Tag vizinho
Não importa a altura do muro entre você e seu vizinho, isso não significa que vocês não estão cumprindo o mandamento de amar um ao outro, também não significa que para amar um ao outro o muro precise ser derrubado. O que separa vocês nunca foram os muros físico.
Na fila do supermercado uma senhora foi surpreendida pelo vizinho que perguntou se ela estava com o cartão de crédito. Ela disse que estava e ele tirou algum dinheiro do bolso e disse para ela completar, caso faltasse dinheiro para finalizar o pagamento das compras da sua cesta.
Ela observou a cesta e perguntou:
- Por que esta quantidade de pó de café e pacotes de bolachas?
Ele explicou que gostava de comer bolacha com café, de manhã, de tarde e de noite.
Ela mostrou uma garrafa de vinagre que estava entre outras coisas na sua cesta e explicou que era para fazer gargarejo, sua garganta estava irritada.
Ele observou bem e respondeu:
- Venha tomar café comigo e garanto que sua garganta vai ficar boa. Às vezes, tudo o que precisamos está numa boa xícara de café fumegante.
Ela sorriu confiante no "remédio" oferecido por seu vizinho.
“O outro sempre vai ser melhor aos nossos olhos se assim permitirmos. Afinal de contas a grama do vizinho só é mais verde, quando não cuidamos a nossa.”
Aquele vizinho que coloca som alto talvez pense que você curte as músicas dele.
Saber disso não te faz adorá-lo?
O bom vizinho pode ser melhor do que muitos parentes, por estar sempre atuante, quando das necessidades!
Mesmo achando o arbusto da casa do vizinho feio e sem vida, mire seu olhar para o seu jardim e vá orar!
Lembre-se: O paisagismo do meu próximo não me pertence.
Cada um que adube e cultive as plantas do seus corações.
Quando seu vizinho lhe chama para almoçar é sinal de que os acordos da mutualidade estão coroados de bem-aventuranças.
O bom vizinho é capaz de cuidar do teu jardim na tua ausência e ainda assim ofertar sementes; o mau vizinho espera que lhe ofertem flores, sempre a reclamar pelas tuas costas que elas estão murchas
Das crianças... agora comecei a ter contato com uma figurassa. O filho de 4 anos do síndico do meu prédio, o Gabriel, que vai jogar bola numa parte do terraço que é colada na minha varanda. É o filho do meio de uma família bem situada na sociedade e, como natural, muito mimado pelos pais e um outro irmão. Goza de perfeita saúde e leva uma vida normal das crianças da sua idade. Está sempre aqui no terraço brincando sozinho, jogando bola, tentando, pelo o quê eu escuto, imitar os craques da seleção. Aí começo a me identificar com ele. Como eu, ele também é, pelo que percebo, controlado por uma necessidade de fazer gol que lhe acompanha, diariamente, até o momento de dormir. Como eu fui um dia, apesar do carinho dos pais e do irmão mais velho, deve-se sentir sozinho nos períodos escolares, sem parceiros para as traquinadas da idade. A não ser nos dias de domingo, quando reparo que o levam para uma vila aqui atrás, onde ganha a rua para brincar com alguns garotos da sua idade, mas jamais afastando-se do local. Cópia do que eu fui, também ele joga sua bola imaginando dribles impossíveis e gols inimagináveis dos craques de hoje. Aí que entra a questão, quando ele dá um gritinho Vai "NIUMÂ" (Neymar) e a bola cai aqui na minha varanda hahaha. Como os chutes estão frequentes nos finais de semana, ele já me chama na intimidade, com uma ousadia impressionante: "XIÔÔ (tio), "QUÉ" PANHÁ BÓIA". E lá vou eu devolver a bola para que o jogo não pare por incompetência do gandula. E daí, talvez, a gratidão manifestada pelos cumprimentos e acenos de mão com que me agracia ao passar por mim agora na portaria. Tentando avaliar o peso da cruz que cada um carrega e, sobretudo, vendo o Gabriel, nos finais de semana me posicionando como gandula na varanda, e nunca deixando de me cumprimentar ao me encontrar na portaria ou na rua, espero que ele possa crescer sem encontrar maiores obstáculos no mundo cão em que vivemos, e que este século que ele irá enfrentar adulto seja menos violento e ofereça às pessoas maiores possibilidades de realização dos sonhos de vida. Sinceramente é o que eu desejo ao meu "amigo" Gabriel...
" Há dias que planto, cultivo, semeio, rego e distribuo flores.
Mas, hoje não!
-Hoje eu quero é jogar pedras no telhado do vizinho!"
☆Haredita Angel
É com a educação de casa que a gente aprende a respeitar o vizinho e consequentemente a si mesmo. Não adianta nada destruir a grama do vizinho, ela também será seu tapete.
"O bom vizinho é aquele que raramente precisa alguma
coisa mas, sempre tem
alguma coisa pra
emprestar"
