Te Perdoo
Eu me perdoo por ter me esquecido de mim, tentando ser tudo para os outros. Eu me perdoo por cada vez que aceitei migalhas achando que era amor. Eu me perdoo por não ir embora quando meu coração já implorava silêncio. Eu me perdoo pelas vezes que me sufoquei para caber no espaço de quem nunca soube me acolher. E hoje, eu me escolho. Não por orgulho, mas por amor. Porque aprendi da forma mais dolorosa que quem se abandona tentando ser inteiro para os outros, se perde. Eu me perdoo. E nesse perdão, eu me reencontro.
Paradoxo da Existência
Desde cedo, aprendi nesse longo voo.
Depois de tudo, eu te perdoo?
Aprendi que a ordem não governa essa esfera azul.
Tudo acaba, não controlamos nada. O rei é o caos nu e cru.
Não deixe a vida te levar, porque todos os caminhos levam à morte.
Deitar e procrastinar enquanto sua existência se esvai, e você aposta na sorte.
Horácio, conjurei de minha mente essa poesia pra você, isso é o que doo.
Nesse palácio que é a aceitação inerente, penso nessa tardia pergunta: Eu te perdoo?
O senhor que tanto fez, tanto desfez e tanto refez, o supremo arquiteto.
Construiu pessoas, vidas, terrenos e casas do chão ao teto.
Ochima nos enfeitiçou com seu honroso e desonroso otimismo.
Sem aceitar o fim, buscando controle, vivendo á toa, o povo acreditou por ser orgulhoso com seu favoroso negacionismo.
Esperando ir pro céu, viverem felizes, buscando um guia, alguém que retome o controle que nunca existiu.
Clamando um mundo cruel, sem perceberem as cicatrizes gerando uma fobia do além que nos forma e nos polhe, nos une e sempre nos uniu.
Somos forçados a nascer, forçados a decidir,
forçados a morrer, e,
Enquanto estamos a decair com ira nessa curta estrada, somos forçados a, na mentira de que não somos forçados á nada, passarmos a crer.
Isso não é uma mensagem de ódio, nem de saudade ao passado.
É uma mensagem de verdade, e de aceitação.
Aceito que sou forçado, aceito que és o senhor da destruição.
Mas mesmo assim, esse pensamento ecoa
Você me perdoa?
Porque eu sim. Eu te perdoo, por mais que doa.
Sentir ódio de você seria buscar este controle que não existe.
Esse pódio que estou a querer talvez seja um fruto do otimismo. Isso apenas me deixaria mais triste.
Querido Horácio, eu te perdoo. Então, lhe pergunto de novo
A pergunta que nesse palácio ressoa.
Você me perdoa?
Eu escolho me perdoar, eu perdôo os meus erros, compreendo que a maturidade que busco é um processo e não tenho controle sobre tudo, mas me submeto a ser ensinada por quem me criou, aceitando que sou limitada e humana, no sentido de ter inclinações nocivas a mim mesma. Mas confio na fidelidade daquele que começou a boa em mim.
Eu sempre perdoo com muita facilidade, mas do ato não me esqueço, para que não se repita o semelhante erro com a mesma intensidade!
Eu me perdôo pelos meus erros e não delego a ninguém as consequências deles. Eu me perdôo pelas minhas quedas e me dei o prazer de levantar. Eu me perdôo pelas vezes que recuei e percebi que o caminho era outro, me dei a segunda chance para recomeçar de novo. Eu me perdôo e não entrego a ninguém as rédeas da minha jornada, ela só pertence a mim. Estou em busca da minha evolução pessoal, interna, externa e espiritual. E se no caminho dessa jornada eu errar outra vez, mais outras vezes me perdoarei. E se me vir errar, saiba que errei tentando acertar.
Perdoo, claro! Vai que esse lance de reencarnação seja verdade!? Neste caso, se eu não perdoar corro o risco de reencarnar junto novamente. E eu estou zero a fim de conviver com certas pessoas.
Converse sem contar o tempo.
Dê-se sem medir espaço.
Diga eu te amo,
eu te perdôo,
eu preciso de ti.
Apenas isso.
" Vivo, mudo, aceito, grito
perdoo, acuso. dou risada
levo de boa, penso alto
mas esquecer que seria bom
corro, paro, olho
o carro destrói a praça
menino acha graça
ajudo, instantes, apenas
um mundo calado
um prisma absurdo
sendo assim, quem é melhor
se todos gritam na escuridão
Eu quero que você saiba que eu te perdoo. Mas sinceramente, eu ainda estou esperando um pedido de desculpas.
Eu perdôo.
Não é fácil, mas exercito.
Perdão é um tônico, e por vezes amargo, mas necessário.
Preciso, até para que possa deixar ir, e seguir em frente com a vida.
Seguir me dá sossego.
"Eu perdoo porque há dores maiores em mim."
Há feridas que não se veem, mas que brilham como estrelas dentro do peito. São dores antigas, silenciosas, que aprenderam a se calar para não assustar os outros. No entanto, é delas que nasce o perdão não como renúncia, mas como uma forma delicada de libertar o próprio coração.
Perdoar não é esquecer. É olhar para o outro e compreender que ele também se perdeu no caminho, talvez ferido pelas mesmas sombras que um dia nos alcançaram. Há uma nobreza secreta em quem sofre e, ainda assim, escolhe oferecer ternura.
Quando a alma amadurece, descobre que o rancor pesa mais que uma cruz. E é então que o perdão floresce, suave, quase tímido como uma flor que desabrocha no deserto. Ele não apaga a dor, mas a transforma em luz.
Eu perdoo porque compreendo. Porque sei que, se não o fizesse, seria a minha dor que me prenderia ao que já passou. E a vida é tão breve, tão urgente em sua beleza ou mesmo em sua aparente tristeza, que não merece ser gasta guardando espinhos.
Por isso, perdoo.
Não por grandeza, mas por necessidade de respirar. Porque dentro de mim, entre as cicatrizes, ainda há espaço para a pureza.
Eu te perdôo , mesmo você não merecendo . Te perdôo por mentir para mim, por fingir que me amava , por me ofender , por me fazer chorar , por me machucar , por não me ajudar quando eu mais precisava e por me humilhar . É inútil guardar rancor . Chico Buarque o teria perdoado mil vezes , Machado de Assis diria para eu não erguer uma espada diante de tua cabeça e Clarice Lispector já o teria perdoado há semanas.Talvez somente Jane Austen te odiasse para sempre . Mas não sou Jane Austen e estou , nesse momento me achando mais nobre que você por perdoar quem mais me feriu. E de agora em diante vou seguir minha vida e me focar em tudo menos em você.
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