Te Perdi
Na praça...
Achar que perdi foi ruim, mas depois veio a solução,
no MacDonald's, a entrega de um simples sorvete veio até mim de terno,
depois daquele sorriso a minha expressão de tristeza mudou, um convite foi feito e automaticamente foi aceito para nos vermos após o expediente,
a sua beleza ficou em segundo plano enquanto ela exalava toda a sua pureza,
um carinho no rosto, um olhar de profundidade exposto, a praça silenciosa, um momento que soubemos aproveitar de todo o seu gozo,
no ultimo abraço daquela noite a certeza de uma união firmada, de de uma explosão acontecendo, enfim, a certeza de uma bela história nascendo.
Perdi as contas das vezes que meu mundo desabou, ainda bem que sou eu um arquiteto inquieto e persistente.
Quando penso que perdi
o embalo do tempo,
Terrivelmente lembro
que já se passaram
quatro fatais meses
gritando por causa
dessa prisão injusta,
o oceano não tem culpa.
Mas a impressão que tenho
é que os meus gritos estão
sendo levados pelo vento
e abafados pelas ondas do mar.
E assim quando
penso em desistir
a poesia convida
o verso para
esticar a estrofe
e não parar de remar.
Dança de São Gonçalo
Não perdi o meu
espírito paranista
de dançar de roda,
Quando ouço um
elogio seu fico prosa,
É na Dança de São Gonçalo
que você vai dedicar
um ato para deixar
o meu coração apaixonado.
Não sei se ando
de cabeça
anda cheia,
ou o céu
estava nublado,
Só sei que ontem
perdi a cena
de Vênus
coroada de plêiades
fazendo
inveja para a Lua;
Não sei se ando
meio fora do ar,
ou o coração
é que anda
um pouco pesado,
Só sei que de ti
não quero deixar
de me sintonizar,
ou me distrair
sequer nem
por um segundo;
Nem mesmo por
um barulho do céu
ou ardil do destino
no meio deste
mundo em fogaréu,
ninguém desviará
o nosso caminho.
Em algum momento
tive medo de
perder o meu pão,
E da noite para
o dia o perdi,
e me tornei o poema
da imigração.
Não existe governo
que dê conforto
ao povo,
Se não formos
unidos vão nos
matar de desgosto.
Que me condenem
ao lixamento moral,
A verdade precisa
ser ao povo dita,
porque mantê-la
engolida é imoral.
O direito sagrado
de gritar contra quem
Nos escraviza não
vou abandonar,
A nossa realidade
povo e povo,
Pede que sejamos
contra os regimes que
querem nos assassinar.
Aqui não é qualquer
lugar do mundo,
Eu e você nascemos
na América do Sul,
Lugar onde não
existe Governo,
E sim senhores
da nossa escravidão,
não há esquerda e direita,
são eles contra a população.
Eu nunca
reclamei sequer
Pelos amores
que perdi,
Mas com certeza
por aquilo que
Defendemos,
reclamarei
Até te deixarem voltar,
porque os valores
Igualdade, liberdade
e fraternidade,
São ideais que
valem a pena cultivar,
Faço votos
que o destino
permita os teus
sonhos realizar.
Os nossos lenços a postos
nas nossas cinturas,
Você veio na minha
direção e eu perdi o ar,
Quis capturar o seu
respirar porque não
via a hora de te beijar
a poesia estava no seu olhar,
Começamos a dançar
a Tirana do Lenço
com cada um no seu tempo
colocamos os lenços a girar.
Magnífico Espírito Santo
que amo profundamente tanto,
Já perdi as contas de quantos
Versos Intimistas sigo sempre
te louvando com igual disposição
do majestoso Ipê-ovo-de-macuco
que deixa o vento espalhar
as suas pétalas de amor
pelos caminhos do coração
enfeitando o seu abençoado chão.
Os astros dançam
sobre a Baía de Babitonga,
De embalar a sua imagem
já perdi a minha conta.
O meu endereço austral
está escrito neste Hemisfério,
E no coração o poderoso
e mais sagrado mistério.
As correntes conduzem
para a Ilha de Mandijituba
sob esta fase da Lua oculta.
Tenho todos os mais
altos sinais de pertença:
amar esta terra é a sentença.
Sem você se dar conta
por todas às vezes
já perdi a conta
nas Alagoas de Nosso Senhor
que do nada me deparei
com o Anjo Corredor,
Só sei que ainda não
me deparei com o seu amor.
Hoje, eu quero viver o que eu nunca vivi. Realizar meus sonhos, buscar meus ideais que ficaram perdidos em algum lugar distante e que agora chegou o momento de resgatá-los.
Você,
Meu sonho,
trancafiado no fundo do coração.
A chave?
Perdi!
Mas, o sonho está lá...
E eu posso lhe sonhar pela vida inteira...
Haredita Angel
16.06.12
"Havia um jogo de crianças que costumávamos brincar:
Quem ri primeiro perde,
eu perdi, e ainda não parei "
☆Haredita Angel - 21.06.14
