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Confia-te. Pois, a pessoa que não confia no que propriamente achas que acredita, busca que os outros acreditem por ela.
A alegoria da caverna de Platão está presente no século XXI, só que com outra roupagem: ambiente cibernético! Aquela emitia “sombras” e este um mundo sintético.
Sombras
O passado me atormenta, o futuro me amedronta, e no presente a ansiedade me consome. Há sombras para onde quer que eu olhe, elas estão lá, elas estão sempre lá.
Meu peito se enche de ar, mas ainda é insuficiente. Parece que há uma força reversa agindo contra mim. Sinto que todos estão contra a minha pessoa, me perseguem, não há como me esconder, eles vão me encontrar, a hora está chegando. Eu tento fugir, me esconder, ficar quieta, mas os meus pensamentos me denunciam, eles não param, não me deixam um segundo, me atormentam, me intimidam.
Deus, eu não sei se eu te procuro ou me escondo de Ti. O meu medo é tão grande que encobre qualquer razão.
Não posso escrever, não devo. Assim como não devo falar também. Tudo aquilo que eu falar pode ser usado vinha mim. Socorro!
Sou luz e sombras
O yin e yang
Anjo e demônio
Intensidade e preguiça
Frieza e ardor
Retitude e impiedade
Cortesia e estupidez.
Na masmorra da razão, na escuridão profunda,
A dualidade se revela, a mente se afunda.
Entre o empirismo dominante e a crítica pura,
Desponta a lucidez ácida, uma voz que perdura.
Explorando a energia cósmica, além do visível,
O poeta mergulha nas camadas mais sensíveis.
Questiona o domínio do empirismo estreito,
Buscando a verdade além do mero preconceito.
Na dualidade do pensamento, a luz e a sombra se entrelaçam,
A lucidez ácida em cada verso se desfaçam.
Enxerga além das amarras do racionalismo comum,
Desvendando mistérios que a razão não assume.
Na masmorra da mente, a crítica se debate,
Entre o empirismo dominante e a razão que abate.
A energia cósmica pulsa, invisível aos olhos,
E o poeta desbrava caminhos, voa em seus voos.
A lucidez ácida o guia nessa jornada,
Explorando horizontes além da empiria adotada.
No cerne das trevas, encontra a faísca de luz,
E revela verdades que desafiam a cruz.
Que o poeta, com sua voz ácida e ardente,
Rompa as amarras da razão, ouse ir além da mente.
Que a dualidade se dissipe na energia cósmica,
E que sua poesia transcenda qualquer lógica.
In, A sombra sobre o véu
LUZES E SOMBRAS
Por Dalvany Alves de Lima
Quero ser luz para iluminar suas sombras.
Quero ser sol para aquecer os seus dias.
Quero ser força para equilibrar seu desânimo.
Quero ser paz para erradicar sua inquietude.
Quero ser esperança para mitigar sua descrença.
Quero ser música para embalar sua solitude.
Quero ser amor para reverter sua indiferença.
Quero ser alegria para sepultar a falência da sua apatia.
Quero ser ponte para facilitar sua travessia
Quero ser prudência para minimizar sua precipitação.
Enfim, quero luz, sol, força, paz, esperança, música, amor, alegria, prudência e ser ponte para evoluir com você e levar o mundo a mudar conosco.
LÓGICA ESPIRITUAL: Sombras são o plural de sombra, enquanto luzes não é o plural de luz. Portanto, Ele disse: "Haja luz."
"Assim como a primavera sempre segue o inverno, todo trabalho interno de sombras precederá um valioso renascimento.
- Flávia Filgueiras
“A luz revela as nossas sombras, por isso nos incomodamos tanto com ela.
Mas se essa luz chegou até nós, é porque de alguma forma o nosso espírito clamou por ela, para que pudéssemos enxergar aquilo que precisa ser trabalhado e curado em nós.
O nosso processo de iluminação se dá através da cura e expurgo de todos os males que nos impedem de expressarmos nossa verdadeira essência divina.”
- Flávia Filgueiras
Medo também é expressão humana. Por muito tempo, encarei eles como fraqueza, mas agora percebo que são oportunidades. Tudo que compartilhamos com o mundo é uma manifestação de nosso posicionamento e valores, refletindo quem somos e como impactamos a vida dos outros. Aceitar nossas sombras também faz parte da autodescoberta.
Não se prenda ao julgamento alheio, seja ele positivo ou negativo, pois são apenas opiniões passageiras. O verdadeiro respeito emana a partir do peito, independentemente de as pessoas gostarem ou não de você. A luz sempre ilumina as sombras.
Todos os dias, as pessoas encaram suas sombras, imaginando se ignorá-las fará com que desapareçam. Contudo, as sombras nos acompanham, sempre presentes, onde quer que vamos. Não adianta fugir das sombras, pois quanto mais intensa for a luz, mais proeminentes as sombras se tornam, revelando aspectos que antes estavam ocultos.
A Falsidade das Aparências
No toque suave, insídia no aceno,
Em gestos gentis, oculta-se a maldade,
A dualidade humana, eterno terreno,
De bondade e perversidade vivendo em igualdade.
Sob a pele macia, a ganância se disfarça,
Neste mundo de interesses corrompidos,
Na ilusão de nobreza, onde o ego abraça,
A avareza que se esconde em sorrisos fingidos.
A falsidade sorri onde o ego se inflama,
Enquanto a vida e a verdade se desfazem,
No jogo das sombras, o homem se aclama,
E a alma se perde nas ilusões que trazem.
No término da jornada, a verdade há de emergir,
Na mente do homem, um sábio discernir,
Para transpassar o véu da falsidade,
E abraçar redenção na autenticidade.
Nós criamos os nossos próprios monstros e os alimentamos diariamente, quando nos danos conta, eles parecem gigantescos e insuperáveis. Um dia, deixamos de alimentá-los e, com o tempo, descobrimos que eles não passavam de sombras, projetadas dos nossos próprios medos.
Livro é o portal para uma consciência crítica e para um mundo sem as sombras do preconceito dissolvendo os fantasmas do ódio.
"Procurar no outro o completar de si, é como pretender enxergar a luz com os olhos vendados em meio às sombras indevassáveis de nosso próprio eu.
Seja o que for que encontremos, a resposta de que precisamos, não estará lá."
Um dia o bicho homem
Ele mesmo
Tão embrutecido
Tão emponderado
Tão dominador
Tão devastador
Tão ambicioso
Tão descrente
Tão ambicioso e vil
Tão de repente
Viu-se encurralado
Enjaulado.
Prisioneiro do destino
Isolado do beijo e do abraço
De quando em vez
Tem permissão para desenclausurar- se
Exibindo uma mordaça diferente
Que não lhe retira o olfato nem a fala
Mas que cinicamente
Lhe esconde o riso.
O homem
Futuristicamente
Conectado
Tem medo das sombras.
De quem são aquelas sombras
Perdidas como outras tantas,
Sem nomes, sem retratos,
Espalhadas como sujeiras
Pelos pedaços de calçadas.
Não sabe o que é frio
Não imagina o que é calor,
Sem cor, sem sentimento.
Esperando, o tempo, o momento,
Alguma forma de alento.
Ao buscar a luz nos perdemos com o encanto das sombras, pois quanto mais buscamos a luz, mas vemos as sombras e somente conhecendo a sombra é que temos a certeza de estar no caminho da luz, pois sem a luz não haveria a sombra.
Ao sair da escuridão nos confortamos com as sombras e pensamos ter encontrado a luz, mas se assim fosse nossas retinas não suportaria, logo sem sombras não chegamos a luz.
