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Rouxinol da gaiola de prata
Estupido coração, cansado e carente,
Perdido na ilusão de uma paixão ardente,
Quem dera outrora fosses mais prudente,
Deixaste ludibriar se pelo canto de um rouxinol triste,
Preso em sua jaula , por própria vontade,
Servindo a um rei, que não valoriza a sua majestade,
Ó lindo rouxinol de plumas dourada,
Cujo seu brilho dourado, não combina com a sua prisão de barras prateada,
Ó doce rouxinol de canto triste,
Liberte se da gaiola, que tua liberdade destruíste,
Bote a prova a tua força, e ganhe sua liberdade,
E entoe para sempre, seu cântico de felicidade.
Hoje quase
Hoje quase. Embarguei a voz ao falar da solidão.
Sorri para o ar, e chorei por dentro.
Para acompanhar a solidão, a lágrima veio, chegou na beirada do olho e decidiu voltar, pois nao queria ser sozinha.
A saudade dói, a falta dói, mas a ausência do que está presente, dói ainda mais.
Contei para a Lua, segredos meus. A Lua, sem poder fazer mais que isso, brilhou. Iluminando meu caminho, mostrando como usar toda a bagagem à meu favor.
Ser humano é difícil, o fácil mesmo, seria se eu fosse ignorante.
Ignorância: sinônimo de felicidade.
O ser humano, via de regra, vive em busca de encontrar sentido para tudo, como se tudo na vida decorresse de uma lógica racional, aí deixa de acreditar naquilo em que não pode sentir ou enxergar, mas pede sorte, mesmo sem saber de onde ela vem.
Olha menina,
Por mais que a tristeza pareça ser sua sina
A esperança espera por você
Creia: Para cada lágrima semeada
Colherás cachos de gargalhadas
E tal como Sara
Que extasiada tomou Isaque no colo
Assim te faltarão palavras
Quando enfim o riso nascer
Ouve rapaz,
Para além dos cantos de desespero
A vida toca uma bela melodia
Não vês a saída
E te conformas com a infelicidade
Mas lá fora o ritmo que toca:
É o do amor
Venham, venham todos,
Venha você que outrora era a amarga Mara
E você que como Jó provou de todas as provas
Venha também você que como pródigo partiu, mas nada conseguiu
O banquete está pronto!
O Rei logo vem!
Venha-te que manqueja pela vida,
E que mesmo tendo linhagem real, foi escravizado pelo medo
Venha este, que ninguém vê, passa pela vida, sem nunca viver
Venham os que cansados estão e os aflitos de alma
A fé anuncia;
A esperança prepara;
O amor conclama;
O Rei está a porta;
Para cada convidado, traz um cálice de vida
Um novo nome,
Lugar à mesa
Porção de nobreza
Aliança eterna
Filiação com o Rei
A vida é um grande sanitário, onde pessoas como eu estão aguardando em vão Deus puxar a descarga.
Livro - Kinshi na Karada
E a lágrima brota no canto dos olhos
O nó sobe à garganta
Engole seco e molha o rosto
A saudade que aperta
A dor que lhe machuca
A tristeza que espanta
A distância que não se encurta
As lembranças que não se apagam da memória
Momentos que passaram
De pessoas que se vão
Só resta a lágrima, a dor
Pra confortar a alma e o coração
Eu fui um garoto que sempre esteve na estrada chorando, compondo e cantando.
Minha vida é uma obra de arte.
Não acho que a alegria tenha mais valor que a tristeza, entendo que cada uma tem sua importância para que sejamos forjados e assim possamos conhecer todos os sabores.
"Quem não derruba lágrimas, seja de alegria ou de tristeza,
quem não se perturba com nada e está acima das próprias emoções, já está morto sem saber."
Falando de emoções ...
Vou te dizer meu amigo
Que amor é uma coisa engraçada
Tudo é possível de um lado...
Mas já do outro,
Então eu fico a pensar...
Que emoções são estas, de amar...
O que eu amo?
Amo teu corpo tuas mãos, o teu jeito de amar? Ou será que me apaixono por teu pensar?
Então imagino que amor são hormônios...
Aquelas químicas gostosas que fazem o corpo tremer, a alma balançar...
Ou será desejo... Desejo por você, que sabe como amar?
Eu beberia todas, tudo, a noite inteira...
Embriagando-me de palavras
Aquelas que delineiam teus lábios ou que refletem a profundidade de teu olhar
Eu os vejo e sinto...
Com todas as emoções que não disfarçam a dor ou a tristeza de descobrir que na minha pureza...
Eu não minto...
Grácia Monte
SONETO SEM FIM
Não há ninguém no fundo de um poço,
Quem adivinha as voltas deste mundo?
E quem já sente “a corda no pescoço”
Descobre que o poço não tem fundo.
Quem sabe a vida seja só esboço,
De tão breve que é cada segundo?
Pois há no mundo ainda o alvoroço
De um fim - e eu ainda me confundo…
Eu escondi meus “nãos” ao dizer sim,
Descobri no que a vida aqui, consiste:
Só trago o que guardei dentro de mim!
Esboço riso e torno ao olhar triste,
Minha tristeza nunca chega ao fim,
Pois o fim realmente não existe!
PEDRA
Pelos dias que passaram,
Pelos que passam em vão,
Pelas pessoas que ficam,
Por aquelas que se vão,
Pelo tempo que voou
Entre os dedos destas mãos,
Pelo que me magoou,
Pela vida, pelos “nãos”,
Pelos sonhos destruídos,
Pelos que nem asas têm…
Pela voz, pelos ruídos,
Pela fé que me mantém,
Os segundos se demoram
E o choro já não vem…
Bem sei que pedras não choram.
Inda quero florescer
Numa outra estação…
Deus, não deixe endurecer
O meu frágil coração!
DOIS EXTREMOS
E lá fora a vida aflora...
Um céu limpo, um sol quente...
Corre feliz toda a gente
Antes que se acabe a hora,
Antes que o relógio pare
E leve a vida embora.
Mas o dia lá de fora
É reflexo d’um instante,
A loucura mais distante
D’um inconstante “agora”,
Porque aqui dentro chove,
Aqui dentro ninguém mora...
TRAUMA
O tempo arrastou a dor e o pranto,
Levou as folhas secas do meu mal…
E tudo passou, feito temporal,
Levando minha angústia a qualquer canto.
Ainda que o drama fosse tanto,
Esperei... já que tudo tem final!
Assim, nasceram flores no quintal
Trazendo nova vida, novo encanto.
Talvez até bastasse este presente,
Os instantes, pequenas alegrias
Ou esta tarde fria, tão somente…
Mas há horas que ainda são vazias
E há lembranças vis na minha mente:
Pesadelos devolvem estes dias!
*** DESGASTE ***
As coisas mais bonitas foram ditas
Na paz e na leveza d’um começo…
Por que vivemos hoje sem apreço,
Nas horas que não mais são infinitas?
Nenhum poema mais tu me recitas
Pudera, se anoiteces, amanheço…
Quem sabe seja este nosso preço,
Pelas palavras, hoje, tão restritas?
Eu só vi cinzas quando amanheceu,
O mesmo sol, sem ter qualquer valor,
Teus passos com os meus, aonde for…
Do que será que a gente se esqueceu?
Não bastou ser eu tua e seres meu…
Não foi regada a flor, que é o amor.
Tristeza! esta palavra faz parte da vida, só não devemos deixar que ocupe inteiramente a nossa vida.
Odiei o mundo, porque primeiro me odiei.A Terra mais nada me oferecia,então quis fugir dela.Porquê odiei tudo desapareci como pó.
Não consigo observar melhor estado de espírito para escrever se não o de estar triste, por amar tanto escrever, preciso urgentemente conseguir uma formula eficaz para tanto, estando feliz do contrário, irei ter que me acostumar apenas a ler, deixar de escrever, e continuar vivendo feliz.
