Te Perdi
Perdi tempo
Esperando a vida melhorar,
Só depende de mim
Buscar um sorriso,
Procurar felicidade nos encantos
Dos dias habituais,
O relógio não para
Mas, o movimento sou eu.
Orgulho da mulher que me tornei
• Não fiz ninguém de escada
• Não usurpei ninguém
• Não perdi minha dignidade
• Não perdi minha essência
Se estou onde estou é por merecimento, talento e esforço
Esse caminho não foi tão fácil, mas é recompensador
Saudade do que já foi e do que ainda virá,
Do que ganhei e do que perdi,
Saudade do que não foi nem nunca será,
Daquilo que senti, daquilo que pensei,
Saudade do que acreditei, saudade do que defendi,
Dos risos, dos frios, dos olhares e beijaços,
Quem pode trocar comigo
Saudade por realidade
Só pra viver de novo e depois,
Morrer de saudade?
A OUTRA MARGEM
Se eu soubesse de mim há muito tempo
não teria perdido tantos ocasos;
me perdi nos olhos de gurias farsantes, acanhadas e recatadas;
em seus sorrisos de pérolas,
ou nos perfumes de rosas campestres de suas presenças.
Do outro lado do rio, onde caía todas as pipas,
onde se escondia o resto do arco- Iris
e o sol cochilava no final de tardes tépidas de verão
morava um outro eu.
Mas vovó falava de um lobisomem daquele lado.
Eu chegava à sua margem e acenava àquela silhueta magra do outro lado;
a noite sonhava com uma trilha de pegadas gigantes
e imaginava uma figura horrenda
acordava afobado, rezava o credo
e corria pro lado de mamãe na outra cama .
um dia um balão caiu no outro lado do rio
e incendiou parte das minhas fantasias,
mas eu já conhecia o perfuma campestres de rosas
e o sorriso de pérolas de algumas gurias.
Agora percebo que as pipas gostam de transpor fronteiras
e as vezes o vento sopra para o nosso lado;
os ocasos jamais se perdem,
eles ficam de uma forma ou de outra guardados em nossos olhares
e quanto aquela silhueta magra
que me acenava do outro lado do rio;
o meu outro eu, me impõe uma única dúvida:
quem é a outra margem??
ETERNIDADE
Era uma casa grande de frente ampla pra um imenso campo de pasto, que se perdia ao longe com elevações de algumas colinas onde invariavelmente o sol repousava nos finais das tardes. Um rio riscava a paisagem com algumas curvas sinuosas donde surgiam carroças e mulheres com bacias nas cabeças seguidas por crianças que vadiavam entre flores, libélulas, borboletas e alguns passarinhos que festejavam a aurora ou alardeavam nos finais de tardes, anunciando as noites. Neste cenário vivemos os mais belos anos de nossas vidas de uma paixão, que certamente inspiraria poetas, romancistas, cantores e qualquer ser vivente com um pouco de sensibilidade.
Protagonista desta história, posso afirmar, que a felicidade faz galopar o tempo num tropel frenético e irrefreável. Foi lindo, foi infindo, foi infinito; mas até o infinito é arrastado pelo galopar enlouquecido do tempo; e um dia eu me vi sozinho, tonto com o serpentear do rio, as vertiginosas colinas e um vulto que dava sentido àquele cenário. ah, tantas coisas mudaram naquele cenário; os horizontes foram se limitando dando lugar a torres, antenas e telhados: mas o que eu via era o passado, longe de asfaltos e pontes, perto de auroras incríveis e ocasos paradisíacos. Um dia reuniram-se irmãos, filhos e netos e choraram pelos que eu jamais choraria. O tempo galopara a minha existência; mas agora, este plasma infinito dessa ternura louca, fiel e inabalável insiste: é uma casa grande, de frente ampla pra um imenso campo de pasto que se perde ao longe nas elevações de algumas colinas, onde invariavelmente o sol repousa nos finais de tardes... com sua roupa branca como a candura de um anjo, ela caminha em minha direção sem nenhuma pressa, sabe que temos toda a eternidade...
Ontem perdi, hoje nada ganhei, porém, não me abalei.
Todo guerreiro luta com fé na esperança de dias melhores. Amanhã de pé estarei, para lutar incansavelmente por uma vitória.
Eu me perdi naquilo em que eu mais conhecia, (a mim mesmo) isso prova o quanto não devemos confiar no que achamos ser certo por intuição
Perdi tanta coisa, durante esse tempo que me mantive distante, tudo só para tentar me manter próxima de você.
"A estratosfera é onde perdi minha mente
No frio do espaço, eu me questiono sobre minha vida"
- Stratosphere
Penso em ti
Penso em ti.
Não entendo por que te perdi.
Quero te reencontrar
O fruto de nosso amor te mostrar.
Quero te contar de cada instante que vivi.
Quero te mostrar o mundo que vivo.
Um mundo novo... completamente transformado pela tua passagem por aqui.
Quero que conheças o Ser do nosso tanto nos querer... do nosso tanto nos amar...
Quantos versos escrevi
sobre a saudades que de ti senti?
Perdi a conta...
infinito de ponta a ponta.
Hoje passou...
o amor que era acabou
Virou poeira no vento...
não há em mim de ti um único pensamento.
Hoje minha única saudades é do que contigo não vivi.
Perdi as chaves, a hora, o tempo.
E agora me resta apenas um momento.
Reviro a casa atrás da chave?
Abro gaveta por gaveta pra ver se as encontro?
Quem sabe a geladeira?
Ou com a hora perdida perder o momento que me resta é besteira?
Atraso o relógio?
Me engano?
Volto os ponteiros por anos e anos?
Perdi o tempo.
Pensando.
Refletindo.
Matutando?
Divagando?
Por ruas desertas vagando?
Vagamundo... vagabundando.
Ah! se eu tivesse mais tempo...
Saberia melhor aproveitar os momentos?
Triste sina.
A vida ensina...
Quando não temos mais tempo.
Só tenho o hoje.
O ontem perdi de vista.
O amanhã a Deus pertence.
Se fiz besteira,
tenho o hoje pra consertar.
Só tenho o presente.
O passado escorreu por entre meus dedos.
O futuro não consigo alcançar.
Caí... mais uma queda
me perdi... mais uma perda
te perdi....
Mas, não te preocupe
das quedas, sou capaz de me reerguer
das perdas, sou capaz de sobreviver
de queda em queda... vou me reerguendo
de perda em perda... vou sobrevivendo.
E isso acontece com todo o mundo
desde que o mundo é mundo.
