deus, e essa ideia, ser a mesma, porem sinto, que tenho Ele, isso, dentro de mim... explicar??? como??? se nao sou comum
Não tenho certeza se devo seguir, mas sinto algo aqui dentro desse incrédulo ser, que devo continuar.
Todo energia que tenho dentro de min
Há de ser usada
Vou usar até o fim.
Para conquistar a pessoa amada.
Vou usá-la para cantar
Para divertir
Vou voar
Vou sorrir.
Quero pular
Ver toda a beleza
Sentir a brisa do ar
Ver toda a pureza.
Que o mundo todo venha a crer
Na felicidade.
Vamos o que pode acontecer?
Aí quem sabe viemos de verdade.
Tenho orgulho da senzala que carrego aqui dentro. Prazer por ser dona dos ritmos do mundo. Das vozes mais fortes, das pernas mais velozes, dos espíritos mais resistentes, do poder... Porque Sangue de preto tem poder!
RONDÓ DE MULHER SÓ
Estou só, quer dizer, tenho ódio ao amor que terei pelo desconhecido que está a caminho, um homem cujo rosto e cuja voz desconheço.
Sempre estive duramente acorrentada a essa fatalidade, amor. Muito antes que o homem surja em nossa vida, sentimos fisicamente que somos servas de uma doação infinita de corpo e alma.
O homem é apenas o copo que recebe o nosso veneno, o nosso conteúdo de amor. Não é por isso que o homem me atemoriza, quando aqui estou outra vez, só, em meu quarto: o que me arrepia de temor é este amor invisível e brutal como um príncipe.
Quando se fala em mulher livre, estremeço. Livre como o bêbado que repete o mesmo caminho de sua fulgurante agonia.
A uma mulher não se pergunta: que farás agora da tua liberdade? A nossa interrogação é uma só e muito mais perturbadora: que farei agora do meu amor? Que farei deste amor informe como a nuvem e pesado como a pedra? Que farei deste amor que me esvazia e vai remoendo a cor e o sentido das coisas como um ácido? É terrível o horror de amar sem amor como as feras enjauladas.
É quando o homem desaparece de minha vida que sinto a selvageria do amor feminino. Somos todas selvagens: são inúteis as fantasias que vestimos para o grande baile. Selvagem era a romana que ficava em casa e tecia; selvagens eram as mulheres do harém, as mais depravadas e as mais pudicas; selvagem, furiosamente selvagem, foi a mulher na sombra da Idade Média, na sua mordaça de castidade; mesmo as santas - e Santa Teresa de Ávila foi a mais feminina de todas - fizeram da pureza e do amor divino um ato de ferocidade, como a pantera que salta inocente sobre a gazela. E selvagem sou eu sob a aparência sadia do biquíni, olhando a mecânica erótica de olhos abertos, instruída e elucidada. Pois não é na voluntariedade do sexo que está a selvageria da mulher, mas em nosso amor profundo e incontrolável como loucura. O sexo é simples: é a certeza de que existe um ponto de partida. Mas o amor é complicado: a incerteza sobre um ponto de chegada.
Aqui estou, só no meu quarto, sem amor, como um espelho que aguarda o retorno da imagem humana. O resto em torno é incompreensível. O homem sem rosto, sem voz, sem pensamento, está a caminho. Estou colocada nesse caminho como uma armadilha infalível. Só que a presa não é ele - o homem que se aproxima - mas sou eu mesma, o meu amor, a minha alma. Sou eu mesma, a mulher, a vítima das minhas armadilhas. Sou sempre eu mesma que me aprisiono quando me faço a mulher que espera um homem, o homem. Caímos sempre em nossas armadilhas. Até as prostitutas falham nos seus propósitos, incapazes de impedir que o comércio se deixe corromper pelo amor. Quantas mulheres traçaram seus esquemas com fria e bela isenção e acabaram penando de amor pelo velhote que esperavam depenar. Somos irremediavelmente líquidas e tomamos as formas das vasilhas que nos contêm. O pior agora é que o vaso está a caminho e não sei se é taça de cristal, cântaro clássico, xícara singela, canecão de cerveja. Qualquer que seja a sua forma, depois de algum tempo serei derramada no chão. Os vasos têm muitas formas e andam todos eles à procura de uma bebida lendária.
Li num autor (um pouco menos idiota do que os outros, quando falam sobre nós) que o drama da mulher é ter de adaptar-se às teorias que os homens criam sobre ela. Certo. Quando a mulher neurótica por todos os poros acaba no divã do analista, aconteceu simplesmente o seguinte: ela se perdeu e não soube como ser diante do homem; a figura que deveria ter assumido se fez imprecisa.
Para esse escritor, desde que existem homens no mundo, há inúmeras teorias masculinas sobre a mulher ideal. Certo. A matrona foi inventada de acordo com as idéias de propriedade dos romanos. Como a mulher de César deve estar acima de qualquer suspeita, muito docilmente a mulher de César passou a comportar-se acima de qualquer suspeita. Os Dantes queriam Beatrizes castas e intocáveis, e as Beatrizes castas e intocáveis surgiram em horda. A Renascença descobriu a mulher culta, e as renascentistas moderninhas meteram a cara nos irrespiráveis alfarrábios. O romancista do século passado inventou a mulherzinha infantil, e a mulherzinha infantil veio logo pipilando.
O tipos vão sendo criados indefinidamente. Médicos produzem enfermeiras eficientes e incisivas como instrumentos. Homens de negócios produzem secretárias capazes e discretas. As prostitutas correspondem ao padrão secreto de muitos homens. Assim somos. Indiquem-nos o modelo, que o seguiremos à risca. Querem uma esposa amantíssima - seremos a esposa amantíssima. Se a moda é mulher sexy, por que não serei a mulher sexy? Cada uma de nós pode satisfazer qualquer especificação do mercado masculino.
Seremos umas bobocas? Não. Os homens são uns bobocas. O homem é que insiste em ver em cada uma de nós - não a mulher, a mulher em estado puro ou selvagem, um ser humano do sexo feminino - o diabo, a vagabunda, a lasciva, o anjo, a companheira, a simpática, a inteligente, o busto, o sexo, a perna, a esportista... Por que exige de nós todos os papéis, menos o papel de mulher? Por que não descobre, depois de tanto tempo, que somos simplesmente seres humanos carregados de eletricidade feminina?
Tenho fantasiado com alguma frequência esbarrar com meus ex e sua atual. Mas nessas fantasias eu esbarro neles com um caminhão.
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