Te Perdi
Em desespero noturno
busquei a minha alma
que um dia perdi
sem perceber
numa noite fria
quando ouvia Wagner
as notas valquirianas
embriagavam-me
depois de duas taças de Merlot
soube que esta é a sua cota diária
então, quando a poesia não mais me queria
soube que a musa de apolo me olhava
pelas frestas dos buracos de Einstein
de outra dimensão, surgiu o fio de ariadne
assim a poesia se fez verbo em mim
eu, que outrora mudo não sabia
que no amor platônico de amigo
a mante de fato existia.
MONÓLOGO DA FOME
Eu estou com fome, meu senhor.
Perdi meu emprego, fiquei doente
E hoje moro na rua.
A covid matou metade da minha família.
De onde eu sou?
Não sou da Disneylândia, já morei na Ceilândia, na Estrutural,
No lago Azul, em vários lugares, nesses lugares em que as pessoas não desejam morar.
É hoje eu moro aruá, lugar em que muitos desejariam morar, para ter a liberdade que eu tenho, mas para morar na rua a pessoa precisa passar por onde eu passei, viver o que eu vivi.
Meu senhor, por piedade, diga-me, o senhor vai ou não me dar um prato de comida?
LABIRINTO
Andei sem rota,
batendo na porta
que não se abria.
Meu medo sumiu.
Perdi a razão.
Neguei ao oráculo
meu sangue e perdão.
A musa Ariadne
se esqueceu de mim.
Não veio ao encontro
marcado no fim —
no fim da viagem,
da tola miragem
que venderam pra mim.
Eu sei que estou
perdido no caos,
no vácuo do mundo,
sem paz ou redenção.
Sou homem, sou tolo,
vestido de púrpura,
coroa de espinho,
ferida divina,
forjada do barro
que volta ao chão.
tentando me achar
tentando me achar eu me perdi de mim mesma
muitas & muitas vezes
tentando me achar
me coloquei em lugares incabíveis
desfiz de mim, me fiz pequena
pequena demais para ser eu mesma!
tentando me achar pulei de cabeça em lugares rasos
eu estava completamente perdida
e eu aquilo parecia tão certo
tentando me achar
perdi cada pedacinho meu
olhei para o espelho e não sabia mais quem eu era
uma completa estranha
tentando me achar ..procurei em pessoas e lugares uma coisa que só poderia achar dentro de mim!
sigo me reencontrado
me encontrando dentro de mim
juntando pedacinho por pedacinho dessa minha Ilucidez e maluquice total
E acho que nessa vida,eu me perdi pro egoísmo, me perdi de mim, perdi você, perdi minha única esperança talvez... Se for para mim desejar algo, desejo que você seja a pessoa mais feliz do mundo, com outro alguém..
Eu voei por anos, passei em lugares, me perdi, fixo, em olhares.
Naveguei oceanos, e alguns pintei, nas paredes da imaginação para tentar lembrar das cores que brilhavam teu universo.Café passado pela manhã ainda tem cheiro de varanda, notas e viagens.
Eu perdi o ar a primeira vez que vi teus olhos ao mar, e sempre que fico fitando eles toca trilha sonora, coração acelera, fica um sentimento maravilhoso. Consigo imaginar as camadas dos teus olhos quando fecho os meus. Por que não te falei isso antes?
Não me fale de algo relacionado a "Maturidade", perdi a Minha quando dediquei a vida confiando nas pessoas erradas.
Daniel Perato Furucuto
Se as pessoas acham que eu perdi as melhores mulheres na minha vida, nunca imaginaram as loucuras da minha mulher actual e o que ela é capaz de fazer por amor.
Daniel Perato Furucuto
Em minhas mágoas me afoguei, em meus pensamentos me perdi, já não lembro mais como sorrir; então você chegou, com um sorriso cheio de graça, me deixou sem graça, tão fácil assim; será que o que eu vejo em você, você vê em mim?
Dentre todas as possibilidades nunca perdi uma oportunidade. Você foi sem dúvidas minha melhor escolha e maior certeza
Eu perdi a conta de quantas vezes
metade de mim foi fortaleza
sò porque a outra metade de mim
foi frágil e precisou do meu ombro para chorar...
Ser forte e corajosa sempre,
mesmo quando fragil...
eis a minha sina !
Perdi as contas das vezes que meu mundo desabou, ainda bem que sou eu um arquiteto inquieto e persistente.
Acordei de madrugada,
e esperei o " Sol" nascer,
perdi o sono ?
perdi o sonho,?
que nada ...!
era vontade de te ver.
Amanheceu, brilhou o "Sol",
e decidi esperar a noite chegar,
e matar saudades da " Lua".
e vê-la linda. a brilhar.
Um texto romântico despretencioso de Gilberto Braga
