Tag silêncio
Tenho medo da noite, a escuridão deixa tão clara minhas imperfeições, o silêncio grita alto meus defeitos, todas as noites sou acusado, defendido e julgado por mim mesmo, minha sentença e punição é viver noite após noite consciente dos meus pecados.
Sinto-me no vazio breu da noite
Minh'alma grita por socorro, mas ninguém pode me ouvir
As paredes se encolhem contra meu pequenino corpo que tenta escapar em vão.
Onde está a luz? No fim do túnel, talvez?!
Mas, onde está o fim deste infinito túnel?!
Minhas lágrimas frias viram estrelas neste obscuro caminho e me serve de guia para me mostrar por onde já andei.
O grito da garganta está preso, tem medo de sair, de se mostrar, de tornar tudo pior.
Sento ao chão, solitária, desprotegida e sem direção.
Fico aqui, aguardando a mão que virá arrancar toda escuridão, que na verdade, habita em mim.
Esqueçamos os tumultos das multidões, das agitações diárias, dos falatórios inconsistentes e insistentes. Sigamos o caminho trilhado por nossas vontades, através da imaculada presença de nós mesmos. Sejamos conscientes e coniventes com o nosso próprio Eu-Humano. Criterioso e seleto sejam o que nos faz crescer em ser. Solidão eloquente é a voz que precisamos ouvir quando o mundo barulhento tenta-nos suplantar. Pois, em resoluto, que o meu silêncio faça voz altiva em mim e que a minha melhor companhia tenha a atrevida nudez de apropriar-se da minha mente, num salutar refúgio solitário em prol às descobertas de quem realmente sou!
"Suas palavras. Seus silêncios. Suas verdades. Seus sentimentos. Os valorizem todos os segundos, todos os dias. Guarde. Proteja. Como seus tesouros, seus tesouros mais preciosos. Valorizem porque são deles que você vive, são deles que sai seu ar."
Em que Universo te escondes? Onde? Em que astro tu pisas distraído? O que há ao teu redor? O que foi feito de tudo que foste? De tudo o que desejaste, sonhaste? Tuas tristezas e alegrias, onde as carregas agora? Se nada se perde, tudo se transforma, em que foram transformados teus planos, teu amor? O som da tua voz agora é silêncio...
Ultimamente eu escrevo só na madrugada
Onde os sussurros do silêncio vêm me auxiliar
Os barulhos de tiro não deixam eu dormir
Me lembram que eu não posso errar
Bom mesmo é carregar no peito essa esperança bonita e aguardar em silêncio as respostas que só o tempo é capaz de dar.
Sim dói o silêncio... Não sei de fato o por que, vem a angústia como companhia, consequência a solidão e por fim apenas o vazio.
No fazio... Estou lá, só. Lágrimas meio que tentar cair, porém não caí. Procuro todas as formas de falar com alguém, mas estou só.
Nisto rabisco este vazio, rabisco até compreender estou aqui... E noto que estou aqui não por mim, não por que quis, não por que sou fraco, não por que amo, não por que fui tolo... Noto que estou aqui por simples não está aqui.
Estou lá mas não estou; me sinto "Deus" poderoso mas sem pode intervir... Estou sempre lá quando precisam de mim, quando querem forças, amo, sorrisos e quando não, me mandam ao vazio, ao zero para juntar o que não tenho e distribui novamente.
Nem sempre a resposta que alguém precisa ouvir está nas suas palavras, às vezes, está no seu silêncio.
Estamos sempre imersos no combustível ao lado de labaredas.
Nossa sobrevivência por aqui exige discernimento afiado, pois estamos sempre expostos ao atrito das discordâncias e das conveniências.
Temos que pesar tudo aquilo que sai de nossas bocas, pois nem sempre teem o mesmo significado para cada um.
A partir dai concluímos que o silêncio será o maior de todos os antídotos.
(teorilang)
Fiz 2 horas de cafuné: legal!
Comentei uma coisinha que
não gostou...
Por qual das duas atitudes
sou lembrado?
O SILÊNCIO DA NOITE
A noite chega de mansinho
Pela janela entra um vento em laço
O silêncio é triste, um descaminho
O coração pulsa em descompasso
Os pensamentos fluem em polvorosa
Nenhum norte a ser seguido
A estrada é curvilínea e perigosa
O destino é incerto e traiçoeiro
Mas nada impede que a esperança
Renasça a cada aurora
Como no movimento de uma dança
Que não me sai da memória
