Tempos Passageiros
TEMPOS
Foi um tempo de bravura
Tentando naquela altura
Não desistir de buscar.
Tomava o ônibus de ida.
Pra voltar era aventura.
Sem paga não pode andar.
A pé sempre retornava,
Uma hora de caminhada
Marcado passos na madrugada.
O calcanhar machucado.
O joelho inchado,
O jeans velho já surrado.
Batia a fome malvada
Muito mais ele desejava
A situação mudar.
Á Deus pedia saúde.
A mão Ele estendia
Conformado,
Dormia de barriga vazia.
Riqueza não interessava.
Tudo o que ele buscava,
Pra mesa a própria comida.
A vitória pouco importava.
Mas diante das injustiças
Não podia se calar.
Hoje no céu batalha.
Com certeza me ilumina.
Não és de jogar a toalha.
Acredite, aqui continuo a tua sina.
O mundo tá carente cara, as pessoas já não tem a mesma ânsia pela vida que tinham há tempos atrás. Quando se lê os livros de história, as poesias, textos ou pensamentos de escolas literárias e as músicas que retratavam aquela realidade, a gente consegue tirar das letras a beleza que as pessoas encontravam contemplando a vida e fazendo a vida acontecer. Foram revoluções em nome da liberdade, da justiça, o povo derrubando impérios, ditaduras e um moralismo excessivo pra que a gente pudesse viver o que vive hoje nesse Estado democrático de direito. Mas a que preço? Hoje a minha geração não conhece o valor da liberdade, porque não viveu a ausência dela e muito superficialmente se dá ao luxo de tentar conhecê-la através dos livros e da arte. Tchu tchu tcha' é música, perversão é marcha, dinheiro é felicidade, mente entorpecida é mente livre... Ah mermão, que isso!? Justamente por não conhecer o que é ser livre é que a gente não sabe faze uso da grandeza que é a liberdade.
"Às vezes queremos voltar aos tempos de infância
[...]
Não apenas porque foram bons os momentos;
Mas sim porque não precisávamos nos preocupar em ter
Que manter uma pessoa mais próximo o possivel
De nós...
[...]
Não trazíamos em nós dores que um dia pertubaram
Nossas noites.
Amávamos à ponto de abrir mão de algo pra dar a quem
Se amava...
Desejávamos tanto à ponto de não largarmos nunca
O que se anseiava.
Buscávamos o sumo bem das pessoas em nosso coração
[...]
O amor não era fingido...
[...]
Mesmo existindo barreiras amávamos com todo o ser!
Aí prevalecia a inocência e a ingenuidade dos seres
Que um dia possuíam a mais pura humanidade...
[...]
Mas hoje não...
Agora a banalidade torna-se cotidiana
As mágoas e falta de amor tornam-se debaldes..."
Novos tempos
Não estamos mais no tempo dos coronéis
Naquele tempo que o homem tudo podia
Em que as mulheres escravizadas
Aceitavam as regras por intimidação,
As pobres Amélias consumidas.
Ainda existe por aí, homens coronéis,
Que vivem no passado
Achando que indo aos bordéis
Ainda serão reverenciados.
Pobres ignorantes do planeta
Irão ficar somente embriagados.
Palavras ao vento
Em tempos instantâneos, rápidos, átimos,
até as palavras estão sendo mal usadas,desvalorizadas,
imitando fielmente as atitudes das pessoas.
Antes bastava alguém empenhar a palavra e
já era como contrato assinado, sacramentado,
era como um compromisso.
Agora o que foi dito fica omisso, cai no esquecimento
e nem serve como alento
para que se cumpra promessa.
Nesse mundo volátil, cheio de pressa,
quase nada interessa, quase nada tem valor.
Homens parecem fantoches, palavras se tornam deboches,
atos ficam inconsistentes, falhos, deixando a desejar.
Já não há em quem se possa confiar.
Hoje certeza, amanhã talvez, depois sordidez.
Pequenez!
Pra quem gosta do que não importa,
pra quem gosta de se enganar,
que aproveite esse novo tempo
jogue muitas palavras ao vento
e as esqueça. Desapareça.
Eu no entanto,
quero alguém que mereça
ouvir de mim e falar assim,
palavras que expressem só a verdade.
Emoções, saudade...
Quero sobriedade, mas que venha macia,
menos vaidade, nenhuma hipocrisia.
Quero integridade, pureza, certeza e
poesia.
FILHO DO PARÁ
Ó Pará, há tempos que vim de lá.
Deixei a solidão conduzir-me o coração.
Como a estrela solitária, que exerce autonomia,
recordo-me que de ti herdei a cidadania.
É verdade! Eu sou de lá, da terra do norte quente,
e tenho apreço por minha gente
que em festa, muito contente,
vem hoje proclamar...
sou teu filho, sou guerreiro,
sou paraense, brasileiro.
Eu te amo, meu Pará!
Desde o inicio dos tempos o homem percebeu que havia algo especial dentro de si. Seu anseio por poderes que não possuia, voar, curar-se, transformar o redor, moldou o mundo ante suas alegorias e projeções fantasticas. É exatamente isso que faz. Molda o mundo num retrato deteriorável e agonizante de seu reflexo limpido e vívido. Enquanto a degradação avança ameaçando exterminar as fontes de sua juventude, deleita-se nos louros dos produtos da sua caricatura.
...ele nem sabia que andava nos meus pensamentos à tempos...ele nem sabia o quanto significava pra mim, e por não saber eu também nunca soube como seria se ele soubesse...
***Coisas de uma menina tímida!
Luz elétrica
Lembro dos bons tempos de roça,
Que dançávamos bailes, com a luz do lampião.
Como era bom
Levantava ate poeirão.
Depois inventaram a luz elétrica,
Inventaram também o apagão.
Agora nem luz elétrica,
Nem luz de lampião.
O mesmo conhecimento, o mesmo conteúdo, detalhe: caindo em subjetividades diferentes, em tempos diferentes, em culturas distintas…
Com a palavra de Deus é assim, recebemos em nosso coração – o “terreno” que irar frutificar e toda forma de desenvolvimente dependerá de como regamos a semente.
Eis o mistério, o tesouro. A mesma palavra toca pobres e ricos, letrados e indoutos, culturas e povos.
O mistério é a palavra, a luz para o caminho, para esse revestido de graça, e eis o consolador, iluminando cada transformação, cada recomeço…
Nos tempos da Ditadura, tocar em Sobral Pinto, por sua altivez e representatividade Ética e __ Moral __ era mesmo mais complicado do que "fechar" o Congresso!...
Um fantasma do amor.
Não vou ir embora até você ir comigo.
Vou te esperar, até os fins dos tempos para cumprir minha promessa.
Mesmo sendo um imortal preso em dois mundos, vou estar aqui até você estar comigo.
Não tenho que ser um idiota com você igual a todos,
Não tenho que sentir arrependimento por não ter te amado antes
Quem disse que eu não posso ser uma pessoa que pode sentir o que nenhuma pessoa já sentiu por você.
Quem disse que eu não posso te ver, não posso te beijar.
Quem disse que eu não te amo.
Está errado, para amar você não tenho que dizer palavras que são fortes,
Não tenho que declamar um poema na frente de todos para mostrar que eu te amo,
Tenho que te mostrar que não sou um fantasma que não pode ser amado
Tenho que te mostrar que mesmo não estando com você posso te amar.
Eu não sou um fantasma, eu sou um amor desconhecido,
Um amor que só você pode me amar, minha bela flor.
Eu sou um fantasma do amor.
Estou relembrando os velhos tempos com você, o início, quando tudo começou, e me vem um sorriso bobo nos lábios, lembrando do começo até agora e vejo que o tempo passa e meu amor por você só aumenta.
Se os tempos passarem
e as águas rolarem
e eu não mais estiver aqui
lembre-se desta vida
cansada desta amiga enjoada
que um dia te fez
SORRIR
Fazemos Altos Planos, sonhamos... Em vão... Em tempos duros ( ou duríssimos ... ) : " a hora pressentida esmigalha-se em pó na rua ..."
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