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Talvez seja o tempo um amigo, que está ali a nossa espera pra curar o desgaste que as andanças da vida nos deixa, pode ser que seja apenas mais um vilão que insiste em passar correndo e abreviar bons momentos, pode ele ser apenas mais um aliado da distância e juntos testam a intensidade e a força do sentir. Talvez seja o tempo importante, preciso e incompreendido, ou pode ser que seja mesmo um obstáculo que se impõe forte de mais. A única certeza nisso é que o tempo é ligeiro e nos proporciona preciosas oportunidades de viver, amar, sonhar, sentir, se deliciar com a vida e principalmente com as pessoas. O tempo resulta em cura e clareza, proporciona tão belos encontros que se gravam na mente e são sentidos na alma, ele nos trás certezas de que apesar dele, o que é de fato permanece e quando ele se finda as marcas do que fizemos dele nos eterniza.
A Singularidade do Peso que Carregamos.
Por: Alexandre, Aniz
Cada ser humano caminha pela vida carregando um universo invisível de experiências, dores, desafios e esperanças. O que para um pode parecer leve, para outro é um fardo insuportável. O peso que levamos nas costas é feito das histórias que vivemos, das cicatrizes que colecionamos e dos sonhos que insistimos em carregar. E é exatamente por isso que o ato de julgar é tão falho: julgamos a partir de nossos olhos, nunca dos olhos do outro.
Ao julgarmos, projetamos nossos próprios parâmetros, como se todas as dores fossem iguais, como se a resistência humana pudesse ser mensurada por uma única régua. Mas não há medida comum. Cada passo dado por alguém, por mais insignificante que pareça, pode ser um ato de coragem imensurável diante do peso que essa pessoa carrega.
Da mesma forma, comparar-se é uma armadilha que desvia o foco do essencial: o crescimento individual. Quando nos comparamos, ignoramos o contexto único que molda cada trajetória. Buscamos equivalências que não existem, medimos nosso valor com uma régua alheia e esquecemos que a verdadeira superação não está em ser melhor que o outro, mas em ser melhor que ontem, em carregar nossas dores com dignidade e resiliência.
Respeitar a jornada do outro é um ato de sabedoria e empatia. Não precisamos entender completamente o que o outro sente para respeitar seu peso. E, acima de tudo, devemos aprender a acolher nossas próprias dores sem culpa ou julgamento. Porque, no fim, o que nos define não é o peso que carregamos, mas a maneira como o sustentamos; e como encontramos forças, mesmo nas quedas, para continuar caminhando.
Viva Direitinho
Aniz
Analisando aqui comigo, cada dia é um ato. Entre avanços e tropeços, pódios e poços. Mais uma cena, um enredo a desempenhar. A vida é interessante, intensa. Dramática, engraçada, visceral. Saber se posicionar neste palco talvez seja a diferença, no final das contas...
אמא
IMA – MAMÃE
O poder da criação
de toda humanidade...
A força que da vida...
O destaque
da humanidade...
O amor de mãe
conduz a vida...
Teu amor é cantado
ao som de multidões...
A força da gestação
do mundo...
Nunca diga nunca mais de duas vezes. Assim, você evita contradições, tanto na linguagem quanto na vida.
A vida é como uma passagem aérea com escalas: embarcamos ao lado de outras pessoas, mas cada um tem um destino diferente. Não adianta tentar mudar a rota de alguém ou atrasar a sua viagem.
Respeite as paradas, siga seu percurso e deixe quem tem outro destino desembarcar no momento certo.
há coisas que são simples e outras complexas. As simples eu deixo para os mortais, as complexas só os imortais entenderão.
Leva uma vida pra virar gente,
e, num instante inesperado,
a grandeza surge, surpreendendo até o tempo.
A vida de cada pessoa, se inicia no momento de sua concepção, no ventre materno. E desde então, deve ser respeitada, protegida, valorizada, amada e celebrada!
Cada semente germinada. Cada embrião formado. Cada nova vida é única, e trará algo único ao universo!
Não aprendemos somente com a própria vida. Também se aprende muito, observando as experiências dos outros.
Podemos tentar ensinar. Mas nunca será como as experiências pessoais, ensinam cada um. Nunca será como a vida ensina.
O presente da paz
O ano se despede. Entre luzes, promessas e champanhe, as pessoas pedem prosperidade, amor, saúde. Mas há algo ainda mais precioso que muitos esquecem de buscar: a paz. Aquela que não mora em lugares tranquilos ou em silêncios forçados, mas que nasce dentro de nós, quando escolhemos nos perdoar.
No réveillon, fazemos listas intermináveis de metas. “Vou emagrecer, mudar de emprego, viajar mais.” Tudo válido. Mas e se, dessa vez, a meta fosse menos sobre fazer e mais sobre ser? Ser alguém em paz com a própria história.
Porque, sejamos honestos, ninguém atravessa o ano sem carregar algumas culpas. Aquele dia em que você disse algo que não deveria. Aquela escolha que não deu certo. Aquela versão de si mesmo que você tenta esconder. Mas o que adianta carregar pesos do passado para o futuro? O tempo já passou, e você não é mais aquela pessoa.
Perdoe suas versões antigas. Elas fizeram o que podiam com o que sabiam. Erraram, tropeçaram, mas também abriram caminhos. Sem elas, você não estaria aqui, de pé, mais sábio e mais forte.
Agradeça quem você se tornou. Não porque você é perfeito, mas porque está em constante evolução. Celebrar a si mesmo é um ato revolucionário. Reconhecer as cicatrizes não como falhas, mas como marcas de sobrevivência, é a chave para abrir as portas da paz interior.
Então, neste réveillon, enquanto os fogos estouram no céu e os segundos correm para o novo ano, faça um brinde diferente. Não apenas ao que virá, mas ao que ficou para trás e, principalmente, ao que você é agora.
Que você dê a si mesmo o presente da leveza. Que a paz seja sua maior conquista. E que o próximo ano não seja sobre começar do zero, mas sobre continuar sendo você, de forma mais gentil, mais verdadeira e, acima de tudo, mais em paz.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
