Tag solidão
A tempestade cai lá fora, e cá dentro, chove você. Dia e noite, como num dilúvio sem fim. E eu não posso fazer nada.
Não existe homem mais completo do que aquele que sabe ser sozinho e consegue viver plenamente dessa maneira. A dependência é a maior das fraquezas.
Minha vida se acomoda entre estas pedras...
E o que faço de mim é o que me fica...
Mal de amar nesse lugar de imperfeição...
Onde a lua chora junto as estrelas...
Sua solidão...
Livre como o vento e repetido...
Que Deus se lembre do meu nome...
Que o látego não me seja o castigo...
Vivo a vincos de ouro a minha vida...
Entre o luar e as folhagens...
Tenho febre e escrevo...
Revelando em poucas linhas...
Meus segredos...
Não é serenidade pelas ruas o que vejo...
Tudo em mim é desejo...
Sentir tudo de todas as maneiras...
Dizer verdades entre brincadeiras...
No mistério da vida a cavalgar...
Aprendendo na espera o inesperado...
No espaço...
No tempo...
Um menino homem...
Apenas querendo ser mais amado...
Sandro Paschoal Nogueira
Tu que dormes à noite na calçada ao relento...
Sem abrigo...
Abraçado à solidão...
Recebendo carinhos do sofrimento...
Tu que estás em casa só...
Dos parentes e amigos esquecidos...
Que verte lágrimas quentes...
Beijadas pelo vento...
Tu que tens o coração...
Corroído pelo ciúmes...
Que resmunga por onde vais...
O látego dos seus queixumes...
Tu que debruçada nas janelas...
Vez ou outra por detrás das cortinas...
De olhar assustado...
Segurando a língua e as intrigas...
Tu que pelas manhãs e noites frias...
Vaga por bares e boemias...
Procurando preencher o vazio...
Daquilo que nem tem mais sentido...
Tu que cultivas a secura...
Sufocando a ternura...
Vês o tempo indo célere...
Dias e dias...
Luar após luar...
Tu que andas nas sombras...
E que a fome da alma conhece...
Que sofre e não esquece...
O mel de um dia, outrora...
Em que foste feliz...
E sem saber como...
Deixou passar a ventura...
O fel tu agora prova...
Porque bem assim quis...
Estava tudo pronto para receber a felicidade,
e tu não fostes...
Sonhaste e não lutaste...
Os amantes foram e se deram...
A vida aconteceu...
Agora tu praquejas...
Blasfema aos céus por erros teus...
Percebes que sois finito?
Pobre espírito...
Desatas a chorar...
Range os dentes sufocando os gritos...
Há mortos inda que vivos, vivem...
Me convenças de que ainda existes...
Não serei como tu...
Que da vida perdeste o encanto...
Que agora em lamentos...
Sofre pelos teus muitos enganos...
Caminho por onde vou querendo...
Já que nem os mortos como tu...
Apontam -me os dedos...
Sandro Paschoal Nogueira
O Tempo
Na maior parte do tempo,
é do tempo que sou feito,
do vazio, cheio ou imperfeito,
Na maior parte do tempo.
Horas, minutos e segundos.
Como se vazio, o peito,
em demasia, o deleito,
em transe e moribundo.
Na maior parte do tempo;
No vazio me aprofundo,
e me toma o passatempo.
Num mergulho profundo,
vagueio contra o tempo,
ansioso e nauseabundo.
Lua, Luar
Ah, se eu pudesse tocar-te
desenhar-te com o dedo
Pálida, branca como gelo.
Solitário, hei de amar-te.
Ah, se eu pudesse descrever,
este encontro entre nós,
o desejo de estarmos sós,
no lampejo, dou-me a escrever:
"- O fino véu translucido,
banha-me de corpo inteiro,
que jaz prazenteiro,
do meu eu, esmorecido.
Todo eu já combalido,
de minh'alma esvanecido,
pois, de ti entorpecido,
meu eu tenho carecido.
Hoje doudo por inteiro,
no silêncio matreiro,
Fugaz e sorrateiro,
ser d'alma poeteiro."
Ah, se pudesse o nevoeiro,
não me deixar arrefecido,
minh'alma teria oferecido,
como amante... fiel escudeiro.
Tão pálida sua luz sombria,
farta-me de tal maneira,
e ao meu coração esgueira,
quente dentre a noite fria.
A face da terra acaricia,
luzente como um ser divino,
toca nest'alma de menino,
que no gélido sereno, ardia.
Como amantes de histórias antigas,
Deusas, homens e meninos,
finda o espírito, tais desatinos,
nesta e noutras épocas vindouras.
Dominante o nevoeiro,
descansa no campo enegrecido,
Pálida, repousa sobre o outeiro,
e finda o campo enegrecido.
Mãe, você consegue ouvir a minha voz?
Chamando, através do denso ruído branco.
Eu tenho perseguido sonhos e estrelas,
Em um longo caminho pra não perder meu coração.
Se eu me sentar sozinha,
Ainda às vezes, eu posso sentir você aqui
Onde as ruas me levam de volta para onde estou presa;
– Na saudade tua.
A solidão é o amor,
A morte é o segredo,
Na morte sentir dor, na hora sentir medo
Espie só que imoral
O tamanho da besteira
Nas coisas que escrevo
Os toques são de MANUEL BANDEIRA.
041009
Não está isolado,
porque tem a ti mesmo.
Não é solidão,
é a sabedoria de se compreender.
É sempre a forma como
enxerga a sua alma e a sua essência.
Não é insulamento,
é voltar-se para si.
A solidão é algo que vai nos consumindo aos poucos, desvirtua os nossos pesamentos e faz com que a nossa vida desande.
Por mais que as pessoas não acreditem em você, não desista nunca dos seus sonhos. Seja o seu maior torcedor... E lembre-se: O seu sucesso está condicionado as suas decisões.
O reflexo de sua vida advêm das suas ações. A mudança de atitude faz parte do reconhecimento da necessidade de mudar. A mudança te traz benefícios incalculáveis. E essa conquista só pertence a você.
Se o seu comentário não vai contribuir com algo, é melhor calar a sua boca e se ater a sua insignificância de momento.
Você pode e deve escrever a sua história sem a interferência de terceiros, acredite em seu coração que tudo vai dar certo.
O amor está em sua porta batendo de forma desesperada para entrar, cabe a você deixar ele entrar ou não.
