Tempo de Criança
Quem me dera voltar ao tempo, ser novamente um menino. Joelhos ralados, nariz catarrento, barriguinha de vermes ... saudades de ser inocente sem ainda ter descoberto as malícias da vida
Nós devemos nos lembrar o tempo todo de como é a infância, se for necessário devemos imaginá-la as vezes, para que possamos entender a pureza, a felicidade, ... Eu acredito que seja ali que estejam escondidas as coisas mais bonitas pelas quais passamos da vida. Sem maldade natural, elas não aprenderam a se preocupar, apenas curtem tudo o que está a sua disposição, tudo é divertido, desde um simples pedaço de papel, ou um galho de árvore, um pouquinho de areia, ou tempos chuvosos.
Crianças flutuam deliciosamente no mundo imaginário, voam variavelmente baixo, ligadas por um fio seguro preso a duro e pesado mundo real que prende os adultos firmemente ao chão.
Quando foi que a infância nos escapou pelos dedos? Nós não lembramos da última vez que tiramos nossos brinquedos da caixa, isso simplesmente acabou como um sopro de vento que passa rapidamente movendo as folhas do seu lugar.
A gravidade faz seu efeito e nos prendem ao firmemente ao chão nós forçando encarar os desafios para existir na sociedade. Para muitas crianças esse momento chega muito mais cedo.l do que é desejável. A gravidade nós coloca no chão sempre que pode e nos força a lutar contra ela a cada queda que temos. Caímos e nos levantamos o tempo todo, algumas quedas nós causam traumas maiores, mas é uma resiliência humana natural se levantar todas as vezes, entretanto alguns adultos desistem de se levantar com o tempo, alguns muito cedo.
O mundo real pode parecer duro, mas ele também deve ser interpretado como parte de uma aventura, isso é uma forma de colocar um pouco do olhar da criança na nosso sólido e pesado mundo real, e nos permitir ter aquela sensação gostosa de flutuar no prazer de viver. Cabe a nós mudarmos dentro de nossas mentes, pensar menos nas preocupações quando não for hora de pensar, se tiver um problema te tirando o sono, diga a si mesmo dentro da sua mente que não vai pensar nisso, e de pouco a pouco, você vai criando o hábito de buscar prazeres que te tiram sorrisos, que te permita flutuar.
Brinque com uma criança, entre no mundo imaginário dela, torne-se interprete de seus personagens imaginários, brinque de bonecos, de bola, com papel, na chuva, tente flutuar mais uma vez.
Tire um tempo para ser feliz como uma criança, pois a vida é linda de se viver.
PEQUENO CORPO INOCENTE
Rotina embaçada
Mente confusa
Presa num tempo imaginário
Passado e inexistente
Extraviada na época de olhos brilhosos
Reside lá, uma criança que brinca na luz cintilante de sonhos
Mas em razão da maldita razão
Declara guerra ao adulto, que reza para que ali,
Bem aí meio de seus tenebrosos desejos
More a estranha realidade
Ciente que não passa de uma alucinação ignorante
Descartando tudo que é certo e justo
Em troca, uma fábula barata
Contempla múltiplos
Criados pela ingenuidade armada
Sabotagem própria
E mira certeira no seu devido pé
Feições e obrigações de um ser trajado de responsável
Ações e crenças de um ser trajado de imaginação
Disputa diária de coração e mente
Tudo dentro de um pequeno corpo inocente
DOR E AFETO
Me vem ligeiramente na mente,
uma nostálgica lembrança.
Tempo em que os pés viviam empoeirados.
Poucas atribuições, muita ciranda.
Avistava as andanças pela fresta do
portão .
As mesmas pessoas rotineiramente por ali passavam, enquanto eu, ansiosamente lhe esperava descer da condução.
Infância que dói, sentimento que constrói.
O semblante é nítido da pureza,
e com tantas pedras no caminho,
esqueceu-se da dor e voltou a brincar de vida.
O Brilho nos Olhos das Crianças: Uma História de Superação e Adversidades.
Houve um tempo em minha vida, na qual a escuridão parecia reinar, onde a infância, que deveria ser um tempo de alegria e inocência, se transformou em um pesadelo. Fui uma criança que enfrentou fome, maus-tratos e solidão. No entanto, o destino reservou para mim uma virada surpreendente: a adoção por uma família amorosa.
A jornada da infância à idade adulta foi repleta de desafios, traumas e fantasmas. O que poderia ter me afundado na amargura e no desespero, serviu como um impulso para a resiliência. Como diz as palavras sábias de um poeta: "as crianças são mensageiras de amor e simplicidade". Essas palavras ecoam em minha mente desde quando eu busquei transformar minha vida.
Ao olhar nos olhos de uma criança, é como se víssemos um reflexo da pureza do universo. Elas nos lembram da importância do amor e da simplicidade em nossas vidas, lições que muitos de nós esquecemos à medida que crescemos.
E foi com esse pensamento em mente que decidi trilhar o caminho da superação. Cada desafio, cada obstáculo, eu enfrentei com a determinação de que a pureza e a autenticidade presente nos olhos de uma criança que merece ser protegida e nutrida. Minha jornada me levou a me tornar um adulto de sucesso, um exemplo de como é possível transformar a escuridão em luz.
Hoje, sou um API (Aprendiz, Provedor e Inspirador) para as crianças, pois acredito que elas merecem respeito, cuidado e proteção. Minha história é um testemunho de que, não importa o quão sombrio seja o começo, a força da determinação e o amor podem iluminar o caminho.
Assim, convido a todos a lembrar que, no brilho dos olhos de uma criança, está a chama da esperança, a lembrança de que a simplicidade e o amor são as bases da nossa existência. Vamos garantir que todas as crianças tenham a oportunidade de brilhar e prosperar, para que alegria e inocência prevaleçam.
Que o Dia das Crianças seja um lembrete constante de que devemos nutrir e proteger o brilho nos olhos das crianças, pois é lá que encontramos a verdadeira riqueza da humanidade.
ANO NOVO
Ano novo começando
Tempo de transformação
Alegria, boa nova
Sucesso e mais ação
Paz, saúde, esperança
Tenha alma de criança
Muito amor no coração
SALPICO DE ESPERANÇA
.
Entre nós, não há sequer
um salpico de esperança.
O tempo reduziu a pó,
Fantasias de criança.
Sonho, apego e afeição
Nas brenhas do coração
Só a dor da saudade alcança!
A magia do Dia das Crianças
No Dia das Crianças, somos chamados a escavar o que o tempo enterrou em nós. Crescer é como um lento naufrágio, onde nos afogamos nas correntes da rotina e no peso das horas que se multiplicam sem cor. Perdemos, entre os dedos, o assombro que outrora dançava livre em nossos olhos. O mundo, antes vasto e inexplorado, agora é uma paisagem estática, onde já não vemos a magia que as crianças respiram.
Lembro-me do dia em que observei meu filho na cozinha, como um pequeno alquimista, sorrindo ao transformar ingredientes comuns em arte efêmera. Mexia a colher com a solenidade de quem conhece segredos ancestrais, e o açúcar, dissolvendo-se, era um rio de luz. As gotas de chocolate caíam como constelações em um céu de farinha. Para ele, aquele bolo era mais que um simples bolo. Era um sonho que se formava entre suas mãos.
Nós, que já não sentimos o encanto nos gestos diários, repetimos nossos passos sem poesia. Perdemos o ritual da criação. Fazemos, mas já não criamos. Esquecemos a dança do instante, trocamos nossos olhos de espanto por uma lente endurecida, que só busca o fim, que só quer o resultado. Quando foi que deixamos de encontrar o universo em um grão de areia? Quando foi que a música da vida se calou dentro de nós?
Que neste Dia das Crianças possamos redescobrir o caminho perdido. Que voltemos a andar descalços na terra do encantamento. Que nos permitamos tocar, outra vez, a beleza das pequenas coisas – o riso de um amigo, a sombra de uma árvore no fim da tarde, o brilho de um olhar que nos acolhe. As crianças conhecem a canção secreta da vida. Elas sabem que o tempo não é uma linha reta, mas uma dança circular. Sabem que a alegria não se alcança, mas pode ser encontrada nos detalhes mais sutis.
O mundo nos ensina a sermos frios, a contarmos o tempo em segundos. Mas as crianças nos lembram que a vida se conta nos sorrisos e nos gestos despretensiosos. A criança antevê a felicidade, não espera que ela chegue para ser feliz. Elas sabem ver o voo delicado de uma borboleta como um milagre, sabem que uma flor pode conter todos os segredos do universo. Elas nos ensinam que a verdadeira sabedoria está em desaprender. Desaprender o peso, reaprender a leveza. E assim, voltar a acreditar naquilo que só o coração pode ver.
Que neste Dia das Crianças, aprendamos, assim como elas, a amar a véspera, a alegria que já habita o instante antes da chegada. Que possamos, enfim, abrir nossos corações para a inocência e para a curiosidade que nos habita, adormecida. Porque são elas que nos mostram o caminho de volta ao que sempre soubemos: a vida é um mistério a ser vivido, não resolvido. E, ao olhar novamente através de seus olhos, talvez, só talvez, reencontremos o brilho que deixamos cair ao longo da estrada.
Percebeu que quando somos crianças aproveitamos ao máximo do tempo presente? Sim, vivemos espetacularmente nossos dias, percorrendo cada minuto de alegria e de felicidade, querendo brincar mais e mais e explorar cada cantinho e cada detalhe desse mundo. Não ficamos remontando o passado de ontem e não nos preocupamos se amanhã estaremos aqui: só vivemos o presente. E é o que basta!
#Qual #desejo #que #vale #o #ensejo...
De um tempo sonhado...
Da esperança que pouco alcança...
De um adulto ainda criança ?
Quantos anos foi de vida...
Horas, dias, décadas breve...
Sonhas ainda ou já sonhou?
Ilusão que me mantinha...
Sou mais velho do que sou...
Ponho em mim todos os choros...
E sorrisos em meu bojo...
Hoje no tempo...
Não faço anos...
Soma-se dias...
Em outrora perdido...
Lágrimas vertidas...
Noites mal dormidas...
Dia transcorrido...
Aconteça o que acontecer...
O tempo e as horas sempre chegam ao fim...
Guardo dentro de mim...
Bem lá no fundo...
A certeza da incerteza...
Tal qual flor a renascer...
Quando sopra o vento...
E a chuva desaba...
A luz, em fração de pensamento...
Segue para a eternidade...
Tu és... também sou...
Sandro Paschoal Nogueira
Infância não é um tempo.
É um lugar com ruas de terra, casinhas sem muros, sons, cores, cheiros...
que só visitamos quando envelhecemos.
O fulgor do teu olhar incendeia minha alma, e rendido a ti, desvencilho-me do tempo, tornando-me criança outra vez, entregue ao espanto da descoberta.
