Tardes
Outros Tempos da Velha Direita Nova
Um doce
De melancolia
De tardes
De domingo
De antigamente
Na
Rua Direita
Mormaço
De sol poente
Com preguiça
De segunda
Pela frente
Inda ontem
Era sábado
Dia de banho
De corpo inteiro
Na bacia grande
À noite
Cinema
De Romeu
Coboiaço
E seriado
À saída,
Cafezinho
Com
Pão de queijo
No Dormival...
Eram tempos
De
Se ter tempo
Outros tempos!
Noites largando lágrimas e implorando para o nada
Tardes que só queria trocar uma palavra contigo
Manhãs que eu ligava para ouvir o ardor de sua voz
Madrugadas que eu torcia para que o pior não acontecesse.
Ouvir que você foi internado doeu, doeu muito
Dói até hoje, mesmo vendo o seu brilho voltar
Não me abandone tão cedo, preciso de um guia
Pai, eu amo você.
Saudosismo
Pode
Até sê
Mas
Nada como
A delícia
De aguardar
A sessão
De cinema
Das tardes
De domingo
A expectativa
De possíveis
Emoções
O VERÃO NO CERRADO
Nessas tardes cálidas, reluzentes
Do verão no cerrado, de chuvosas
Tardes caprichosas, tão torrentes
E vagalumes com cintilas formosas
Quedo-me frente a tais ingredientes
Que coroam estas terras frondosas
De verde, dando vitalidade as gentes
Do sertão, em alegrias maravilhosas
Um misto de gratidão e felicidade
Criando no íntimo ilusão e vontade
Pulsando com sensação o coração...
É um período que, então, acontece
O novo e a esperança que aquece
Colorindo de poética e luz o verão!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18 janeiro, 2023, 20’19” – Araguari, MG
O TEMPO
O que é o tempo, senão uma onda de instantes
Maleáveis como as tardes frias de inverno,
Desprendidas de todas as leis e regras,
Puramente livres e, por consequência, poéticas.
Instantes que se enchem como um balde,
Que debaixo da goteira, ligeiramente e devagar,
Transborda por sua borda e molha o chão da sala,
Fazendo lembrar a importância de se consertar
O telhado antes que surja a tempestade das adversidades.
Ora, porém, o tempo não se mede em números,
Ora, porém, o tempo causa nó no próprio tempo,
Fazendo enganar-se aquele que o percebe assim,
Em um trajeto contínuo entre passado, presente e futuro.
Para além de mero algoritmo e rotina,
Superando os segundos, minutos e horas,
O tempo é, sobretudo, um sujeito romântico,
Sendo, portanto, para nossa sorte, uma incógnita,
Uma onda de instantes e infinitas possibilidades.
Me atrevo a imaginá-lo como um sujeito simples,
De passos calmos, sorriso largo e descalço,
Que, gentilmente, todos dias bate à sua porta, e convida:
Vamos ver o sol nascer hoje?
Trecho: O Tempo, parte I.
Caos
O vento me trouxe você
Soprou no meu rosto naquela manhã
Naquelas tardes de céu cinzento
Nublou e não choveu
É como se de longe você me olhasse ir
Não me impediu
E não me disse pra ir
Ancorou meu coração
Balançou e o sufocou
Como ondas violentas
Daquele mar
Naquele dia frio , de mão e alma geladas
Como fonte seca que anceiavam pela água
Desisti , sem esperas sem dúvidas
Hoje sem a dor
Amanhã, talvez só talvez
Sem saudade
Silva
.
Um dia e outro vem
Nestas tardes solitárias
Sem um beijo
Ou um abraço de meu bem...
.
Nela repousam meus divinos pensamentos
Neste misto de saudade de meu bem,
Se não se foi com o pôr do sol
Também não veio à luz da lua.
.
Mas entre a luz que se reflete
Nesta alvoraçada lua fria
Se aquece o meu amor
No calor do meu desejo
De amar a amada minha.
.
Fosse eu todinho dela
Como é ela a alma minha,
Seria eu amado dela
Como eu a amaria.
.
Seria eu só de Maria
Como sou da Conceição,
Mas tenho grande amor
Que se me entrega todo a Silva.
.
Edney Valentim Araújo
Inspiro-me...
Nas manhans em brumas,
das tardes de sois carmesins,
por trás de nuvens brancas.
Olhos que me vêem,
e pedem amor,
na espectativa da paz,
esperada de esperanças.
Quiçá!
No profundo silêncio,
da morna noite misterosa.
Procuro-te:
em sua árdua ausência!
A meu marido (memória)
Sou adepta aos abraços demorados, sonhos realizados, amor incondicional, tardes de sol, alegria sem razão, brisa do mar, noites de luar. Estou do lado de quem ama, de quem busca reacender todos os dias essa chama, de quem sorri para o mundo, de quem diz sim para vida e celebra o simples fato de ser exatamente quem se é.
Você é o amor
por quem as nuvens enrubecem,
as tardes ficam cálidas e os dias com mais calor e brilho.
Desde que você foi gerada tudo o mais teve sentido.
Junto ao próximos sempre foi a igual totalmente desigual,
fazendo a diferença e proporcionando sempre o equilibrio necessário
à estabilidade e sentimento presente
Como amor, ama...como amada distribui sempre o amor, afago e calor.
Tuas mãos produzem luz, carinho,ardor e o toque de mágia
Seus olhos brilham, refluem e indicam o caminho para os que dele necessitam
Braços de mãe, menina, amada, amante...
fortes, frágeis, delicados, mansos...e até atrevidos
mas sempre amparam no momento e ato
...colo sempre sempre pronto para o acolher e ser o sentido da baila
Você é o amor...
sem você...
o sentido das coisas seria falso ou incompleto...
e quem sabe até sem graça,
Rios correm por você, cascatas aplaudem você,
e até a chuva teima em chorar por você
apesar das broncas e ribombos de trovôes e raios impertinentes
ahhhh... quem sabe até estejam festejando você
bendito o criador com seu toque final -
que trouxe a vida...VOCÊ!!!
Bjuss mil
ACarlos
...E nesse meio tempo, eu aproveitarei mais meu tempo. Não passarei tardes tentando descobrir porquês para tudo. Não passarei horas falando tanto de mim e sim ouvindo o que os outros têm a me dizer. Evitando julgamentos, aprendendo a respeitar mais. Fluindo coisas boas, amando mais, vivendo.
Eu quero...
aventurar-me na beleza da mais linda poesia... e,
brincar nas tardes de um fim de trabalho suado e brindar com minha infinita destreza de ser quem sou...
Tudo está parado e está frio. Sinto um gelado sopro sobre minha face.
Passo as tardes inteiras olhando pela janela, agora já não sei, em busca do que, a espera de quem, mas eu sei que tenho que ficar olhando e por conta disso, deve haver um motivo.
Manhãs frias. Tardes sonolentas. Noites nostálgicas. Dias vazios acompanhados de uma dose de pensamentos que não te deixam dormir.
Pra lembrar de você, voltei a passar por aquelas ruas estreitas que costumavamos andar nas tardes de inverno. Pra lembrar de você reli todas as cartas que estavam guardadas a sete chaves junto com nossas fotografias. Pra lembrar de você resolvi sorrir, porque descobri que foi só lembrar de você coisas boas aparecem. Pra lembrar de você, eu apenas senti. E quando senti eu lembrei que esqueci de te esquecer.
Eu passo as tardes em casa, principalmente nos fins de semana… gosto de ficar no meu espaço sem ninguém. Mas em nenhum momento eu deixo de querer ele aqui, e esquecer que ele ainda é quem faz meu estômago gelar. E eu não me importo, se minhas tarde mudarem com a companhia dele.
Lá estava eu, no Parque que eu visitava todas as tardes para ter um instante de paz comigo mesma. Era um dia quente e eu resolvi tomar um sorvete, e como sempre as árvores pareciam conversar comigo. Eu não vi ele, mas ele se aproximou e sentou-se ao meu lado e perguntou:
#31;"Por que você resolveu fazer assim... Se distanciando de mim?"
E eu o olhei como que certificando-me de que não estava sonhando acordada, ignorei-o e voltei a ler o livro. Depois de algum tempo ele perguntou:
"Por que não quer ficar comigo?"
Olhei-o novamente, pensei e cheguei a conclusão de que um sonho não continuaria falando comigo se eu o ignorasse... E desabafei tudo que tinha guardado durante esses anos:
"Porque você é como heroína. Sempre que amo alguém eu dou toda minha vida à essa pessoa, mas só minha vida não lhe satisfaz, sempre queres minha alma, e mais que isso, sempre queres absorver toda a vida de minha alma. Você é parasita. E é por isso que não poderia continuar contigo, porque isso me tiraria toda a vida... E ainda tenho muito à fazer por aqui."
Ele ficou em silêncio algum tempo e depois perguntou:
"Você encontrou outra pessoa?"
"Sim."
"Você gosta tanto dele quanto gostas de mim?"
"Não, é por isso que estou com ele. Não há perigo de perder minha vida enquanto estou com ele."
Devemos ter ficado nos olhando durante alguns minutos, como se conversássemos através dos olhos. Duas almas se comunicando sem nenhum som além da respiração do corpo.
"E você, encontrou alguém?" - perguntei.
"Não sei." - ele respondeu.
"Como não sabe?"
"Saí com muita gente, mas não me interessei por ninguém."
Era assim que ele sempre me conquistava, dizendo essas coisas clichês... Eu resolvi ignorar outra vez, talvez ele fosse embora, talvez fosse um sonho insistente. Mas ele continuou lá, me observando de perto.
"Sinto tanto a sua falta." - ele disse.
"Você sempre sente... E quando volto, você sempre encontra um jeito de me perder de novo. Afinal, nós dois sabemos o quanto é masoquista." - respondi, tentando manter a expressão dura.
"Você acha que vamos nos encontrar de novo?" - perguntou ele, ainda tentando me conquistar - "Você quer me encontrar outra vez?"
"Não, nunca mais. Porque se a gente se encontrar outras vezes, eu posso me entregar de novo, uma vez ou outra. Não quero lhe dar minha alma outra vez." - respondi, chorando por dentro porque sabia que ele ia embora.
Ele levantou meu queixo, olhou nos meus olhos e disse: "Então eu vou voltar. Vou voltar, e quando você for minha outra vez, não te deixo escapar." - então ele me deu um beijo, que me fez derreter, e foi embora. Ao menos ele disse que voltaria.
Juro-te que até hoje não sei se o que aconteceu naquele dia foi real ou se era só um sonho...
Sim, eu já me apaixonei um dia. Era estranho, eu acordava no meio da noite, as tardes eram longas, meu estomago se comprimia, minha boca ficava seca. Era como se adoecesse, o calor do corpo me causava febres e suor frio.
Agora lido com paixão da mesma forma que lido com gripe: Bebo muitos liquidos, tomo alguma coisa pra aliviar os sintomas. E aguardo, porque em alguns dias isso passa.
