Tag voar
Borboletinha
Que asas tão lindas
Que as faz voar.
Um dia pequenina saiu do casulo
Pra vida encontrar
Assim como voas tão bem
Queria também um dia voar.
Estive por muito tempo sustentando asas que não as minhas.
A sensação de novamente voar é fantástica.
NA CORDA BAMBA DA VIDA
Seu olhar já não é mais o mesmo. Hoje ofuscado pelas mazelas da vida, perdeu aquele brilho que resplandecia a inocência; aquela alegria que antes não era reconhecida, mas que agora, depois de estar diante da infelicidade e da insignificância de tudo, aparece como uma nostalgia magnífica desperdiçada.
O pior de tudo é saber que mudou tanto de uns tempos pra cá, e não foi para melhor. Já não vive, simplesmente existe. Quase que está apenas cumprindo tabela. Mas como seria bom se fosse mesmo uma tabela. Daria para avaliar melhor os riscos, riscar do roteiro dos erros as coisas que te tornavam piores do que já era, mas que já fazia, sem perceber, parte de si, do seu caráter, daquilo que se tornou... ou quem sabe sempre foi.
Parou de culpar seu passado; a falta de oportunidade; o tempo perdido; as pessoas; os amores não correspondidos; as decepções, que não foram poucas... e reconheceu que o problema estava onde menos imaginava: Dentro de si. Nos seus pensamentos maliciosos, na sua perspicácia em fazer o que é proibido, de desejar o que não é lícito.
E existia, numa busca incessante de descobrir-se; ser; encontrar, já não sabe o que; mas tudo que consegue é perder-se mais... Procurando o que não mais existe, ou quem sabe nunca existiu; tentando achar uma razão, uma explicação, ou talvez mais uma ilusão. Até porque é de ilusão que sempre viveu; isso sempre o alimentava, o fortalecia, mantinha suas chamas acesas. Mas agora, tudo se apaga, tudo inexiste, tudo perdeu sentido. Provavelmente porque aprendeu a enxergar a malícia da vida, a malícia que vem das bocas, dos olhares, dos toques, e já não mais se deixa confundir.
E assim vai caminhando, seguindo, em direção à algum lugar, talvez ao início, ou ao fim, talvez à vida, mas quem sabe à morte. Mas se nessa insistência não conseguir andar na corda bamba da vida, quem sabe um dia aprenda a voar.
Preparo-me para voar. Vejo-me ganhar asas e me despedir de você. Despeço da saudade. Despeço do passado. Despeço-me das lembranças e de tudo que senti. Agora o casulo é seu... Deixo para você todas as lembranças da mulher que fui. Deixo para a saudade dos momentos. A espera pelo que não veio. Os desejos contidos e o sonho não realizado.
Os pássaros batem as asas livremente, se acham tão protegidos naquela imensidão azul, mas alguns acham que eles não devem voar, se eu tivesse asas voaria mas não é porque não tenho que vou tirar as asas de quem tem, voe seja no amor, seja em sonhos, se brincando, mas nunca tire as asas desses lindos voadores que imaginam um mundo onde se pode tudo, se você quando cresceu perdeu as suas asas, não se esqueça a imensidão azul está lá todos os dias para todos.
Chega um determinado momento na vida em que não basta sonhar. Chega um determinado momento em que é inútil planejar. Um determinado momento em que é estupidez falar de sonhos e seguir rendido à uma realidade na qual odiamos.
A gaiola esta aberta, sempre esteve! Nos mantemos prisioneiros do medo de voar, e do medo de perder coisas desnecessárias.
Chega um determinado momento em que você percebe que quase não sente o ar que respira, não sente a própria alma dentro de sí.
E as coisas comuns são insuficientes, o que antes era prazeroso, já não surte efeito.
E você sai por aí em busca de diversão pra suprir a falta de felicidade. Mas ao chegar em casa, você senta, e sente a solidão devorando cada pedaço de sí.
Sente o nó na garganta, e bebe alguma coisa. Sente a falta de algo que o mundo comum não proporciona. Digo "comum", não simples. Porque o mundo, mesmo com suas complexidades, ele é comum. O incomum, o surpreendente, o que realmente nos faz viver e ser feliz esta nas coisas mais simples.
Então, chega o momento.
E cabe ao engaiolado pássaro infeliz tomar a iniciativa de enfim voar.
Sou pássaro livre para voar com um canto majestoso a mostrar, mas sem ninguém disposto a escutar, com muito medo de mostra ser livre para tentar ser feliz e reamar, sou pássaro livre, trancafiado no medo, preso na escuridão da solidão, por não mais querer tentar, voar e o céu novamente tocar
Eu preciso cuidar mais de mim, criar menos expectativas, assim, quando esta porta se fechar, eu poderei ver, mesmo que do outro lado da casa, uma janela aberta por onde eu possa voar.
Esteja eu destinada a coisas grandes ou coisa nenhuma,
Indo alto ou afundando cada vez mais,
Mesmo que eu nem chegue a sair do lugar,
Independente do que se suceda,
Este coração é seu,
Por toda a eternidade.
Eu não quero ser bonito, eu quero ser forte, que apesar de todo o meu mundo se desmoronar, saiba encontrar em mim a força para seguir em frente, quero chamar a atenção por ser extrovertido, simpático, quero que me sigam por ser um bom líder, que se lembrem de mim por ser divertido, por ser independente, e saber deixar voar, que quando eu me for, lembrem-se de tudo o que disse, de todo o bem que já fiz enquanto vivo, da minha forma de me viver, não por ser bonito ou não, mas por ser eu mesmo. Que pensem em mim, porque nunca me guardei as coisas, sempre defendi minhas idéias, meus valores, minha integridade. Que apesar das vezes que caí, sempre encontrei uma forma de voltar a tomar o voo. Porque eu também já procurei apenas a beleza, sabendo que esta eventualmente murcharia, e embora me atraiu sempre, aprendi que a beleza das pessoas não reside em ter o melhor sorriso, o melhor corpo. É o tudo que nos compõe, em cada parte no qual estamos orgulhosos de nós mesmos, no esforço, e até mesmo nas imperfeições.
O tempo que passa lento quando se quer voar,
O tempo que escorre pelos dedos quando se quer que ande devagar
Tempo certo, tempo incerto que não se pode controlar.
Para os pássaros, o caminhar envolve asas.
Fez das nuvens seu caminho e do céu o seu lar,
Os homens tentam imitar,
E com metal hoje sabem voar,
Mas o sábio sabe em sua mente flutuar.
