Te Perdi
Segunda Metade
Eu corri tão depressa, sem olhar pra trás
Me perdi nas promessas que o tempo desfaz
Colecionei cicatrizes, deixei sonhos no chão
Acreditei que a vida era só ilusão
Mas agora eu vejo, há mais pra viver
Não é sobre o tempo, é sobre aprender
A segunda metade é pra me encontrar
Costurar os pedaços que o vento levou
Fechar as feridas, deixar cicatrizar
O que a primeira metade quebrou
Já não busco respostas em quem não ficou
Nem carrego saudades do que não voltou
Cada linha no rosto é um mapa, um sinal
Que a vida começa depois do final
Se a dor foi um dia meu porto seguro
Agora eu navego sem medo do escuro
Porque sei que o sol sempre vai despertar
E o que me feriu já não pode me quebrar
A segunda metade é pra me encontrar
Costurar os pedaços que o vento levou
Fechar as feridas, deixar cicatrizar
O que a primeira metade quebrou
Não sou quem eu era, mas sou quem eu quis
A segunda metade me fez mais feliz
Em desespero noturno
busquei a minha alma
que um dia perdi
sem perceber
numa noite fria
quando ouvia Wagner
as notas valquirianas
embriagavam-me
depois de duas taças de Merlot
soube que esta é a sua cota diária
então, quando a poesia não mais me queria
soube que a musa de apolo me olhava
pelas frestas dos buracos de Einstein
de outra dimensão, surgiu o fio de ariadne
assim a poesia se fez verbo em mim
eu, que outrora mudo não sabia
que no amor platônico de amigo
a mante de fato existia.
MONÓLOGO DA FOME
Eu estou com fome, meu senhor.
Perdi meu emprego, fiquei doente
E hoje moro na rua.
A covid matou metade da minha família.
De onde eu sou?
Não sou da Disneylândia, já morei na Ceilândia, na Estrutural,
No lago Azul, em vários lugares, nesses lugares em que as pessoas não desejam morar.
É hoje eu moro aruá, lugar em que muitos desejariam morar, para ter a liberdade que eu tenho, mas para morar na rua a pessoa precisa passar por onde eu passei, viver o que eu vivi.
Meu senhor, por piedade, diga-me, o senhor vai ou não me dar um prato de comida?
LABIRINTO
Andei sem rota,
batendo na porta
que não se abria.
Meu medo sumiu.
Perdi a razão.
Neguei ao oráculo
meu sangue e perdão.
A musa Ariadne
se esqueceu de mim.
Não veio ao encontro
marcado no fim —
no fim da viagem,
da tola miragem
que venderam pra mim.
Eu sei que estou
perdido no caos,
no vácuo do mundo,
sem paz ou redenção.
Sou homem, sou tolo,
vestido de púrpura,
coroa de espinho,
ferida divina,
forjada do barro
que volta ao chão.
#ÚLTIMA #VEZ
Deixei meu coração cair...
Estava escuro...
E na escuridão me perdi...
Minhas mãos eram fortes...
Mas não conseguiram sustentar o peso sobre mim...
Meus joelhos fracos se dobraram...
E chorei...
Por tudo que senti...
Em muito fechei meus olhos e não quis ver...
Sempre ao meu lado...
Ah...
Como sonhei assim com você...
Mas a vida não teceu nossos destinos desse jeito...
Hoje compreendo...
E por mais que sofri...
Aceito...
Mas há um lado meu que você não conheceu...
De ser perseverante e lutar mesmo quando tudo já perdido...
Chorei...
Não me entreguei...
E do chão me levantei...
No jogo que comigo fizeste...
Antes um perdedor , venci...
Hoje toco seu rosto com um leve beijo...
E sorrio...
Contigo aprendi...
Sei que é a última vez...
Foi a última vez...
Sou feliz , sou livre...
Algo morreu...
E não foi em mim...
Sandro Paschoal Nogueira
facebok.com/conservatoria.poemas
Nasci...
E vim para ser amado e para amar...
Mas esqueci-me e me perdi em algum lugar...
Tanto de meu estado me acho incerto...
E meus soluços sobem à eternidade...
É tudo quanto sinto um desconcerto...
Se me pergunta alguém porque assim ando...
Respondo:
Ansiedade...
Lamento...
Procurei me enganar, acreditando...
Que tudo poderia ser diferente...
E perdi-me mais e mais fundo...
No silêncio desse vasto mundo...
Até o amor nos mente...
Hoje bem sei...
Só nele acredita quem é louco...
Mas vale, nem que seja só por um instante...
Não me acordes...
Deixai-me sonhar...
Meus olhos, minha boca vão sedentos...
De um encanto maior entre os encantos...
D’estrelas que andam dentro em mim cantando...
Sandro Paschoal Nogueira
De tudo houve um começo...
De asas abertas...
Alguém que nunca voou...
Rios que perdi sem os ver chegar ao mar…
Tudo o que guardo...
São muitas palavras de ilusão...
Quando eu sonhava de amor...
Quando em sonhos me perdi...
Eternamente em fuga como as ondas dos mares...
A ti mostrei o meu olhar...
Mas serei sempre o que sou...
Meu destino esconde-se entre a bruma...
Achando sem nunca achar o que procuro...
Onde tenho a alma...
Mãos alheias não tomam...
O amor eterno que te ouvi jurar?...
Diga-me, agora, onde está...
Mãos de renúncia que não puderam me entender...
Este abandono custa...
Poque estou contigo e tu não...
Mas não sei trocar a minha sorte...
Quando o que há é só o agora...
Como existir no esquecimento?
Fugindo com o vento sem ter onde pousar?
Sandro Paschoal Nogueira
Muitas vezes te esperei...
Perdi a conta...
Nada me importava...
Mas tu enfim me importavas...
Bem mais do que as estranhas horas...
No meu mundo interior ...
Tivesse mais que perder...
Tanto pó acumulado...
Optei por fechar, do coração, a porta...
Deixaste meu espírito conturbado...
Em mim se despojou todas as jóias raras...
Nem ave canta...
Nem mais susurra o vento...
Erros e cuidados...
Perdidos momentos...
Quando quis me deu de graça...
Mas é caro o seu barato...
Depois que minha esperança morreu...
Me vi contra o tempo ingrato...
Ah como eu quis tanto amar...
Enquanto tu apenas brincar...
Deixaste perder o quanto tinha...
Tudo pus em suas mãos...
Fizeste de conta que não sabia...
E enquanto eu sofria...
Perguntava-me o que eu queria...
Do que dei da vida minha...
De ti ingratidão eu recebi...
Antes que nada me deste...
Só tua fútil e vazia companhia...
Tento reconstruir na minha imaginação...
A ilusão destes dias...
Cada um sabe que está sozinho...
Ah, perante esta única realidade...
Digo que muito aprendi contigo...
Diante do que agora sinto...
Obrigado...
Ensinaste-me a viver...
E agora o que tenho em meu olhar...
Tu nunca irá compreender...
Sandro Paschoal Nogueira
Procurei,
em trova, soneto e prosa,
nos versos líricos do poeta;
o significado de Te Amar?
Perdi-me, e não sei quando,
talvez em rimas poetando;
este teu sorrir a Florejar.
As perdas são necessárias para se valorizar o extraordinário.
Não vou chorar por nenhum amor perdido.
Porque hoje eu reconheço que o amor é o próprio ganho diário contínuo.
Vivendo e aprendendo a se amar
"A busca pelo prazer carnal, nem sempre traz felicidade. Pelo contrário pode nós levar a perdição, por isso, pense antes de praticar para não precisar se arrepender"
Coisas perdidas...
Aquelas coisas...
Onde foram parar? As perdeste ou as perdi? ou alguém as perdeu por nós?
(Fabi Braga, 03 jun 2011. Editado.)
Me perdi no meio de tantas letras,
me acovardei entre muitas palavras,
o certo é ser um herói ao expressar,
e me tornar um vencedor por meios de,
virgulas, pontos, acentos e travessões.
Saul Freitas
23 de maio de 2014 às 15:26 ·
(Saul Belezza - Aprendendo um novo ABC)
