Talvez
AMPLEXUS ∴
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Lar... Talvez esta seja a melhor definição de quando nossos corpos se tocam... Quando nossas peles se enriçam, pelo mínimo contato ou presença , de quando são ditas palavras tenras, suaves ao pé do ouvido e isto acaba abalando toda sua estrutura, quebram-se as barreiras, perde-se o medo e simplesmente sentimos e nos entregamos de forma plena e singular.
Lar é quando os dois se fazem um, e no silêncio transmitimos tudo que queremos dizer, todo sentimento que estava engasgado, preso, colapsado por anos a fio. .
Lar é onde perdemos a noção do tempo, é pra onde sempre retornamos, é nosso chão, onde nos sentimos seguros, entrelaçados e vinculados a algo ou alguém , amados e completos, por isto está é a melhor maneira que poderia descrever seu abraço, minha morada, minha base, meu ponto de equilíbrio, meu 'Lar' ∴
@gutogiacoobe
Vizinhos de tempo e espaço
Talvez, por estarmos distraídos, não percebemos o quanto a vida é cheia de nuances que beiram a magia. Um desses detalhes que normalmente nos passam despercebidos é a incrível e quase divina coincidência que faz com que as pessoas se tornem vizinhos de tempo e espaço.
Um exemplo é o encontro do casal Oswaldo Stival e dona Edith, ambos descendentes de diferentes famílias italianas que migraram para o Brasil no século XIX. Se a família Stival tivesse vindo “fazer a América”, e a família Spessoto (Peixoto) tivesse permanecido na Itália, o encontro entre o casal que descobriu o amor quase um século depois que seus descendentes chegaram por aqui, não teria acontecido. Se Oswaldo Stival e dona Edith tivessem nascidos em épocas diferentes, o desencontro seria certo, ou seja, essa vizinhança de tempo e espaço (pois ambos nasceram na mesma época e na mesma cidade) permitiu que se conhecessem, convivessem e se apaixonassem.
A incrível e quase divina coincidência que os aproximou é a mesma que dá ao leitor a oportunidade de se emocionar com uma linda história de vida e de amor.
Há luz lá fora...
Talvez nem lembre, das horas, mas que importância teriam se o dia, segue sempre insatisfeito, falta tempo para ser perfeito. É preciso excluir o relógio que marca sempre igual ou quem sabe, o vento passe e leve embora, o resto das horas que o relógio não conseguiu marcar.
É hora do vinho, do porre que provoca alucinações e deixa a mente vagando sobre ondas gigantes que se apoderam do pouco que resta para que o bom senso se digne a marcar presença.
O café, já não faz mais efeito, está frio e sem sabor, faz uma reverência ao mau gosto que o desgosto provoca naquela sala onde as paredes estão cansadas de segurar penduricalhos sem nenhum valor.
O mofo, apodrece os móveis que fedem pela falta de ventilação que não deixa escapar o descontentamento por atitudes impensadas porque as janelas estão travadas e no cárcere onde se encontra submetido a uma condenação perpétua, há o cheiro insuportável da fumaça da conspiração.
Há luz lá fora, há vidas com ressalvas, mas há também, a força e a ousadia que despertam lentamente e na busca de novos dias, acalentam a esperança, a última opção para resgatar os pedaços da coragem que sem força, insistem, ficar no meio do caminho.
by/erotildes vittoria/10 de dezembro de 2018
Nas vias vazias da minha mente, encontro você ser onipresente, talvez seja eu em um estado delinquente, tendo flashback de gente, se é que você me entende.
Querem tomar a minha mente, que loucura sou ainda tão inocente, não deixe que façam isso, impedir seria esquisito? Cadê o ser onipresente? Estranho é ele quem quer roubar minha mente, não você errou, quem quer roubar sua mente é o ser onisciente.
Ser onisciente me responda, que mal te fiz para me tomar a mente, ele não explica só sorri, só isso que faz seu plano é bem eficaz, minha mente já ta pra lá do Brás, vou me entregar dessa vez, essa luta não terei de lutar.
Onipresente, onipotente ou onisciente, esse ser é transcendente, o mais poderoso não entendo, por que se agarrou em um osso, ele começou mas era uma brincadeira, só estava fazendo o que fez por estar sozinho, e jogou esse ser numa caldeira, mas no fim todos saíram ganhando e o bem triunfando.
Há algo dentro dos teus olhos que me aprisionou, talvez foi o brilho naquele exato momento. Talvez tenha sido um dia que me senti sem chão, sem pele, sem ar, e me encontrei no fundo deles...viva.
Talvez o problema da idade adulta tenha sido que você pesou as conseqüências de suas ações com muito cuidado, de uma forma que o levou a viver uma vida que você desprezava.
"Talvez eu seja impulsivo e precipitado mas isso é só um talvez, talvez eu só queira um amor de verdade"
Talvez eu seja uma flor ou até mesmo um espinho porque na verdade não é a beleza que encanta, mas sim o espinho que não machuca.
Talvez ela estivesse apenas procurando o amor nos lugares errados. Em todos os lugares seguros. E se o amor não fosse seguro?
Lanço-me à vida.
busco usufruir a magia do agora.
E no sagrado olhar da vida
talvez esse seja o segredo
da felicidade.
Às vezes não é da perfeição que precisamos. Talvez de risadas e de uma pessoa brincalhona, como Sir Shrek e a princesa Fiona
Talvez o céu seja a verdadeira definição de perfeição, se for assim, que Deus perdoe todas as minhas tentativas de ser perfeita.
O estranho sou eu
Há dois dias me senti muito estranho. Não é tristeza, mas talvez uma certa decepção comigo mesmo.
E desde então comecei a me sentir diferente. Como se a minha alma quisesse chamar a atenção para a necessidade de uma mudança profunda da noite para o dia do tipo uma pessoa que deixou de fumar de repente.
O sentimento voraz que começa a me alimentar é a sede por vencer na vida por meio dos estudos. Talvez essa seja não a única, mas uma das melhores formas de ascensão social.
E nesse novo recomeço em plena quinta-feira nem todo mundo precisa saber. Aliás, não devemos contar os nossos projetos para mais do que 2 pessoas. Às vezes, nem para os seus melhores amigos e parentes. Vamos deixar que os resultados falem por si.
Corações não mentem. Bom, tudo bem, talvez mintam. Mas nós não podemos ludibriar o nosso coração como fazemos com a nossa mente. Corações sentem as coisas, independentemente da nossa vontade. Eles não são lógicos, não tentam dar sentido às coisas o tempo todo. Eles simplesmente sentem.
Melancolia
Nas noites gélidas de Agosto
Em um lugar cheio, amontoado
Talvez o vazio mais cheio
Com apenas um zumbido que
Entra e mata o silêncio do ar
Aqui não existe tristeza
Nem a felicidade
Não há sentido estar aqui
Aqui um necrotério
Aqui se eu estivesse
Em um saberia?
Tem dias que me olho no espelho e nem sei mais quem estou vendo, talvez a tristeza esteja me afastando de minha real identidade.
Talvez a leucemia tenha voltado para levar embora as dores e os conflitos que tenho passado.
As lutas são tão longas e o tempo de comemoração a cada vitória é tão irrisório, não compensa entrar nessa batalha.
Por aqui as coisas são complicadas que ninguém enxerga as possibilidades e os subterfúgios de paz que estão disponíveis frente a tudo.
Porque pedimos tanto perdão?
Talvez minha volúpia, minhas deficiências não permitam o perdão interior aquele torrencial incontrolável...
Mas só talvez!
Se as pessoas soubessem o quanto me dói sorrir pra alegrar o dia delas, talvez tivessem sorrido de volta. Quando viver dói e morrer é uma alternativa para parar com a dor, talvez esse seja o fundo do poço.
